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PRESBIACUSIA

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PRESBIACUSIA 
DEFINIÇÃO: 
· Do grego prebys (idoso) e akousis (ouvir), é a diminuição da acuidade e capacidade auditiva. Também pode ser chamada de Perda Auditiva Relacionada à Idade (PARI).
· Ou seja, a perda da sensibilidade para ouvir e entender os sons que se ouve, decorrente do envelhecimento num processo multifatorial que pode evoluir nos mais variados graus. 
· Envelhecimento é um conjunto de modificações morfológicas e fisiológicas decorrentes de fatores intrínsecos (predisposição genética, condições cardiovasculares e metabólicas...) e extrínsecos (exposição a ruído...) que agem na orelha interna durante a vida, cumulativamente, levando a prejuízo na transdução coclear do sinal acústico.
· A OMS define população idosa a partir de 60 anos nos países em desenvolvimento e 65 anos para países desenvolvidos.Porém a idade não é o único parâmetro para definir o processo de envelhecimento.
POPULAÇÃO IDOSA NO BRASIL: 
· Estimativas do IBGE indicam que este contingente atingirá 32 milhões em 2025 e fará do país o sexto colocado em número de idosos no mundo.
· Este é o grupo etário que mais cresce no Brasil.
· Evolução da população de 80 anos ou mais de idade por sexo; 
· Brasil: 1980 - 2050. 
SAÚDE PÚBLICA E CONSEQUÊNCIAS: 
· Assim, com o aumento da longevidade da população e o número crescente de pessoas com idade acima de 65 anos, implica a necessidade de programas de triagem auditiva para os mais velhos para o tratamento adequado.
· Como na criança tem o teste da orelhinha é importante também a criação ode triagem auditiva para os idosos. 
· Além de campanhas de educação sobre o risco da perda de audição relacionada à idade.
· A Presbiacusia é subdiagnosticada, desvalorizada e negada pelo próprio idoso.
· É negada por vergonha ou até mesmo por piada feita pela própria família. 
· Afeta a qualidade de vida: reduz a independência, segurança, capacidade laboral, levando até a antecipação da aposentadoria. 
· Se não reparada, à media que progride, afeta a comunicação, contribuindo para o isolamento, depressão, transtorno cognitivo leve e, possivelmente, demência.
DEFINIÇÃO DE PERDA DE AUDIÇÃO (OMS) E EPIDEMIOLOGIA: 
· É considerada Perda de Audição pela OMS média maior que 25dB, com o uso da Audiometria Tonal nas frequências da fala: 500, 1000, 2000 e 4000Hz; e na melhor orelha.
· Essa definição da OMS é a mais novo e mais utilizada. 
· É a causa mais comum de Surdez Progressiva. 
· Dentre as doenças crônicas está entre as três ou quatro mais prevalentes em adultos com mais de 65 anos.
· As estimativas do Censo do IBGE de 2008 indicavam que 36 milhões (17%) de indivíduos adultos apresentariam algum grau de perda auditiva, e no Censo de 2010 a deficiência auditiva é encontrada em 25,6% da população com mais de 65 anos. 
· Estudos feitos nos EUA mostram que a prevalência da perda auditiva dobra a cada década de vida a partir da metade da 7a década de vida; 
· E estudos feitos no Japão também demostrou aumento da prevalência da PARI com o aumento da idade, sendo 29% no final de 60 anos, 39% no início dos 70 e 65% no final dos 70 anos de idade em homens e de 23%, 37% e 59% em mulheres, respectivamente.
AUDIOMETRIA TONAL: 
· PADRÃO OURO para a determinação do grau, tipo e configuração das perdas auditivas;
· Audiometria é o exame padrão ouro, pois ele é capaz de diagnosticar a perda auditiva. 
· Exame muito indicado pelos OTR e fonoaudiólogos. 
Na audiometria vamos analisar duas vias: 
· Condução Aérea: avaliada com intensidade de 10 dB a 120 dB, em uma faixa de 125 Hz a 8000 Hz;
· É quando a onda ela entra no meato acústico amplificada, ela é captada pelo timpânico, o qual esse vibra e transmite a onda para cadeia ossicular e através de um movimento de pistão move a janela oval transferindo a onda para o líquido dentro da cóclea. 
· Condução Óssea: com intensidade entre 60 e 70 dB, em uma faixa de 500 a 4000Hz; 
· Esse exame identifica o limiar auditivo para cada uma das frequências avaliadas, sendo anotado no Audiograma.
