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Administração da empresa agrícola (P1) - Studyagroo

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Administração da Empresa Agrícola 
@Studyagroo  
⤿ A ação administrativa : 
● A administração nada mais é do que a 
condução racional das a�vidades de 
uma organização, seja ela lucra�va ou 
não lucra�va; 
● A administração trata do 
planejamento, da organização 
(estruturação), da direção e do 
controle de todas as a�vidades 
diferenciadas pela divisão do trabalho 
que ocorram dentro de uma 
organização; 
● O administrador é o agente que 
define estratégias, efetua diagnós�cos 
de situações, dimensiona recursos, 
planeja sua aplicação, resolve 
problemas, gera inovação e 
compe��vidade. 
● O sucesso do administrador de uma 
organização depende mais do seu 
desempenho e da maneira como lida 
com pessoas e situações do que seus 
traços par�culares de personalidades; 
● Esse desempenho é o resultado de 
certas habilidades que o 
administrador possui e u�liza. De 
modo geral, as habilidades 
necessárias para um desempenho 
administra�vo bem sucedido podem 
ser organizadas em 3 grupos 
principais: 
◦ Hab󰈎󰈗󰈏󰇶ad󰈩󰈻 Téc󰈝i󰇸󰈀s: Envolvem o uso de 
conhecimento especializado e facilidade na 
execução de técnicas relacionadas com o 
trabalho e com os procedimentos de 
realização. 
◦ Hab󰈎󰈗󰈏󰇶ad󰈩󰈻 Hum󰈀󰈝󰇽󰈼: Estão relacionadas 
com o trabalho com pessoas e referem-se à 
facilidade de relacionamento interpessoal e 
grupal. Envolvem a capacidade de comunicar, 
mo�var, coordenar, liderar e resolver conflitos 
pessoais ou grupais; 
◦ Hab󰈎󰈗󰈏󰇶ad󰈩󰈻 Con󰇹󰈩󰈏󰉄u󰈀󰈏s: Envolvem a visão 
da organização como um todo, a facilidade de 
trabalhar com ideias ou conceitos, teorias e 
abstrações. Um administrador com 
habilidades conceituais está apto a 
compreender as várias funções da organização 
e complementá-las entre si. 
● Para a administração geral, a função 
do administrador de empresas 
compreende um processo de quatro 
etapas principais: 
◦ 1) Pla󰈝󰈩󰈒󰇽me󰈝󰉄󰈡: Etapa referente à formação 
dos obje�vos e meios de alcançá-los. Consiste 
em definir obje�vos para traçar metas, 
iden�ficar oportunidades, interpretar dados e 
analisar os recursos disponíveis na 
organização; 
◦ 2) Or󰈇a󰈞󰈎z󰇽ção: Processo de designar 
tarefas, alocar os recursos e coordenar as 
a�vidades. É a distribuição e adequação dos 
recursos da organização. Trata-se de 
preparação dos processos a fim de obter 
resultados planejados; 
◦ 3) Dir󰈩çã󰈢: Conduzir as pessoas de acordo 
com o plano estratégico, visando a realização 
dos obje�vos e metas estabelecidas pela 
empresa. É o processo administra�vo que 
conduz e coordena o pessoal na execução das 
tarefas anteriormente planejadas; 
◦ 4) Con󰉃󰈹󰈡l󰇵: Comparação do desempenho 
atual com o planejado, estabelecendo as 
correções necessárias no processo. 
● A par�r das funções citadas, a 
administração geral pode ser 
interpretada como “ a tarefa que 
possibilita alcançar os obje�vos 
previamente estabelecidos, com 
menor dificuldade e maior rapidez, ou 
seja, com maior eficiência”. 
⤿ Teorias da Administração: 
- Administração Cien�fica; 
 
