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NEUROANATOMIA MONITORIA FONO

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Monitoria: Luciana Lima 
Material para estudos 
SEQUELAS DO AVC 
Os distúrbios de linguagem 
 Afasia 
Os distúrbios da fala 
 Fonação, 
articulação, 
ressonância e/ou 
prosódia. 
Apraxia oral 
Dispraxia oral e 
Disartria. 
Dispraxia oral x Apraxia oral 
 
Desordem do desenvolvimento da coordenação motora. 
 
• sorrir, beijar, soprar as velas, estender a língua ou lamber os lábios 
morder o lábio inferior ou superior, assoar o nariz, produzir palavras, fazer 
expressões faciais e controlar a respiração quando solicitado. 
Tipos de Disartrias 
 Disartria Flácida 
Lesão neurônio motor inferior 
Voz soprosa, rouca 
Diminuição do tônus 
Consoantes imprecisas 
Funções alteradas: incompetência fonatória, na ressonância e na prosódia 
 
Disartria Espástica 
Lesão neurônio motor superior 
Voz tensa-estrangulada 
Tonicidade excessiva 
Consoantes imprecisas, vogais distorcidas 
Hipernasalidade 
Distúrbios na alimentação 
 As disfagias 
Alterações nas fases oral e faríngea da 
deglutição; 
Causam alterações nutricionais e 
aspiração de saliva, secreções ou 
alimentos; 
Complicações clínicas de hidratação, 
desnutrição e risco de pneumonias 
aspirativas e de repetição; 
 
 
 
 
Paralisia facial 
Diminuição dos movimentos faciais 
na hemiface acometida; 
Alterações da mímica facial; 
Funções de deglutição e fonação; 
Impacto estético e funcional. 
Reabilitação: minimizar os efeitos da 
paralisia, nas funções de mímica facial, 
fala e mastigação; 
Melhora do aspecto social e emocional; 
Lobo Frontal 
Fica responsável pelos movimentos 
voluntários do corpo, a linguagem e o 
gerenciamento das habilidades cognitivas. 
Os lobos frontais são considerados o 
centro de controle comportamental e 
emocional e responsável pela 
personalidade. 
Lobo Parietal 
Responsável pela integração das 
informações sensoriais. Isso inclui toque, 
temperatura, pressão e dor. 
O lobo parietal também desempenha um 
papel na capacidade da pessoa de avaliar 
o tamanho, a forma e a distância. Além 
disso, ajuda na interpretação dos 
símbolos. 
Lobo Temporal 
 
Contribuem com o processamento de 
informações auditivas e a codificação da 
memória. Além disso, desempenham um 
papel importante no processamento de 
afeto, linguagem e percepção visual. 
Lobo Occipital 
 
 responsáveis pela percepção visual, 
incluindo cor, forma e movimento. 
Danos na região podem dificultar a 
localizar objetos, identificar cores, causar 
alucinações, incapacidade de reconhecer 
palavras, dificuldades para ler e escrever. 
 
Ínsula 
A ínsula integra informações sensoriais e 
autonômicas das vísceras. 
Desempenha um papel em determinadas 
funções de linguagem, como pode ser 
demonstrado pela afasia em pacientes 
com algumas lesões insulares. A ínsula 
processa aspectos da sensação de dor e 
temperatura e, possivelmente, gustação. 
Centro da Fala 
Produção da fala e articulação 
Área de Wernicke 
Compreensão da linguagem 
Lado esquerdo 
 Giro frontal inferior 
Área de Broca 
 Lobo temporal 
Paciente do sexo masculino, com 68 anos de idade sofreu AVC isquêmico no 
hemisfério esquerdo quando repentinamente apresentou um quadro de mutismo. 
Após serem realizadas avaliações fonoaudiológicas, concluiu-se que o mesmo 
apresentava como hipótese diagnóstica “Afasia de expressão, oral e escrita, 
decorrente de acidente vascular encefálico isquêmico. 
Há um grau de recuperação espontânea em pacientes afásicos, sendo esta mais 
rápida nos primeiros três meses, mais lenta a partir dos seis meses. 
Iniciou fonoterapia em clínica particular cerca de 15 dias após a alta hospitalar. 
o planejamento terapêutico, que teve como objetivos: adequar a linguagem 
expressiva, oral e escrita, prestar orientação ao paciente e à família sobre afasia, 
além de engajá-los na terapia fonoaudiológica. Para tanto foram utilizadas em 
terapia estratégias como facilitação, evocação e articulação, com o auxílio de 
música e assuntos do interesse. As atividades foram contextualizadas ao cotidiano 
do mesmo. Na escrita utilizou-se o gênero textual notícia e letras de música para 
trabalhar produção escrita com o paciente. 
 
