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AULA 2
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PSICOLOGIA ORGANIZACIONAL
EAD 2011 – PROFESSORA CARMO CISNE
Rio de Janeiro, setembro de 2011
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AULA 2
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A Motivação e suas implicações no Mundo Corporativo
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Objetivos da Aula:
Conceituar motivação;
Analisar fatores de influência no mesmo processo;
Conhecer condições favoráveis à manutenção de boa motivação no ambiente do trabalho;
Analisar a administração do poder no meio corporativo.
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 O que move a maioria das pessoas a levantarem da cama com as melodias ou berros dos despertadores e irem trabalhar?
 E chegando lá, qual a motivação no trabalho que faz com que cumpram a sua jornada, não apenas um dia ou uma semana, mas talvez durante anos ou décadas?
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 Motivação é um estado interno, que move o ser humano a por em curso uma ação ou mudar seu curso. 
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 O estudo da Motivação e do Comportamento é uma busca de respostas para perguntas complexas a respeito da natureza humana (Hersey e Blanchard, 1986).
 O Comportamento é orientado por objetivo, isto é, o comportamento é motivado por um desejo de atingir algum objetivo.
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 Cada comportamento manifesto é gerado por um ciclo motivacional. 
 O ciclo motivacional começa com o surgimento de uma necessidade.
 A necessidade é uma força dinâmica e persistente que provoca o comportamento.
 Uma vez satisfeita uma necessidade, ocorre “imediatamente” o surgimento de outra.
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CICLO MOTIVACIONAL
 direcionado
 
SATISFAÇÃO
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Na satisfação a necessidade é encontrada e a tensão orgânica experimentada é extinta. Devolve-se o estado de equilíbrio ao organismo.
Frustração – na frustração a necessidade não é satisfeita e a tensão orgânica fica represada no organismo. Esta, porém, encontra duas vias de saída: A orgânica (quando somatizamos doenças) e a comportamental (quando ocorrem alterações de humor significativas).
Compensação – na compensação a necessidade não é satisfeita e a tensão resultante da mesma é substituída pela tensão de outra necessidade a satisfazer.
CICLO MOTIVACIONAL
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NO MUNDO CORPORATIVO
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Motivação é o processo responsável pela intensidade, direção e persistência dos esforços de uma pessoa para o alcance de uma determinada meta. (Robbins,2003)
No ambiente organizacional precisamos focar três elementos-chave para a motivação:
A intensidade – esforço despendido
A direção – destino planejado.
A persistência – capacidade de perseguir os objetivos pretendidos.
Gestores precisam saber quais os motivos ou necessidades que provocam determinada ação em determinado momento.
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A motivação é um processo psicológico responsável pela formação e manutenção da conduta humana. Constitui um objeto de estudo bastante valioso para o meio corporativo, uma vez que a produção demanda motivação.
O grande desafio para os gestores no quesito motivação é proporcionar um ambiente favorável à mesma, associando tarefas a talentos e, ainda, reconhecendo e/ou recompensando os colaboradores por bons desempenhos.
Viabilizar aprendizados e favorecer a existência de políticas de qualidade de vida no trabalho (QVT), além de permitir que o trabalhador associe seu ofício a consequências positivas, contribui para que a motivação se mantenha.
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Fiorelli (2003) observa que a motivação, no ambiente de trabalho, é desenvolvida por aprendizados condicionados ou por deficiências. Nesta segunda ideia existe a proposição de que o homem se move de modo a completar o que lhe falta “motivação por deficiências”.
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Minicucci (2010) conceitua motivação como um processo que leva as pessoas a agirem em direção a objetivos pretendidos. Observa ainda que a persistência de uma ação tende a ser proporcional ao alcance progressivo de resultados.
Se realmente inferimos que o bom desempenho no trabalho resulta em promoção, atuamos para mantê-lo.
Ainda o mesmo autor acrescenta que, em termos motivacionais, devemos considerar as forças positivas que fazem com que as pessoas se mantenham na perseguição dos objetivos e negativas as que fazem se afastar dos mesmos.
