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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ NÚCLEO DE JOSÉ DE FREITAS PLANO NACIONAL DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM EDUCAÇÃO FÍSICA DISCIPLINA: PPI VI- ATIVIDADE FÍSICA E DESPORTO ADAPTADO PROFESSORA: IVALDO COELHO CARMO PROJETO PEDAGÓGICO: ATIVIDADE FÍSICA E DESPORTO ADAPTADO NA ESCOLA Ana Amélia Rodrigues do Nascimento Francisca Maria Martins Gomes Maria da Luz da Silva Maria Luzinete da Silva Noélia Ferreira Elizardo José de Freitas, Julho/Setembro de 2017. 1. TEMA: ATIVIDADE FÍSICA E DESPORTO ADAPTADO NA ESCOLA 2. APRESENTAÇÃO O presente projeto propõe trabalhar de forma inclusiva a atividade física e desporto adaptado na escola CETI/CEEP Ferdinand Freitas, localizada na Rua José Cândido Gaioso, 275 - Centro, José de Freitas - PI, com os alunos do Ensino Médio, com o objetivo de desenvolver a prática da atividade física respeitando as diferenças individuais, visando proporcionar o desenvolvimento global dos alunos, tornando possível não só o reconhecimento de suas potencialidades, como também, facilitar o processo de inclusão e aceitação em seu grupo social. 3. JUSTIFICATIVA A Educação Física é um componente curricular obrigatório que tem como objeto de estudo a motricidade humana. Ela é uma área de conhecimento que, organiza, sistematiza, constrói e produz conhecimento, contribuindo de forma efetiva para o desenvolvimento afetivo, social e intelectual dos alunos. Considerando a relevância da educação física escolar no contexto da educação inclusiva é que propormos a desenvolver esse projeto. A educação física inclusiva muito tem a contribuir neste processo através de suas práticas, rompendo as barreiras do preconceito, promovendo a integração e oportunizando o acesso à educação, à saúde, ao trabalho, ao lazer e acima de tudo qualidade de vida. 4. SITUAÇÃO PROBLEMA Muitos são os desafios encontrados para a prática de uma Educação Física inclusiva nas escolas de ensino regular. Diante as novas expectativas que estão sendo direcionada a educação física e aos profissionais que atuam na escola, observa-se que a participação destes alunos nas aulas de educação física tem gerado discussões e divergências entre docentes, sendo a não qualificação, um argumento recorrente para justificar o pouco avanço com que este vem ocorrendo. Para que haja inclusão de pessoas com necessidades educativas especiais nas aulas de Educação Física, é necessário que o professor de Educação Física faça adequação nos conteúdos e nas metodologias de ensino, para o atendimento às características de cada participante, respeitando as diferenças e limitações individuais de cada um. 5. PÚBLICO-ALVO Alunos do 1º ao 3º ano do Ensino Médio da escola: CETI/CEEP Ferdinand Freitas. 6. OBJETIVOS 6.1 OBJETIVO GERAL Desenvolver a prática da atividade física e desporto adaptado, visando o desenvolvimento global dos alunos, bem como o processo de inclusão e aceitação em seu grupo social. 6.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS · Vivenciar práticas de atividades físicas e desportos adaptados; · Melhorar a auto-estima e potencialidades individuais; · Promover a inclusão, o respeito e interação social entre si. 7. REFERENCIAL TEÓRICO A Educação Física Adaptada “é uma área da Educação Física que tem como objetivo de estudo a motricidade humana para as pessoas com necessidades educativas especiais, adequando metodologias de ensino para o atendimento às características de cada portador de deficiência, respeitando suas diferenças individuais” (SAINT-LAURENT, 1997). A inclusão de crianças com necessidades especiais nas aulas de Educação Física escolar é um desafio a ser vencido pela escola e sociedade, uma vez que objetiva a educação para todos, além de estimular a convivência com as crianças. O conceito de educação inclusiva se dá por alguns aspectos como, compartilhar o mesmo espaço físico, integração na sociedade, adaptações no ensino, participação de todos nas aulas e o direito a educação (SANT´ANA, 2005). O Art. 9º da Lei 3.298, (1999) assegura que os órgãos e as entidades da Administração Pública Federal direta e indireta deverão conferir, no âmbito das respectivas competências e finalidades, tratamento prioritário e adequado aos assuntos relativos à pessoa portadora de deficiência, visando