@Studyagroo  
- Teoria Clássica da Administração; 
- Teoria das Relações Humanas; 
- Teoria Comportamental, e 
- Teoria da Con�ngência. 
⤿ Administração Científica: 
● A Escola da Administração Cien�fica 
foi iniciada pelo engenheiro 
americano Frederick W.Taylor; 
● “Administrar significa planejar e 
racionalizar as tarefas que devem ser 
executadas pelos subordinados” 
(Taylor); 
● A preocupação original foi eliminar o 
fantasma do desperdício e das perdas 
sofridas pelas indústrias e elevar os 
níveis de produ�vidade por meio da 
aplicação de métodos e técnicas da 
engenharia industrial. 
● A administração nessa fase 
preocupava-se exclusivamente em 
criar métodos para o trabalho do 
operário visando melhorar a eficiência 
do processo produ�vo; 
● Por isso, entendiam-se que 
“administrar é estabelecer e 
prescrever a maneira pela qual as 
pessoas devem executar o seu 
trabalho co�diano”; 
● A ênfase nas tarefas é uma 
abordagem feita a nível operário, e 
não a nível de empresa. Essa visão, 
conhecida como “mecanicista”, 
propôs a divisão do trabalho 
enfa�zando tempos e métodos a fim 
de assegurar seus obje�vos de 
“máxima produção a mínimo custo”. 
⤿ Organização Racional do Trabalho: 
● Taylor verificou que os operários 
aprendiam a maneira de executar as 
tarefas do trabalho por meio da 
observação dos companheiros 
vizinhos; 
● Notou que isso levava a diferentes 
métodos para fazer a mesma tarefa e 
uma grande variedade de 
instrumentos e ferramentas diferentes 
em cada operação; 
● Para ele esses métodos e 
instrumentos poderiam ser 
aperfeiçoados por meio de uma 
análise cien�fica e um preciso estudo 
de tempos e movimentos. 
● A tenta�va de subs�tuir métodos 
empíricos e rudimentares pelos 
métodos cien�ficos recebeu o nome 
de Organização Racional do Trabalho 
(ORT); 
● A ORT se fundamenta nos seguintes 
aspectos: 
◦ 1) Aná󰈗i󰈼󰈩 do t󰈸a󰇻󰈀l󰈊󰈢 e do es󰉃󰉉󰇶󰈢 do󰈻  
te󰈚󰈦󰈡s e mo󰉏󰈎󰈛󰇵n󰉃o󰈼: O trabalho é executado 
melhor e mais economicamente por meio da 
divisão e subdivisão de todos os movimentos 
necessários à execução de cada operação de 
uma tarefa; 
◦ 2) Div󰈎󰈻ã󰈢 do t󰈸a󰇻󰈀l󰈊󰈢 e es󰈥󰈩󰇸󰈏al󰈎󰉛󰇽ção do  
op󰈩󰈸á󰈹󰈏o : Uma das decorrências do estudo dos 
tempos e movimentos foi a divisão do 
trabalho e a especialização do operário a fim 
de elevar sua produ�vidade; Com isso, cada 
operário passou a ser especializado na 
execução de uma única tarefa. 
◦ 3) Des󰈩󰈝󰈋󰈢 de ca󰈸󰈈󰈡s e ta󰈸󰈩󰇿󰇽s: Desenhar 
um cargo é especificar seu conteúdo, os 
métodos de executar as tarefas e as relações 
com os demais cargos existentes; A 
simplificação no desenho dos cargos permite 
as seguintes vantagens: Admissão de 
empregados com qualificações mínimas, 
minimização dos custos,redução de erros na 
execução, facilidade de supervisão, aumento 
da eficiência. 
◦ 4) In󰇹e󰈞t󰈎󰉏󰈢󰈼 sa󰈗󰈀󰈹󰈏a󰈎s e p󰈸ê󰈛i󰈡s de  
p󰈸o󰇶󰉉çã󰈢: A ideia básica era a de que a 
remuneração baseada no tempo não es�mula 
ninguém a trabalhar mais e devia ser 
Maria Júlia O Macedo.  
@Studyagroo  
subs�tuída por remuneração baseada na 
produção de cada operário. 
⤿ Teoria clássica: 
● Enquanto a Administração Cien�fica 
se caracterizava pelaênfase nas 
tarefas realizadas pelos operários, a 
Teoria Clássica se caracterizava pela 
ênfase na estrutura que a organização 
deveria ter para ser eficiente; 
● O fundador da Teoria Clássica foi 
Henry Fayol; 
● “Administrar é planejar e organizar a 
estrutura de órgãos e de cargos que 
compõe a empresa, e dirigir e 
controlar as suas a�vidades” (Fayol) 
● Começou-se a observar que a 
eficiência da empresa era muito mais 
do que a soma da eficiência dos seus 
trabalhadores; 
● Acreditava-se , então, que eficiência 
deveria ser alcançada por meio da 
adequação dos meios (órgãos e 
cargos) aos fins que se deseja 
alcançar; 
● Assim, par�a-se do todo 
organizacional e da sua estrutura para 
garan�r eficiência a todas as partes 
envolvidas. 
● Para Fayol, todo administrador 
deveria desempenhar as seguintes 
funções: 
 ◦ 1) Pre󰉏󰈩󰈹: Visualizar o futuro e traçar o 
programa de ação; 
◦ 2) Or󰈇a󰈞󰈎z󰇽󰈸: Cons�tuir o duplo organismo 
material e social da empresa; 
◦ 3) Com󰈀󰈝󰇶󰇽r: Dirigir e orientar o pessoal; 
◦ 4) Co󰈡r󰇷󰇵󰈞ar: Ligar, unir, harmonizar todos 
os atos e esforços cole�vos; 
◦ 5) Con󰉃󰈹󰈡l󰇽󰈸: Verificar que tudo ocorra de 
acordo com as regras estabelecidas e ordens 
dadas; 
● Esses são os elementos da 
Administração que cons�tuem o 
processo administra�vo: são 
localizáveis no trabalho do 
administrador em qualquer nível ou 
área de a�vidade da empresa 
● A estrutura organizacional cons�tui 
uma cadeia de comando, ou seja, uma 
linha de autoridade que interliga as 
posições da organização e define 
quem se subordina a quem; 
● Para a Teoria Clássica, a estrutura 
organizacional é analisada de cima 
para baixo e do todo para as partes, 
ao contrário da abordagem da 
Administração Cien�fica; 
● A Teoria Clássica também defendia a 
divisão e especialização do trabalho 
como meio para se alcançar a 
eficiência. No entanto, se preocupava 
com a divisão no nível dos órgãos que 
compõem a organização, e não a 
divisão do trabalho operário. 
⤿ Teoria das relações humanas: 
● A Teoria das Relações Humanas surgiu 
nos EUA, como consequência das 
conclusões da Experiência de 
Hawthorne, desenvolvida por Elton 
Mayo e colaboradores; 
● Essa abordagem da Teoria da 
Administração procurava enfa�zar as 
pessoas dentro das empresas, 
deixando a estrutura e as tarefas em 
segundo plano; 
● A teoria tem suas origens nos 
seguintes fatos: 
◦ 1) A ne󰇹󰈩󰈼s󰈏󰇷a󰇶󰈩 de hu󰈚󰈀󰈞󰈏za󰈸 e  
de󰈚󰈡󰇸r󰇽󰉃i󰉜󰈀r a Ad󰈚i󰈞󰈎s󰉃󰈹󰇽ção: Libertando-a 
dos conceitos rígidos e mecanicistas da Teoria 
Clássica; 
◦ 2) O de󰈻󰈩󰈞v󰈢󰈗󰉐im󰈩󰈝󰉄󰈢 da󰈻 ciê󰈝󰇸󰈎󰇽s hu󰈚󰈀󰈞󰇽s:  
principalmente a psicologia, bem como sua 
crescente influência intelectual e suas 
primeiras aplicações à organização industrial; 
◦ 3) As conclusões da Experiência de 
Hawthorne. 
Maria Júlia O Macedo.  
@Studyagroo  
⤿ A Experiência de Hawthorne: 
● Em 1927, o Conselho Nacional de 
Pesquisa iniciou uma experiência na 
fábrica de Hawthorne, situada em 
Chicago, para avaliar a correlação 
entre iluminação e eficiência dos 
operários; 
● A experiência foi coordenada por 
Elton Mayo, e estendeu-se à fadiga, 
aos acidentes no trabalho, à 
rota�vidade do pessoal e ao efeito 
das condições de trabalho sobre a 
produ�vidade; 
● Os autores perceberam que os 
resultados da experiência eram 
prejudicados por variáveis de natureza 
psicológica. 
● Ao perceber uma variável di�cil de ser 
isolada, o fator psicológico dos 
trabalhadores, mudou-se totalmente 
o foco da pesquisa; 
● A experiência de Hawthorne passa 
então a analisar o comportamento 
dos trabalhadores a cada pequena 
mudanças (ex: lanches, intervalos, 
mudanças nos incen�vos e nos 
horários de trabalhos, etc). 
● A experiência de Hawthorne 
proporcionou o delineamento dos 
princípios básicos da Escola das 
Relações Humanas; 
● Suas conclusões foram: 
A) O ní󰉏e󰈘 de p󰈸o󰇶󰉉çã󰈢 é re󰈻󰉉󰈘t󰇽󰈝󰉄e da  
in󰉃󰈩󰈈r󰇽ção so󰇹󰈎󰇽󰈘:   
◦ O nível de produção não era determinado 
pela capacidade �sica, mas por normas e 
expecta�vas grupais; 
◦ É a capacidade social do trabalhador que 
determina o seu nível de competência e 
eficiência. 
B) Com󰈥󰈡󰈹t󰇽󰈚e󰈞t󰈡 so󰇹󰈎󰇽󰈘 do󰈻 em󰈥󰈹󰈩g󰇽󰇷o󰈼:   
◦ O comportamento do indivíduo se apóia 
totalmente no grupo; 
◦ Os trabalhadores não agem ou reagem 
isoladamente como indivíduo, mas como 
membros de grupos; 
C) Rec󰈡󰈚󰈦󰇵n󰈻a󰈼 e sa󰈝çõ󰈩󰈼 so󰇹󰈎󰇽i󰈼:   
◦ O comportamento dos trabalhadores está 
condicionado a normas e padrões sociais; 
◦ Os operários que produziram acima ou 
abaixo da norma socialmente determinada 
perderam o respeito e a consideração do 
colega. 
D) Rel󰈀çõ󰇵󰈻 Hum󰈀󰈝󰇽󰈼:   
