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Eixo 1 - RMP

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1) Discorrer sobre a relação médico-paciente, com foco no atendimento humanizado. 
 Algo maior do que fazer perguntas e exames físico, receitar medicamentos e prescrever condutas 
 Empatia no contexto médico remete à sensibilização do médico pelas mudanças sentidas e refletidas., momento a 
momento, pelo paciente. 
 “Curar ocasionalmente, aliviar frequentemente e consolar sempre” 
 Medicina Hipocrática: pessoa humana e não simplesmente a doença 
 A interação se relaciona com a adesão ao tratamento e a disposição em informar seus problemas, sintomas e dúvidas 
 É impossível transmitir isso se você não fizer 
 Treinamentos de habilidades de práticas e vivência de uma RMP 
VIVÊNCIAS DE HOSPITALIZAÇÃO 
 Desencontro da medicina com a sua essência, que já foi acusada de ser fria e tecnicista 
 Assistência médica, medicina familiar e comunitária, ambientes hospitalares 
 Mudanças pedagógicas e metodológicas na formação e diversificação de cenários de ensino-aprendizagem 
 “Alunos-pacientes”: presenciaram óbitos 
 Interpretar os significados socioculturais de suas queixas, respeitando seus valores, e o estabelecimento, em comum, 
de um plano de tratamento 
 Falta de informação em relação ao seu estado geral de saúde bem como de seus colegas de quarto 
 Escala Jefferson de Empatia Médica – versão para estudantes: avalia a percepção dos estudantes de medicina 
acerca da relevância do comportamento médico empático no contexto de prestação de cuidados 
 Sistematização no atendimento a pacientes vítimas de trauma: ATLS: Suporte Avançado de Vida no Trauma 
 3 perfis do encontro médico-paciente: 
- O encontro centrado no paciente 
- O encontro sem entendimento 
- O realizado a curto prazo 
 Telemedicina 
 Deixar o paciente livre; expressar confiança, capacidade de escuta 
 Alta demanda e pouco tempo de consulta: valores são postos a prova 
 Precariedade dos equipamentos, longa espera 
 A família é um elemento essencial no restabelecimento da saúde e fornecimento de informações 
 Conhecer a família, sobretudo quando se cuida de criança, pq pode ver sintomas, distúrbios emocionais, já identificar 
causas externas 
 Família pode dificultar – conflito de interesses 
Como ensina Teixeira (2005), quando um campo de confiança se forma entre os sujeitos, 
um já se pode mostrar para o outro com todos os traços de singularização que 
marcam o corpo e a alma de cada qual, sem medo de ser rotulado como louco, 
fraco ou perdedor. 
EIXO 
ASSISTÊNCIA AO PACIENTE 
EIXO 
ASSISTÊNCIA AO PACIENTE 
 Inadequada organização da rede de serviços e da demanda, a escassez de profissionais médicos, a lógica de 
atendimento centrada, a escassez de profissionais médicos, a lógica de atendimento centrada no número de 
procedimentos e o predomínio do modelo biomédico focado na doença, com forte componente de medicalização e uso 
de tecnologia dura – fatores de longa espera e difícil acesso ao serviço 
 Contradições com o que é proposto pelo ESF 
 Aumentam os conflitos e desrespeitos aos direitos aos cidadãos 
 Consultas “a curto prazo”, do tipo queixa-conduta, com perguntas dirigidas 
 Descrições do paciente interrompidas após 22s do início da fala, o que interrompe dados do paciente que poderiam 
ser potencialmente importantes. 
 “Escute o paciente e ele lhe dirá o diagnóstico” Osler, 1904) 
 Nas populações menos favorecidas e com menor nível de escolaridade, há menos saúde. Isso significa dizer que, nos 
serviços de saúde, sobretudo os de atenção primária, os sujeitos mais vulneráveis precisam ser mais bem cuidados, 
visando diminuir as desigualdades sociais 
 
CÓDIGO DE ÉTICA MÉDICA 
- PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS 
 II - O alvo de toda a atenção do médico é a saúde do ser humano, em benefício da qual deverá agir com o máximo de 
zelo e o melhor de sua capacidade profissional. 
 III - Para exercer a medicina com honra e dignidade, o médico necessita ter boas condições de trabalho e ser 
remunerado de forma justa. 
 VI - O médico guardará absoluto respeito pelo ser humano e atuará sempre em seu benefício, mesmo depois da morte. 
 XXV: o médico zelará para que as pessoas 
não sejam discriminadas por nenhuma razão vinculada à herança genética, protegendo-as em sua dignidade, identidade 
e integridade 
- RESPONSABILIDADE PROFISSIONAL 
É vedado ao médico: 
 Art.13. Deixar de esclarecer o paciente sobre as determinantes sociais, ambientais ou profissionais de sua doença. 
- DIREITOS HUMANOS 
É vedado ao médico: 
 Art. 22. Deixar de obter consentimento do paciente ou de seu representante legal após esclarecê-lo sobre o 
procedimento a ser realizado, salvo em caso de risco iminente de morte. 
 Art. 23. Tratar o ser humano sem civilidade ou consideração, desrespeitar sua dignidade ou discriminá-lo de qualquer 
forma ou sob qualquer pretexto. 
 Art. 28. Desrespeitar o interesse e a integridade do paciente em qualquer instituição na qual esteja recolhido, 
independentemente da própria vontade. 
- RELAÇÃO COM PACIENTES E FAMILIARES 
É vedado ao médico: 
 Art. 31. Desrespeitar o direito do paciente ou de seu representante legal de decidir livremente sobre a execução de 
práticas diagnósticas ou terapêuticas, salvo em caso de iminente risco de morte. 
 
