Caso 2.3 - desvio de septo
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Caso 2.3 - desvio de septo


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Caso 2.3 Desvio de septo nasal
Homem, 17 anos, procurou consultório médico com queixa de \u201ccrise alérgica\u201d, sonolência diurna e roncos acompanhados de obstrução nasal. A polissonografia evidenciou apneia obstrutiva do sono. Apresenta história pregressa de cirurgia para correção de desvio de septo e retirada das adenoides. A análise do exame de ressonância magnética (RM) demonstrou área de adesão entre a mucosa nasal e septal, confirmando o diagnóstico de obstrução nasal relacionada com o desvio de septo.

A \u2013 Cite os ossos envolvidos na formação da cavidade nasal, obstruída neste caso.

Os ossos que contribuem para formar o esqueleto das cavidades nasais são: os ossos ímpares etmoide, esfenoide, frontal e vômer; e os ossos pares nasais, maxilas, palatinos e lacrimais, além das conchas nasais inferiores.
OBS.: É importante lembrar, que as conchas nasais média e superior não foram mencionadas, pois fazem parte do osso etmoide supra citado.

B \u2013 Cite as estruturas que formam o septo nasal acometidas neste caso.

O septo nasal possui uma parte óssea e uma parte móvel mole. O septo cartilagíneo e parcialmente ósseo do nariz divide a câmara do nariz em duas cavidades. Os principais componentes do septo nasal são:
- cartilagem do septo nasal, anteriormente;

- posteriormente, principalmente o vômer e a lâmina apendicular do osso etmoide;

- pequenas contribuições dos ossos nasais, onde se encontram na linha média, e a espinha nasal do osso frontal;

- contribuições das cristas dos ossos maxila e palatino, rostro do osso esfenoide e a crista incisiva da maxila.

C \u2013 Para realização da cirurgia do caso, foi necessário o conhecimento da estrutura óssea da cavidade nasal. Descreva a parede óssea lateral, o teto e o assoalho da cavidade nasal.

A parede lateral de cada cavidade nasal é complexa, e formada por ossos, cartilagens e partes moles. A sustentação óssea da parede lateral é dada pelo labirinto etmoidal e processo uncinado; pela lâmina apendicular do osso palatino; pela lâmina medial do processo pterigoide do osso esfenoide; pelas superfícies mediais dos ossos lacrimais e maxilas e pela concha nasal inferior.

O teto da cavidade nasal e é a mais alta das regiões onde é formado pela placa cribriforme do osso etmoide. Anteriormente à placa cribriforme, o teto inclina-se inferiormente até as narinas e é formado pela espinha nasal do osso frontal e os ossos nasais; pelos processos laterais da cartilagem do septo; e pelas cartilagens alares maiores da parte externa do nariz. Posteriormente, o teto de cada cavidade inclina-se inferiormente para o cóano e é formado pela face anterior do osso esfenoide; pela asa do vômer e pelo processo esfenoidal do osso palatino ; e pelo processo vaginal da lâmina medial do processo pterigoide. Sob a mucosa, é perfurado superiormente pelos orifícios da lâmina cribriforme e, anteriormente a estas aberturas por um forame separado para o nervo etmoidal anterior e vasos. A abertura entre o seio etmoidal e o recesso esfenoetmoidal encontra-se na inclinação posterior do teto.
O assoalho da cavidade nasal é liso, côncavo e muito mais largo que o teto. Consiste em partes moles da parte externa do nariz; face superior do processo palatino da maxila e lâmina horizontal do osso palatino, que em conjunto, formam o palato duro.

D \u2013 Pelas funções relacionadas com a cavidade nasal, explique anatomicamente as alterações causadas pelo desvio de septo neste paciente.
O septo nasal pode ser deslocado ou desviado do plano mediano como resultado de uma lesão durante o nascimento. Mais frequentemente, contudo, o desvio ocorre durante a adolescência e a idade adulta a partir de trauma pós-natal. Algumas vezes o desvio pode ser tão acentuado que o septo nasal fica em contato com a parede lateral da cavidade nasal. Se isto obstruir a respiração, pode ser necessário o reparo cirúrgico do septo.