◦ No local de trabalho, as pessoas par�cipam 
de grupos sociais dentro da organização e 
mantêm-se em uma constante interação 
social; 
◦ Cada pessoa possui uma personalidade 
própria e diferenciada que influi no 
comportamento e nas a�tudes das outras 
quem mantém contato e é, por outro lado, 
igualmente influenciada pelas outras pessoas; 
E) Im󰈥o󰈹tâ󰈝󰇸󰈎󰇽 do co󰈝󰉄󰈩úd󰈢 do ca󰈸󰈈󰈡: 
◦ A especialização não é a maneira mais 
eficiente de divisão de trabalho; 
◦ Observou-se que os operários trocavam de 
posição para variar e evitar a monotonia, 
contrariando a polí�ca da empresa; 
◦ Essas trocas provocavam efeito nega�vo na 
produção, mas elevava a moral do grupo; 
◦ Trabalhos simples e repe��vos afetavam 
nega�vamente a a�tude do 
trabalhador,reduzindo a sua sa�sfação e 
eficiência. 
G) Ên󰇾a󰈼󰈩 no󰈻 as󰈥󰈩󰇸t󰈢󰈻 em󰈡󰇹󰈏o󰈞󰈀󰈏s:   
◦ Os elementos emocionais não planejados e 
irracionais do comportamento humano 
merecem atenção especial da Teoria das 
Relações Humanas; 
● Assim, torna-se indispensável conciliar 
e harmonizar as duas funções básicas 
da organização industrial, a função 
econômica e a função social. 
⤿ Teoria Comportamental da 
Administração: 
Maria Júlia O Macedo.  
@Studyagroo  
⤿ A teoria Comportamentalista: 
● Inicialmente, as novas colocações da 
teoria comportamentalistas eram 
consideradas desdobramentos da 
teoria das relações humanas; 
● A abordagem behaviorista marca a 
mais forte influência das ciências do 
comportamento na teoria 
administra�va; 
● Comportamento é a maneira pela 
qualum indivíduo ou uma 
organização age ou reage em suas 
interações com o seu meio ambiente 
e em respostas aos es�mulos que 
recebe. 
● Com a abordagem comportamental, a 
preocupação com a estrutura 
organizacional se desloca para a 
preocupação com os processos 
organizacionais; 
● Comportamento das pessoas nas 
organizações em direção à análise do 
comportamento organizacional como 
um todo. 
● Esta teoria, então, trouxe uma nova 
concepção e enfoque dentro da teoria 
administra�va: a abordagem das 
ciências do comportamento. 
● Autores de destaque: Hebert 
Alexander Simon, Chester Barnard, 
Douglas Mcgregor, Rensis Likert, Chris 
Argyris, Abraham Maslow, Frederick 
Herzberg e David McClelland. 
● Origens da teoria comportamental: 
1) A oposição defini�va da teoria das relações 
humanas em relação à teoria clássica 
caminhou lentamente para um segundo 
estágio: A teoria comportamental. 
2) A teoria comportamental representa um 
desdobramento da teoria das relações 
humanas, com a qual se mostra 
eminentemente crí�ca e severa. 
3) A teoria comportamental cri�ca a teoria 
clássica, havendo autores que vêem o 
behaviorismo uma verdadeira an�tese à 
teoria da organização formal, aos princípios 
gerais de administração, ao conceito de 
autoridade formal e à posição rígida e 
mecanís�ca dos autores clássicos. 
4) Em 1947, o livro de Herbert Alexander 
Simon “O Comportamento Administra�vo” 
marca o início oficial da teoria 
comportamental na administração. 
⤿ Proposições sobre a Motivação: 
● Para explicar o comportamento 
organizacional, a teoria 
comportamental fundamenta-se no 
comportamento individual das 
pessoas; 
● Um dos temas fundamentais da teoria 
comportamental da administração é a 
mo�vação humana; 
● Os autores que defendem essa teoria 
acreditam que o administrador 
precisa conhecer as necessidades 
humanas para melhor compreender o 
comportamento humano e u�lizar a 
mo�vação humana como meio para 
melhorar a qualidade de vida dentro 
das organizações. 
⤿ Hierarquia das necessidades de 
Maslow: 
● Segundo Maslow, as necessidades 
humanas estão organizadas e 
dispostas em níveis, em uma 
hierarquia de importância e 
influenciação; 
● Hierarquia de necessidades 
representadas como uma pirâmide: 
● Necessidades Fisiológicas: 
◦ Necessidades de alimentação, de sono e 
repouso, de abrigo, o desejo sexual, e outros; 
◦ São necessidades ins�n�vas, já nascem com 
o indivíduo; 
◦ Quando alguma dessas necessidades não 
está sa�sfeita, ela pode dominar a direção do 
comportamento. 
Maria Júlia O Macedo.  
@Studyagroo  
◦ Quando todas as necessidades estão 
insa�sfeitas, a maior mo�vação será a das 
necessidades fisiológicas e o comportamento 
do indivíduo terá a finalidade de encontrar o 
alívio da pressão que essas necessidades 
exercem; 
● Necessidades de Segurança: 
◦ São necessidades de segurança, estabilidade, 
busca de proteção contra ameaça ou privação 
e fuga do perigo. 
◦ As necessidades de segurança têm grande 
importância no comportamento humano, uma 
vez que todo empregado está sempre em 
relação de dependência com a empresa, na 
qual ações administra�vas arbitrárias ou 
decisões incoerentes podem provocar 
incerteza à sua permanência no emprego. 
● Necessidades Sociais: 
◦ Necessidades de associação, de par�cipação, 
de aceitação por parte dos companheiros, de 
troca de amizade, de afeto e de amor; 
◦ Quando estas necessidades não estão 
sa�sfeitas, o indivíduo torna se resistente, 
antagônico e hos�l em relação às pessoas que 
o cercam ; 
◦ Na sociedade, a frustração das necessidades 
de amor e de afeição conduz à falta de 
adaptação social, ao isolacionismo e à solidão. 
● Necessidades de Es�ma: 
◦ Necessidades relacionadas com a maneira 
pela qual o indivíduo se vê e se avalia. 
◦ Envolvem auto-apreciação, autoconfiança, a 
necessidade de aprovação social e de 
respeito, de status, pres�gio e consideração. 
● Necessidades de Auto-realização: 
◦ São necessidades mais elevadas e que estão 
no topo da hierarquia; 
◦ Estão relacionadas com a realização do 
próprio potencial e autodesenvolvimento 
con�nuo; 
◦ Se expressa por meio do impulso que a 
pessoa tem para tornar-se mais do que é e de 
vir a ser tudo que pode ser. 
● Contudo, as necessidades humanas 
vão assumir formas e expressões 
diferentes para cada indivíduo. 
● Fundamentos da Teoria de Maslow: 
◦ 1) Somente quando um nível inferior de 
necessidades está sa�sfeito é que o nível 
imediatamente mais elevado surge no 
comportamento da pessoa. 
◦ 2) Nem todas as pessoas chegam ao topo da 
pirâmide de necessidades. Algumas chegam a 
se preocupar com as necessidades de 
auto-realização, outras estacionam nas de 
es�ma. 
◦ 3) Quando as necessidades mais baixas estão 
sa�sfeitas, as necessidades localizadas em 
níveis mais elevados domina o 
comportamento. Porém,se alguma 
necessidade inferior deixa de ser sa�sfeita, ela 
volta a predominar o comportamento. 
◦ 4) Cada pessoa possui sempre mais de uma 
mo�vação. Todos os níveis de mo�vação 
atuam conjuntamente no organismo. As 
necessidades mais elevadas atuam sobre as 
mais baixas, desde que essas estejam 
sa�sfeitas. 
◦ 5) O comportamento mo�vado funciona 
como um canal através do qual as 
necessidades são expressas ou sa�sfeitas. 
◦ 6) A frustração ou a possibilidade de 
frustração de certas necessidades passa a ser 
considerada ameaça psicológica. Essa ameaça 
produz reações gerais de emergência no 
comportamento humano. 
⤿ Teoria da Contingência: 
⤿ Origens da Teoria da Contingência: 
● A Teoria da Con�ngência enfa�za que 
não há nada de absoluto nas 
organizações ou na teoria 
administra�va; 
● A abordagem con�ngencial explica 
que existe uma relação funcional 
entre as condições do ambiente e as 
técnicas administra�vas apropriadas 
Maria Júlia O Macedo.  
@Studyagroo  
para o alcance eficaz dos obje�vos da 
organização; 
● A Teoria da Con�ngência surgiu a 
par�r de pesquisas feitas para 
verificar os modelos de estruturas 
organizacionais mais eficazes em 
determinados �pos de empresas. 
● Os resultados das pesquisas 
conduziram a uma nova concepção de 
organização: 