 Art. 34. Deixar de informar ao paciente o diagnóstico, o prognóstico, os riscos e os objetivos do tratamento, salvo 
quando a comunicação direta possa lhe provocar danos, devendo, nesse caso, fazer a comunicação a seu 
representante legal. 
 Art. 37. Prescrever tratamento e outros procedimentos sem exame direto do paciente, salvo em casos de urgência 
ou emergência e impossibilidade comprovada de realizá-lo, devendo, nesse caso, fazê-lo imediatamente depois de 
cessado o impedimento, assim como consultar, diagnosticar ou prescrever por qualquer meio de comunicação de massa. 
 Art. 41. Abreviar a vida do paciente, ainda que a pedido deste ou de seu representante legal. Parágrafo único. Nos 
casos de doença incurável e terminal, deve o médico oferecer todos os cuidados paliativos disponíveis sem empreender 
ações diagnósticas ou terapêuticas inúteis ou obstinadas, levando sempre em consideração a vontade expressa do 
paciente ou, na sua impossibilidade, a de seu representante legal. 
 
PADRÕES DE PACIENTES 
 Paciente Ansioso: além de reconhecer, o médico deve estar preparado para lidar com a situação. O paciente 
ansioso pode levar o profissional a tomar atitudes rápida, muitas vezes até inconsequentes, que vão ao encontro do 
desejo inconsciente do próprio paciente; provoca movimentos transferenciais em seus médicos. Nesse caso, é 
preferível passar alguns minutos conversando sobre fatos aparentemente desprovidos de valor, a fim de promover 
relaxamento da tensão. Não são adequadas, nem surtem efeitos, as tentativas de “acalmar” o paciente, exortando-o 
a ficar tranquilo e dizendo de antemão, sem elementos que justifiquem a afirmativa, que ele não tem nada ou que sua 
doença não é grave. 
 Paciente Deprimido: humor triste; apresenta desinteresse por si mesmo e pelas coisas que acontecem ao seu 
redor. Reluta em descrever seus padecimentos, respondendo pela metade às perguntas feitas a ele ou 
permanecendo calado. Primeira tarefa do médico é conquistar sua atenção e confiança. Algumas vezes o paciente 
pode manifestar o desejo de interrompe a anamnese, e o médico ou estudante deve respeitar a sua vontade, 
voltando algum tempo depois, no mesmo dia ou no dia seguinte. 
 Paciente Hostil: inevitavelmente é aquele que foi levado ao médico contra sua vontade por insistência dos familiares. 
Outra fonte da qual os médicos são, ao mesmo tempo, causadores e vítimas é o trabalho em instituições 
previdenciárias e no serviço público. A falta de motivação, o exame clínico feito às pressas e a pouca atenção dada 
aos pacientes levam-nos a sentirem-se desprezados. Daí nasce uma hostilidade específica contra um determinado 
médico, que pode generalizar-se a todos os demais e contra a própria medicina. A piorconduta consiste em adotar 
uma posição agressiva, revidando com palavras ou atitudes a oposição do paciente. 
 Paciente Sugestionável: costuma ter excessivo medo de adoecer, vive procurando médicos e realizando exames 
para confirmar sua higidez. São também ansiosos. O médico deve conversar com eles com cuidado, pois uma palavra 
mal colocada pode desencadear ideias de doenças graves e incuráveis. 
 Paciente Hipocondríaco: faz várias demoradas consultas em sistes (Dr. Google” e adquire um imenso volume de 
informações que vão alimentar suas dúvidas sobre sua saúde. Vive uma ansiedade somatizada; melhor ajuda que o 
médico pode prestar é reconhecer que existe um transtorno emocional, passando a analisar alguns aspectos de suas 
vidas com o objetivo de encontrar dificuldades. 
 Paciente Eufórico: apresenta exaltação do humor, fala e movimenta-se demasiadamente. Pode ser transtorno de 
bipolaridade. 
 Paciente Inibido: ou tímido, não encara o médico, senta-se à beira da cadeira e fala baixo. Pacientes pobres, da 
zona rural podem ficar muito inibidos ao entrarem em ambiente diferente. Maiores vítimas dos médicos autoritários. 
 Paciente Psicótico: vive um mundo fora da realidade do médico. 
 Paciente Surdo: depende do interesse do primeiro e da inteligência do segundo; quase sempre uma pessoa da 
família faz o papel de intérprete. 
 Pacientes Especiais: pessoas de inteligência reduzida ou vítimas de alienação devido às péssimas condições 
socioeconômicas a que estão subjugadas. É necessário reconhece-las para adotar uma linguagem mais simples, 
adequada ao nível de compreensão do paciente. 
 Paciente em estado grave: cria problemas especiais para o médico, do ponto de vista psicológico. Não deseja ser 
perturbado por ninguém, e os exames, de qualquer natureza, representam um incômodo para ele; perguntas devem 
ser simples, diretas e objetivas, pois sua capacidade de colaborar está diminuída. 
 Paciente fora de possibilidades terapêuticas: Paciente terminal; Passa por 5 fases 
 Crianças: é um ser único, com etapas de desenvolvimento bem definidas, e não um “adulto pequeno. Ter 
conhecimento básico de crescimento e desenvolvimento não só do ponto de vista orgânico, mas também do ponto de 
vista emocional. 
 ATENDIMENTO CENTRADO NA PESSOA 
 Explorar a doença e a experiência da doença 
 Entender a pessoa como um todo 
 Elaborar um plano conjunto de manejo dos problemas 
 Incorporar prevenção e promoção de saúde 
 Intensificar o relacionamento entre a pessoa atendida e o médico 
 Ser realista 
Uma ferramenta da medicina de família e comunidade que merece destaque ao se discutir a relação médico-paciente 
diz respeito à consulta por telefone. Ainda que se condenem as consultas por telefone de uma maneira geral por ser 
um meio inadequado de atendimento, podendo inclusive comprometer eticamente o próprio médico, elas vêm se 
firmando como um recurso auxiliar na atenção primária à saúde. É necessário pensar o atendimento neste modelo 
como algo específico da ESF. O médico de família e comunidade detém uma importante característica que diferencia 
seu atendimento dos de outros especialistas, visto que a relação médico-paciente-família é desenvolvida durante anos 
a fio 
2) Conhecer as etapas do exame físico 
 Gentileza e delicadeza se tornam fundamentais, 
principalmente se os pacientes estão com dor ou 
sintomas desagradáveis. Durante o exame físico 
