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RADIAÇÕES-IONIZANTES-E-NÃO-IONIZANTES

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será de 1/4 da existente na primeira posição. Pelo exposto, a manutenção de 
uma distância adequada é uma solução apropriada para determinados tipos de 
exposição. 
- Blindagem: Uma outra forma de proteção é a constituída pela 
interposição de blindagens ou proteções concordantes com o tipo de emissão. 
O ar apresenta uma atenuação efetiva aos Raios Beta, não o sendo 
igualmente para outros tipos de radiação. 
O hidrogênio, por sua vez, é um elemento efetivo na atenuação da 
radiação devido a nêutrons com baixos níveis de energia. As propriedades de 
atenuação medem-se conforme a espessura média dos elementos de proteção. 
- Barreiras divisórias: Estas constituem uma outra forma de proteção 
contra as fontes de radiação. As paredes, piso e teto construídos com materiais 
apropriados, colocados em volta de fontes de radiação, constituem elementos 
protetores. 
Forros apropriados, colocados na parte inferior de depósitos com material 
contaminante, podem evitar infiltrações nas camadas superficiais da Terra e 
lençol freático. 
Outro ponto que pode ser utilizado como medida de controle são as 
advertências, os avisos que indicam que em determinado local de trabalho 
existem materiais ionizantes radioativos. 
A seguir, o símbolo internacional de material radioativo e o símbolo 
complementar de radiação ionizante. 
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NORMA REGULAMENTADORA Nº 15 – ANEXO Nº 7 
O anexo nº 7 da Norma Regulamentadora nº 15 diz que: Para os efeitos 
desta norma, são radiações não ionizantes as micro-ondas, ultravioletas e laser. 
As operações ou atividades que exponham os trabalhadores às radiações não 
ionizantes, sem a proteção adequada, serão consideradas insalubres, em 
decorrência de laudo de inspeção realizada no local de trabalho. 
As atividades ou operações que exponham os trabalhadores às radiações 
da luz negra (ultravioleta na faixa - 400-320 nanômetros) não serão consideradas 
insalubres. 
A Norma Regulamentadora nº 15 (2014) expõe que o grau de 
insalubridade para radiações não ionizantes consideradas insalubres em 
decorrência de inspeção realizada no local de trabalho é de 20%. 
 
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UMIDADE 
A umidade pode ser caracterizada pela quantia de vapor d’água que se 
encontra em suspensão na atmosfera. Assim como qualquer outro agente, a 
umidade pode ser favorável ou desfavorável para nós, pois vai depender da 
quantidade que vamos estar expostos e como a umidade vai atuar no local. 
Conforme Neto (2013), os locais com mais incidência de umidade são: 
Lavanderias: Nas lavanderias a umidade sempre está presente de forma 
bem evidente. Lembro que quando trabalhei em lavanderia hospitalar não era 
raro ficar bem molhado e ter que trocar de roupa. 
Em lavanderias hospitalares a umidade está presente tanto na área suja 
quanto na limpa. 
Lava a Jato: E nesse segmento ainda temos o agravante dos produtos 
químicos que são usados na lavagem e muitos entram em contato direto com a 
pele. Frigoríficos: Juntamente com o frio a umidade é um dos grandes riscos dos 
frigoríficos. 
Cozinhas: Na parte de lavagem de panelas e outros a umidade que é uma 
solução para a limpeza se torna um risco a mais para a segurança. 
Pesca: No segmento de pesca a umidade é bem presente quanto no ato 
da pesca quanto no processo de limpeza do pescado. 
Areais: No processo de dragagem de areia em areais em que se usa jato 
de água e draga o operador da draga e do jato estão sempre em contato com a 
água. 
 
 
DOENÇAS E SINTOMAS QUE A UMIDADE CAUSA NO 
ORGANISMO 
O trabalhador pode apresentar algumas doenças, ficando exposto aos 
trabalhos que tenham umidade, como: doenças no aparelho respiratório, na pele 
e circulatórias. 
A umidade também pode gerar acidente de trabalho, pois em um local 
úmido, que não tenha o acompanhamento correto, o trabalhador pode acabar 
escorregando e sofrer uma queda. 
 