· A audiometria tem um padrão mundial (parecido com o ECG) → O eixo vertical é em dBNA (decibel nível de audição) e o horizontal as frequências (em Hertz).
· Orelha Direita: cor vermelha marcados com “o” e geralmente está a esquerda no papel impresso.Via óssea marcada com “< “ para a esquerda.
· Orelha Esquerda: cor azul marcados com "x" e geralmente está a direita no papel impresso.Via óssea marcada com “> “ para a direita.
· Exame feito em cabine acústica por Fonoaudióloga, com repouso mínimo de 14h se paciente exposto a ruído ocupacional;
· Em crianças pequenas geralmente utiliza-se Audiometria Comportamental ou Condicionada;
· Não consegue fazer com a audiometria tonal. 
· A audiometria é importante, pois pe através dela que vamos saber se o paciente vai precisar de uma prótese auditiva ou não. 
· A: Audiometria Normal
· B: Perda Auditiva Condutiva - integridade da cóclea e via auditiva central e alteração em orelha externa e/ ou média. 
· C: Perda Auditiva Mista (Condutiva e Neurossensorial) - alteração tanto na porção externa/média, como na coclear ou central. Alteração tanto na parte óssea quanto na parte aérea. 
· D: Perda Auditiva Neurossensorial (PANS) - sugere alteração das via sensoriais (coclear ou central).
· Lembrar de mascarar o ouvido melhor quando perda assimétrica.
· Nos pacientes mais velhos (idosos) é mais comum ter audiometria com perda auditiva mista ou neurossensorial. 
CLASSIFICAÇÃO: 
· Davis e Silverman (1970): média de 500, 1000 e 2000Hz. Normal 0 a 25 dB, leve 26 a 40 dB, moderado 41 a 70 dB, severo 71 a 90 dB e profundo > 90 bD. 
· OMS (2014): média das anteriores acrescida a de 4000 Hz. 
· Northern e Downs (1984): utilizada para crianças de até 7 anos.Considera perda a partir de 15 dB.
LOGOAUDIOMETRIA OU AUDIOMETRIA VOCAL: 
· Investiga a capacidade de indivíduo detectar e / o u reconhecer os sons da fala; 
· Limiar do Reconhecimento da Fala (LRF) ou Speech Recognition Threshold (SRT), é a menor intensidade em que um indivíduo capaz de reconhecer e repetir 50% das palavras apresentadas.
· Índice de Reconhecimento da Fala (IRF) indica a porcentagem de acertos numa intensidade confortável, geralmente 30 a 40 dB acima da LRF.É classificado em:
IMITANCIOMETRIA / TIMPANOMETRIA
Como que movimenta o tímpano em relação a cadeia ossicular. Classificação de Jagger! 
GRAU A: normal → Grau mais comum na presbiacusia. 
CURVA As ou Ar: rigidez - fixação da cadeia ossicular, otosclerose , timpanosclerose espessamento da MT. CURVA Ad: interrupção da cadeia ossicular ou MT flácida.
GRAU B: conteúdo MAE (cerúmen) ou na caixa média (OMA, OMS, Colesteatoma e malformações).
GRAU C: disfunção tubária. Há retração, pressão negativa dentro da caixa média
CÓCLEA: 
· Estrial (Metabólico): degeneração da estria vascular
· Sensorial: atrofia do órgão de Corti
· Neural: atrofia dos neurônios cocleares
· Mecânica (Presbiacusia Condutiva Coclear): o enrijecimento da membrana basilar
Primeira imagem 1 - nervo vestíbulo coclear (8) 2 - vestibular 3 - nervo facial (7) e 4 - espiras da cóclea. 
ETIOPATOGENIA: 
· Modelo concebido por Schuknecht com base nos achados histológicos e traçados audiométricos classifica em 4 tipos. Existem 4 locais que podem ser afetados pela presbiacusia: 
· Estrial (Metabólico): degeneração da estria vascular; todas as frequências são afetadas, sendo observado traçado audiométrico plano com bom Índice de Reconhecimento da Fala (IRF). 
· Sensorial: atrofia do órgão de Corti em decorrência da degeneração sensorial das células ciliadas e das células de sustentação na base da cóclea, com degeneração subsequente das fibras cocleares.Traçado audiométrico com queda abrupta em altas frequências, sem comprometimento das demais e raramente afeta o IRF. 
· Neural: atrofia dos neurônios cocleares responsáveis pela transmissão das informações das células ciliadas cocleares e sistema auditivo central. Traçado audiométrico semelhante ao tipo Mecânico, com grande comprometimento do IRF, proporcionalmente mais baixo que o esperado.
· Mecânica