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FICHA 10 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Indústria: Restart 
Tendo acumulado inúmeros passivos ambientais e sociais, o 
Brasil precisa repensar urgentemente os caminhos do 
seu desenvolvimento tecnológico e industrial. A grave crise 
econômica, política e institucional sinaliza para o fato de que 
devemos estar bem atentos para as mudanças que ocorrem na 
“Aldeia Global”. 
Atualmente vivemos uma nova revolução que promete 
novamente transformar a nossa sociedade. A 4ª Revolução 
Industrial, também chamada de Indústria 4.0, propõe uma 
importante mudança de padrão em relação à maneira como as 
fábricas operam e as pessoas pensam nos dias de hoje. 
O termo “Indústria 4.0” foi usado pela primeira vez na Feira de 
Hannover (Alemanha) em 2011 e se originou a partir de um 
projeto de estratégias do governo alemão voltadas à tecnologia. 
De acordo com o Fórum Econômico Mundial, a automação da 
produção deve substituir este ano sete milhões de empregos no 
setor industrial, nos 15 países mais desenvolvidos do globo. 
Ademais, até 2025, 25% dos empregos atuais serão inteiramente 
substituídos por máquinas e softwares. 
A ampliação das desigualdades sociais e das desigualdades 
econômicas entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos, o 
desemprego massivo e as questões éticas do uso de certas 
tecnologias são questões colocadas como desafios frente a esse 
novo cenário. 
 
EVOLUÇÃO INDUSTRIAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 OIA VISSE!!! 
O “novo normal” da indústria 4.0 
Os desafios para a sociedade brasileira, para a economia 
mundial e, em especial para a indústria, são muitos. No entanto, 
temos que nos reinventar para enfrentar essa fase que se instala 
com a disseminação da pandemia da Covid-19. E a indústria 4.0 
é um dos caminhos para adentrar nesse estágio do ‘novo normal 
da indústria’ ainda mais fortalecida. Dados apontam a quarta 
revolução industrial como uma oportunidade para o País. A 
indústria representa hoje menos de 10% do Produto Interno 
Brasileiro (PIB) e o Brasil ocupa a 69º posição no Índice Global de 
Inovação. Ou seja, temos um mundo exponencial para avançar e 
ganhar espaços cada vez maiores. Um primeiro e importante 
olhar é entender como definir a quarta revolução industrial. Há 
vários conceitos considerados como Internet das Coisas (IoT), 
robótica, simulação, segurança cibernética, manufatura aditiva, 
realidade aumentada, machine learning, cloud, virtualização, 
interfaces digitais, big data, ciência de dados, tecnologias 
integradas, enfim, há um espectro de conceitos tecnológicos 
muito amplo. (EM 01.06.2020) 
 
Escravidão contemporânea 
O fenômeno do trabalho escravo contemporâneo se caracteriza, 
segundo o código penal brasileiro, pela existência de trabalho 
forçado e pelas condições degradantes de trabalho. De acordo 
com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), existem 20,9 
milhões de pessoas nessas condições de trabalho no mundo. 
Essas pessoas, de um modo geral, são aliciadas por 
representantes do empregador, conhecidas como “gatos”, com 
promessas de melhora de vida e bons salários, e encontram-se 
em situação de vulnerabilidade socioeconômica no momento da 
abordagem. A maioria das vítimas são trabalhadores com baixa 
renda ou sem emprego, oriundas da zona rural ou de pequenas 
cidades, e sem instrução. Geralmente são levadas para trabalhar 
em locais distantes da sua residência de origem e, logo ao 
chegar, acumulam dívidas com o empregador que logo 
descobrem ser impossíveis de pagar, como os custos de viagem, 
dos instrumentos de trabalho, do alojamento e dos alimentos – 
que o trabalhador é obrigado a comprar ao empregador por 
preços exorbitantes no sistema conhecido como barracão. Sob o 
pretexto da dívida, os funcionários locais impedem os 
trabalhadores de sair. A retenção dos documentos pessoais 
também é outra forma comum e prender as vítimas nos seus 
locais de trabalho. 
 
