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PROJETO DE INTERVENÇÃO SOBRE O IDOSO ESTÁGIO II

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destas demandas, onde o Assistente Social pode articular-se, orientando e criando meios para que o sujeito tenha acesso às políticas como educação, saúde e assistência social, procurando a junção entre os setores com o objetivo da efetivação dos direitos garantidos a estes indivíduos. Desta forma a NOB/SUAS RH (MDS, 2011), destaca que:
A comunicação entre os serviços é essencial para assegurar o trabalho articulado entre instituições responsáveis pela oferta e execução dos serviços de Proteção Social Básica. O compartilhamento de informações, de maneira ética e responsável, servirá como insumo para o desenvolvimento das ações desses serviços, ampliando-se, assim, a capacidade protetiva das famílias e a responsabilização do Estado.
 Portanto o serviço social em suas intervenções busca primeiramente desenvolver a construção da identidade do usuário enquanto cidadão e sujeito de direitos, este é o primeiro passo na luta pela emancipação. Este serviço em sua complexidade de ações para atender o usuário em sua totalidade, exige uma equipe multiprofissional agindo de maneira articulada através de um trabalho interdisciplinar, que envolve empenho diário de todos os técnicos para que os resultados sejam alcançados da melhor maneira possível, contribuindo assim para o processo de emancipação das famílias assistidas.
 Portanto o suporte à reinserção sócio- familiar à visita domiciliar e as reuniões, com os idosos e seus familiares justifica-se pela necessidade de considerar a família presente em todas as etapas da vida. É a primeira a ser responsável por zelar e cuidar, sendo assim a mesma é responsável para que os direitos dos idosos sejam cumpridos na sua integra. Para assim a comunidade, a sociedade e o Poder Público assumir essa obrigação também. 
Na instituição, o idoso estabelece a perda de seu lugar na sociedade e a tentativa de reconstrução de sua realidade social restrita ao espaço físico. AILPI traduz dois papéis: o de desconstrutor e o de reconstrução de um novo mundo social para o idoso, restrito em relação à sociedade mais ampla, mas
ainda assim suficiente para que ele incorpore alguns papéis e resgate, pelo menos parcialmente, sua condição de ser humano (SOUZA, 2003).
Diante disso, é necessária a veiculação de informações acerca dos direitos dos idosos para que familiares e comunidade saibam a importância da afetividade ao idoso, sobre importância de uma assistência integral.
 Segundo Souza (2003) a única causa do abandono é a rejeição, causada pela falta de tempo, a correria da vida moderna: Quando chega um determinado momento, o indivíduo vai perdendo seus papéis sociais e o trabalho não o aceita mais. Se nessa esfera não é aceito, ele também começa a perder o seu papel no âmbito familiar. O indivíduo começa a ser considerado inútil, um incômodo. Então, ele vai ser descartado em algum lugar. Na verdade, existe uma série de coisas que podem servir como tentativa de justificativa. Mas o que acontece é um individualismo exacerbado, prejudicando quem não representa mais o paradigma de indivíduo proposto pela sociedade.
 E como enfatizam Camarano e Mello (2010, p. 16),
[...] a legislação brasileira estabelece que os idosos sejam cuidados preferencialmente nos seus lares. Isto se deve aos altos custos do cuidado formal, especialmente o institucional, e à crença de que o idoso é mais bem cuidado na sua família sugere que tal justificativa está baseada na percepção de que os cuidadores, em especial as mulheres, não incorrem em custos financeiros e/ou emocionais ao prover cuidado aos idosos nas famílias.
 Em se tratando da esfera familiar, ela é considerada a base da sociedade em que outras atividades de bem – estar social se apoiam; por ter um caráter informal, livres de constrangimentos burocráticos e de controles; porem é necessário ressalvar que a família, é igualmente a toda e qualquer instituição social que deve ser encarada com uma unidade forte e fraca por não estar livre de mazelas existentes no mundo.
E assim os idosos sofrem o desafeto pela família, Diante de toda a modernidade tecnológica, a busca exagerada pelo ter e ser o, trabalho em excesso, faz com que o individualismo predomine e o relacionamento afetivo entre familiares torne-se inferior, ao ponto de abandonar seus entes em abrigos. Portanto, a partir das estratégias de intervenção, a atuação profissional do Serviço Social contribuirá para as transformações sociais, pois estamos diante de vários desafios urgentes como um conjunto de serviços e programas capazes de promover no dia a dia de forma integrada as demais políticas publicas em um processo de inclusão social.
3 OBJETIVOS
0. OBJETIVOS GERAIS
1. Sensibilizar a família, a comunidade e profissionais do ambiente de convivência, sobre importância de uma assistência familiar e comunitária, com ênfase no fortalecimento de vínculos.
3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
 
