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Fichamento Vygotsky

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BRENA CARVALHO - @brenacarvalho.s
DISCIPLINA: Subjetividade, Cultura e Desenvolvimento
CAPÍTULO 1
A FORMAÇÃO SOCIAL DA MENTE- VYGOTSKY
A análise parte de três aspectos
fundamentais:
1. Qual a relação entre os
seres humanos e o seu
ambiente físico e social?
2. Quais as formas novas
de atividade que fizeram
com que o trabalho
fosse o meio
fundamental de
relacionamento entre o
homem e a natureza e
quais são as
consequências
psicológicas dessas
formas de atividade?
3. Qual a natureza das
relações entre o uso de
instrumentos e o
desenvolvimento da
linguagem? (p. 17)
→ O desenvolvimento dos
comportamentos são
transformações complexas, uma
transformação de quantidade em
qualidade (Hegel).
→ Sugere-se um abandono do
paradigma botânico (ex.: jardim
de infância).
→ Há uma mudança na
Psicologia Moderna, estuda-se a
psicologia animal para
compreender a psicologia da
criança e observa-se pontos de
união entre o comportamento
animal e o comportamento da
criança.
→ Na abordagem zoológica, os
processos intelectuais superiores
são vistos como uma extensão
direta dos processos
correspondentes nos animais
inferiores.
→ Charlotte Buhler acreditava
que a inteligência prática das
crianças era igual a conhecida
nos chimpanzés.
→ Os testes aplicados por C.
Buhler descobriram que a
inteligência prática nas crianças
(ou raciocínio técnico) é
independente da fala.
→ Karl Buhler estabeleceu o
princípio de que os primeiros
esboços da fala inteligente são
precedidos pelo raciocínio
técnico e este constitui a fase
inicial do desenvolvimento
cognitivo.
→ K. Buhler parte do pressuposto
de que a inteligência prática e a
fala, que caracterizam uma
criança de 10 meses, permanecem
intactas por toda a vida.
→ Shapiro e Gerke baseiam sua
análise do desenvolvimento do
raciocínio prático nos
experimentos de Kohler, os
mesmos afirmam que o raciocínio
prático da criança apresenta
pontos semelhantes com o
pensamento adulto e enfatizam a
importância da experiência social
no desenvolvimento humano.
Quando a criança copia as
atividades particulares de um
adulto está consolidando um
sistema que constituem um
“plano” para agir de determinada
maneira em ações futuras.
→ Os autores levam em
consideração a repetição
mecanicista, ignorando as
mudanças nas estruturas
internas das operações
intelectuais da criança. A fala não
é vista como contribuição para o
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desenvolvimento de uma nova
organização estrutural da
atividade prática.
→ Os estudos de Guillaume e
Meyerson apoiam a suposição de
que a fala tem um papel essencial
na organização das funções
psicológicas superiores.
→ A origem e o desenvolvimento
da fala e das outras atividades
que usam signos foram tratadas
como independentes da
organização da atividade prática
na criança, não como um
produto do desenvolvimento da
criança.
→ Ao invés de se estudar com
detalhes o desenvolvimento da
fala e das atividades práticas, é
considerado que a mente da
criança já possui todos os
estágios futuros de
desenvolvimento e que estes
estão apenas aguardando o
momento certo para se instalar.
→ A fala e as atividades práticas
eram considerados processos
separados e completamente
diferentes, quando estavam
relacionados em um mesmo
momento, era considerado uma
consequência de fatores externos
que possibilitaram esse
acontecimento.
→ Essa visão de que a fala e o
comportamento prático são
paralelos, leva ao conceito de fala
egocêntrica de Piaget, pois o
mesmo não atribui um papel
importante à fala, assim como
não dá importância às suas
funções comunicativas.
→ O momento de maior
significado na jornada do
desenvolvimento intelectual
acontece quando a fala e a
atividade prática se encontram.
→ As ações se transformam a
partir do momento em que a fala
e os signos se juntam à elas,
dessa forma, antes de controlar
seu próprio comportamento, a
criança passa a controlar o
ambiente com a ajuda da fala.
→ Ao tentar atingir seu objetivo, a
criança não só age como
também fala e essa fala surge
espontaneamente, continuando
quase sem interrupção sobre
todo o experimento,
considerando o experimento dos
macacos de Kohler.
→ As crianças resolvem suas
tarefas práticas com a ajuda da
fala. A ação e a fala fazem parte
de uma mesma função
psicológica complexa.
→ Ao serem apresentadas ao
experimento, as crianças, com a
ajuda da fala, criam mais
possibilidades de solução, se
envolvem em várias ações usando
métodos instrumentais ou
mediados (indiretos), inclui
estímulos que não estão no seu
campo visual e usam as palavras
para criar um plano de ação.
→ A fala egocêntrica da criança
aumenta em relação direta com a
dificuldade do problema prático
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enfrentado. Ela deve ser vista
como uma forma de transição
entre a fala interior e a fala
exterior da criança.
→ A maior mudança na
capacidade das crianças para
usar a linguagem como um
instrumento para a solução de
problemas é quando elas passam
a internalizar as falas ao invés de
exteriorizá-las para um adulto,
passando a ter uma função
intrapessoal além da
interpessoal. Criando soluções
para se guiar sozinha, a criança
está impondo a si mesma uma
atitude social.
→ Quando as crianças passam a
conseguir decidir o que querem
desenhar ao invés de darem
apenas o nome ao desenho
depois de finalizado, significa
uma mudança na função da fala.
→ As funções emocionais e
comunicativas da fala são
ampliadas pelo acréscimo da
função planejadora.

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