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PROCESSO PARA CARACTERIZAÇÃO DE EXPOSIÇÃO À 
UMIDADE 
Não existem limites de tolerância para exposição à umidade. Então, para 
o ambiente de trabalho ser considerado um ambiente úmido, ele precisa passar 
por uma inspeção, na qual será feita uma avaliação qualitativa. 
Mas existem alguns pontos que podemos levar em conta na avaliação do 
ambiente de trabalho: 
• Os sapatos dos trabalhadores não podem estar encharcados quando 
forem exercer suas funções. 
• Verificar se as vestimentas dos trabalhadores estão úmidas ou 
molhadas. 
• Quanto tempo os trabalhadores estão expostos ao ambiente com 
umidade. 
• Equipamentos de Proteção Individual e Coletiva que os trabalhadores 
fazem uso. 
 
 
NORMA REGULAMENTADORA Nº 15 – ANEXO Nº 10 
O anexo nº 10 da Norma Regulamentadora nº 15 diz que: As atividades 
ou operações executadas em locais alagados ou encharcados, com umidade 
excessiva, capazes de produzir danos à saúde dos trabalhadores, serão 
consideradas insalubres em decorrência de laudo de inspeção realizada no local 
de trabalho. 
A Norma Regulamentadora nº 15 (2014) expõe que o grau de 
insalubridade para umidade considerada insalubre em decorrência de inspeção 
realizada no local de trabalho é de 20%. 
 
 
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SELEÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL E 
COLETIVO 
Devemos ter em mente que a exposição do trabalhador à umidade pode 
ser controlada se medidas de proteção individual e coletiva forem tomadas. 
A Norma Regulamentadora nº 6 (2014) aponta as medidas de controle 
individual que podemos incluir ao dia a dia do trabalhador: Vestimentas e 
macacão de corpo todo para proteção do tronco contra umidade proveniente de 
operações com uso de água, luvas, mangas, calçados e perneiras para proteção 
contra umidade proveniente de operações com uso de água. Esses 
Equipamentos de Proteção Individual citados acima auxiliarão o trabalhador a 
não entrar em contato com o agente agressor. 
 
 
AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL ÀS RADIAÇÕES 
CONFORME LEGISLAÇÃO BRASILEIRA 
A legislação trabalhista brasileira é clara ao dizer que o PPRA – 
Programa de Prevenção de Riscos Ambientais deve, obrigatoriamente, 
contemplar a avaliação de todos os riscos ocupacionais existentes no 
ambiente de trabalho (MTE-Brasil, 1978a). 
Dentre esses riscos estão as radiações ionizantes e as radiações não 
ionizantes. 
Radiações ionizantes são comumente encontradas em serviços de saúde, 
para diagnóstico e tratamento médico e diagnóstico odontológico, e em 
indústrias, para controle de processos (medição de nível, espessura e 
gramatura); radiografia industrial (avaliação de soldas, peças etc); esterilização 
de produtos e alimentos; medição de umidade e densidade de solos; prospecção 
de petróleo e inúmeras outras aplicações. 
Não deixando de citar os escaneres de inspeção corporal e de cargas, os 
traçadores radioativos e o transporte de materiais radioativos. 
Dentre as radiações não ionizantes destaca-se a exposição à radiação 
ultravioleta em serviços a céu aberto, na soldagem de metais e em processos 
de secagem e/ou curagem e a exposição às micro-ondas provenientes de 
antenas e máquinas de solda por radiofrequência. 
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Além dos campos eletromagnéticos oriundos de linhas de transmissão e 
distribuição de energia elétrica, bem como em subestações e dos equipamentos 
de ressonância magnética. 
A avaliação da exposição à radiação pode até parecer mais complexa e 
cara que a de outros agentes de risco, mas não se pode aceitar que o PPRA 
preveja avaliações qualitativas. 
Na própria NR-09 (MTE-Brasil, 1978a) consta que deverão ser 
adotadas as medidas necessárias [...] sempre que os resultados das 
avaliações quantitativas da exposição dos trabalhadores excederem os 
valores limites previstos na NR-15 ou, na ausência destes, os 1 Pro-
Rad Consultores em Radioproteção S/S Ltda, ebsouto@prorad.com.br 
2 Pro-Rad Consultores em Radioproteção S/S Ltda, 
gabriel.souto@prorad.com.br 3 Pro-Rad Consultores em 
Radioproteção S/S Ltda,
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