◦ A estrutura da organização e o seu 
funcionamento são dependentesda interface 
com o ambiente externo; 
● Pesquisa de Chandler sobre estratégia 
e estrutura: 
◦ Realizou uma inves�gação histórica sobre as 
mudanças estruturais de quatro grandes 
empresas americanas – a DuPont, a General 
Motors, a Standard Oil Co. de New Jersey e a 
Sears Roebuck & Co. – relacionando-as com as 
estratégias de negócios; 
◦ A estrutura organizacional corresponde ao 
desenho da organização, isto é, à forma 
organizacional que ela assumiu para integrar 
seus recursos; 
● Pesquisa de Chandler sobre estratégia 
e estrutura: 
◦ A estratégia corresponde ao plano global de 
alocação de recursos para atender às 
demandas do ambiente; 
● Para Chandler, as grandes 
organizações passaram por um 
processo histórico que envolveu 
quatro fases: 
◦ 1) Acu󰈚󰉉󰈘󰇽ção de re󰇹󰉉󰈹s󰈢󰈻:   
◦ Iniciada após a Guerra de Secessão 
americana (1865); 
◦ As empresas preferiam ampliar suas 
instalações de produção e organizar uma rede 
de distribuição; 
◦ A preocupação com as matérias-primas 
favoreceu o crescimento dos órgãos de 
compra e a aquisição de empresas 
fornecedoras; 
◦ Aproveitamento de economias de escala; 
2) Rac󰈎󰈢󰈝a󰈘󰈎z󰇽ção do us󰈡 do󰈻 re󰇹󰉉󰈹s󰈢󰈻: 
◦ As empresas tornaram-se grandes e 
precisavam ser organizadas, pois acumularam 
mais recursos do que o necessário; 
◦ Os custos precisavam ser con�dos por meio 
de uma estrutura funcional com clara 
definição de linhas de autoridade e 
comunicação; 
◦ Para reduzir os riscos de flutuações do 
mercado, as empresas passaram a focar no 
planejamento, organização e coordenação. 
◦ 3) Con󰉃󰈎󰈞󰉊açã󰈡 do c󰈸e󰈼c󰈎󰈚󰇵󰈞to: 
◦ A reorganização geral das empresas na fase 
anterior permi�u aumento da eficiência de 
vendas, compras, produção e distribuição, 
reduzindo as diferenças de custo entre as 
várias empresas; 
◦ Com isso, os lucros baixaram, o mercado foi 
se tornando saturado e diminuindo as 
oportunidades de reduzir ainda mais os 
custos; 
◦ Daí, a decisão para diversificação e busca de 
novos produtos e novos mercados; 
◦ A nova estratégia provocou o surgimento de 
departamentos de pesquisa e 
desenvolvimento (P&D); 
4) Rac󰈎󰈢󰈝a󰈘󰈎z󰇽ção do us󰈡 de re󰇹󰉉󰈹s󰈢󰈻 em  
ex󰈥󰈀󰈞sã󰈢: 
◦ A ênfase se concentra na estratégia 
mercadológica para abranger novas linhas de 
produtos e novos mercados; 
◦ Os canais de autoridade e comunicação da 
estrutura funcional levaram à estrutura 
divisional departamentalizada; 
◦ Surge a necessidade de racionalizar a 
aplicação dos recursos em expansão, 
planejamento no longo prazo, administração 
voltada para obje�vos e avaliação de 
desempenho de cada divisão; 
● Pesquisa de Lawrence e Lorsch sobre 
o ambiente: 
◦ Lawrence e Lorsch fizeram uma pesquisa 
sobre o defrontamento entre organização e 
Maria Júlia O Macedo.  
@Studyagroo  
ambiente, provocando o surgimento da Teoria 
da Con�ngência; 
◦ Preocupados com as caracterís�cas que as 
empresas devem ter para enfrentar com 
eficiência as diferentes condições externas, 
fizeram uma pesquisa sobre dez empresas em 
três diferentes meios industriais; 
◦ Os autores concluíram que os problemas 
organizacionais básicos são a diferenciação e a 
integração. 
● Pesquisa de Lawrence e Lorsch sobre 
o ambiente: 
◦ 1) Dif󰈩󰈸󰇵󰈞ci󰈀çã󰈢:   
◦ A organização é divida em subsistemas ou 
departamentos, cada qual desempenhando 
uma tarefa especializada para um contexto 
ambiental também especializado; 
◦ Cada subsistema ou departamento reage 
somente àquela parte do ambiente que é 
relevante para sua tarefa especializada; 
◦ Do ambiente geral emergem ambientes de 
tarefa, a cada qual correspondendo um 
subsistema ou departamento da organização. 
◦ 2) In󰉃e󰈈r󰈀çã󰈢:    
◦ É gerado por pressões vindas do ambiente 
da organização no sen�do de obter unidade 
de esforços e coordenação entre os vários 
departamentos; 
● Conceito de integração requerida e 
diferenciação requerida: 
◦ Referem-se a predições do ambiente da 
empresa; 
◦ Referem-se ao quanto de diferenciação e 
integração o ambiente exige das empresas; 
◦ As empresas que mais se aproximam das 
caracterís�cas requeridas pelo ambiente terá 
mais sucesso do que a empresa que se afasta 
muito delas. 
● Teoria da Con�ngência: 
● Em função dos resultados da 
pesquisa, os autores formularam a 
Teoria da Con�ngência: 
◦ Não existe uma única maneira melhor de 
organizar, ao contrário, as organizações 
precisam ser sistema�camente ajustadas às 
condições ambientais; 
● A Teoria da Con�ngência apresenta os 
seguintes aspectos básicos: 
 A) A organização é de natureza sistêmica, isto 
é, ela é um livro aberto; 
B) As caracterís�cas organizacionais 
apresentam uma interação entre si e com o 
ambiente. Isso explica a ín�ma relação entre 
as variáveis externas e as caracterís�cas da 
organização; 
C) As caracterís�cas ambientais funcionam 
como variáveis independentes, enquanto as 
caracterís�cas organizacionais são variáveis 
dependentes. 
● A teoria da Con�ngência tem caráter 
eclé�co e integra�vo: 
◦ A abordagem con�ngencial mostra que não 
há um método ou técnica que seja válido, 
ideal ou ó�mo para todas as situações; 
◦ O que existe é uma variedade de métodos e 
técnicas das diversas teorias administra�vas 
apropriados para determinadas situações; 
◦ Deve-se primeiro diagnos�car as 
caracterís�cas do ambiente e da tecnologia 
para se verificar as caracterís�cas 
organizacionais requeridas; 
◦ A abordagem con�ngencial é a mais eclé�ca 
e integra�va de todas teorias. Além de 
considerar todas as contribuições das diversas 
teorias anteriores, ela consegue abranger e 
dosar as cinco variáveis básicas da teoria da 
administração: tarefas, estrutura, pessoas, 
tecnologia e ambiente. 
⤿ Exercício de fixação: 
1) Quais as funções e habilidades que um 
Administrador deve apresentar em qualquer 
organização? 
2) Faça um comentário breve sobre as 
principais caracterís�cas das Escolas de 
Administração vistas em sala de aula: Teoria 
da Administração Cien�fica, Teoria Clássica, 
Teoria das Relações Humanas, Teoria 
Comportamental e Teoria da Con�ngência. 
Maria Júlia O Macedo.  
@Studyagroo  
Introdução à administração rural 
⤿ Conceito Administração Rural: 
▪ “ O administrador rural é oprofissional que 
aplica os seus conhecimentos sobre 
administração ao mercado de agribusiness”; 
▪ Agribusiness: “É a soma total de todas 
operações envolvidas na manufatura e 
distribuição de produtos agrícolas, desde as 
operações de produção na fazenda, 
armazenagem, o processamento e a 
distribuição dos produtos agrícolas e dos itens 
produzidos a par�r deles” (Davis & Goldberg, 
Harvard, 1957). 
▪ Suas funções básicas são: pesquisar o 
mercado, planejar as ações, administrar os 
recursos humanos envolvidos na produção e 
cuidar de todo o processo de fabricação e 
comercialização dos produtos agropecuários; 
⤿ Conjuntura do agronegócio: 
▪ Par󰉃󰈎󰇸󰈏paçã󰈡 no Ag󰈸o󰈞󰈩gó󰇹󰈏o (2018)   
◦ Suprimento de insumo – 5,0%; 
◦ Agropecuária – 24,2 %; ] 
◦ Processamento – 29,7 %; 
◦ Serviços – 41,1 % ; 
▪ IM󰈪󰈮󰈣TÂ󰈰󰉎󰈽A DO AG󰈤󰈮󰈯󰉈GÓ󰉑I󰈮   
◦ Geração de Renda (2018) → 20,1 % do PIB 
▪ PIB em 2018 R$ 1,44 trilhões (2.6%) (Brasil 
1,1%); 
◦ Geração de Emprego: + ou - 30,0% das 
pessoas ocupadas; 
◦ Saldo da balança comercial (2018):US$ 87.7 
bilhões; 
◦ Produção de alimentos e matérias-primas. 
⤿ Conceito administração rural: 
▪ A administração rural pode ser definida 
como o trabalho com pessoas, recursos 
financeiros e materiais, para a�ngir obje�vos 
organizacionais e pessoais através do 
desempenho das funções de planejar , 
organizar, dirigir (liderar), e controlar as ações 
em uma propriedade agrícola; 
▪ É a ação de planejar, organizar, dirigir, 