Impactos das atividades industriais 
As atividades industriais têm diversos impactos nas sociedades 
onde se instalam e atuam financeiramente. Uma série de fatores 
funcionam como atrativos para as indústrias, como, por 
exemplo, infraestrutura para sua instalação e manutenção das 
suas atividades, disponibilidade de mão de obra, disponibilidade 
de matéria prima, rede de transportes para escoamento da 
produção e incentivos fiscais. A instalação de indústrias também 
costuma ser atrativa para a população, devido, sobretudo, às 
oportunidades de empregos, o que, normalmente, acarreta uma 
maior urbanização. Quando não é acompanhada de políticas 
 
 
https://cartacapital.com.br/sociedade/uma-das-metas-do-governo-temer-e-destruir-as-conquistas-ambientais
 
FICHA 10 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
públicas de planejamento, esse crescimento é desordenado e 
tem como consequência os principais problemas de qualidade 
de vida e infraestrutura dos centros urbanos não planejados, 
tais como saneamento básico precário, favelização, déficit 
habitacional, poluição urbana, mobilidade urbana ruim etc. Esse 
processo é observado, de maneira mais recorrente, nos países 
subdesenvolvidos de industrialização tardia. 
Modelos de Produção 
Diante dos processos de transformação que passava a indústria 
no inicio do século XX, principalmente com a instalação do 
capitalismo financeiro o qual integra o setor industrial ao lucro 
dos grandes bancos, houve uma disputa por lucros entre as 
empresas. Neste sentido, novas formas de produção foram 
criadas, com o objetivo de aumentar cada vez mais o lucro do 
patrão. Dos principais modelos produtivos criados foram: 
Taylorismo: criado pelo engenheiro mecânico Taylor, consiste 
em um sistema que divide o trabalho e especializa o operário 
em uma só tarefa. Destaca-se pelo controle do tempo e 
movimento dos funcionários dos operários no interior das 
fábricas (visando o tempo mínimo). 
Fordismo: criado por Ford consiste na junção do taylorista com a 
facilidade das máquinas, assim foi criada uma “esteira rolante” 
para que as peças dos automóveis passassem pelo trabalhador e 
ele fizesse seu serviço em curto tempo. Houve um aumento na 
produção de carros que é marcada pela produção em série e 
trabalho repetitivo. 
Toyotismo: criado pelo japonês Taiichi Ohno, após a Segunda 
Guerra Mundial. Consiste na produção apenas do necessário, 
onde a entrada de matéria prima e o mercado consumidor eram 
relacionados para que a produção não fosse estocada, assim 
ficou conhecido como Just-in-time. Diferente dos modelos 
anteriores, neste o trabalhador conhece todo o processo 
produtivo e as novas tecnologias. A mão de obra é altamente 
qualificada e polivalente. A robotização e a terceirização são 
duas características que merecem destaque no Toyotismo. 
Volvismo: foi criado já em fins do século XX na Suécia. Neste 
modelo o trabalhador é qualificado e conhece todas as etapas 
da produção. O bem estar do funcionário e sindicatos fortes 
caracteriza esse modelo de produção. 
 
“Made in Brasil” 
O processo de industrialização no Brasil teve início no final do 
século XIX. Uma parcela dos cafeicultores passou a investir parte 
dos lucros, obtidos com a exportação do café, no 
estabelecimento de indústrias, principalmente em São Paulo e 
Rio de Janeiro. Eram fábricas de tecidos, calçados e outros 
produtos de fabricação mais simples. A mão de obra usada 
nestas fábricas era, na maioria, formada por imigrantes 
italianos. Foi durante o primeiro governo de Getúlio Vargas 
(1930-1945) que a indústria brasileira ganhou um grande 
impulso. Vargas teve como objetivo principal efetivar a 
industrialização do país, privilegiando as indústrias nacionais, 
para não deixar o Brasil cair na dependência externa. Com leis 
voltadas para a regulamentação do mercado de trabalho, 
medidas protecionistas e investimentos em infraestrutura, a 
indústria nacional cresceu significativamente nas décadas de 
1930-1940. Porém, este desenvolvimento continuou restrito aos 
grandes centros urbanos da região sudeste, provocando uma 
 