(exceto no momento de ausculta), pode-se continuar 
conversando e indagando o paciente, 
preferencialmente questões relacionadas ao exame 
que está sendo executado naquele momento ou a 
fatores afins, de modo a complementar a anamnese. 
 É importante informar ao paciente sobre o que se 
pretende fazer. Quando for necessária à sua 
participação ativa, deve-se fazer a solicitação em 
linguagem acessível. 
 Condições necessárias para realizar-se um bom 
exame clínico: 
1. Ambiente adequado: iluminação; conforto para o 
examinador e para o paciente; temperatura agradável; 
silêncio; vestimenta adequada do paciente; 
2. Respeito e delicadeza durante a realização do exame: 
só expor o segmento do corpo em exame; informar o 
paciente sobre os passos de exame; ao examinar 
segmentos em que há queixa álgica, informar o 
paciente. 
 Objetivo do exame físico: testar as hipóteses 
diagnósticas desenvolvidas durante a fase inicial da 
coleta de dados - entrevista clínica ou anamnese. 
Deve-se confirmar, afastar ou descobrir nova 
hipótese diagnóstica. 
 Para realizá-lo nos utilizamos de nossos sentidos e às 
vezes instrumentos auxiliares simples: 
I. Inspeção (visão, olfato) 
II. Palpação (tato) 
III. Percussão (tato e audição) 
IV. Ausculta (audição) 
 Preparação do médico para exame: 
- Escolher a melhor posição de examinar (geralmente à 
direita do paciente) 
 Posições do paciente: 
- Sentada 
- Ortostatismo (em pé) 
- Específicas: genupeitoral, ginecológica, etc. 
- Decúbitos: dorsal (supino), ventral, laterais direita e 
esquerda 
 O exame clínico é constituído por: 
1. Ectoscopia; 
2. Dados vitais; 
3. Exame de órgãos e sistemas. 
 O exame clínico possui duas dimensões: 
- Biomédica: Inspeção, palpação, percussão e ausculta 
do corpo 
- Enfermidade: Ver, tocar, ouvir a pessoa - gera 
reações, sentimentos e emoções
Etapas da anamnese 
 Enquanto estudante, o examinador deverá seguir as 
etapas que constituem a anamnese. Depois de ter 
perfeito domínio da técnica, o clínico, em seu 
consultório, pode ter a liberdade de alterar os 
elementos da anamnese. Assim sendo, todos os itens 
serão pesquisados, porém anotados com mais liberdade, 
sem tanta rigidez no aprendizado. 
 Um aspecto do exame físico que merece ser ressaltado 
de imediato é seu significado psicológico. O paciente só 
se sente verdadeiramente "examinado" quando está 
sendo inspecionado, palpado, percutido, auscultado, 
pesado e medido. Esse componente afetivo sempre 
existe e atinge seu grau máximo nos pacientes com 
transtornos de ansiedade, podendo, inclusive, 
ultrapassar os limites do normal. Deve ser reconhecido 
e corretamente explorado pelo médico para consolidar a 
relação médico-paciente que teve início na anamnese. 
 O seguimento do paciente ou follow-up, expressão 
inglesa universalmente consagrada na linguagem médica, 
é parte integrante do exame clínico e pode ser definido 
como a observação sistemática do doente durante a 
evolução de sua enfermidade. Por influência da 
tecnologia médica, ao se fazer o seguimento do 
paciente, está se tornando usual a expressão 
«monitorar" com o significado de manter sob constante 
observação um ou mais dados clínicos. Assim, monitorar 
a pressão arterial seria registrá-la repetidas vezes com 
o objetivo de reconhecer, prontamente, qualquer 
modificação. O termo pode ser empregado também 
quando a observação é realizada com a ajuda de algum 
aparelho. É o caso, por exemplo, de monitorar o ritmo e 
a frequência cardíacos, pela observação, em um 
visoscópio, da atividade elétrica do coração 
(eletrocardiograma). 
 PRONTUÁRIO 
Tão importante quanto fazer um exame clínico perfeito 
e completo é elaborar prontuários de todos os 
pacientes assistidos pelo médico. De acordo com o 
Parecer CFM n!.l 30/02, aprovado em 10/07/02, "o 
prontuário do paciente é o documento único constituído 
de um conjunto de informações registradas, geradas a 
partir de fatos, acontecimentos e situações sobre a 
saúde do paciente e a assistência prestada a ele, de 
caráter legal, sigiloso e científico, que possibilita a 
comunicação entre membros da equipe multiprofissional 
e a continuidade da assistência prestada ao indivíduo". O 
prontuário é um documento que pertence ao paciente, 
mas fica sob a guarda da equipe médica e/ou da 
instituição, podendo o paciente fotocopiá-lo. É o principal 
instrumento de defesa dos profissionais médicos 
quando há algum tipo de questionamento de natureza 
ética, civil, administrativa ou criminal. 
No prontuário devem ser anotadas todas as 
informações pertinentesao atendimento prestado. 
Anotações por mais sucintas que sejam vão formando 
um dossiê médico de grande valor para o conhecimento 
de um paciente. Diagnósticos, resultados de exames, 
reações medicamentosas, cirurgias realizadas, além de 
outros dados, permitirão ao médico reconhecer com 
mais facilidade os problemas que o paciente for 
apresentado ao longo de sua vida. Exames 
complementares podem ser dispensados ou mais bem 
interpretados quando se dispõe de anotações 
anteriores, diminuindo os custos e aumentando a 
eficiência do trabalho da médica Há inúmeros modelos 
de fichas e de prontuários, mas todos eles devem 
reservar espaço para a identificação do paciente, a 
história clínica, o exame físico, o diagnóstico, as 
prescrições terapêuticas e o seguimento do paciente. É 
necessário abrir um item para as anotações de exames 
complementares. 
 Ultimamente, foram criados programas de computador 
para o registro de dados de pacientes, chamados 
prontuário eletrônico. Alguns pré-requisitos são 
importantes para se utilizar o Prontuário Eletrônico: 
estrutura padronizada e concordância sobre a 
terminologia, definição de regras de comunicação, 
arquivamento, segurança e privacidade. Com ele se 
economiza espaço e se consegue maior rapidez no 
atendimento, visando maior eficiência na assistência 
médico-hospitalar, porém este tipo de registro médico, 
do ponto de vista ético e legal, ainda está sendo validado. 
Todo paciente, não importa onde foi seu atendimento, 
precisa ter um "prontuário básico': A assistência médica 
especializada deve usar "anexos" de acordo com suas 
necessidades. 
 