controlar e coordenar uma Unidade de 
Produção Agrícola, de propriedade própria ou 
de terceiros, com o fim de alcançar um dado 
obje�vo; 
⤿ Classificação e definição das 
unidades de produção: 
- Uni󰇷󰈀󰇶󰇵 de Pro󰇷󰉉çã󰈢:  
▪ Unidade de produção rural é a área de terra 
onde se realiza a produção agropecuária. 
Desde que haja produção de um bem, o local 
onde ele é produzido, composto de terra, 
máquinas, equipamentos, mão de obra, 
insumos, etc, é considerada uma unidade de 
produção; 
▪ Cada unidade de produção exige uma 
infraestrutura específica, dificultando ao 
produtor mudar de ramo por questões 
conjunturais. Logo, a infra-estrutura existente 
é um dos principais fatores que inibem a 
mudança das a�vidades. 
- Lat󰈎󰇾ú󰈞d󰈏o:  
▪ Unidade de produção que apresenta as 
seguintes caracterís�cas: baixo nível de capital 
de exploração, ou seja, o valor das terras, das 
culturas permanentes, das benfeitorias e 
melhoramentos, máquinas, veículos, 
equipamentos e utensílios, dos animais de 
trabalho, e de produção; 
▪ Contudo, o valor do capital circulante 
empregado é grande, inves�ndo na a�vidade 
o dinheiro para o pagamento de salários, 
aquisições de insumos em geral, pagamentos 
de taxas, impostos, energia, combus�veis e 
outros; 
▪ O la�fúndio tem par�cipação intensa no 
mercado, isto é, grande parte do que é 
produzido des�na-se à venda, mantendo-se, 
no entanto, uma parte da produção para o 
consumo de parceiros; 
▪ Apresenta produção especializada 
(monocultura e gado de corte) e área 
mul�-modular. 
Maria Júlia O Macedo.  
@Studyagroo  
- Em󰈥󰈹es󰈀 Cap󰈎󰉃󰇽󰈘is󰉃󰈀:  
▪ Apresenta elevado nível de capital de 
exploração, alto grau de comercialização, com 
produção direcionada ao mercado; 
▪ Sua modalidade básica são as grandes 
monoculturas de café, cana-de-açúcar, 
algodão, soja, trigo, arroz, cacau, gado de 
corte, etc; 
▪ Força de trabalho formada por mão de obra 
assalariada, permanente ou temporária; 
▪ Produção especializada: poucas linhas de 
exploração que por vezes são 
complementares e possuem área 
mul�-modular. 
- Uni󰇷󰈀󰇶󰇵 de Pro󰇷󰉉çã󰈢 Cam󰈥󰈡󰈞󰇵sa:  
▪ Unidade de produção com produtores que 
têm algum domínio sobre a terra, mesmo que 
de forma precária: “são pequenos produtores, 
minifundiários, posseiros, parceiros, colonos, 
etc, nas mais diversas combinações”; 
▪ A produção dessa unidade é baseada na 
policultura, produzindo quase tudo o que é 
necessário para o consumo da família e 
vendendo o “excedente” em mercados locais, 
feiras de produtores ou a intermediários; 
▪ Em relação à área, estas propriedades são 
predominantemente pequenas ou mini 
fundiárias. Funcionavam como produtores de 
produtos de subsistência, não produzidos 
pelos la�fundiários, e, também como reserva 
de mão de obra. 
▪Suas caracterís�cas são: 
- Baixo nível de capital de exploração; 
- Baixo grau de comercialização; 
- Uso de mão de obra familiar; 
- Produção não especializada; 
- Comercializa apenas a sobra da subsistência. 
- Em󰈥󰈹es󰈀 fa󰈚󰈎󰈘󰈏ar:   
▪ Unidade de produção que tem uma 
exploração agrícola comercial fundamentada 
principalmente na força de trabalho familiar; 
▪ Por vezes, principalmente na época da 
colheita da safra, é contratada mão –de –obra 
assalariada; 
▪ Unidade especializada que atende a 
Demanda do mercado interno e externo; 
▪ Apresenta uma área não muito extensa, 
sendo seu tamanho próximo ao módulo fiscal 
da região, estabelecido pelo INCRA. Porém, 
por meio de máquinas e técnicas, u�lizam a 
totalidade de suas terras aproveitáveis. 
▪ Caracterís�cas: 
- Elevado nível de capital de exploração; 
- Mão de obra u�lizada é predominantemente 
familiar; 
- Alto grau de comercialização; 
- Produção especializada. 
⤿ Empresa familiar - Programa 
Nacional de Fortalecimento da 
Agricultura Familiar (PRONAF)  
● (Resolução BACEN 2/91 de 24 de 
agosto de 1995), criação em 28 de 
junho de 1996 pelo Decreto Lei 1946 
(Anexo I do Manual Operacional do 
PRONAF). 
● Lei n° 11326, Lei da Agricultura 
Familiar, de 24 de junho de 2006 
● Art. 3o Para os efeitos desta Lei, 
considera-se agricultor familiar aquele 
que atende, simultaneamente, aos 
seguintes requisitos: 
 I - não detenha, a qualquer �tulo, área maior 
do que 4 (quatro) módulos fiscais; 
II - u�lize predominantemente mão-de-obra 
da própria família nas a�vidades econômicas 
do seu estabelecimento ou empreendimento; 
III - tenha renda familiar predominantemente 
originada de a�vidades econômicas 
vinculadas ao próprio estabelecimento ou 
empreendimento; 
IV - dirija seu estabelecimento ou 
empreendimento com sua família 
⤿ Classificação e definição das 
unidades de produção: 
- Uni󰇷󰈀󰇶󰇵 de Pro󰇷󰉉çã󰈢  
Ne󰈡-󰉑󰇽m󰈥o󰈞󰈩s󰇽:Maria Júlia O Macedo.  
@Studyagroo  
▪ São aquelas unidade familiares, proprietários 
ou arrendatários de pequena parcela 
operando basicamente com mão-de-obra 
familiar, possuidoras de alto nível de capital 
de exploração e administradas de forma 
econômica; 
▪ Porém, acima de tudo são camponeses, 
produtores e vendedores de produtos 
agrícolas que trabalham no campo para 
sobreviver e não como empresários agrícolas; 
▪ Renda líquida ob�da com a produção 
geralmente é baixa, fazendo com que o valor 
de produção ob�do garanta somente a 
subsistência do produtor e sua família; 
Normalmente são integradas à indústria, que 
agem de forma oligopsônio, determinando o 
preço, a quan�dade e a qualidade dos 
produtos a serem adquiridos; 
▪ As empresas industriais garantem a 
produção, pagando antecipadamente pelo 
produto, cedendo os insumos necessários 
para o plan�o, indicando a tecnologia a ser 
aplicada, fazendo a classificação e ficando 
com o produto. 
● A empresa rural pode ser classificada 
quanto ao: 
1) Tam󰈀󰈝󰈋󰈢 (pe󰈫󰉉󰇵󰈞a, mé󰇷i󰈀 o󰉉 g󰈸a󰈞d󰈩):   
◦ Áreas exploradas de cada a�vidade; 
◦ Produção agrícola anual; 
◦ Produção agropecuária anual; 
◦ Quan�dade de mão de obra; 
◦ Capital inves�do; 
◦ Total de receitas e despesas anuais; 
2) Qu󰈀n󰉃󰈢 a󰈡 ti󰈥󰈡:   
◦ Agrícolas; 
◦ Pecuárias; 
◦ Mistas; 
◦ Agroindústrias. 
3) Qu󰈀n󰉃󰈢 à na󰉃󰉉󰈹󰇵za ju󰈸í󰇶󰈎c󰇽: 
◦ Fir󰈚󰈀 In󰇷i󰉐󰈎d󰉊a󰈗: é aquela empresa rural na 
qual há único proprietário que opera em seu 
próprio bene�cio; 
◦ Soc󰈎󰇵󰇷a󰇶󰈩 de Pes󰈻󰈡󰇽󰈼: é aquela unidade de 
produção agrícola (empresa capitalista) 
explorada por dois ou mais 
empresários/proprietários; 
◦ Soc󰈎󰇵󰇷a󰇶󰈩 de Cap󰈎󰉃󰇽󰈘: é aquela unidade de 
produção que tem seu capital formado por 
cotas ou ações. Ela tem caráter legal com 
legislação específica. 
● Os �pos de administração rural 
podem ser classificados em dois 
grupos: 
1) Fam󰈎󰈗󰈏a󰈹: A administração e o trabalho são 
exercidos pela família do proprietário, 
parceiro ou arrendatário. Segundo o Estatuto 
da terra, pode-se u�lizar mão de obra 
contratada desde que não ultrapasse o 
número de membros da família; 
2) Com󰈩󰈸󰇸󰈏al (Cap󰈎󰉃󰇽󰈘is󰉃󰈀 o󰉉 Em󰈥󰈹es󰈀󰈸󰈏a󰈘): O 
trabalho de direção é exercido por 
componentes do grupo e o trabalho de campo 
é executado por mão de obra contratada. 
⤿ Agricultura Familiar X Agricultura 
Comercial: 
◦ Propriedades familiares: 3.9 milhões de 
estabelecimentos (76,8%); (23,0 % da área); 
◦ Propriedades comerciais: 1.2 milhões de 
propriedades (23,2%); (77,0 % da área); 
◦ Par�cipação na produção (familiar): 
>50%-feijão, mandioca, fumo, suínos, frangos, 
leite, batata, tomate, banana, goiaba; 
◦ Aproximadamente 37,8 % do valor da 
produção de alimentos e matéria prima são 
provenientes da agricultura familiar; 
◦ Agricultura Familiar produz 70 % dos 
alimentos dos brasileiros (MDA – Plano de 
safra da agricultura familiar 2012/2013). 
⤿ Participação da agricultura familiar 
e comercial: 
Número de propriedades, área, valor da 
produção 2006 
Maria Júlia O Macedo.  
@Studyagroo  
 