 
grande disparidade regional. Durante esteperíodo, a indústria 
também se beneficiou com o final da Segunda Guerra Mundial 
(1939-1945), pois, os países europeus, estavam com suas 
indústrias arrasadas, necessitando importar produtos 
industrializados de outros países, entre eles o Brasil. Com a 
criação da Petrobrás (1953), ocorreu um grande 
desenvolvimento das indústrias ligadas à produção de gêneros 
derivados do petróleo (borracha sintética, tintas, plásticos, 
fertilizantes, etc.). Durante o governo de Juscelino Kubitschek 
(1956-1960) o desenvolvimento industrial brasileiro ganhou 
novos rumos e feições. JK abriu a economia para o capital 
internacional, atraindo indústrias multinacionais. Foi durante 
este período que ocorreu a instalação de várias montadoras de 
veículos internacionais (Ford, General Motors e Volkswagen) em 
território brasileiro. Nas décadas 70, 80 e 90, a industrialização 
do Brasil continuou a crescer, embora, em alguns momentos de 
crise econômica, ela tenha estagnado. 
Atualmente o Brasil possui uma robusta base industrial, 
produzindo diversos produtos como, por exemplo, automóveis, 
máquinas, roupas, aviões, equipamentos, produtos alimentícios 
industrializados, eletrodomésticos, etc. Apesar disso, a indústria 
nacional ainda é dependente, em alguns setores, (informática, 
por exemplo) de tecnologia externa. Seguindo uma tendência 
atual e global o Brasil vivencia um fenômeno conhecido como 
desconcentração industrial, que consiste no deslocamento de 
indústrias no espaço geográfico, buscando melhores e maiores 
vantagens para sua produção industrial. 
 
Classificação Industrial 
O IBGE classifica a produção industrial do Brasil em duas 
categorias: 
Indústrias Extrativas 
(extração de gás, petróleo, ferro, bauxita). 
 
Indústrias de Transformação 
(O IBGE subdivide a indústria de transformação em três 
categorias). 
1° Bens Intermediários – Produzem produtos semiacabados 
utilizados como matéria-prima para outras indústrias. 
Ex: Siderurgia, Borracha, Metalurgia etc. 
2° Bens de Capital – São indústrias que fornecem máquinas e 
equipamentos para outras indústrias. 
3° Bens de Consumo – São divididas em: Duráveis (moveis e 
automóveis), Não duráveis (Alimentos e bebidas), e 
Semiduráveis (Vestuário e Calçados). 
 
Tecnopolos 
Os tecnopolos são polos de tecnologia, que tem a finalidade de 
integrar ou conectar pesquisa e desenvolvimento, em áreas de 
concentração de alta tecnologia (empresas e universidades) e 
mão de obra altamente qualificada (professores universitários e 
pesquisadores). 
Os tecnopolos acentuam a influência da globalização em vários 
espaços, porém, contribui ainda mais para a dicotomia existente 
entre os avanços tecnológicos e a exclusão social. Alguns 
tecnopolos: Vale do Silício (EUA); Campinas (Brasil); Recife 
(Brasil); Toulouse (França); Tsukuba (Japão); Bangalore (Índia). 
 
http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/ciclo_cafe.htm
http://www.suapesquisa.com/vargas
http://www.suapesquisa.com/segundaguerra
http://www.suapesquisa.com/geografia/petroleo
http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/governo_jk.htm
http://www.suapesquisa.com/informatica
http://www.suapesquisa.com/tecnologia
 
FICHA 10 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Exercícios para cair o cabelo!!! 
 
01. Analise o mapa para responder à questão. 
 
Das informações contidas no mapa, é correto concluir que 
a) os países do Brics estão entre os de maior destaque no 
comércio de mercadorias. 
b) os exportadores de petróleo concentram a maior porção 
do comércio mundial. 
c) os países mais populosos do globo concentram a maior 
parte do comércio mundial. 
d) as maiores potências industriais do globo lideram o 
comércio de mercadorias. 
e) as regiões com maiores recursos naturais destacam-se no 
comércio mundial. 
 
