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Apostila_saude ambiental e Epidemiologia

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dos agravos à saúde em 
uma população exposta.
ƒƒ Mortalidade: é o conjunto dos indiví-
duos que morreram num dado interva-
lo de tempo.
Essas medidas são tomadas como indicado-
res para o acompanhamento da sua frequência. 
Qualquer que seja a medida de frequência utili-
zada, ela deve ser necessariamente referida às di-
mensões de tempo, espaço e da população. Para 
que se possa comparar o perfil epidemiológico 
dos agravos em diferentes populações e lugares, 
utilizam-se coeficientes, ou seja, a proporção dos 
casos descobertos de um agravo na população 
2.4 Risco, Fator de Risco e Marcador de Risco
exposta a ele. Os coeficientes indicam o risco de 
ocorrer determinado agravo em uma população.
Principais Medidas de Agravos
Incidência
É o número absoluto de casos novos de um 
agravo em uma população e em um determinado 
espaço geográfico. Quando a medida é expressa 
proporcionalmente à população exposta, a cha-
mamos coeficiente de incidência.
Prevalência
É a frequência de casos existentes (soma do 
número absoluto de casos novos e antigos) de 
um agravo em uma população em um determi-
nado momento. A prevalência é uma medida uti-
lizada preferencialmente para doenças crônicas e 
pode ser expressa proporcionalmente à popula-
ção exposta. Nesse caso, a chamamos coeficiente 
de prevalência.
Medidas de mortalidade
São as medidas que expressam com maior 
precisão a severidade de determinado agravo. Na 
forma de coeficientes, permitem a comparação 
de um evento em populações, áreas geográficas 
e ou períodos diferentes.
Letalidade
É uma medida da gravidade de uma doen-
ça. Representa o percentual de pessoas que mor-
reram por determinada doença entre as pessoas 
que adoeceram pela mesma causa. 
Hogla Cardozo Murai
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Coeficiente de mortalidade
Mede o risco de morrer segundo a idade, 
faixa etária, sexo, ou qualquer outra característica 
atribuída à pessoa; o local físico e geográfico da 
ocorrência; a causa do óbito.
Observa-se que essa formulação está inti-
mamente relacionada ao conceito matemático 
de estimativa de uma proporção, envolvendo 
necessariamente três elementos: a ocorrência de 
casos de um determinado evento (óbitos, doen-
ça ou saúde), compondo o numerador; uma base 
de referência populacional (na qual o evento do 
numerador incide), compondo o denominador; 
e uma base de referência temporal (período) co-
mum ao numerador e ao denominador. 
Se você desejar saber qual foi o risco de con-
trair Tuberculose (TB) no Município de São Paulo 
(MSP) em 2011, deverá conhecer:
1. a ocorrência do evento em 2011: foram 
notificados 5.990 casos novos no MSP; 
2. a população sobre a qual incidiu o even-
to: a população estimada para 2011 no 
MSP foi de 11.337.021 habitantes;
3. a referência temporal/período de ocor-
rência: ano 2011.
Algumas características ou circunstâncias 
acompanham o aumento da probabilidade de 
ocorrência de uma doença, um agravo, óbito ou 
condição relacionada à saúde, em uma popula-
ção ou grupo, durante um período de tempo de-
terminado. Essas características, ou fator de expo-
sição supostamente ligado ao desenvolvimento 
do evento, chamamos fator de risco. 
Os fatores de risco podem ser retirados ou 
controlados. Quando isso acontece, a ocorrência 
do evento estudado se modifica ou reduz. Um 
exemplo de fator de risco é a umidade do ar em 
relação ao desencadeamento de crises de asma. 
A OMS considera como ideal a umidade do ar 
acima de 60%. É considerado estado de atenção 
quando a umidade cai abaixo dos 30%. Quando a 
umidade atinge níveis entre 19% e 12%, é decre-
tado o estado de alerta, porque se eleva a chance 
de ocorrência de danos à saúde. Para contornar 
o fator de risco representado pela baixa umidade 
do ar, recomenda-se o uso de unificadores am-
bientais. Elevando artificialmente a umidade do 
ar, o risco de adoecimento por essa causa diminui. 