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Existem teorias motivacionais variadas para explicar motivos, empenho, desmotivação e alcance progressivo de metas. Umas privilegiam a satisfação de necessidades (a produção da conduta para a resolução de deficiências) e outras privilegiam aprendizados e condições de reforço (premiação X punição).
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Maslow teoriza a motivação enquanto a produção contínua de comportamento para a resolução de necessidades específicas. 
De acordo com Maslow:
Ser Humano é portador de várias necessidades.
Descobriu cinco necessidades.
Estabeleceu uma hierarquia para as necessidades.
Idealizou uma Pirâmide para mostrar a dimensão das necessidades.
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TEORIA DAS NECESSIDADES
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 Defende a tese que o nível de produtividade do indivíduo depende de três forças básicas:
Expectativas – resultado da força do desejo de alcançar objetivos individuais.
Recompensas – resultado da relação percebida entre produtividade e alcance de objetivos individuais.
Relações entre expectativas e recompensas – resultado da capacidade percebida de influenciar seu próprio nível de produtividade.
TEORIA CONTINGENCIAL
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 Essa teoria tem por princípio básico que o comportamento das pessoas é motivado por suas intenções e seus objetivos, estando estes interrelacionados a comportamentos específicos. A motivação relacionada a uma tarefa está associada às metas pessoais, visto que estas conduzem os pensamentos e as ações. 
TEORIA DA FIXAÇÃO DE METAS
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De acordo com essa teoria, os comportamentos relacionados ao trabalho não partem de fatores internos de motivação, pois têm como princípio recompensas ou reforços oriundos do ambiente.
Assim, os comportamentos que tenham sido objeto de recompensas têm maior probabilidade de se repetirem em ocasiões futuras.
 
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AULA 7
TEORIA DO REFORÇO
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 De acordo com essa teoria, a motivação para uma tarefa está relacionada ao fato de a pessoa acreditar ou não que é capaz de concluir a tarefa com sucesso. Uma das formas em que a grande autoeficácia se desenvolve é pelo sucesso. Pessoas com altos níveis de habilidade provavelmente terão obtido sucesso no passado, e assim, tendem a ter uma elevada autoeficácia. 
TEORIA DA AUTOEFICÁCIA
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 É a capacidade de conter emoções e reter impulsos, com o objetivo de alcançar metas e manter-se confiante e otimista, mesmo frente a situações adversas. (Boog, 1999)
TEORIA DA AUTOMOTIVAÇÃO
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TEORIA DOS DOIS FATORES
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Teoria X: 
 A premissa de que os funcionários não gostam de trabalhar, são preguiçosos, evitam a responsabilidade e precisam ser coagidos para mostrar desempenho.
 O Homem comum é por natureza indolente – trabalha o menos possível.
 É desprovido de ambição, detesta a responsabilidade, prefere ser conduzido.
 É naturalmente avesso as mudanças.
 É crédulo, pouco inteligente, presa fácil do charlatão e do demagogo.
TEORIA X e Y
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Teoria Y:
 A premissa de que os funcionários gostam de trabalhar, são criativos, buscam responsabilidades e podem demonstrar auto-orientação. 
 O esforço físico e mental para o trabalhador é tão natural quanto a diversão e o repouso, pessoa comum não tem aversão ao trabalho, pelo contrário, este pode ser uma fonte de satisfação se as condições forem favoráveis.
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AULA 2
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Myers (2006) e Dejours (1996) são consensuais em considerar o trabalho como maldição e bênção.
A bênção refere-se às pessoas cujo trabalho significa uma atividade animadora; já a maldição fica relacionada aos que percebem o mesmo unicamente como imposição de sacrifícios e excesso de obrigações. Para este segundo grupo, motivação é um tema não só relevante para os gestores como o mais complicado, admitindo-se que precisa existir motivação mínima para a produção.
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Pessoas com baixo desempenho no trabalho podem evidenciar sinais de insatisfação, ou não conseguem dimensionar o fato de