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Soros e vacinas

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Mecanismos de Defesa e Doença III 
 
MECANISMOS DE DEFESA E DOENÇA III GUSTAVO FIGUEIREDO 
 
Soros e Vacinas 
Vacina → Imunização! Induzir resposta imune. 
 
 
De mãe para filho. Proteção contra infecções e regulação da microbiota! 
 Placenta → IgG → Neutraliza, induz fagocitose, ativa complemento e 
citotoxicidade por NK. 
 Mecanismos de Defesa e Doença III 
 
MECANISMOS DE DEFESA E DOENÇA III GUSTAVO FIGUEIREDO 
 
o Proteção inicial par ao filho; 
o Sistema imune do bebê ainda não está formado. Sem anticorpos, 
criança fica susceptível a infecções. 
 Colostro → IgA. 
o Proteção contra infecções; 
o Auxilia na formação da microbiota. Controla populações, 
principalmente de bactérias que vão colonizar a microbiota do bebê. 
Passiva → Transferência → Sem memória. 
IgG pode durar alguns meses. Ideal amamentar até os 2 anos para continuar 
recebendo outros anticorpos. 
Em 1890, Emil von Behring e Shibasaburo Kitasato relataram que a transferência de 
sangue ou soro sem células de animais injetados com Clostridium tetani ou 
Corynebacterium diphtheriae protegia animais naives desafiados com eles 
patógenos. 
Em 1894, o sucesso da terapia do soro em humanos foi relatado pela primeira vez em 
crianças com difteria. 
 Praticamente 100% das crianças tratadas rapidamente com o soro se curavam! 
Behring, estudioso da área, recebeu o primeiro Prêmio Nobel de Fisiologia ou 
Medicina em 1901! 
Produção do Soro 
 
 Mecanismos de Defesa e Doença III 
 
MECANISMOS DE DEFESA E DOENÇA III GUSTAVO FIGUEIREDO 
 
Imunização ativa do animal (cavalo) → Injeta Antígeno e o animal reage produzindo 
anticorpos. 
Formulação → Anticorpo pronto para uso. 
Vantagem 
 Proteção Imediata! 
Desvantagens 
 Proteção de curta duração → Não induz memória. 
 Pode desencadear doença do soro (7 a 21 dias após administração) → pouco 
comum. 
o Formação de imunocomplexos (Ac do cavalo pode ser reconhecido 
como um antígeno estranho) e ativação do complemento: 
▪ Febre, urticária, vasculite, rash cutâneo, artrite. Imunocomplexo 
pode se acumular nas articulações, rins, vasos. 
 
Origem da Vacinação 
 
Não se sabe ao certo, mas registros históricos indicam que a inoculação ou insuflação 
de material purulento da varíola pode ter surgido na China ou Índia, nos anos 1500 
ou mesmo antes. 
Variolação foi popularizada na Europa pela escritora e poeta Lady Mary Wortley 
Montagu, mais conhecida por suas "cartas do Império Otomano". Como esposa do 
embaixador britânico na Turquia, ela testemunhou pela primeira vez a variolação em 
Constantinopla em 1717. 
 Variolação → Crostas secas da varíola → Insuflação nasal → Proteção. 
 Mecanismos de Defesa e Doença III 
 
MECANISMOS DE DEFESA E DOENÇA III GUSTAVO FIGUEIREDO 
 
 
Em 1774, Benjamin Jesty, um fazendeiro inglês, ao saber que ordenhadeiras eram 
menos susceptíveis à varíola, inoculou sua esposa e dois filhos usando material de 
pústula de vacas infectadas por varíola bovina. 
Em 14 de maio de 1796, o médico inglês Edward Jenner inoculou James Phipps, de 
8 anos, com material de lesão de varíola bovina presente nas mãos da ordenhadeira 
Sarah Nelms. Phipps adoeceu levemente. Em julho desse mesmo ano, Jenner testou 
formalmente a hipótese de que a infecção anterior por varíola poderia prevenir a 
varíola, variolando Phipps com material de lesão de varíola humana. Phipps não 
desenvolveu doença. A abordagem de Jenner foi eventualmente descrita como 
"vacinação", derivado do Latin “Vacca”. 
 