Número de propriedades, área, valor da 
produção 2017 
 
● Participação na produção agrícola 
(Censo Agropecuário 2017) 
 
● Participação na produção da 
pecuária 
(Censo agropecuário 2017) 
 
⤿ Os Recursos das Empresas Rurais: 
● Rec󰉉󰈸󰈼󰈢s fí󰈻i󰇸󰈡 o󰉉 ma󰉃󰈩󰈹󰈏al:    
◦ Transformação: instalações, equipamentos, 
terras, máquinas, etc; 
◦ U�lização: matéria prima (insumo, energia, 
combus�vel, etc); 
● Rec󰉉󰈸󰈼󰈢s fina󰈝󰇸󰈩󰈏ro󰈻: 
◦ Capital, fluxo de caixa, financiamento; 
● Recursos Humanos: 
◦ Pessoas (mão de obra); 
● Rec󰉉󰈸󰈼󰈢s Mer󰇹󰈀󰇶󰈢ló󰈇i󰇸󰈡s:    
◦ Análise de mercado, organização de vendas, 
promoção, propaganda, distribuição de 
produtos, preços, etc. 
● Rec󰉉󰈸󰈼󰈢s Ad󰈚i󰈞󰈎s󰉃󰈹󰇽ti󰉏󰈡󰈼:    
◦ Processos de tomada de decisão, 
distribuição das informações, esquema de 
coordenação e integração. 
⤿ Níveis de atuação do administrador 
rural: 
● Es󰉃󰈹até󰈇󰈎󰇸󰈢 o󰉉 In󰈻󰉄it󰉉󰇹󰈏o󰈞󰈀l:   
▪ Nível mais elevado e envolve as pessoas que 
definem os obje�vos empresariais e as 
estratégias necessárias para alcançá-las; 
● In󰉃e󰈹m󰈩󰇷󰈏á󰈹i󰈡 o󰉉 Ger󰈩󰈝󰇸󰈏al:   
▪ Responsável pela adequação das decisões do 
nível estratégico, com as operações do nível 
técnico; 
● Níve󰈗 té󰇹󰈞ic󰈡 o󰉉 Ope󰈸󰈀󰇸󰈏on󰈀󰈗:   
▪ Está associado à execução co�diana das 
tarefas relacionadas diretamente com a 
produção dos produtos da Empresa. 
● Am󰇼i󰈩󰈞t󰇵 da em󰈥󰈹󰈩s󰇽 ru󰈸󰈀󰈘:   
▪ Representa todo o universo que envolve 
externamente uma empresa. É dele que a 
Unidade de Produção obtém os recursos e as 
informações para a sua operação e é no 
ambiente que o fruto de suas ações é 
colocado; 
▪ O ambiente apresenta uma série de 
restrições, con�ngências, problemas, ameaças 
e oportunidades para a Unidade de Produção; 
● Am󰇼i󰈩󰈞t󰇵 Ger󰈀󰈗 o󰉉 Mac󰈸󰈡󰇽󰈛bi󰈩󰈝󰉄󰇵:   
▪ Variáveis Tecnológicas, polí�cas, econômicas, 
sociais, legais, demográficas, ecológicas; 
● Am󰇼i󰈩󰈞t󰇵 de Tar󰈩󰇾󰇽:   
▪ Consumidores, Fornecedores, Concorrentes, 
etc; 
⤿ Características Peculiares da 
Agricultura: 
Maria Júlia O Macedo.  
@Studyagroo  
▪ Atende às necessidades básicas da 
população; 
▪ É uma a�vidade sujeita às intempéries – 
granizo, geada, seca, etc; 
▪ Épocas certas para determinadas culturas; 
▪ Produzem produtos perecíveis; 
▪ Recursos limitados para alguns �pos de 
produtores; 
⤿ Exercício de fixação: 
1) Como você define a Administração Rural, a 
par�r das informações que vimos até agora? 
2) Defina e comente sobre as caracterís�cas 
dos diferentes �pos de unidade de produção 
apresentados (La�fúndio, Empresa Capitalista, 
Unidade Camponesa, Empresa Familiar, 
Unidade neo-camponesa). 
3) Comente sobre a dicotomia “Agricultura 
Familiar X Agricultura Comercial”. O papel da 
administração rural difere entre estes dois 
grupos? Jus�fique. 
4) Explique os principais aspectos do setor 
agropecuário que tornam o ambiente rural 
dis�nto dos outros setores da economia . 
Como tais aspectos podem afetar o papel do 
gestor rural? 
 
