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AULA 1 - Sistemas de gestão integrada

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da cadeia de suprimentos integrada
pela tecnologia traz ganhos de produtividade, custos e gestão, e torna a TI um forte pilar da
gestão da logística.
 
Imagem: Shutterstock.com
 TI na gestão de logística
A integração entre a logística e a tecnologia, porém, é complexa, e exige planejamento para
que ocorra de forma estruturada e coordenada, garantindo que todos os processos sejam
mapeados e descritos dentro da solução. Inicia-se dentro das organizações e, ao se consolidar,
estende-se para as outras organizações.
A gestão integrada da logística possui a tecnologia como um de seus pilares, disponibilizando
ferramentas que agregam e coordenam todos os envolvidos na cadeia logística. Permite,
assim, que várias empresas possam trabalhar em sincronia, como uma só organização.
FLUXO DE INFORMAÇÕES X FLUXO DE
PRODUTO
O conceito de logística proposto por Ballou (2006, p.24), conforme visto anteriormente, é o de
processo de planejamento, implementação e controle do fluxo eficiente e economicamente
eficaz de matérias-primas, estoque em processo, produtos acabados e informações relativas
desde o ponto de origem até o consumidor final, com o propósito de atender às exigências
dele.
Esse conceito estabelece a existência de um fluxo que deve ser planejado, implementado e
controlado. Os fluxos logísticos atualmente se dividem em quatro:
Produto
Financeiro
Informação
Reverso
Estudaremos a seguir o fluxo de produto e o de informação, bem como a correlação entre os
dois para o sucesso da logística integrada.
FLUXO DE PRODUTO
Essencialmente, o fluxo de produto se caracteriza pela movimentação de insumos e produtos,
adquiridos ou vendidos. A compra de matéria-prima para a fabricação de um produto, que
utilize do transporte entre o produtor e a fábrica, executando as atividades de recebimento,
expedição, armazenamento, separação e transporte até a entrega do produto ao consumidor
final, percorreu os diversos elos da cadeia logística e por isso se configura um fluxo de
produtos ou materiais.
 
Imagem: Marcelo dos Santos Machado
 Fluxo de produtos.
FLUXO DE INFORMAÇÃO
O fluxo de informações permeia toda a cadeia logística, nos dois sentidos e em todos os elos,
interligando e compartilhando as informações entre os entes da cadeia logística. Permite ao
fornecedor conhecer as necessidades e os posicionamentos do consumidor final do produto.
As ferramentas tecnológicas que permitem a informação sobre o status de um pedido e o
rastreamento da carga durante o transporte, por exemplo, garantem previsibilidade,
planejamento e satisfação ao cliente e, ao fornecedor, possibilitam a gestão do processo,
permitindo-lhe uma imediata intervenção em qualquer desvio, além do ganho em controle e
eficiência no fluxo de produtos.
Os fluxos de informações devem fornecer visibilidade sobre as informações da cadeia de
suprimentos de forma clara e fidedigna para garantir o perfeito gerenciamento de seus
processos e fluxos.
Há dois conceitos importantes quando falamos sobre fluxos de informações, a saber:
QUALIDADE DE DADOS
É o nível de acurácia com que um dado representa as propriedades essenciais de uma
aplicação.
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CONFIABILIDADE DE DADOS
É o nível de confiança de que o dado está correto.
A imagem a seguir ilustra a relação entre o fluxo de informações e o fluxo de produto:
 
