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N3 - D Administrativo docx

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objeto e, por conseguinte, o sujeito que o oferecer, e não o
oposto.
Importante destacar que esta modalidade de licitação não se confunde com o concurso
público tratado no art. 37, II, da Constituição Federal, pois, enquanto este visa a seleção de
servidores para integrarem a administração pública, aquele trata da escolha de um trabalho.
Portanto, visualiza-se que esta modalidade é utilizada, por exemplo, para a seleção de
trabalhos arquitetônicos para a construção de obras públicas, bem como, para a escolha de
monografias jurídicas em concursos organizados pelos Tribunais em todo o país.
4 FERREIRA NETO, Francisco D.. O Concurso. Francisco Damasceno Advogado, dez. 2003. n.p. Disponível
em: https://www.franciscodamasceno.com.br/o-concurso/. Acesso em: 31 ago. 2021.
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4.2 JULGAMENTO DO CONCURSO - LEI N. 8.666/93
No que tange ao julgamento do concurso, o artigo 51, §5º determina que deve ser
constituída uma comissão especial, composta por pessoas de reputação ilibada e reconhecido
conhecimento da matéria em exame, não havendo a obrigatoriedade de que sejam servidores
públicos, para o julgamento dos trabalhos. Outrossim, por ser um fato inegável que o objeto
do concurso é carregado de subjetividade e que tal característica poderia afetar negativamente
o julgamento dos trabalhos, na apresentação dos desses, o uso de pseudônimos é empregado,
ou seja, os autores não revelam suas identidades nos trabalhos, esses são identificados apenas
por nomes fictícios.
4.3 NOVA LEI DE LICITAÇÃO
Com o advento da Lei n. 14.133/2021 a definição do concurso, enquanto modalidade
de licitação, ganhou nova redação. O art. 6º, XXXIX, dispõe, in verbis, que o concurso é uma
“modalidade de licitação para escolha de trabalho técnico, científico ou artístico, cujo critério
de julgamento será o de melhor técnica ou conteúdo artístico, e para concessão de prêmio ou
remuneração ao vencedor”; apesar da nova redação, a aplicação desta modalidade licitatória
continua sendo a mesma: a seleção de trabalhos técnicos, artísticos e científicos.5
Insta mencionar que a lei supracitada em seu parágrafo único do artigo 35, expressa
que o critério de julgamento aplicado na modalidade concurso será o de melhor técnica. Dessa
maneira, como a elaboração de projetos arquitetônicos é um serviço especializado, de
natureza predominantemente intelectual e de se enquadrar perfeitamente na redação dada pelo
artigo mencionado acima, deverá ser aplicado a ele predominantemente o critério da melhor
técnica adotado nos concursos. Nesse ínterim, visualiza-se que embora o avanço secular
instaurado pela Nova Lei de Licitações e Contratos, visualiza-se que na prática o gestor
público passa a optar pelo critério de menor preço.
4.3 PROCEDIMENTO E OBSERVAÇÕES CRUCIAIS
5 FERREIRA NETO, Francisco D.. O Concurso. Francisco Damasceno Advogado, dez. 2003. n.p. Disponível
em: https://www.franciscodamasceno.com.br/o-concurso/. Acesso em: 31 ago. 2021.
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Como aludido outrora, a modalidade de concurso é utilizada para os casos em que a
administração deseja promover o desenvolvimento cultural do país através do oferecimento de
um prêmio ao dono da ideia vencedora do certame. Em observância ou desejo de promover
uma participação dos cidadãos nas ações realizadas pelo Poder Público o certame do concurso
deve ser publicado na imprensa oficial com uma antecedência mínima de 45 (quarenta e
cinco) dias da realização do concurso. O art. 52, caput, da Lei n. 8.666/93, determina que o
concurso deve ser precedido de regulamento próprio, tal regulamento costuma estar expresso
no próprio edital e deve conter: I - a qualificação exigida dos participantes; II - as diretrizes e
formas de apresentação do trabalho; III - condições de realização do concurso e prêmios a
serem concedidos.