Saiba maisSaiba mais
O Coeficiente de Incidência de Tuberculose em 2011 é dado por:
Nº de casos novos de TB no MSP em 2011 x 100.000 hab.
 População residente no MSP em 2011
Logo, 
Coef. Inc. TB = 5.990 x 100.000 hab. = 52,8/100.000 habitantes.
11.337.021
Ou seja,
A probabilidade de adoecer com TB no MSP em 2011 foi de 52,8 em cada grupo de 100 mil habi-
tantes.
Alguns fatores são considerados de proteção por-
que quando estão presentes reduzem a chance 
de adoecimento, morte ou outro dano à saúde. 
CuriosidadeCuriosidade
Epidemiologia e Saúde Ambiental
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A Epidemiologia surgiu como ciência e área do conhecimento na metade do século XVIII, embora 
o objeto central de seu estudo já fosse discutido muito antes e o seu reconhecimento tenha sido muito 
posterior. Mesmo assim, a bibliografia tem como seu marco inicial a descrição da aplicação do método 
científico na investigação da ocorrência de uma doença em uma população realizada pelo londrino John 
Snow. Desde então, a Epidemiologia tem diversificado seu campo e ampliado seu campo e métodos de 
estudo. Inicialmente, se dedicava predominantemente à descrição dos eventos relacionados à saúde da 
população e, com o advento dos sistemas computacionais, avançou na aplicação da matemática como 
recurso para comprovação de suas hipóteses. Surge, então, a epidemiologia descritiva e analítica. Delas 
emerge uma nova terminologia, que conceitua e estabelece relações entre os elementos participantes 
de cada processo estudado, relativos ao agente, homem e ambiente. Em relação aos métodos epidemio-
lógicos, os estudos são classificados como ecológicos, transversais, de coorte e caso-controle. 
2.5 Resumo do Capítulo
Agora que você já estudou sobre Epidemiologia, teste seus conhecimentos:
1. Como a Epidemiologia pode contribuir para a atuação do engenheiro e do gestor ambiental?
2. O monitoramento do desmatamento florestal realizado por autoridades governamentais com 
o uso de imagens de satélite tem características de que tipo de estudo epidemiológico?
3. Qual é a diferença entre fator e marcador de risco? 
2.6 Atividades Propostas
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A vida e o ambiente são inseparáveis e o 
inter-relacionamento entre ambos é inti-
mo e constante. Em decorrência, a evolu-
ção dos seres vivos se dá à mercê de sua 
adaptação ao meio em que vivem, e que 
lhes determina as características estrutu-
rais, funcionais e de comportamento (FO-
RATTINI,1992). 
O que entendemos por ambiente? 
O AMBIENTE3
Podemos iniciar dizendo que o ambiente 
em que a espécie humana vive é o planeta Terra, 
que integra o sistema solar. Então, o ambiente em 
que vivemos inclui desde a energia solar ao solo e 
todos os organismos vivos e não vivos dispostos 
no planeta Terra, que pode ser denominado, ge-
nericamente, ecossistema. 
O ecossistema sofre modificações conside-
radas naturais, como parte de sua evolução his-
tórica, e outras, resultantes da atividade humana, 
denominadas antrópicas. Sobre o primeiro grupo 
de modificações do ecossistema, sabe-se que os 
rios, as rochas e outros componentes abióticos 
(inanimados, não vivos) em conjunto com o com-
ponente biótico (conjunto de seres vivos que par-
tilham o ambiente com a espécie humana) po-
dem sofrer e provocar alterações que repercutem 
na superfície terrestre. A essas alterações naturais, 
acrescentam-se as modificações produzidas pela 
3.1 O Ambiente Natural
atividade humana, resultando no conjunto deno-
minado paisagem. 
A paisagem natural é aquela livre da ação 
humana e a paisagem artificial ou antrópica, 
aquela que resulta da interferência do ser huma-
no em sua conformação. 
A bibliografia indica que o ser humano 
conviveu por um longo período com o ambiente 
natural, mantendo atividade de extração de ele-

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