02. “O período técnico-científico que caracteriza a produção e o 
consumo de bens e serviços na atualidade tem como um dos 
grandes veículos de sua afirmação histórica as empresas 
transnacionais. A internacionalização das grandes companhias 
conseguiu estender as suas redes de atuação por todo o mundo, 
utilizando a mão de obra mais barata dos países 
subdesenvolvidos e atingindo a elevação das taxas de lucro, de 
uma forma que não era mais possível quando atuavam apenas 
nos mercados centrais. A capilaridade das empresas 
transnacionais as tornou parceiras necessárias e, ao mesmo 
tempo, ameaçadoras dos Estados nacionais.” 
(Adaptado de: SANTOS, Milton. Pensando o espaço do homem. 
Editora Edusp. São Paulo, 2007.) 
Assinale a opção que indica um dos objetivos que levou as 
empresas transnacionais a atuarem nos países 
subdesenvolvidos, entre as décadas de 1960 e 1970. 
a) Contar com uma mão de obra qualificada. 
b) Minimizar as desigualdades sociais. 
c) Criar uma base industrial diversificada. 
d) Produzir a baixo custo produtos de exportação. 
e) Reduzir o nível de endividamento dos Estados nacionais. 
 
03. A acumulação flexível, da qual resulta o sistema de produção 
toyotista, caracteriza-se por: 
a) Divisão do trabalho no maior número de trabalhadores 
possíveis. 
b) Produção em massa. 
c) Realização de várias funções por um mesmo trabalhador. 
d) Fortalecimento dos sindicatos e leis trabalhistas. 
e) Diminuição do processo de terceirização da produção. 
 
 
04. A crise do capitalismo, na década de 1970, produziu uma 
mudança do paradigma taylorista-fordista, tendo como efeito a 
reorganização dos mercados, a intensificação dos fluxos de 
comércio, o acirramento da competição, aceleração do uso da 
tecnologia, além de uma radical transformação acerca do 
trabalho. Neste cenário, um novo modelo de produção surge. 
Marque a alternativa que indica corretamente como se chama 
esse modelo. 
a) Neoliberalismo d) Toyotismo 
b) Burocracia e) Marxismo 
c) Globalização 
 
05. Em seus Princípios de Administração Científica, Frederick 
Taylor desenvolvia um sistema de organização dos processos de 
produção que poderia ser aplicado em todo o tipo de empresa, 
mesmo que os experimentos tenham ocorrido em empresas 
industriais. Taylor apresentava algumas formas de organização 
do trabalho que incluem várias características, menos: 
a) O estímulo da produção através de compensações salariais. 
b) A divisão do processo de fabricação em gestos elementares. 
c) A medição e racionalidade no uso de matérias-primas e 
ferramentas de trabalho. 
d) A liberdade para os trabalhadores escolherem a forma de 
trabalho. 
e) O uso de cronômetros para medir o tempo necessário à 
execução das atividades. 
 
06. Conforme mostra a figura abaixo, os EUA possuem um 
diversificado e amplo parque industrial. A distribuição da 
indústria no território estadunidense se deve, entre outros 
fatores, à presença de reservas minerais, aos centros de 
tecnologia e pesquisa cientifica e à sua estratégia econômica no 
mundo. 
 
A região industrial em destaque é chamada de: 
a) Rust Belt; d) Bangalore; 
b) Wheat Belt; e) Sun Belt; 
c) Manufacturig Belt; 
 
07. Os polos mundiais de alta tecnologia, chamados tecnopolos, 
agrupam os centros de pesquisa de grandes empresas, 
localizam-se próximos a importantes universidades e contam 
com eficientes sistemas de transmissão de dados e informações, 
como é o caso: 
a) do Vale do Rhur, na Alemanha. 
b) da região industrial dos Grandes Lagos nos E.U.A. 
c) do Vale do Silício na Califórnia. 
d) da Bacia de Londres, na Inglaterra. 
e) da região industrial dos Urais, na Rússia. 
 
 
FICHA 10 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
08. Sobre a atual organização industrial dos Estados Unidos, é 
correto afirmar que: 
a) o Nordeste apresentou um sensível declínio do setor 
industrial e está em franca decadência econômica. 
b) a região das planícies centrais substituiu as tradicionais 
atividades agrícolas pela indústria. 
c) as regiões Sul e Oeste formam o "Sun Belt" (cinturão do Sol), 
que se destaca pela presença de indústrias de alta tecnologia. 
d) a região de fronteira com o Canadá transformou-se em área 
industrial degradada,o chamado "Rust Belt" (cinturão da 
ferrugem). 
e) as Rochosas apresentaram forte crescimento industrial graças 
à descoberta de inúmeras reservas minerais. 
 