Capitais e Custos na Empresa Agrícola 
⤿ Capitais na Empresa Agrícola: 
● Defin󰈎çã󰈢:   
▪ Representam todos os recursos naturais e 
econômicos u�lizados naprodução 
agropecuária. Ex: terra, cultura permanente, 
máquinas, tecnologia de irrigação, etc; 
● Cla󰈻󰈼󰈎fic󰇽ção t󰈸a󰇶󰈎c󰈏o󰈝󰈀󰈘 do Cap󰈎󰉃󰇽󰈘:   
▪ Cap󰈎󰉃󰇽󰈘 Fix󰈡: representa o capital estável e 
duradouro, capaz de par�cipar de mais de um 
ciclo produ�vo. Ex: terra, máquinas, culturas 
permanentes, rebanho bovino, etc; 
▪ Cap󰈎󰉃󰇽󰈘 Cir󰇹󰉉󰈘󰇽n󰉃e: correspondem aos bens 
de produção de gasto imediato, os quais 
par�cipam de apenas um ciclo produ�vo. Ex: 
fer�lizantes, rações, medicamentos para 
animais, sementes, etc. 
● O mo󰇷󰈡 de an󰈀󰈗󰈏󰈼ar o ap󰈸󰈡󰉐󰇵it󰈀󰈚󰇵󰈞to  
do󰈻 ca󰈥󰈎󰉄󰇽is pe󰈗󰈀 em󰈥󰈹󰈩s󰇽 de󰈥󰈩󰈞d󰇵 do  
g󰈸u󰈦󰈡 a qu󰈩 pe󰈸󰉄󰈩n󰇹󰇵󰈛:   
▪ O valor dos circulantes devem ser 
compensados totalmente pelo próprio 
produto que ajudou a criar; 
▪ O valor dos fixos devem ser recuperados em 
várias frações, pela série de produtos que 
ajudará a criar nos diferentes ciclos 
produ�vos; 
● A mensuração das diferentes formas 
de capital existente na empresa 
agrícola se torna parte fundamental 
da contabilidade rural; 
● Geralmente, o valor dos capitais 
circulantes incorporados num produto 
podem ser calculados com maior 
facilidade e precisão, se comparado 
ao valor dos capitais fixos. 
● Cla󰈻󰈼󰈎fic󰇽ção do Cap󰈎󰉃󰇽󰈘 Ag󰈸á󰈹i󰈡:  
▪ A classificação do capital do ponto de vista 
da empresa rural baseia-se, inicialmente, na 
dualidade capital fundiário – capital de 
exploração; 
▪ Cap󰈎󰉃󰇽󰈘 fu󰈝󰇶󰈎ár󰈏o: inclui a terra (solo 
desprovido de melhoramentos) e tudo que 
tenha sido incorporado a ela (melhoramentos 
fundiários), os bens imóveis. 
▪ Os melhoramentos fundiários incluem 
sistema de drenagem, casas, estábulos, 
cercas, e outros. 
▪ Cap󰈎󰉃󰇽󰈘 de ex󰈥󰈘󰈡r󰇽ção: inclui o conjunto de 
meios necessários para fazer produzir naquela 
propriedade; 
▪ Assim como na classificação tradicional, o 
capital de exploração é dividido em fixo 
(animais de trabalho, máquinas, ferramentas, 
etc) e circulante (sementes, adubos, 
combus�vel, inse�cidas, etc.) 
⤿ Gestão de custos na empresa 
agrícola: 
Maria Júlia O Macedo.  
@Studyagroo  
● O principal papel do administrador 
rural é planejar, controlar, decidir e 
avaliar os resultados, buscando 
maximizar o lucro das a�vidades 
desenvolvidas; 
● Ele ainda é responsável pela decisão 
do que produzir, quando e como 
produzir, assim como controlar e 
avaliar o andamento da a�vidade; 
● A gestão de custos proporciona ao 
gestor maior clareza nas tomadas de 
decisões. Para isso é necessário 
informações precisas sobre os custos, 
o que envolve o sistema controle e 
gerenciamento. 
● No setor agropecuário, o custo de 
produção compreende o conjunto de 
todos os gastos que devem ser 
suportados para a obtenção dos 
produtos; 
● Pode ser definido também como a 
compensação (recuperação) que os 
donos dos fatores de produção, 
u�lizados por uma firma para produzir 
determinado bem, devem receber 
para que con�nuem fornecendo esses 
fatores à mesma; 
● As determinações de custo são feitas 
com várias finalidades: 
▪ Para agricultor servem como elemento 
auxiliar de sua administração; 
▪ Para governo e en�dades fornecem 
subsídios à formulação da polí�ca agrícola; 
● Cla󰈻󰈼󰈎fic󰇽ção do󰈻 cu󰈻󰉄󰈡s:   
1)Cus󰉃󰈡󰈼 fixo󰈻:   
▪ São aqueles que não são influenciados pelo 
volume de produção num determinado 
período; 
▪ É composto pela soma de todos os custos 
que permanecem inalterados, 
independentemente da quan�dade 
produzida. 
▪ Um custo é fixo quando, no curto prazo, não 
pode ser alterado. 
● Exe󰈚󰈦l󰈡󰈻:  
▪ Os custos de depreciação do A�vo 
Imobilizado (máquinas, implementos, galpões, 
etc); 
▪ Imposto; 
▪ Salários de mão-de-obra fixa; 
▪ Custos para manutenção da estrutura 
administra�va da Empresa rural; 
▪ Despesas de arrendamento. 
2) Cus󰉃󰈡󰈼 va󰈸󰈎á󰉐󰇵is:   
▪ São aqueles diretamente relacionados com o 
nível de produção da empresa; 
▪ É representado pela soma de todos os custos 
que variam com o volume de produção ou 
área de plan�o u�lizada nas a�vidades 
produ�vas; 
▪ Esses custos podem ser mais facilmente 
manipulados pelo administrador que, tendo 
os recursos financeiros disponíveis, pode 
rapidamente conseguir o que precisa junto ao 
mercado; 
▪ No Longo prazo, todos os custos são 
variáveis, pois, neste intervalo de tempo, 
espera-se que o produtor já tenha pago todo 
o custo fixo; 
● Exe󰈚󰈦l󰈡󰈻:  
▪ Compra de sementes; 
▪ Combus�vel para as máquinas e veículos; 
▪ Contratação de mão de obra temporária. 
● Uma das dificuldades dos produtores 
na mensuração dos custos, é 
reconhecer a diferença e separação 
entre custos e despesas; 
● Os custos são rela�vos ao processo 
produ�vo, ou seja, todo gasto e 
desembolso durante o ciclo produ�vo, 
já as despesas são aquelas rela�vas à 
administração, as vendas e aos 
financiamentos; 
● A aplicação de um sistema de controle 
de custos nas empresas agropecuárias 
permi�rá o acompanhamento dos 
valores de todas as operações 
realizadas; 
Maria Júlia O Macedo.  
@Studyagroo  
● A Gestão de Custo, portanto, 
permi�rá a construção de diversos 
indicadores para avaliar os resultados 
da a�vidade rural. 
● In󰇷i󰇸󰈀d󰈢󰈸e󰈼 Eco󰈝ô󰈛󰈎c󰈢󰈻:   
▪ Uma propriedade bem administrada, onde 
estão relatadas corretamente as despesas e 
receitas, bem como as margens de lucro de 
cada a�vidade, tem maior chance de sucesso 
do que outra onde tudo é conduzido ao acaso, 
intui�vamente; 
● Os p󰈸i󰈞c󰈎󰈥󰇽i󰈼 el󰈩󰈚󰇵󰈞to󰈻 a se󰈸󰈩󰈛  
ac󰈡󰈚󰈦󰇽n󰈊a󰇶󰈡s são:   
▪ Os custos; 
▪ As receitas; 
▪ A margem de lucro de cada uma de suas 
a�vidades; 
● Como análises dos resultados 
econômicos de uma propriedade 
rural, estão às margens (bruta ou 
líquida), que são um dos principais 
obje�vos da administração rural; 
● O administrador rural deve apurar o 
resultado de cada a�vidade ou 
propriedade como um todo, 
comparando a receita com o custo, ou 
seja, determinando o lucro. 
↳ Mar󰈇󰈩󰈛 Bru󰉃󰈀 : É determinada pela 
diferença entre a receita gerada em uma 
determinada a�vidade produ�va e o total de 
desembolsos realizados para o 
desenvolvimento da a�vidade: 
  
↳ Mar󰈇󰈩󰈛 Bru󰉃󰈀 Per󰇹󰈩󰈞t󰉊a󰈗: Índice que 
representa quanto do valor da produção de 
um produto des�na-separa cobrir os 
desembolsos: 
 
↳ Luc󰈸󰈀󰉄󰈏vi󰇷󰈀󰇶󰇵 (do󰈻 p󰈸o󰇶󰉉t󰈢󰈻): É um índice 
que representa,:em percentual, qual foi o 
lucro ob�do em determinada a�vidade ou na 
Empresa Rural com a venda dos produtos 
desenvolvidos: 
 
↳ Cap󰈀󰇹󰈏󰇶ad󰈩 de In󰉏e󰈼t󰈎󰈚󰇵󰈞to: A capacidade 
de inves�mento de uma a�vidade produ�va é 
a sobra de capital que se obtém, após o 
pagamento de todos os custos para 
desenvolvê-la: 
 
* Não leva em conta os valores de custos de 
oportunidade, o capital inves�do e do valor da 
terra (considera valor de inves�mentos e 
implementos adquiridos na unidade de 
produção, inves�mentos no capital fundiário); 
↳ MA󰈤󰈵-󰈖P: É a margem absoluta colocada 
sobre os custos totais de produção dos 
produtos. É u�lizada para o cálculo do preço 
de venda. 
 
● Exe󰈚󰈦l󰈡 I:  
Um produtor de milho vende 5.000 sacas do 
seu produto produzido na safra 2014/2015, 
obtendo R $57.500 com a venda. Sabe-se que 
para todo o desenvolvimento da produção em 
questão, foram desembolsados R $38.000. 
Pede-se: 
a) Qual a margem bruta desta a�vidade? 
b) Quanto do valor ob�do com a venda foi 
necessário para cobrir o desembolso total? 
● Exe󰈚󰈦l󰈡 I󰈾:  
Considere um produtor de milho do Estado do 
Paraná, o qual deseja u�lizar alguns 
indicadores para verificar o desempenho de 
sua a�vidade na safra de 2015/2016, na qual 
foram vendidas 5000 sacas. Sabe-se que os 
custos variáveis totais gastos na safra foram 
de R$60.000, enquanto que os custos fixos 
Maria Júlia O Macedo.  
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foram es�mados em R $40.000. Ao 
comercializar sua produção, o produtor gerou 
uma receita total de R $170.000,00. O valor 
total imobilizado em máquinas, equipamentos 
e construções é de R $220.000.A par�r dos 
dados, calcule: 
a)Determine a capacidade de inves�mento da 
propriedade; 
b)Qual a margem de lucro sobre cada saca o 
produtor está obtendo? 
 