Louis Pasteur começou a estudar cólera de frango em 1877, causada Pasteurella 
multocida. Em 1879, Pasteur descobriu por acaso que culturas desta bactéria 
gradualmente perdiam sua virulência com o tempo. 
Pasteur, Charles Chamberland e Emile Roux testaram uma vacina atenuada para 
antraz em animais, com grande sucesso! 
Pasteur usou agente causador da raiva passado em coelhos para vacinar cães com 
sucesso. Embora tenha achado que a exposição do agente ao ar diminuía sua 
virulência, foi a passagem em outra espécie que o fez. Em 6 de julho de 1885, Pasteur 
usou sua vacina antirrábica atenuada para tratar Joseph Meister, de 9 anos, que 
sobreviveu à mordida de um cão raivoso. 
Vacina nos Tempos Atuais 
 Mecanismos de Defesa e Doença III 
 
MECANISMOS DE DEFESA E DOENÇA III GUSTAVO FIGUEIREDO 
 
DEFINIÇÃO: Uma preparação biológica que mimetiza a agressão natural utilizando 
microrganismos (atenuados ou inativados) ou fragmentos/subunidades (proteínas, 
polissacarídeos ou ácidos nucleicos) dos patógenos ou de outros agressores, como 
o câncer. 
OBJETIVO: Induzir resposta imune adaptativa protetora pré-exposição (profilática) ou 
pós-exposição (terapêutica) → Indução de linfócitos T e/ou linfócitos B produtores de 
anticorpos. 
 Vacina da Raiva → Profilática e Terapêutica. 
Como as Vacinas Funcionam? → Vacinas de RNA 
 
Proteína spike → Ag importante do Sars-Cov-2. 
RNAm → Lipossomo (vesícula lipídica – facilita entrada na célula) → Injeta no paciente, 
podendo gerar várias reações que culminam na resposta imunológica: 
 APC e Células musculares → Ativação do Sistema Imune (Humoral/celular). 
 Produção de proteínas → APC → SI; 
 Produção de proteínas → Quebra das proteínas → Fragmentos → APC → 
MHC-I e MHC-II → TCD8 e TCD4. 
O mesmo princípio é aplicado às outras formulações: o antígeno vacinal deve infectar, 
ser captado e/ou expresso e depois apresentado a linfócitos T e B. 
Formulação de Vacinas 
Antígeno → Patógeno (vivo ou morto), fragmentos etc. 
Vetor (entrada da vacina no indivíduo) → Lipossomo, outros vírus que codificam o 
corona vírus (vetor viral). 
Adjuvante → Molécula que ajuda na estimulação da resposta imune. 
 Mecanismos de Defesa e Doença III 
 
MECANISMOS DE DEFESA E DOENÇA III GUSTAVO FIGUEIREDO 
 
 
 
VLP → Partícula Pseudo Viral. 
Vírus atenuado → mais eficiente → HIV Perigoso → Pode voltar a ser virulento. 
Eficácia e Segurança → Quase sempre em Lados Opostos 
 
Via de administração → Escolhe a via de melhor 
eficiência. 
 Mecanismos de Defesa e Doença III 
 
MECANISMOS DE DEFESA E DOENÇA III GUSTAVO FIGUEIREDO 
 
Desenvolve a que tem melhor eficácia e melhor segurança possível. 
Adenovírus → Utilizado como vetor → Sem capacidade replicativa. 
Microrganismos atenuados 
 Ex.: BCG, Pólio (Sabin), Rubéola, Rotavírus, Caxumba, Varicela, Sarampo, 
Febre amarela. 
 
Microrganismos mortos / inativados (Ex: calor; formalina) 
 Ex.: Hepatite A, Raiva, Cólera, Gripe, Pólio (Salk), Febre tifóide, Coqueluche. 
 
Toxóides e antígenos recombinantes (proteínas; VLP; conjugados 
polissacarídeo/proteína) 
 Ex.: Toxóides (difteria, tétano, antraz); Proteínas/VLP (Hepatite B, HPV); 
Conjugadas (Haemophilus Influenza tipo B, Streptococcus pneumoniae, 
Neisseria meningitidis). 
 
 Mecanismos de Defesa e Doença III 
 
MECANISMOS DE DEFESA E DOENÇA III GUSTAVO FIGUEIREDO 
 
 Polissacarídeos fazem ativação fraca de B. Necessita da proteína. 
Polissacarídeo ativa LB e proteína chama T para ajudar. 
Vacinas de DNA (Plasmídeo bacteriano codificando o antígeno de interesse); vacina 
de RNA (RNAm pronto para ser traduzido); vacinas de vetores virais (uso de outro 
vírus para codificar antígeno de interesse) → nenhuma ainda licenciada para 
humanos. 
 Oxford/Astra Zeneca (vetor viral – adenovírus) e Pfizer e Moderna (RNAm) 
podem ser as primeiras. 
 