09. Com o advento da industrialização mundial, originado a 
partir do grande desenvolvimento de centros urbanos, houve 
uma maior liberação de poluentes à atmosfera pelas diversas 
fontes de poluentes gasosos, principalmente derivados de 
combustíveis fósseis, que combinam com o vapor de água 
existente na atmosfera. 
Este texto se refere a: 
a) À inversão térmica, fenômeno responsável pela formação de 
ilhas de calor. 
b) Às chuvas orográficas, que ocorrem principalmente no litoral 
norte de Santa Catarina. 
c) Às chuvas ácidas, comuns na Europa, mas que já afetam 
algumas regiões brasileiras com alta densidade demográfica. 
d) As frentes frias que afetam o clima da região sul do Brasil. 
e) Ao El Niño, fenômeno que ocorre no oceano Atlântico e é 
agravado pelos gases do efeito estufa. 
 
10. _______________ são estratégias desenvolvidas para 
conduzir o comportamento da indústria, visando maximizar os 
lucros e melhorar o desempenho da atividade industrial na 
economia. O _____________ consolidou-se no Japão após a 
Segunda Guerra Mundial e, depois, difundiu-se em todo mundo, 
tendo como papel a substituição do _______________ e a 
realização do trabalho compulsório e repetitivo pela adequação 
da produção conforme a demanda e a flexibilização das funções 
do trabalhador. 
A alternativa que possui as expressões que completam a lacuna 
do texto é: 
a) Técnicas de venda, toyotismo, volvismo. 
b) Modos de Produção, fordismo, taylorismo. 
c) Sistemas econômicos, taylorismo, toyotismo. 
d) Modos de Produção, toyotismo, fordismo. 
e) Sistemas econômicos, volvismo, fordismo. 
 
11.A alternativa que melhor define o significado de commodities 
é: 
a) Ativos negociados sob a forma de contratos em bolsas de 
mercadorias, como por exemplo soja, trigo, café, milho, boi, etc. 
b) Ações de empresas estatais. 
c) Ações de empresas de capital misto. 
d) Ações de produtos industrializados que são negociados em 
bolsas de valores. 
e) Ações que são negociadas exclusivamente de manufaturados. 
 
 
 
12. A acumulação flexível, da qual resulta o sistema de produção 
toyotista, caracteriza-se por: 
a) divisão do trabalho no maior número de trabalhadores 
possíveis 
b) produção em massa 
c) realização de várias funções por um mesmo trabalhador 
d) fortalecimento dos sindicatos e leis trabalhistas 
e) diminuição do processo de terceirização da produção. 
 
13. Leia o texto abaixo: 
A eterna busca por reduzir custos pode levar o gestor a um 
dilema: centralizar os estoques e reduzi-los ou manter estoques 
descentralizados privilegiando a velocidade da operação em 
detrimento dos custos. 
Para empresas que têm múltiplas unidades, fica o dilema, se 
estoque é custo e reduzir estoques significa colocar mais dinheiro 
no caixa, o ideal é sempre reduzi-los, portanto, centralizar é 
melhor, mas a centralização aumenta o risco de ruptura e pode 
até parar a operação, então, descentralizar é melhor, porém 
esta ação pode aumentar os estoques e, consequentemente, os 
custos, o que fazer? 
A prática mencionada no texto de reduzir os estoques é 
operacionalizada pelas indústrias, que produzem apenas a 
quantidade de um dado produto de acordo com a demanda 
referente a ele. Tal prática é denominada por: 
a) Oferta pela demanda 
b) Redução de estoque 
c) Timely delivery 
d) Just in Time 
e) Entrega sob pedido 
 
14. O capitalismo já conta com mais de dois séculos de história 
e, de acordo com alguns estudiosos, vive-se hoje um modelo 
pós-fordista ou toyotista desse sistema econômico. 
Observe o anúncio publicitário: Uma estratégia própria do 
capitalismo pós-fordista presente neste anúncio é: 
 
a) concentração de capital, viabilizando a automação fabril 
b) terceirização da produção, massificando o consumo de bens 
c) flexibilização da indústria, permitindo a produção por 
demanda. 
d) formação de estoque, aumentando a lucratividade das 
empresas 
e) terceirização do trabalho, com a ampliação do setor de 
comércio. 
 