Diante do exposto, apesar da modalidade em comento estar prevista na Lei 8.666 de
1993, o seu procedimento será aplicado mediante regulamento próprio. Contudo, embora as
determinações do concurso sejam dadas no edital, a Lei nº 8.666/93 em seu artigo 52, §2º,
dispõe que, tratando-se de concurso para a escolha de projetos, a execução do projeto
vencedor se dará quando a administração pública julgar conveniente. O artigo 111, caput, da
mesma Lei traz, ainda, que a administração pública não pode "contratar, pagar, premiar ou
receber projeto ou serviços técnicos especializados [...]” sem a devida cessão dos direitos
patrimoniais deste pelo autor.
Outrossim, a Nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos trata do tema em seu
artigo 30, §único. A nova redação mantém a obrigatoriedade da cessão dos direitos
patrimoniais (podendo, a partir disso, a administração realizar a livre utilização e alterações
no projeto sem a autorização do autor - art. 93, caput) bem como a livre conveniência para a
execução dos projetos.
Além do supra, convém expor que as documentações que constatem à habilitação
jurídica, à regularidade fiscal e trabalhista, qualificação técnica, qualificação
econômico-financeira não serão exigidas na modalidade concurso, como está expresso na
redação do art. 32, § 1º: “A documentação de que tratam os arts. 28 a 31 desta Lei poderá ser
dispensada, no todo ou em parte, nos casos de convite, concurso, fornecimento de bens para
pronta entrega e leilão.”
Portanto, observa-se que o concurso não se confunde com as demais modalidades de
licitação, visto que o seu objeto é selecionado com base na melhor proposta baseada em
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caracteres intelectuais e criativos. Além disso, a remuneração ofertada na modalidade
concurso estará prevista expressamente em edital e será dada a ideia vencedora do certame,
não cabendo a extinção com o pagamento do prêmio ou remuneração, dado que não há
presente uma relação contratual.
5. MODALIDADE DE LICITAÇÃO - LEILÃO
5.1 DEFINIÇÃO
O leilão, nada mais é do que uma das modalidades de licitação onde ocorre a venda de
bens, sejam eles bens móveis ou imóveis, inservíveis a Administração Pública, bem como
produtos lícitos apreendidos ou empenhados (art. 22, § 5º, BRASIL, 1993), apesar do
dispositivo trazer o termo “penhorados” a doutrina acredita que o correto é empenhado, já que
a penhora ocorre na apreensão de bens em decorrência da exigência judicial (SANTOS, 2012,
p. 10). Sendo o principal parâmetro deliberativo do leilão: a maior oferta de lance sobre a
avaliação inicial do item leiloado.
Vale salientar, que o leilão de bens imóveis não há limite de preço para a venda,
diferentemente dos bens móveis que não podem ultrapassar a avaliação inicial de R$
1.430.000,00 (um milhão quatrocentos e trinta mil reais). Ademais, para a ocorrência do leilão
é necessário que haja um leiloeiro oficial ou mesmo um servidor da administração pública que
detém conhecimento sobre o objeto. (art. 53, caput, BRASIL, 1993)
5.2 NOVA LEI DE LICITAÇÃO
Com a Lei nº 14.133/2021, não trouxe muitas mudanças quanto ao conceito desta
modalidade, sendo ainda “(...) modalidade de licitação para alienação de bens imóveis ou de
bens móveis inservíveis ou legalmente apreendidos a quem oferecer o maior lance” (art. 6º,
XL, BRASIL, 2021). Contudo, o valor que era apresentado no artigo 53, caput, da lei nº
8666/93, não é aplicado na Nova Lei de Licitações, uma vez que o dispositivo assegura que
qualquer alienação de bens será aplicada por meio de leilão independente do valor.
As principais alterações são observadas quanto a publicação do edital, o que antes era
aludido com a publicação ser principalmente no município em que ele ocorrerá, com a
mudança de legislação, este deve ser publicado em veículo oficial, fixado em sede da
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administração, bem como fazer o uso de outros veículos de comunicação com a finalidade de
aumentar a competitividade e publicidade.