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Trabalho escravidão

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Sousa – a rainha Jinga e como ela desafiou o 
poder de Portugal? 
Resposta: 
Nenhum outro personagem da história da escravidão provocou tanto a 
imaginação e as fantasias da civilização ocidental quanto Ana de Sousa, nome 
português e cristão da rainha Jinga, hoje homenageada no monumento de 
Luanda. Foi essa a mulher corajosa e irreverente, hábil guerreira, que durante 
toda a primeira metade do século XVI desafiou o poder e as armas do rei de 
Portugal. Seus feitos extraordinários transformaram-na num mito poderoso que 
persiste até nossos dias. Na África, virou heroína de um movimento comunista, 
o MPLA, figura patriótica, defensora da liberdade e dos direitos do seu povo, em 
eterna luta contra a opressão dos colonizadores europeus. No Brasil, é celebrada 
em manifestações populares e festas negras, como as rodas de capoeira, as 
congadas e o maracatu. Nenhum outro personagem da história da escravidão 
provocou tanto a imaginação e as fantasias da civilização ocidental quanto Ana 
de Sousa, nome português e cristão da rainha Jinga, hoje homenageada no 
monumento de Luanda. Foi essa a mulher corajosa e irreverente, hábil guerreira, 
que durante toda a primeira metade do século XVI desafiou o poder e as armas 
do rei de Portugal. Seus feitos extraordinários transformaram-na num mito 
poderoso que persiste até nossos dias. Na África, virou heroína de um 
movimento comunista, o MPLA, figura patriótica, defensora da liberdade e dos 
direitos do seu povo, em eterna luta contra a opressão dos colonizadores 
europeus. No Brasil, é celebrada em manifestações populares e festas negras, 
como as rodas de capoeira, as congadas e o maracatu. ela seria filha de uma 
escrava com Jinga Mbandi, oitavo angola do Reino do Andongo. No ano de seu 
nascimento, 1582, a guerra dos portugueses contra os chefes africanos se 
alastrava de forma incontrolável pelo interior de Angola. O pai teria sido 
assassinado pelos próprios vassalos em meio a uma onda de conspirações e 
traições que assolava o reino. Em seu lugar, assumiu o herdeiro mais velho, o 
angola Mbandi, que, para se sentir seguro no trono, mandou matar a madrasta, 
um irmão e um sobrinho, filho de sua irmã Jinga. Em 1617, o clima de tensão e 
instabilidade aumentou quando o novo governador colonial Luís Mendes de 
Vasconcelos invadiu o Reino do Andongo e mandou construir o Forte de Ambaca 
(na época chamado de presídio), situada a poucos quilômetros de Cabaça, sede 
do reino africano. Era parte da estratégia portuguesa de expandir o comércio de 
escravos nas regiões ainda pouco exploradas do interior. Acuado, o angola se 
refugiou numa ilha do rio Kwanza. Ali permaneceu até que, em 1622, um novo 
governador, João Correia de Sousa, propôs ao soberano negociações de paz, 
uma vez que a guerra ameaçava paralisar o tráfico negreiro. É nesse momento 
que Jinga faz sua primeira aparição nos livros de história. 
 
Pergunta 8: Conceitue e descreva os quilombos no Brasil e quem foi Zumbi dos 
Palmares? O que você aprendeu com a sua história? 
Resposta: 
 