Laboratório de habilidades 
O aprendizado da semiologia, hoje, é feito em vários 
cenários e não somente nos hospitais universitários. Em 
algumas escolas médicas, para ensinarem a construção 
de uma história clínica, os professores utilizam os 
pacientes de enfermarias; em outras já se preferem 
pacientes provenientes de ambulatórios ou postos de 
saúde. A enfermaria é um local talvez privilegiado para 
ensino de técnicas de exame físico, reconhecimento de 
padrões, demonstração de situações em que o exame 
físico é alterado, e continua sendo usada com esse 
objetivo. Já a história clínica construída a partir de 
pacientes de ambulatórios ou postos de saúde, que 
apresentam problemas menos complexos, permite que 
o raciocínio hipotético-dedutivo probabilístico possa ser 
praticado pelos alunos desde o início. As escolas médicas 
que adotam metodologias ativas, como o PBL (problem 
based learning), utilizam, ainda, o laboratório de 
habilidades como recurso didático para o treinamento de 
conhecimentos, atitudes e habilidades necessários para 
o exame clínico. 
No laboratório de habilidades, há um treinamento das 
técnicas de história clínica e de exame físico antes do 
contato do estudante com o paciente. Inicialmente, a 
anamnese é ensinada pelo professor e treinada 
utilizando-se pacientes-atores que encenam uma 
história clínica fictícia. As histórias clínicas encenadas 
pelos atores são escritas, sob a forma de "cenas 
teatrais", por professores de semiologia médica, com o 
intuito de alcançar os objetivos de aprendizagem 
propostos pela disciplina no que tange a conhecimentos 
teóricos, habilidades semiológicas e atitudes éticas e 
humanistas. Já o exame físico é ensinado aos 
estudantes e repetidamente treinado, utilizando-se 
manequins que simulam reações humanas em diversas 
situações clínicas, ou também pacientes-atores, quando 
não for possível a realização do exame. Objetivos do 
laboratório de habilidades. 
• Desenvolver a postura ética na relação médico-
paciente 
• Desenvolver a habilidade de realizar uma anamnese 
completa 
• Desenvolver a habilidade de realizar inspeção, 
palpação, percussão e ausculta 
• Desenvolver a habilidade de realizar a semiotécnica do 
exame físico geral, dos seguintes sistemas: 
cardiovascular, respiratório, do abdome, dermatológico, 
neurológico, endócrino-reprodutor masculino e feminino, 
endócrino-metabólico, geniturinário masculino e feminino 
e locomotor. 
 