Vetor viral replicativo → Mais eficiente, menos seguro. Tendência é buscar uma cuja 
segurança e eficácia sejam semelhantes. 
 
 *Toxina pertussis inativada + hemaglutinina filamentosa+pertactina 
(membrana externa). 
 Mesmo com vírus atenuado a vacina pode ser segura. 
Desenvolvimento Vacina Câncer 
Vacina personalizada 
 Coleta amostra do câncer de pacientes; 
 Sequenciamento de DNA do câncer; 
 Descobre os genes com mutações → Maior chance de resposta. 
o Produção de proteína; 
o Injeçãonos indivíduos. 
Composição vacinal com proteína mutada → Maior eficiência. 
 Mecanismos de Defesa e Doença III 
 
MECANISMOS DE DEFESA E DOENÇA III GUSTAVO FIGUEIREDO 
 
 
Vacinas Disponíveis 
 
Rotas de Imunização 
 
 Mecanismos de Defesa e Doença III 
 
MECANISMOS DE DEFESA E DOENÇA III GUSTAVO FIGUEIREDO 
 
Gripe → Spray nasal → Resposta local eficiente. 
Cada vacina pode ter sua via mais eficiente. 
Efeitos Adversos 
 Reações Locais (inflamação); 
 Reações Sistêmicas (febre, mal-estar, rash cutâneo, mialgias, cefaleia e 
anorexia) 
o 1-2 semanas após a administração de vacinas vivas atenuadas. 
 Reações Alérgicas (raras); 
 Vacinas atenuadas → doença média/grave (raro). 
Vacinas Ainda Não Disponíveis 
 
Câncer cervical → HPV. 
Objetivo da Vacinação 
 
 Mecanismos de Defesa e Doença III 
 
MECANISMOS DE DEFESA E DOENÇA III GUSTAVO FIGUEIREDO 
 
Objetivo → Erradicar a doença. 
As vacinas são vítimas do seu próprio sucesso! → Surgimento de movimentos anti-
vacinas. 
 Desaparecimento da doença → Perdem o medo → Para de tomar → Aumento 
de casos. 
Ideal → Imunidade de rebanho → Proteção Significativa. 
 
Imunidade coletiva (de rebanho) → Acontece quando um número crítico (80-95%) de 
pessoas em uma comunidade é vacinado contra um patógeno e todo o grupo se 
torna protegido contra a doença. 
Pessoas que não podem tomar determinadas vacinas (imunodeficientes, pacientes 
oncológicos, alérgicos, idosos) dependem da imunidade de rebanho. 
COVID-19 
 
 Mecanismos de Defesa e Doença III 
 
MECANISMOS DE DEFESA E DOENÇA III GUSTAVO FIGUEIREDO 
 
Número de casos e de mortes continua subindo → Pessoas perdendo medo. 
COMO RESPONDER RAPIDAMENTE A UMA PANDEMIA?! 
 
 IND → aubmissão de nova droga para estudo. 
 BLA → pedido de licença de aplicação biológica. 
Tradicional: Escolha do Antígeno → Estudo sobre resposta e toxicidade (Pré Clínica) 
→ Autorização de Teste → Fases Clínicas → Submissão → Aprovação → Produção. 
Fases: 
1. Toxicidade (+/- 2 anos); 
2. Indução de resposta (+/- 2 anos); 
3. Protege ou não? 
 Tradicional pode levar até 15 anos. 
Pandemia: Início de estudos normalmente e na fase clínica, conforme vai provando 
eficácia vai iniciando as próximas fases. Produção inicia já na fase 3, reduzindo o 
tempo. 
 
 Mecanismos de Defesa e Doença III 
 
MECANISMOS DE DEFESA E DOENÇA III GUSTAVO FIGUEIREDO 
 
 
Fases da Vacinação 
 
Objetivo – Vacina Covid-19 
 
Proteção, prevenir infecção, prevenir sintomas, internação e transmissão. 
Lancet Infect Dis 2020 
https://doi.org/10.1016/ S1473-3099(20)30773-8

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