⤿ Juros, Conservação, Risco e 
Depreciação 
● A disponibilidade total do capital 
implica nos seguintes custos: juros, 
conservação, riscos e depreciação 
(amor�zação); 
1) Jur󰈡󰈻:   
▪ É o custo a ser calculado a todo capital 
empregado no processo produ�vo, 
independentemente se de propriedade do 
empresário ou ob�do via crédito junto a 
terceiros; 
▪ Na hipótese de serem os bens de produção 
de propriedade do empresário, os juros 
significam a remuneração que poderia ter 
ob�do pela aplicação de seus capitais em 
outras alterna�vas; 
▪ Fórmula de juros: 
 
▪ Em que J = juros;Vi = valor inicial;Vf = valor 
final; i = taxa de juros. 
● Exe󰈚󰈦l󰈡:  
Suponha um trator que foi comprado a R$ 
30.000, tenha uma vida ú�l es�mada de 20 
anos e um valor residual de R$ 3.000. Dado a 
taxa de juros anual de um inves�mento 
alterna�vo es�pulada em 10%, determine os 
juros anuais que o empresário rural deixou de 
ganhar. 
 
2) Con󰈻󰈩󰈹v󰇽ção o󰉉 Man󰉉󰉃󰇵󰈞ção: 
▪ É o custo anual necessário para manter o 
bem de capital em condições de uso. Um 
maior custo de conservação corresponde, 
geralmente, a uma menor depreciação; 
▪ A reparação tem por finalidade recons�tuir o 
bem de capital, no todo ou em parte, se 
cons�tuindo como despesas extraordinárias; 
▪ Mesmo os objetos não u�lizados podem ter 
necessidade de conservação, porém grande 
parte das despesas de conservação está 
relacionada diretamente com a intensidade 
do uso. 
3) Ris󰇹󰈡󰈼:   
▪ Representa a soma que se considera cada 
ano para formar um fundo que permita pagar 
danos imprevistos, parciais ou totais, que o 
bem pode sofrer (incêndio, chuvas de pedra, 
doenças dos animais, etc); 
▪ Quando tais riscos são seguráveis, os 
prêmios de seguro cons�tuem parcelas 
diretamente monetárias do custo; 
▪ Quando não existem formas adequadas de 
seguro agrícola, deve-se avaliar os danos que 
possam ocorrer a par�r de registros e 
informações locais; 
▪ Fór󰈚u󰈘󰈀:   
▪ Lucro líquido médio (RLM) = Probabilidade 
do Evento não ocorrer * 
Lucro Líquido se evento não ocorre + 
probabilidade do evento ocorrer 
* Lucro líquido se evento ocorre 
▪ Risco = Lucro líquido – lucro líquido médio 
● Exe󰈚󰈦l󰈡:   
Considere uma cultura que implicará em R$ 
8.000 de despesas, para gerar uma receita 
bruta de R$10.000. Porém, na região, ocorrem 
geadas em 1/10 vezes dos casos, podendo 
levar a perda de toda a produção. Com base 
nessas informações, calcule o risco a ser 
considerado pelo produtor. 
4) Dep󰈸󰈩󰇸󰈏açã󰈡:   
● O produtor rural ao comprar um 
equipamento qualquer, sua intenção é 
Maria Júlia O Macedo.  
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u�lizá-lo na produção enquanto for 
compensador. Ao adquiri-lo, 
imediatamente visualiza seu fluxo de 
despesas com a máquina, composto 
pelos seguintes itens: 
▪ Gasto inicial com o inves�mento; 
▪ Manutenção e reparos necessários; 
▪ Despesas operacionais necessárias ao 
funcionamento da máquina; 
● A de󰈥󰈹󰈩c󰈏açã󰈡 re󰈥󰈹󰈩s󰇵󰈝󰉄a:  
▪ A desvalorização de um bem de capital 
imobilizado em um dado período de tempo, 
ou uma reserva contábil des�nada a prover os 
fundos necessários para a reposição do capital 
inves�do em bens produ�vos de longa 
duração. 
● A depreciação é o custo necessário 
para subs�tuir os bens quando estes 
se tornam inúteis pelo desgaste �sico 
ou obsole�smo. Representa a reserva 
de dinheiro que a empresa faz 
durante o período de vida ú�l 
provável do bem, para sua posterior 
subs�tuição; 
● A depreciação é usada para es�mar a 
perda de valor de todo bem com vida 
ú�l superior a um ciclo produ�vo. 
Somente têm depreciação os bens 
que possuem vida ú�l limitada; 
● Méto󰇷󰈡󰈼 de de󰈥󰈹󰈩c󰈏açã󰈡:   
1) Méto󰇷󰈡 re󰉃󰈎󰈘ín󰇵o o󰉉 li󰈝󰈩󰇽󰈹:   
▪ Consiste na depreciação total es�mada da 
máquina (valor de compra (Vi) menos valor 
residual final (Vrf)), pelo número de anos de 
sua u�lização (N – vida ú�l). O resultado é um 
valor monetário anual constante. 
▪ Fórmula: 
 
 
2) Méto󰇷󰈡 do󰈻 sa󰈗󰇶󰈡s de󰇹󰈹󰈩s󰇹󰇵󰈞te󰈻:   
▪ Esse método toma uma porcentagem 
constante do valor residual no ano anterior. A 
depreciação anual diminui à medida que a 
idade da máquina aumenta. O valor da 
depreciação tende a ser maior no início, 
diminuindo à medidaque o equipamento 
envelhece; 
▪ Em termos gerenciais, este método pode ser 
capaz de refle�r mais precisamente o modo 
como ocorre a queda do valor de revenda da 
máquina, após sua aquisição; 
▪ Fórmula: 
 
3) Méto󰇷󰈡 da so󰈚󰈀 do󰈻 nú󰈚e󰈹󰈡s na󰉃󰉉󰈹󰇽is:   
▪ Apresenta taxa de depreciação decrescente 
sendo aplicada sempre sobre a depreciação 
total es�mada da máquina (valor de compra 
menos valor residual final (valor de sucata)), a 
exemplo do que ocorre com a linear. A taxa de 
depreciação e o valor monetário da 
depreciação decrescem à medida que o bem 
vai depreciando-se; 
▪ Fórmula: 
 
● Exe󰈚󰈦l󰈡:  
Calcule a depreciação pelos três métodos 
(Método Linear, Método dos saldos 
decrescentes e Método da soma dos números 
naturais) de um trator agrícola, cujo valor de 
aquisição é R $50.000. Sua vida ú�l foi 
estabelecida em 10 anos e seu valor de sucata 
(valor residual final), R $15.000. Monte o 
quadro demonstra�vo da depreciação. 
Maria Júlia O Macedo.  
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⤿ Exemplos 1 e 2 
 
 
 
⤿ Juros e riscos 
Maria Júlia O Macedo.  
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⤿ Depreciação linear 
 
 
 
⤿ Depreciação e soma dos números naturais 
 
Maria Júlia O Macedo.  
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⤿ Exercício de fixação: 
1) Qual a importância da Gestão de Custos 
para a administração da empresa agrícola? Dê 
exemplos de ações que podem ser tomadas 
com base nas informações geradas por esta 
ferramenta. 
2) Defina o conceito de capital agrário e suas 
diferentes classificações. Apresente exemplos 
para cada item mencionado. 
3) Considere um produtor de soja no Paraná 
que desembolsará, na safra de 2017, R $4000 
para custear a produção, na expecta�va de 
obter uma receita bruta de R $9000. No 
entanto, o produtor sabe que na região há 
riscos de geada, a qual ocorre 20% das vezes 
e, quando ocorre, geralmente causa a perda 
da metade da produção dos produtores locais. 
Sabendo deste fato, o produtor opta por fazer 
um fundo (com base no risco) para garan�r 
que, caso ocorra a geada, ele tenha dinheiro 
para pagar os danos imprevistos. Com base 
nessas informações, calcule o risco a ser 
considerado pelo produtor em cada ano 
agrícola. 
 
Maria Júlia O Macedo.

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