a assegurar-lhe o pleno exercício de seus direitos básicos e a efetiva inclusão social. Fonseca (1995) assegura que é necessário que toda escola regular seja mais inclusiva, mudando internamente e adaptando a inclusão de forma progressiva até a inclusão total, mesmo que leve uma temporada. A escola regular precisa incentivar o respeito pelas diferenças entre as crianças, introduzi-las no seu processo e atendê-las o melhor possível. (FONSECA, 1995). De acordo com Aguiar e Duarte (2005), o paradigma da escola inclusiva pressupõe uma educação apropriada e de qualidade dada conjuntamente para todos os alunos, em escola regular, onde deve ser desenvolvido um trabalho pedagógico que sirva a todos os alunos, indiscriminadamente. Sendo assim, o ensino inclusivo é a prática da inclusão de todos, independente de seu talento, deficiência (sensorial, física ou cognitiva), origem sócio-econômica, étnica ou cultural. As diferenças estão surgindo em nosso dia a dia e o papel dos professores de educação física é compreender todas estas pessoas de forma adequada e responsável nas aulas de educação física. A necessidade de desenvolver e aprender sobre o movimento do corpo humano é direito de todos (LEUCAS, 2012) Ferreira (2010) considera que os novos rumos da Educação Especial é promover atividades adaptadas que atendam a todos, sem restrição. Na sua concepção é imprescindível à prática de atividade física, pois é uma das formas desses alunos criarem uma nova opinião do seu corpo, passando assim a desenvolver todo o seu potencial, conhecendo seus limites e se aceitando, consequentemente facilitando todo o processo de ensino aprendizagem. Por tanto é essencial que a escola aprimore sua ação pedagógica juntamente com a Educação Especial, visto que quem educa, educa todos (CARVALHO, 1999). 8. PERCURSO METODOLÓGICO O referido projeto será apresentado à direção da escola no dia 11/09/2017. Seu desenvolvimento acontecerá nos dias 18 e 19/09/2017, no turno manhã. Serão trabalhadas atividades físicas e desportos adaptados (pega-pega adaptado, prova excêntrica, voleibol sentado, desenho nas costas, dança recreativa corporal, toque retoque, qual é o nome do filme? golbol, música para reflexão trem bala ) que incluam as diversas limitações de pessoas com necessidades educativas especiais. 9. RECURSOS · Rede de voleibol, bola, corda, vendas, caixa de som, smartfone, lã, bola de guizo, papel A4. 10. CRONOGRAMA DE ATIVIDADES AÇÃO OBJETIVO PRAZO Apresentação do projeto à equipe escolar e alunos. Conhecer o projeto e a forma que o mesmo será desenvolvido. 05 à 06/09/2017 Planejamento e organização das atividades propostas. Selecionar e organizar as atividades a serem utilizadas. 08 à 11/09/2017 Execução e culminância do projeto na escola. Desenvolver a prática da atividade física e desporto adaptado, visando o desenvolvimento global dos alunos, bem como o processo de inclusão e aceitação em seu grupo social. 15/09 à 19/09/2017 Elaboração do relatório. Relatar as práticas vivenciadas, bem como a participação dos alunos e apoio escolar durante a execução do projeto. 20/09 à 21/09/2017 11. AVALIAÇÃO A avaliação se dará de forma contínua, onde será observada a participação e interação social mediante critérios de inclusão e respeito às pessoas com necessidades educativas especiais durante as atividades realizadas. 12. REFERÊNCIAS AGUIAR, João Serapião de; DUARTE, Édison. Educação inclusiva: um estudo na área da educação física. Rev. bras. educ. espec., Marília, v. 11, n. 2, 2005. BRASIL. Lei Nº3. 298-DE 20 dezembro 1999-DOU DE 21/12/1999. Disponível em: http://sislex.previdencia.gov.br/paginas/23/1999/3298.htm.Acesso em: 30 jul. 2017. FERREIRA, Vanja. Educação Física Adaptada, Atividades Especiais. Editora Sprint. ed.1, 2010. MONTEIRO, Jeane Alves; Silva Magna Sales. A importância da atividade física para os deficientes físicos. Revista Digital, Buenos Aires, ano 15. N.148, set. 2010. Disponível em: http://www.efdeportes.com/efd148/atividade-fisica-paraos-deficientes-fisicos.htm. Acesso em: 30 jul. 2017. SAINT-LAURENT, L. 1997. A educação de alunos com necessidades especiais, in MANTOAN. Maria Theresa Égler e Col. A integração de pessoas com deficiência. São Paulo. SANT´ANA, M.I. Educação Inclusiva: concepções de professores e diretores. Psicologia em Estudo, Maringá, v. 10, n° 2, 2005.