Imagem: Marcelo dos Santos Machado
 Fluxo de informações.
Contar com informações fidedignas e no momento necessário alicerça a eficácia do projeto de
sistemas logísticos, pois beneficiam os principais envolvidos:
O cliente se beneficia de informações acerca do pedido, disponibilidade do produto,
previsibilidade e rastreabilidade do transporte e de informações financeiras.
Os distribuidores e comerciantes possuem mais controle da demanda, da rotatividade e da
previsibilidade de reposição, permitindo redução de estoque, melhoria no fluxo de caixa e
planejamento de mão de obra.
Os fabricantes passam a produzir baseados nas preferências dos consumidores finais,
aumentando as vendas e controlando a produção de forma mais assertiva.
APOIO AO PLANEJAMENTO
(ARMAZENAGEM, MOVIMENTAÇÃO DE
ESTOQUE E TRANSPORTE)
Um bom sistema logístico, preparado e implantado de forma correta, permite um controle mais
apurado das operações e uma tomada de decisão mais assertiva, traz agilidade, controla os
gastos − evitando perdas − e atrai novos clientes. É, portanto, um ponto-chave no
planejamento da logística.
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O planejamento logístico se divide em três níveis gerenciais, de acordo com o escopo das
tarefas a serem realizadas:
ESTRATÉGICO
Realizado pela alta direção da organização, define as estratégias mais importantes que serão
aplicadas na gestão na logística e os objetivos a serem alcançados, que serão simplificados e
adaptados para uso pela equipe tática.
TÁTICO
Transforma o planejamento estratégico em ações bem definidas para cada setor ou
departamento, direcionando e controlando a equipe operacional na realização das ações e no
atingimento de prazos e metas.
OPERACIONAL
Responsável pela execução das tarefas e atividades descritas pelo planejamento tático.
Fornece informações e resultados para avaliação da alta direção, configurando um ciclo
fechado e contínuo.
O planejamento logístico se divide em três partes no que tange à sua aplicação:
A LOGÍSTICA DE MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAIS OU
INBOUND
É a logística de movimentação de entrada de insumos (matérias-primas e componentes) para a
atividade fabril.
A LOGÍSTICA INTERNA
Contempla os procedimentos de produção, movimentação interna e armazenagem.
A LOGÍSTICA DE SAÍDA OU OUTBOUND
Contempla as movimentações externas de atendimento ao cliente, de acordo com seu pedido,
e engloba os processos de transporte.
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CUSTO, EFICIÊNCIA, COMPETITIVIDADE E
VELOCIDADE
O sistema de informações logísticas controla e mensura os custos, a velocidade e a eficiência
de todos os processos de transportes, armazenagem, estoque em trânsito, infraestrutura,
equipe, recursos operacionais e do próprio sistema, ao longo de toda a cadeia logística,
garantindo a entrega de seus objetivos principais:
MELHORIA CONTÍNUA DOS SERVIÇOS
Garante o ganho de eficiência, melhoria no atendimento.
REDUÇÃO DO CUSTO OPERACIONAL
Permite o acompanhamento dos custos operacionais, sua manutenção nas margens previstas
e as possibilidades de redução, propiciando o aumento da lucratividade.
RETORNO DO CAPITAL INVESTIDO
Os recursos utilizados nas atividades da cadeia logística devem ser financeiramente
autossuficientes, e o plano de retorno do investimento deve seguir acompanhado entre
planejado e realizado, para garantir a saúde financeira da operação.
COORDENAÇÃO INTERORGANIZACIONAL
A cadeia de suprimentos deve se portar de forma coordenada quando existe a
interdependência entre diferentes organizações. Essa dependência plurilateral aproxima as
organizações, fazendo-as cooperar para a obtenção de melhores resultados. Geralmente, essa
cooperação entre os entes da cadeia de suprimentos ocorre com a troca de informações.
 ATENÇÃO
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Não existe nenhum núcleo ou órgão regulador que gerencie essa relação, porém, os entes que
possuem mais concentração de informação e melhor estrutura tecnológica possuem mais
influência e controle sobre a cadeia.
A gestão integrada de logística conta com importantes ferramentas de tecnologia da
informação para a execução e o gerenciamento de suas tarefas. Os diferentes sistemas,
aplicativos e a infraestrutura permitem um perfeito alinhamento e a integração dos variados
entes da cadeia, possibilitando que diversas organizações operem e gerenciem seus
processos de maneira unificada.
Os sistemas de informações logísticas apoiam o planejamento logístico, atuando como
ferramentas de integração e gestão sobre todas as atividades logísticas. Permitem sobre as
operações de determinada organização ou mesmo de

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