Logo Passei Direto

A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
35 pág.
RADIAÇÕES-IONIZANTES-E-NÃO-IONIZANTES

Pré-visualização | Página 3 de 8

(1882-1945) era apenas 
assistente do químico neozelandês Ernest Rutherford (1871-1937), quando 
inventou o Contador Geiger – um aparelho utilizado para detectar o nível de 
radiação na atmosfera. 
No início ele era apenas um tubo cilíndrico com gás argônio à baixa 
pressão, um amplificador e uma fonte de alta voltagem. O contador Geiger 
funciona da seguinte maneira: quando a radiação entra pelo tubo contendo 
argônio, este gás é ionizado. 
Ao ser ionizado, o argônio fecha o circuito elétrico do aparelho, que é 
composto de eletrodos de cargas elétricas opostas. Com a formação dos íons, 
conduz-se eletricidade entre o cátodo e o ânodo, acionando, assim, um contador 
ou alto-falante. 
O sinal que indica a presença de radiação pode ser sonoro, uma luz ou a 
deflexão do ponteiro do medidor. Normalmente, ouvem-se estalos no contador, 
o que permite a contagem das partículas radioativas. Hoje em dia este aparelho 
é um grande aliado das pessoas que trabalham com material radioativo; 
principalmente quando ocorrem acidentes nucleares, pois as substâncias que se 
12 
 
 
desintegram são capazes de ionizar o ar e assim contaminar outros corpos no 
ambiente. 
 
 
NORMA REGULAMENTADORA Nº 15 – ANEXO Nº 5 
O anexo nº 5 da Norma Regulamentadora nº 15 expõe que: Nas 
atividades ou operações onde trabalhadores possam ser expostos a radiações 
ionizantes, os limites de tolerância, os princípios, as obrigações e controles 
básicos para a proteção do homem e do seu meio ambiente contra possíveis 
efeitos indevidos causados pela radiação ionizante, são os constantes da Norma 
CNEN-NE-3.01: ‘Diretrizes Básicas de Radioproteção’, de julho de 1988, 
aprovada, em caráter experimental, pela Resolução CNEN nº 12/88, ou daquela 
que venha a substituí-la. 
A Norma Regulamentadora nº 15 (2014) diz que o grau de insalubridade 
é de 40% para níveis de radiação ionizantes com radioatividade superior aos 
limites de tolerância fixados no anexo nº 5. 
 
NORMA REGULAMENTADORA Nº 16 – PERICULOSIDADE 
A Norma Regulamentadora nº 16 possui um anexo que trata só sobre as 
atividades e operações perigosas com radiações ionizantes ou substâncias 
radioativas. 
A Portaria nº 3.393/1987, que foi editada pelo Ministério do Trabalho e 
Emprego, prevê o direito ao adicional de periculosidade por exposição à radiação 
ionizante e substâncias radioativas. Revogada pela Portaria MTE nº 496/2002 
(GUIA TRABALHISTA, 2015). 
Conforme Vendrame (2015), as atividades e operações perigosas com 
radiações ionizantes ou substâncias radioativas – atividades/área de 
risco envolvem as seguintes tarefas: Produção, utilização, 
processamento, transporte, guarda, estocagem e manuseio de 
materiais radioativos, selados e não selados, de estado físico e forma 
química quaisquer, naturais ou artificiais; Atividades de operação e 
manutenção de reatores nucleares; Atividades de operação e 
manutenção de aceleradores de partículas; Atividades de operação 
13 
 
 
com aparelhos de raios X, com irradiadores de radiação gama, 
radiação beta ou radiação de nêutrons; Atividades de medicina 
nuclear; Descomissionamento de instalações nucleares e radioativas; 
Descomissionamento de minas, moinhos e usinas de tratamento de 
minerais radioativos. 
A Norma Regulamentadora nº 16 (2015) diz que o exercício de trabalho 
em condições de periculosidade assegura ao trabalhador a percepção 
de adicional de 30% (trinta por cento), incidente sobre o salário, sem 
os acréscimos resultantes de gratificações, prêmios ou participação 
nos lucros da empresa. 
Os trabalhadores que recebem o adicional de insalubridade podem optar 
por esse em vez da periculosidade, pois ele só receberá um dos dois adicionais. 
Então, fica a critério do trabalhador decidir qual adicional ele quer receber. 
 