 
3) Compreender a UBS e seu funcionamento, levando em conta a Política Nacional 
de Atenção Básica e o trabalho da ESF (Estratégia da Saúde da Família); 
UBS: As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) são 
conhecidas como postos de saúde. Ali as pessoas podem 
receber os atendimentos gratuitos essenciais em saúde 
da criança, da mulher, do adulto e do idoso, além de 
odontologia, requisições de exames por equipes 
multiprofissionais e acesso a medicamentos. O clínico 
geral neste espaço também pode marcar consultas 
para procedimentos eletivos e exames mais específicos 
com especialistas da rede pública ou em clínicas 
credenciadas à Prefeitura por meio de licitação. 
 São porta de entrada preferencial do SUS, tem como 
objetivo atender até 80% dos problemas de saúde da 
população, sem que haja a necessidade de 
encaminhamento para outros serviços, como 
emergências e hospitais. 
 Dentro das UBS´s, o cidadão é tratado por 
profissionais do Programa Mais Médicos, que 
compõem as equipes com enfermeiros, dentistas e 
agentes de saúde. Eles são, em sua maioria, 
especialista em medicina de família e comunidade. 
 A expansão das UBSs tem o objetivo de garantir 
serviços mais próximos a população, em suas 
comunidades, com estrutura necessária para atender 
bem e de forma acolhedora o paciente 
 Em uma UBS, o cidadão poderá: 
- Ter acesso a ações de promoção, prevenção e 
tratamento relacionadas a saúde da mulher, da 
criança, saúde mental, planejamento familiar, 
prevenção a câncer, pré-natal e cuidado de doenças 
crônicas como diabetes e hipertensão. 
- Fazer curativos 
- Fazer inalações 
- Tomar vacinas 
- Coletar exames laboratoriais 
- Ter tratamento odontológico 
- Receber medicação básica 
- Ser encaminhado para atendimentos com 
especialistas. 
A principal função do posto de saúde comunitário, 
segundo o Ministério do Planejamento, é promover e 
proteger a saúde, a prevenção de agravos, o 
diagnóstico, o tratamento, a reabilitação, a redução de 
danos e a manutenção da saúde com o objetivo de 
desenvolver uma atenção integral que impacte na 
situação de saúde e autonomia das pessoas e nos 
determinantes e condicionantes de saúde das 
coletividades. 
 
CARTEIRA DE SERVIÇOS DE ATENÇÃO 
PRIMÁRIA À SAÚDE 
 Em dezembro de 2019, foi lançada pelo Ministério da 
Saúde, a Carteira de Serviços da Atenção Primária à 
Saúde (CaSAPS) que, acima de tudo, teve a 
colaboração de diversos conselhos de saúde, sociedade 
de medicina e enfermagem e secretarias de atenção 
à saúde. 
- Nessa carteira está reunida uma lista de serviços e 
ações, ofertadas pelas equipes de Saúde da Família, 
divididas por tipo de procedimento e público alvo. Os 
públicos considerados são: idosos, gestantes, crianças 
e adolescentes. Nessa cartilha encontra-se a lista de 
serviços que podem, ou que ao mesmo tempo 
deveriam, ser oferecidos pelas unidades básicas de 
saúde. Dessa maneira, são 54 itens relacionados à 
atenção e cuidados centrados no adulto e no idoso, 39 
itens de ação e cuidados centrados na criança e no 
adolescente, 54 itens de procedimentos na atenção 
primária à saúde e 63 itens de atenção e cuidados de 
saúde bucal. 
 
