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RADIAÇÕES-IONIZANTES-E-NÃO-IONIZANTES

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Brasil pela Associação Brasileira de Higienistas Ocupacionais 
(ABHO) (www.abho.org.br) também aparecem valores guias para exposição à 
radiação ionizante. rad radiation absorbed dose (dose de radiação absorvida). 
rem roentgen equivalent man. 
Riscos físicos: pressões anormais, radiações ionizantes e não ionizantes 
corpo inteiro, para o ser humano ocupacionalmente exposto, anualmente, é de 
uma dose efetiva de 20 mSv/ano e para indivíduo público 0,1 mSv/ano (CNEN, 
2011). A CNEN é a responsável pela legislação e regulamentação de segurança 
relativa ao uso da radiação ionizante. A legislação básica encontra-se na NR 15 
(1978c), que remete a uma norma CNEN. 
 
 
 
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RADIAÇÕES NÃO IONIZANTES 
Caracterizam-se por radiações de natureza eletromagnética que, quando 
absorvidas, o efeito mais importante é a excitação dos átomos, aumentando sua 
energia interna. Produzem aquecimento do corpo, podendo conduzir a efeitos 
eritêmicos (queimaduras), catarata, fadiga, efeitos carcinogênicos (câncer de 
pele), conforme seu comprimento de onda. 
Os efeitos das radiações não ionizantes sobre o organismo humano 
dependem da intensidade, duração da exposição e do comprimento da onda de 
radiação. A legislação básica encontra-se na NR 15 (1978c.) 
As mais importantes radiações não ionizantes são: 
a) Micro-ondas – produzidas em estações de radar, radiotransmissão e 
em alguns processos industriais e medicinais. 
Causam aquecimento localizado na pele. A exposição às micro-ondas 
resulta perigosa, principalmente, quando são emitidas elevadas densidades de 
radiação. 
b) Radiação infravermelha – de origem natural (sol) ou artificial (fornos, 
metais incandescentes, solda). Tem como característica ser pouco penetrante 
(alguns milímetros) e sua absorção causa, basicamente, o aquecimento 
superficial (pele). 
Quanto maior a temperatura, maior será a quantidade irradiada. Como 
medidas de controle, podemos citar o uso de barreiras, redução do tempo de 
exposição, uso de equipamentos de proteção individual, etc. 
 
 
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c) Radiação ultravioleta – de origem natural (sol – UVA e UVB) ou artificial 
(arco voltaico em operações de solda, lâmpadas ultravioletas). A radiação 
ultravioleta é pouco penetrante e seus efeitos serão sempre superficiais, 
normalmente envolvendo a pele e os olhos. Um efeito importante e reconhecido 
da radiação ultravioleta é o câncer de pele. Como medidas de controle, podemos 
citar barreiras e equipamentos de proteção individuais (óculos e protetor solar), 
etc. 
d) Radiação laser – feixe de luz direcional altamente concentrado em um 
único comprimento de onda. LASER é uma sigla, cujo significado é Amplificação 
de Luz por Emissão Estimulada de Radiação (Light Amplification by Stimulated 
Emission of Radiation) 
O laser tem como característica a grande quantidade de energia 
concentrada em uma área muito pequena (grande perigo de queimaduras 
graves), a manutenção da intensidade com a distância (é que a luz refletida em 
superfícies polidas podem ser tão perigosas quanto à emissão principal, 
apresentando risco de destruição de tecidos, queimadura). Um laser comum (os 
vendidos para apresentações) pode causar lesões nos olhos, se apontado direta 
e frontalmente. 
Quanto maior a potência do laser, mais perigosa é sua radiação. Os lasers 
verdes vendidos em camelôs podem ter potência cem vezes maior que os lasers 
vermelhos mais comuns. 
e) Radiofrequência – radiação de grande comprimento de onda 
encontradas em radiofusão AM, ondas VHF, UHF, radioamadorismo, 
radionavegação, radioastronomia e, normalmente, não apresentam problemas 
ocupacionais. 
Os efeitos à saúde são predominantemente térmicos, ou seja, 
aquecimento por absorção da radiação pelos tecidos. 
A radiação ionizante é a radiação eletromagnética que tem energia 
satisfatória para ocasionar transformação nos átomos em que se acomete – 
ionização –, que é a condição dos raios X, alfa, beta e gama e dos materiais 
radioativos. 
A seguir, os conceitos de raio X, alfa, beta e gama. Raio X: Para 
caracterização de um raio X, uma máquina estimula os elétrons e faz com que 
eles se choquem contra uma placa de chumbo ou algum material diferente. 
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Nesse choque, os elétrons deixam a energia cinética, onde acontece uma 
alteração em calor – próximo da integralidade – e uma pequena quantidade de 
raios X. 
Os raios transpassam corpos, por isso tiramos um raio X quando 
queremos ver nossos ossos ou órgãos internos. 
Alfa: As partículas alfa têm sua massa e carga elétrica moderadamente 
maior, fazendo com isso que sejam facilmente retidos – até por uma folha de 
papel –, essas partículas em geral não conseguem transpassar as camadas 
externas das células mortas da pele de um ser humano fazendo com que ela 
seja quase inócua. 
Beta: As partículas beta podem adentrar, aproximadamente, um 
centímetro nos tecidos, onde causa detrimento à pele, mas não chega a afetar 
os órgãos internos, somente se for ingerido ou aspirado. 
Gama: Igualmente aos raios X, os raios gama são imensamente 
penetrantes, onde são segurados apenas por uma parede de concreto ou metal. 
De maneira oposta às radiações alfa e beta, que são compostas por 
partículas, a radiação gama é composta por ondas eletromagnéticas 
transmitidas por núcleos instáveis após a emissão de uma partícula alfa ou beta. 
 