1. Mobilizar profissionais dispostos a contribuírem com um trabalho interdisciplinar.
 
1. Orientar a família sobre a importância do laço afetivo para fortalecer e restabelecer os vínculos familiares e comunitários. 
1. Aproximar a comunidade do abrigo/casa de acolhimento para idosos, promovendo a interação da comunidade com o ambiente de vivência dos idosos. 
1. Incentivar a reinserção do idoso na vida social e comunitária.
4 PÚBLICO-ALVO
Será, voltado aos idosos, seus familiares e a comunidade e contará com o apoio de algumas pastorais da igreja, grupos de idosos da comunidade, estagiárias, funcionários do abrigo, técnicas de referência do CREAS.
5 PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS
Primeira Ação: Reuniões no CRAS com técnicas e coordenação do CRAS e do abrigo para apresentação do projeto de intervenção.
Segunda Ação: Encontro no CRAS com familiares, representantes da comunidade e Conselho do Idoso para apresentação do projeto, como estratégia de sensibilidade. 
Terceira Ação: Entrega de convites para familiares e comunidade para participação na 1ª etapa.
Etapa 1 – Realização de uma dinâmica para estímulo à discussão e informação sobre a importância dos laços familiares, tais como a contribuição para uma vida saudável.
A dinâmica será realizada no período da tarde com a educadora física, pois os idosos terão mais facilidade para participar por conta do horário. Alguns materiais serão utilizados como: caixa de som, microfone, convites, folder. Realizar a dinâmica com duração no máximo de 30 minutos.
Etapa 2 – Realização de uma palestra apenas com as famílias para reforçar a ideia de que os mesmos são muito importantes para uma boa qualidade de vida dos idosos. 
Quarta Ação: Uma mobilização para despertar um novo olhar na comunidade acerca dos idosos abrigados. (Panfletagem, Mídia para divulgação de uma festa para idosos com participação da comunidade – patrocínio da prefeitura, para a ornamentação da rua, onde será realizado o evento, e a parceria de vereadores e candidatos prefeito.)
6 METAS
META À CURTO PRAZO - Oportunizar aos idosos a busca de melhoria das suas condições físicas, psicológicas e sociais através das dinâmicas realizadas relacionando com a afetividade familiar como a sua importância na afetividade e espiritualidade nesta fase da vida. 
META À MÉDIO PRAZO - Sensibilizar a família, comunidade e profissionais do ambiente de convivência, sobre importância de uma assistência familiar.
META À LONGO PRAZO - melhorar a convivência afetiva, social e familiar dos idosos, ampliando a rede de atenção aos idosos em situação de abrigamento.
7 AVALIAÇÃO E CONTROLE
	AÇÕES PRETENDIDAS
	MÉTODO DE CONTROLE
	MÉTODO DE AVALIAÇÃO
	Reunião com equipe do CRAS e do abrigo
	Lista de presença
Foto
	Entrevista com equipe do abrigo se conscientizou-se e entendeu sobre o projeto como forma de melhoria dos estímulos dos idosos.
	Reunião com familiares e representantes da comunidade
	Lista de presença foto
	Se familiares se motivou a abraça essa causa.
	Reuniões 
	Lista de presença
Foto

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