ALGUNS EXEMPLOS 
 Adultos e idosos: Assistência durante a gravidez 
para a gestante e o parceiro, com utilização da 
Caderneta da Gestante; Acompanhamento de pessoas 
com doenças relacionadas ao trabalho e Prevenção, 
identificação, tratamento e acompanhamento de 
problemas relacionados à alimentação no adulto e idoso 
(desnutrição, sobrepeso e obesidade); 
 Crianças e adolescentes: Teste do pezinho; teste da 
orelhinha; identificação de problemas do coração na 
criança e Acompanhamento de recém-nascido com 
algum tipo de doença de risco; 
 Atenção primária à saúde: Cirurgia de unha 
encravada; Drenagem de abscesso; Inserção e 
retirada de DIU - dispositivo intrauterino como método 
contraceptivo e Teste rápido para HIV; 
 Saúde bucal: Ação coletiva de aplicação tópica deflúor gel; Exame bucal com finalidade epidemiológica e 
Cimentação de Prótese Dentária. 
COMO EMITIR O CARTÃO SUS 
 Nesse cartão constam as informações pessoais do 
paciente e ele permite que a rede pública crie o seu 
histórico com exames, procedimentos e vacinas, por 
exemplo. 
 Em segundo lugar, qualquer cidadão que more no Brasil 
tem direito a fazer seu cartão, mesmo que seja 
estrangeiro e ele é válido em todo o território nacional. 
 
QUAL A DIFERENÇA ENTRE UPA E UBS 
 As UPAs funcionam 24 horas por dia e fazem 
atendimentos de urgência e exames. Estas 
normalmente têm mais recursos que os postos de 
saúde e atendem serviços de média e alta 
complexidade, sendo que os atendimentos são por 
ordem de chegada e/ou gravidade do risco 
 Em resumo: consulta de rotina é posto e atendimento 
de emergência é UPA 
 
DIFERENÇA ENTRE AMA E UBS 
 AMA- Assistência Médica Ambulatorial: o 
atendimento é concluído no mesmo local. Sendo que na 
UBS ele pode ser encaminhado para um especialista. É 
como se fosse um pronto-socorro destinado a 
resolver ocorrências de baixa complexidade. Não é 
necessário agendar consulta com antecedência. 
Normalmente tem uma equipe de três clínicos-gerais, 
dois pediatras e três enfermeiros. Realizam suturas, 
curativos, injeção e inalação. É possível colher exames 
de sangue que vão para um laboratório terceirizado. 
Não é indicada para pacientes com doenças crônicas, 
que precisam de tratamento especializado nas UBS. 
USF 
 As Unidades de Saúde da Família (USFs) têm perfil 
semelhante às UBSs. A diferença é que são 
promovidas ações de prevenção de doenças. 
 
ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA 
 Levar em consideração o real contexto de o porquê 
estar indo ao atendimento 
 Modelo que procura reorganizar a Atenção Básica de 
acordo com os preceitos do SUS e com o apoio do 
NASF 
 Na ESF o trabalho em equipe é considerado um dos 
pilares para a mudança do atual modelo hegemônico 
em saúde, com interação constante e intensa de 
trabalhadores de diferentes categorias e com 
diversidade de conhecimentos e habilidades que 
interajam entre si para que o cuidado do usuário seja 
o imperativo ético-político que organiza a intervenção 
técnico-científica. 
 Outro ponto fundamental é desenvolver a cultura de 
avaliação, na qual todo processo de gestão e cuidado 
desenvolvido pela equipe multiprofissional, de forma 
compartilhada, possa ser avaliado com o objetivo de 
aprimoramento e adequação de rumo. Com esse 
intuito, o Ministério da Saúde lançou em 2011 o 
Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da 
Qualidade (PMAQ), que agora apresento uma síntese 
(Portaria n 1654, de 19 de julho de 2011) Seu objetivo 
é ampliar o acesso e a qualidade do cuidado na 
Atenção Básica. É organizado em quatro fases que se 
complementam e que conformam um ciclo contínuo de 
melhoria do acesso e da qualidade da Atenção Básica: 
Adesão e Contratualização; Desenvolvimento; Avaliação 
Externa; e Recontratualização. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 A par das atividades comuns a todos os profissionais 
envolvidos na ESF, cada um deles tem função 
específica. Tal função não se basta em si mesma, e um 
aprofundamento é necessário para que cada um se 
reconheça e reconheça também a atividade do outro e 
não se perca de vista o trabalho compartilhado 
 