 
DOENÇAS E SINTOMAS QUE A RADIAÇÃO IONIZANTE CAUSA 
NO ORGANISMO 
Segundo Dimenstein (2001), a exposição da radiação ionizante pode 
induzir a efeitos biológicos em órgãos ou tecidos pela produção de íons 
e disposição da energia, que podem danificar moléculas importantes 
como o DNA. 
Neste caso, pode suceder à formação de radicais livres – moléculas 
quimicamente reativas com elétrons desirmanados –, que são formados pela 
relação da radiação ionizante com os tecidos, onde impulsionam a rupturas 
cromossômicas e desordens de múltiplas formas. 
O tamanho da lesão biológica decorre da dose que a pessoa recebeu de 
radiação. 
Conforme Saliba (2013, p. 248), são várias as alterações que as 
radiações ionizantes causam ao organismo: 
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A resposta dos diferentes órgãos e tecidos à radiação é variável tanto em 
relação ao tempo de aparecimento quanto à gravidade dos sintomas. Assim, 
poderão ocorrer alterações no sistema hematopoiético (perda de leucócitos, 
diminuição do número de plaquetas, anemia), no aparelho digestivo (inibição da 
proliferação celular, diminuição ou supressão de secreções), na pele 
(inflamação, eritema e descamação), no sistema reprodutor (redução da 
fertilidade ou esterilidade), nos olhos, no sistema cardiovascular (pericardites), 
no sistema urinário (fibrose renal) e no fígado (hepatite de radiação). 
 
 
PROCESSO PARA CARACTERIZAÇÃO DE EXPOSIÇÃO À 
RADIAÇÃO IONIZANTE 
Para caracterização da radiação ionizante em um ambiente de trabalho, 
deve ser realizada a avaliação quantitativa, onde é relatada a exposição com os 
equipamentos indicados: contador Geiger ou dosímetros fotográficos. 
O quadro da CNEN-NE-3.01 mostra os limites primários anuais de dose 
equivalente, onde será verificado conforme os resultados das medições. 
 
 
 
 
 
 
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INSTRUMENTOS PARA AVALIAÇÃO DA RADIAÇÃO 
IONIZANTE 
São dois equipamentos que podem ser utilizados para medição de 
radiação ionizante no ambiente de trabalho: contador Geiger ou em cada 
trabalhador utilizando os dosímetros fotográficos. 
 
 
Conforme Marcel (2013), os dosímetros fotográficos: Podem ser 
classificados como de leitura indireta, acumulam os efeitos da 
interação da radiação para posterior leitura (ex.: TLD, filmes 
dosimétricos) ou de leitura direta que possibilitam a visualização 
imediata das interações ocorridas (ex.: caneta dosimétrica e 
dosímetros eletrônicos). 
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A química Fogaça (2015) faz uma breve explicação sobre o contador 
Geiger: O físico alemão Johannes Hans Geiger
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