músculo e mucosa 
Músculos Extrínsecos da Laringe 
Levantadores 
Tireoióideo 
 
 Estiloióideo 
 
Miloióideo 
 
Digástrico 
 
Estilofaríngico 
 
Palatofaríngico 
Depressores 
 
Omoióideo 
 
Esternoióideo 
 
Esternotireóideo 
Músculos intrínsecos da laringe 
Cricotireóideo 
 
Tensores e Adutores das pregas vocais 
(além de alongá-las). 
Cricoaritenóideo posterior 
 
Únicos Abdutores das pregas vocais. 
Cricoaritenóideo lateral 
 
 Aduzir as pregas vocais; 
Aritenóideo transverso 
Aritenóideo oblíquo 
 
Adutor das pregas vocais 
Tireoaritenóideo 
 
Forma a principal massa das pregas vocais 
 
As disfonias neurológicas são distúrbios vocais que acompanham lesões ou 
alterações no sistema nervoso. O acidente vascular encefálico (AVE) é a segunda 
causa de morte no mundo e os danos cerebrais causados podem afetar a 
comunicação do indivíduo em diversos aspectos. 
O objetivo deste estudo foi descrever as características fonatórias de dez idosos 
acometidos por AVE. 
Godoy, Juliana Fernandes et al. Neuroradiology and voice findings in 
stroke. CoDAS [online]. 2014 
“Achados de neurorradiologia e voz no acidente vascular encefálico” 
Todos os participantes tiveram amostras de voz gravadas e foi realizada avaliação 
perceptivo-auditiva da voz e da diadococinesia laríngea. Os exames de neuroimagem 
foram classificados quanto à localização, extensão, lateralidade e território de 
vascularização da lesão cerebral. Os resultados mostram uma população de AVEs 
extensos de artéria cerebral média e AVEs de localização variada no cérebro. As vozes 
dos sujeitos mostraram predominantemente presença de rugosidade, soprosidade, 
instabilidade e pastosidade, além de alteração no controle motor laríngeo, 
demonstrado pela velocidade reduzida e instabilidade na repetição de vogais. Essas 
características ocorreram tanto no grupo de pacientes com AVE extenso de lesão da 
artéria cerebral média como em pacientes com AVEs menores de localização variada 
no cérebro. Os achados sugerem que as manifestações vocais dos casos estudados não 
dependem apenas da topografia da lesão. Daí a importância de considerar as 
individualidades de cada paciente no momento da avaliação clínica. 
Este material foi elaborado para estudo de anatomia aplicada a fonoaudiologia 
com base nos materiais disponibilizados nas aulas. 
JACQUES, A.; CARDOSO, M. C. DE A. F. Acidente Vascular Cerebral e sequelas 
fonoaudiológicas: atuação em área hospitalar. Revista Neurociências, v. 19, n. 
2, p. 229-236, 30 jun. 2011. 
KUNST, Letícia Regina et al . Eficácia da fonoterapia em um caso de afasia 
expressiva decorrente de acidente vascular encefálico. Rev. CEFAC, São Paulo 
, v. 15, n. 6, p. 1712-1717, Dec. 2013 . Available from 
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-
18462013000600035&lng=en&nrm=iso>. access on 28 Mar. 2021. Epub Dec 11, 
2012. https://doi.org/10.1590/S1516-18462012005000104. 
Referências 
Godoy, Juliana Fernandes et al. Neuroradiology and voice findings in stroke. 
CoDAS [online]. 2014, v. 26, n. 02 [Acessado 9 Setembro 2021] , pp. 168-174. 
Disponível em: <https://doi.org/10.1590/2317-1782/2014531IN>. ISSN 2317-
1782. https://doi.org/10.1590/2317-1782/2014531IN. 
https://doi.org/10.1590/S1516-18462012005000104
https://doi.org/10.1590/S1516-18462012005000104
https://doi.org/10.1590/S1516-18462012005000104

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