PROFISSIONAIS 
Enfermeiro: Ao enfermeiro cabe atender a saúde dos 
indivíduos e famílias cadastradas, realizando consulta de 
enfermagem, procedimentos, atividades em grupo e, 
conforme protocolos, solicitar exames complementares, 
prescrever medicações e gerenciar insumos e 
encaminhar usuários a outros serviços. Cabem a ele 
também as atividades de educação permanente da 
equipe de enfermagem, bem como o gerenciamento e a 
avaliação das atividades da equipe, de maneira particular 
do agente comunitário de saúde (ACS), que ocupa na 
ESF papel fundamental para a manutenção do vínculo 
entre os usuários e a Unidade de Saúde. 
Médico: prevenindo, diagnosticando e tratando doenças, 
com competência e resolutividade, responsabilizando-se 
pelo acompanhamento do plano terapêutico do usuário. 
Para que possa atender à demanda dos indivíduos sob 
sua responsabilidade, deve realizar atividades 
programadas e de atenção à demanda espontânea, de 
forma compartilhada, consultas clínicas e pequenos 
procedimentos cirúrgicos, quando indicado na Unidade de 
Saúde, no domicílio ou em espaços comunitários, 
responsabilizando-se pela internação hospitalar ou 
domiciliar e pelo acompanhamento do usuário. Além 
disso, o médico deve, em um trabalho conjunto com o 
enfermeiro, realizar e fazer parte das atividades de 
educação permanente dos membros da equipe e 
participar do gerenciamento dos insumos. 
Agente Comunitário: O agente comunitário de saúde 
(ACS) exerce o papel de “elo” entre a equipe e a 
comunidade, devendo residir na área de atuação da 
equipe, vivenciando o cotidiano das 
famílias/indivíduo/comunidade com mais intensidade em 
relação aos outros profissionais. Realiza visitas 
domiciliares na área adscrita, produzindo dados capazes 
de dimensionar os principais problemas de saúde de sua 
comunidade. Estudos identificam que o ACS, no seu dia a 
dia, apresenta dificuldade de lidar com o tempo, o 
excesso de trabalho, a preservação do espaço familiar, 
o tempo de descanso, a desqualificação do seu trabalho 
e o cansaço físico. A esses profissionais cabe cadastrar 
todas as pessoas do território, mantendo esses 
cadastros sempre atualizados, orientando as famílias 
quanto à utilização dos serviços de saúde disponíveis. 
Devem acompanhá-las, por meio de visitas domiciliarias 
e ações educativas individuais e coletivas, buscando 
sempre a integração entre a equipe de saúde e a 
população adscrita à UBS. A eles cabe o 
acompanhamento das condicionalidades do Programa 
Bolsa Família ou de qualquer outro programa similar de 
transferência de renda e enfrentamento de 
vulnerabilidades implantado pelo Governo Federal, 
estadual e municipal de acordo com o planejamento da 
equipe. 
O ACS também é responsável por cobrir toda a 
população cadastrada, com um máximo de 750 pessoas 
por ACS e de 12 ACS por equipe de Saúde da Família. 
 Técnico e auxiliar de enfermagem: Ao técnico e 
auxiliar de enfermagem cabe, sob a supervisão do 
enfermeiro realizar procedimentos regulamentados no 
exercício de sua profissão tanto na Unidade de Saúde 
quanto em domicílio e outros espaços da comunidade, 
educação em saúde e educação permanente. 
 Cirurgião-dentista: é o profissional de saúde 
capacitado na área de odontologia, devendo desenvolver 
com os demais membros da equipe atividades 
referentes à saúde bucal, integrando ações de saúde 
de forma multidisciplinar. A ele cabe, em ação conjunta 
com o técnico em saúde bucal (TSB), definir o perfil 
epidemiológico da população para o planejamento e a 
programação em saúde bucal, a fim de oferecer 
atenção individual e atenção coletiva voltadas à 
promoção da saúde e à prevenção de doenças bucais, 
de forma integral e resolutiva. Sempre que necessário, 
deve realizar os procedimentos clínicos, incluindo 
atendimento das urgências, pequenas cirurgias 
ambulatoriais e procedimentos relacionados com a fase 
clínica da instalação de próteses dentárias elementares, 
além de realizar atividades programadas e de atenção à 
demanda espontânea e ao controle de insumos. 
 