 
 
 
FICHA 10 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
15. A revolução técnico-científica e informacional produzida no 
século XX, a qual se estende aos nossos dias, trouxe profundas 
mudanças nos sistemas de produção e nas relações de trabalho 
que incidem diretamente sobre a organização do espaço 
geográfico. Acerca das novas formas de relações de trabalho, é 
possível afirmar, corretamente, que: a) Nos países 
desenvolvidos, com o grande avanço tecnológico, o desemprego 
foi reduzido e os sindicatos foram fortalecidos, respondendo aos 
interesses trabalhistas. 
b) O sistema de flexibilização da produção (modelo toyotista), 
que acarretou mudanças nas relações de trabalho, aplica-se 
apenas à indústria japonesa. 
c) O regime de trabalho permanente nas empresas industriais e 
de serviços ampliou-se, e foram fortalecidos os direitos sociais 
dos trabalhadores. 
d) A terceirização tem sido utilizada pelas empresas como uma 
das formas de flexibilização das relações de trabalho. 
e) A substituição progressiva do trabalho humano pelo 
informatizado foi restrita aos setores agrário e industrial. 
 
16. 
 
A imagem retrata um cenário presente na chamada Terceira 
Revolução Industrial ou Revolução Técnico-Científica, a qual fez 
surgir novos processos de produção e grandes mudanças nas 
relações de trabalho dentro das empresas capitalistas. Uma 
alteração significativa diz respeito à(ao): 
a) Informatização do processo produtivo e à ampliação do 
emprego de modo geral. 
b) Automação do processo produtivo e à necessidade de mão de 
obra reduzida, mas qualificada e especializada. 
c) Surgimento do Fordismo, conjunto de métodos para a 
produção em série, com os quais vários operários produzem 
mais em menos tempo. 
d) Ausência completa de trabalhadores em todas as fases da 
produção, visto que as máquinas regulam todo o processo 
produtivo. 
e) A substituição progressiva do trabalho humano pelo 
informatizado foi restrita aos setores agrário e industrial. 
 
17. Fala-se muito hoje sobre a disputa de estados e municípios 
pela busca por empresas para se instalarem lucrativamente. A 
realidade é que, do ponto de vista das empresas, o mais 
importante é que nos pontos onde desejam se instalar haja um 
conjunto de circunstâncias vantajosas. Trata-se, na verdade, de 
uma busca por municípios produtivos. 
(Milton Santos e Maria L. Silveira. O Brasil, 2006. Adaptado) 
 
 
 
A disputa entre estados e municípios descrita no excerto 
corresponde. 
a) à especulação fundiária, na qual um dos benefícios é o alto 
valor da terra. 
b) à guerra fiscal, na qual um dos benefícios é a isenção de 
impostos. 
c) à desregulamentação econômica, na qual um dos benefícios é 
a livre iniciativa das empresas. 
d) à guerra regional, na qual um dos benefícios é a flexibilização 
da produção. 
e) à economia de mercado, na qual um dos benefícios é o 
mercado consumidor. 
 
18. A costa oeste dos Estados Unidos da América apresenta 
a) polos tecnológicos na região conhecida como Vale do Silício, 
que combina universidades e empresas. 
b) grande presença de mão-de-obra migrante, devido à 
proximidade com a fronteira mexicana. 
c) maior possibilidade de furacões que a costa leste, devido à 
presença de falhas geológicas. 
d) menor densidade populacional na porção sul que no norte, 
em função das temperaturas mais baixas. 
e) produção de laranja orgânica em larga escala, competindo 
com a produção brasileira. 
 
19. 
 
Na imagem do início do século XX, identifica-se um modelo 
produtivo cuja forma de organização fabril baseava-se na 
a) autonomia do produtor direto. 
b) adoção da divisão sexual do trabalho. 
c) exploração do trabalho repetitivo. 
d) utilização de empregados qualificados. 
e) incentivo à criatividade dos funcionários. 
 
20. A maior parte do capital aplicado na industrialização 
brasileira, a partir de 1930, teve origem nos lucros obtidos com 
a exportação de: 
a)soja; 
b) açúcar; 
c) café; 
d) petróleo; 
e) carvão. 
 
GABARITO: 01.D; 02.D; 03.C; 04.D; 05.D; 06.E; 07.C; 08.C; 09.C; 10.D; 11.A; 
12.C; 13.D; 14.C; 15.D; 16.B; 17.B; 18.A; 19.C; 20.C. 
 
GEOFILOSOFANDO: Vidas negras importam! 
(Black lives matter)