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despesas e as da família, haja vista que o art. 4º, § 1º, da LAJ erigiu em favor do requerente 
autêntica presunção iuris tantum quanto ao conteúdo de sua declaração. 
 
Ademais, insta frisar que, em face da redação do art. 4º da LAJ, não há mais necessidade de 
que o requerente declare de próprio punho e em documento apartado a condição de 
necessitado; basta que se faça a afirmativa no corpo da petição, subscrita por advogado, o 
que se verifica no caso em tela. 
 
A Jurisprudência pátria é uníssona acerca do tema: 
 
TJSP - ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA - JUSTIÇA GRATUITA - Prova da 
insuficiência de recursos - Declaração pelo interessado no sentido de 
que não têm meios suficientes para arcar com o custo do processo, 
sem prejuízo para o sustento próprio e o de sua família - 
Inexigibilidade de outras providências - Não derrogação da Lei 
APOSTILA DA OAB 2ª FASE- PARTE I 
Profª SABRINA DOURADO 
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1.060/50 pelo art. 5.º, LXXIV da CF -- Benefício concedido. (RT 
708/88) 
 
 
ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA – JUSTIÇA GRATUITA - DECLARAÇÃO DE 
POBREZA – SUFICIÊNCIA - É suficiente a declaração de pobreza para 
serem concedidos os benefícios da Assistência Judiciária, a qual 
somente será negada por fundamentadas razões.” (TJ-SP - Ac. unân. 
da 5ª Câm. Cív. julg. em 24-11-94 - Agr. 232.579.1/2-São Bernardo do 
Campo - Rel. Des. Silveira Netto) (Grifo nosso) 
 
 
TACivSP - ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA - JUSTIÇA GRATUITA - Pretendida 
isenção de despesas processuais por parte que possui advogado 
constituído - Desnecessidade de comprovação prévia de 
insuficiência de recursos - Suficiência, em princípio, de afirmação de 
estado de pobreza. (RT 789/280). 
 
 
O Supremo Tribunal Federal, seguindo a mesma esteira de raciocínio, 
conforme a RT 740/233, manifestou-se: 
STF - ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA - JUSTIÇA GRATUITA – 
Irrevogabilidade da Lei 1.060/50 em face da garantia constitucional 
prevista no art. 5.o, LXXIV, da Carta Magna - Suficiência da 
declaração do interessado de que sua situação econômica não 
permite vir a Juízo sem prejuízo da sua manutenção ou de sua 
família - Inteligência do art. 5.o, XXXV, da CF. 
 
 
 
Assim, padece de cristalina omissão a fundamentação do ínclito magistrado, uma vez que a lei 
erigiu, para as pessoas físicas, presunção relativa de veracidade da alegada condição de 
necessitado, não devendo o magistrado indeferir de logo o pedido formulado pela parte. 
 
Neste sentido, faz-se mister transcrever a lição de Fredie Didier Jr. 
 
Para denegar, portanto, tal pedido, o juiz deverá, primeiramente, 
abrir prazo razoável para que a parte possa comprovar sua 
alegação. Proceder de modo contrário ofende o principio do 
contraditório, pois não se pode admitir que o requerente seja 
surpreendido, vendo uma sua pretensão sumariamente refutada 
sem que ao menos se lhe conceda a oportunidade de reforçar a 
presunção legal erigida em seu favor com provas bastantes da sua 
condição de pobreza. (Benefício da justiça gratuita: Aspectos 
processuais da Lei de assistência Judiciária (Lei Federal nº 
1.060/50)). 
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Logo, negar o benefício da justiça gratuita sob o fundamento de que se trata de questão que 
exige alta complexidade e de que não restou comprovada a condição de carente do 
Requerente, é ir de encontro à garantia constitucional de acesso à justiça e da assistência 
jurídica integral e gratuita, prevista no art. 5º, LXXIV, da Magna Carta. 
 