DIFERENTES ARRANJOS DA ATENÇÃO 
BÁSICA 
 Discutiremos inicialmente a população em situação de 
rua, que à semelhança dos demais cidadãos, deve 
receber atenção e cuidado por parte de todos os 
profissionais do SUS. Entretanto, com o objetivo de 
maior acesso e oferta de cuidado integral, foram 
criadas, vinculadas à Atenção Básica, as equipes dos 
consultórios na rua. Estas desenvolvem ações na rua, 
de forma itinerante, em instalações específicas, na 
unidade móvel e/ou nas UBS do território, devendo 
cumprir carga horária semanal de 30 horas, sendo que 
o atendimento pode ocorrer no período diurno e/ou 
noturno em todos os dias da semana. Naquelesmunicípios ou áreas, sem consultórios de rua, o cuidado 
integral das pessoas nessa situação deve ser de 
responsabilidade das equipes da UBS e dos NASF do 
território onde elas estão concentradas. 
 Outras são as Equipes de Saúde da Família Fluviais 
(ESFF), cujas equipes desenvolvem sua atividade laboral 
em Unidades Básicas de Saúde Fluviais (UBSF). Ambas 
devem apresentar composição semelhante à 
estrutura já discutida anteriormente, sendo que as 
Equipes de Saúde da Família Ribeirinhas devem contar 
ainda com um microscopista, nas regiões endêmicas. 
Já as Equipes de Saúde da Família Fluviais devem levar 
em conta um técnico de laboratório e/ou bioquímico 
na constituição da equipe multiprofissional, além dos 
profissionais de saúde bucal, à semelhança do que foi 
descrito anteriormente, sempre associada à realidade 
epidemiológica e às necessidades de saúde da 
população. 
NASF – Núcleo de Apoio Saúde da Família 
 Dentro desse escopo foram criados os Núcleos de 
Apoio à Saúde da Família – NASF, compostos por 
profissionais de diferentes áreas de conhecimento 
que atuam de maneira integrada com as Equipes de 
Saúde da Família, com as equipes de Atenção Básica 
para populações específicas e com o Programa 
Academia da Saúde, sendo o objetivo deste último a 
implantação de polos para a orientação de práticas 
corporais e atividade física e de lazer e modos de vida 
saudável. 
 O Nasf, portanto, faz parte da Atenção Básica, mas 
não se constitui como um serviço com espaço físico 
independente. Isso quer dizer que os profissionais do 
Núcleo se utilizam do próprio espaço das Unidades 
Básicas de Saúde e do território adstrito para o 
desenvolvimento do seu trabalho. 
 É uma equipe formada por diferentes profissões 
e/ou especialidades. 
 Constitui-se como apoio especializado na própria 
Atenção Básica, mas não é ambulatório de 
especialidades ou serviço hospitalar. 
 
DIRETRIZES 
 Territorialização: Territorialização e responsabilidade 
sanitária: são concebidas como responsabilidade de uma 
equipe sobre a saúde da população a ela vinculada. Para 
o alcance desse objetivo, os profissionais devem ser 
capazes de desenvolver o raciocínio clínico, o 
epidemiológico e o sociopolítico sobre a realidade 
sanitária dessa população, de forma a identificar os 
meios mais efetivos para promover e proteger a 
situação de saúde da coletividade. Estão incluídos nesse 
processo o olhar e o manejo de riscos, de 
vulnerabilidades e de potencialidades coletivas. 
 Trabalho em Equipe: Trabalho em equipe: por meio 
de trabalho colaborativo, múltiplo e interdependente, 
agrega maior capacidade de análise e de intervenção 
sobre problemas, demandas e necessidades de saúde, 
em âmbito individual e/ou coletivo. Desse modo, produz 
potencialmente ações mais abrangentes que aquelas 
encontradas em trabalhos segmentados ou 
uniprofissionais, desde que bem construídas e 
articuladas. 
PROGRAMA SAÚDE NA ESCOLA 
 É um programa que tem por objetivo a atenção integral 
à saúde de crianças, adolescentes e jovens do ensino 
público básico, no âmbito das escolas e Unidades Básicas 
de Saúde, realizada pelas equipes de saúde da Atenção 
Básica e educação de forma integrada. Tem entre suas 
funções a avaliação clínica e psicossocial, a promoção e 
a prevenção, visando à promoção da saúde ambiental e 
do desenvolvimento sustentável, da cultura de paz e 
prevenção das violências, da alimentação saudável e de 
práticas corporais e atividades físicas nas escolas, além 
da educação para a saúde sexual e reprodutiva, a 
prevenção ao uso de álcool, tabaco e outras drogas. 
Dessa forma, está lançado mais um desafio que nos 
estimula a um trabalho intersetorial, nem sempre fácil 
de ser realizado. 
 Integralidade: para lidar com as demandas e as 
necessidades de saúde dos usuários, é necessário que 
as equipes tenham, cada vez mais, alta capacidade de 
análise e de intervenção, em termos clínicos, sanitários 
e no que se refere à gestão do cuidado, inclusive 
daqueles usuários que requerem acesso a ofertas e 
tecnologias em outros pontos das redes de atenção. A 
integralidade requer, para a sua materialização, políticas 
abrangentes e generosas, existência e organização de 
diferentes tipos de serviços articulados em rede para 
dar conta de diferentes necessidades, bem como 
práticas profissionais eficazes no sentido do aumento 
dos graus de autonomia dos usuários, da redução de 
danos, dos riscos e das vulnerabilidades, além do 
aumento da potência de vida. 
 Autonomia dos indivíduos e coletivos. Autonomia 
dos indivíduos e coletivos: compreendida como um dos 
principais resultados esperados com o cuidado na 
atenção básica (ampliação da autonomia, da capacidade 
dos sujeitos de governar a própria vida), fruto tanto 
de ações técnicas quanto da produção de relações de 
acolhimento, vínculo e responsabilização (com um 
cuidado: não se dá autonomia a alguém, mas é possível 
“interferir” sobre a capacidade e o modo de conduzir 
a vida).

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