CNEN-NE-3.01 – DIRETRIZES BÁSICAS DE RADIOPROTEÇÃO 
O objetivo desta Norma é estabelecer as Diretrizes Básicas de 
Radioproteção, abrangendo os princípios, limites, obrigações e 
controles básicos para a proteção do homem e do seu meio ambiente 
contra possíveis efeitos indevidos causados pela radiação ionizante 
(CNEN, 1988). 
 
 
NORMA DE HIGIENE OCUPACIONAL – NHO 05 
A NHO 05 trata sobre a avaliação da exposição ocupacional aos raios X 
nos serviços de radiologia. 
Esta Norma estabelece procedimentos para a realização de 
levantamento radiométrico das salas de equipamentos emissores de 
raios X diagnóstico e para a medição da radiação de fuga do cabeçote 
desses equipamentos (FUNDACENTRO, 2001). 
No procedimento de avaliação de raio X, conforme a NHO 05, devem ser 
empregadas câmaras de ionização como instrumento de medida. 
 
 
14 
 
 
ACGIH – LIMITES DE TOLERÂNCIA 
A ACGIH estabelece limites de tolerância para as radiações ionizantes, 
estabelecendo doses efetivas e equivalentes anuais em função da parte do 
corpo atingida, evitando sempre qualquer exposição desnecessária à radiação. 
Segundo a ACGIH, as radiações ionizantes incluem radiação 
corpuscular e radiação eletromagnética com energia superior a 12,4 
eletron-volts (eV), correspondendo a um comprimento de onda inferior 
a aproximadamente 100nm (SALIBA, 2013). 
 
 
SELEÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL E 
COLETIVO 
Sabemos que as radiações ionizantes são muito prejudiciais à saúde de 
quem está exposto a elas. Para fazer uma correta seleção de equipamentos que 
auxiliam a não ficar exposto à radiação, temos que ter muita atenção, estudar 
todas as normas disponíveis, verificar todas as fontes seguras de pesquisa, para 
termos a total certeza de que o que estamos fazendo é totalmente seguro e 
correto. 
 
Equipamentos de Proteção Individual – EPI 
No caso das radiações ionizantes, os equipamentos de proteção 
individual são utilizados se a radiação não é retida por algum meio técnico de 
segurança. 
Também pode ser utilizado se o cotidiano do trabalhador é desarranjado 
por alguma irregularidade, onde exija o uso dos EPIs pelos trabalhadores. 
Conforme descrito na NHO 05 (FUNDACENTRO, 2001), os 
equipamentos de proteção individual que devem ser utilizados pelos 
trabalhadores expostos ao raio X são: aventais plumbíferos, protetores 
de tireoide, protetores de gônadas, luvas, óculos e outras blindagens 
de contato, utilizadas para a proteção de pacientes, de acompanhantes 
autorizados ou de profissionais durante a exposição. 
15 
 
 
 
Equipamentos de Proteção Coletiva – EPC 
Para as radiações ionizantes, podemos considerar medidas de controle 
para evitar o contato maior com o agente agressor. 
Conforme Torreira (1999, p. 395), vários são os tipos de controle da 
radiação, constituídos usualmente pela limitação das emissões 
radioativas na sua origem, pela limitação do tempo de exposição ou 
aumento da distância à fonte emissora. 
Vejamos a seguir alguns dos tipos de controle: 
- Limitação das fontes de radiação: Uma das formas mais eficientes de 
eliminar os eventuais perigos consiste na limitação da quantidade de material 
ionizante. 
- Tempo: Uma outra forma é a de limitar os tempos de exposição. Pode-
se evitar o acesso aos locais que apresentarem elevadas radiações, prevenindo 
as pessoas sobre as eventuais radiações existentes no ambiente. 
Devido às exposições serem consideradas de efeito cumulativo e pelo fato 
de que a radiação pode ser sensoriada, sempre se deverá executar a sua 
medição e dosimetria, determinando esta última a duração à exposição. 
- Distância: Geralmente as partículas transportadas pelo ar e outros gases 
contaminados sofrerão uma diluição proporcional à distância. 
As partículas mais pesadas separar-se-ão do ar ou gases, sendo que 
desta forma a probabilidade de exposição aos materiais radioativos reduzir-se-á 
também proporcionalmente com o aumento da distância. 
Os níveis de radiação diminuem com o quadrado da distância. A uma 
distância dupla de outra anteriormente considerada, a quantidade de radiação
Página12345678