Zumbi dos Palmares é um dos grandes nomes da história do Brasil. Ele foi um 
dos líderes do Quilombo dos Palmares, o maior e mais longevo quilombo da 
história de nosso país. Zumbi assumiu a liderança do quilombo, em 1678, e 
resistiu, durante quase 20 anos, contra as investidas dos portugueses. 
Foi morto após ter seu esconderijo denunciado, no dia 20 de novembro de 1695. 
Zumbi é, atualmente, um dos grandes símbolos da luta dos negros e dos 
africanos contra a escravidão no Brasil. Sua memória também é utilizada, nos 
dias de hoje, como símbolo de luta dos negros contra o racismo presente na 
sociedade brasileira. 
Contextualizando o Quilombo dos Palmares 
É impossível dissociar a vida de Zumbi do Quilombo dos Palmares, afinal ele foi 
um dos líderes desse quilombo e morreu na defesa desse local. O Quilombo dos 
Palmares surgiu no final do século XVI e recebeu esse nome pela grande 
quantidade de palmeiras que existiam no local em que se desenvolveu: a Serra 
da Barriga. 
Palmares era uma junção de mocambos, pequenas aldeias que os escravos 
fugidos formavam. Eram cerca de dezoito mocambos que se espalharam por 
territórios que hoje correspondem a Alagoas e Pernambuco. O principal 
mocambo chamava-se Cerca Real do Macaco, ou apenas Mocambo do Macaco, 
e chegou a reunir até 6 mil pessoas. O conjunto de mocambos que formou 
Palmares contou com até 20 mil habitantes. 
Acredita-se que Palmares tenha se formado, a princípio, por algumas dezenas 
de escravos fugitivos dos engenhos instalados em Pernambuco. Com o tempo, 
foram desenvolvendo-se e convencendo outros escravos a fugirem e a 
instalarem-se lá. Ao longo de sua existência, Palmares resistiu a expedições 
enviadas por holandeses e portugueses. 
Os historiadores sabem muito pouco sobre Palmares, por conta da pouca 
existência de fontes sobre esse quilombo. Um agravante é o fato de que todas 
as fontes existentes sobre Palmares foram escritas por europeus. Portanto, 
esses documentos ajudam a reconstituir apenas uma pequena parte da 
totalidade da história de Palmares. 
A partir da década de 1630, Palmares passou por um grande crescimento devido 
aos conflitos entre holandeses e portugueses no Nordeste. Quando os 
portugueses reconquistaram a região, novas expedições foram sendo 
organizadas e de maneira cada vez mais frequente. A decadência do quilombo 
deu-se a partir da década de 1680. 
A expedição que colocou fim ao quilombo foi a do bandeirante Domingos Jorge 
Velho, contratado para destruir Palmares. O bandeirante recebeu o direito de 
poder ficar com parte dos negros capturados e com algumas terras na região da 
Serra da Barriga. O Mocambo do Macaco acabou sendo destruído, em 1694, e 
os sobreviventes fugiram e resistiram até o começo do século XVIII. 
Depois que a expedição de Domingos Jorge Velho destruiu o Mocambo do 
Macaco, Zumbi e outros sobreviventes fugiram e esconderam-se nas matas 
da Serra Dois Irmãos. Durante um ano e meio, resistiram embrenhados no mato. 
Essa informação foi obtida por novos estudos que desmitificaram a ideia de que 
Zumbi teria cometido suicídio em 1694. 
Zumbi foi morto, em 20 de novembro de 1695, depois que um de seus 
companheiros chamado Antônio Soares revelou sob tortura o local de 
esconderijo de Zumbi. Um bandeirante chamado André Furtado de Mendonça 
organizou uma emboscada que localizou Zumbi. Após ser morto, sua cabeça foi 
decepada e exposta em Recife. 
 
 
Pergunta 9: O Supremo Tribunal Federal se posicionou acerca das cotas raciais 
na Arguição de Descumprimento de Preceito Federal, ADPF 186, disponível nos 
arquivos e no link: 
http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6984693. 
Quais foram os principais argumentos utilizados pelo tribunal para julgar as cotas 
constitucionais? Explique-os. 
Resposta: 
O princípio da igualdade material, previsto no caput do art. 5º da Carta da 
República, a possibilidade de o Estado lançar mão seja de políticas de cunho 
universalista, que abrangem um número indeterminados de indivíduos, mediante 
ações de natureza estrutural, seja de ações afirmativas, que atingem grupos 
sociais determinados, de maneira pontual, atribuindo a estes certas vantagens, 
por um tempo limitado, de modo a permitir-lhes a superação de desigualdades 
decorrentes de situações históricas particulares. II – O modelo constitucional 
brasileiro incorporou diversos mecanismos institucionais para corrigir as 
distorções resultantes de uma aplicação puramente formal do princípio da 
igualdade. III – Esta Corte, em diversos precedentes, assentou a 
constitucionalidade das políticas de ação afirmativa. IV – Medidas que buscam 
reverter, no âmbito universitário, o quadro histórico de desigualdade que 
caracteriza as relações étnico. I – Não contraria - ao contrário, prestigia – o 
princípio da igualdade material, previsto no caput do art. 5º da Carta da 
República,

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