 
 
Vale ressaltar, uma vez mais, que o Requerente é pessoa carente, que utilizou todos os seus 
recursos na realização de um sonho, qual seja o de construir o seu estabelecimento comercial. 
Para tanto, despendeu somas vultosas na realização de obras no imóvel, que, como 
amplamente demonstrado na inicial, encontrava-se em ruínas, e que o requerente, 
atualmente, está na iminência de perder, por descumprimento contratual da parte ex adversa. 
 
Nessa toada, mais austero se torna o engano cometido, uma vez que impede o magistrado o 
livre acesso à justiça pelo Requerente. 
 
Note-se, Excelência, que como amplamente demonstrado, não assiste razão à negativa em 
concessão do benefício da justiça gratuita. 
 
Ante todo exposto, ajuíza os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, requerendo o 
acolhimento das suas razões com o aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, deferindo-se 
desde logo o benefício em favor do autor. 
 
Nestes termos, 
Pede e aguarda deferimento. 
 
Local, data e ano. 
 
ADVOGADO 
OAB... 
 
 
APELAÇÃO 
 
O Recurso de Apelação está disposto nos Arts. 513 a 521 do CPC. este recurso é cabível contra 
decisões terminativas do feito. O prazo para interposição do recurso é de 15 (quinze) dias, a 
contar da data da publicação da sentença apelada. Em regra, é recebida nos efeitos devolutivo 
(já que toda a matéria de 1ª instância é devolvida á apreciação do Judiciário) e suspensivo. 
 
 
MODELO 
 
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA .... ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE .... 
 
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....................................., já qualificada nos autos .... da AÇÃO DE INDENIZAÇÃO, aforada contra 
...., por seu advogado, que esta subscreve, vem respeitosamente à presença de Vossa 
Excelência, não tendo se conformado com a r. sentença de fls. .... interpor, com base no artigo 
496, I e 513 e seguintes do Código de Processo Civil, o presente recurso de 
 
APELAÇÃO 
 
Substanciado nas anexas razões de apelação, as quais requer sejam recebidas, processadas e 
encaminhadas à superior instância, após pagas as custas, na forma da lei. 
 
Termos em que, espera receber 
Deferimento. 
...., .... de .... de ... 
 
Advogado 
 
 
EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO .... 
 
 
 
 
 
RECORRENTE: ... 
RECORRIDO: ... 
ORIGEM: .... 
RAZÕES DA APELAÇÃO 
 
 
1º) Em que pese a cultura jurídica do digno juiz prolator da sentença de primeira instância, a 
suplicada, ora apelante, não pode-se conformar com os termos da decisão. 
 
2º) Com a devida vênia, o processo acoimado de um VÍCIO INSANÁVEL, trata-se de falha 
processual que, segundo a lei adjetiva e a unânime jurisprudência de nossos tribunais, 
compromete todo o andamento do feito, e torna-se nula a sentença proferida. 
 
3º) Examinando com atenção as fotos acostadas nos autos estaria comprovado ato danoso 
praticado pela recorrida contra a imagem, honra e principalmente a vida privada da 
recorrente. 
 
4º) Seu ex-marido para conseguir as fotos, ardilosamente em conluio com a recorrida, causou 
dano material e moral a recorrente, configurando com isso o direito à indenização pleiteada, 
caracterizando um ato ilícito culminando, consequentemente, com a perda da guarda e 
responsabilidade de seu filho .... que até hoje está demandando na justiça no sentido de ter o 
seu filho ao seu lado. 
 
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5º) A pretensão da A. é fazer justiça no sentido de ver os seus direitos reconhecidos pelos 
Ilustres Julgadores desta respeitável corte. 
 
6º) Constata-se que a r. sentença não menciona qual dispositivo legal adotado para o caso. O 
que é fundamental para que a parte saiba, dentro do ordenamento jurídico, por qual 
dispositivo legal fora tingida, assim aferindo o grau de justeza, ou não, da decisão que lhe 
atinge. 
 
7º) Vale lembrar que a r. sentença conclui .... que as fotos não comprometem a imagem e o 
decoro da recorrente e não teve relevância à solução do procedimento de família. 
 
8º) Data vênia, a r. decisão, na verdade a exordial de fls. .... e ...., é perfeitamente