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AULA 1 - Sistemas de gestão integrada

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e gerenciar os processos de fabricação, permitindo o controle efetivo de
consumo de insumos, recursos fabris, mão de obra, ferramentas e processos de cada etapa
produtiva.
Existem várias necessidades e vantagens na implantação do MRP, entre elas:
Reduzir os custos de armazenagem e movimentação.
Controlar série e lote de fabricação, modelos, tamanhos, cores, ciclo de vida e validade dos
produtos.
Agilidade na produção e no controle de qualidade dos itens produzidos.
Aumentar a produtividade, com controle efetivo da disponibilidade de materiais, equipe,
equipamentos, tempo de preparação, entre outros.
Garante a previsão para a manutenção dos equipamentos, a necessidade de compras e
controla os prazos da produção.
Atendimento a pré-requisitos necessários para as demandas do cliente.
Redução nos custos de materiais, transporte, horas extras e perdas.
Redução do custo do produto para o cliente.
A implantação de um sistema de planejamento das atividades de produção permite: um
controle antecipado sobre os recursos necessários para a fabricação; o acompanhamento das
atividades, prevendo qualquer deficiência ou mesmo permitindo avaliar os impactos de uma
reprogramação por desvios na produção − como, por exemplo, a quebra de equipamento
causando parada de linha −; e a consolidação dos dados para análise entre planejado e
executado.
O controle da demanda de materiais permite uma gestão eficiente sobre o estoque, evitando
compras desnecessárias e possibilitando reposição programada e estoques equilibrados,
melhorando o fluxo de caixa.
Com a aumento da demanda de gestão fabril, o MRP sofreu diversas adaptações e absorveu
alguns elementos de gestão sobre compras, finanças e área comercial. Evoluiu, assim, nos
anos 1980, para uma nova versão chamada de MRP II, que passou a disponibilizar
ferramentas para o planejamento e o controle de operações de produção, entre os quais
destacamos os módulos e funções que incluem:
Planejamento completo da produção.
Planejamento das necessidades da fábrica (recursos).
Cronograma geral de produção.
Planejamento dos materiais necessários.
Gerenciamento diário da rotina (Shop Floor Control − SFC).
Planejamento de compras e gestão de estoque.
As principais vantagens do MRP II podem ser:
Gestão e redução de estoques.
Rotação dos itens de estoque.
Assertividade nos prazos de entrega ao cliente.
Diminuição nos custos de aquisição de materiais.
Otimização de mão de obra.
O MRP II seguiu ganhando atributos e funcionalidades e permitindo que novos setores fossem
gerenciados pela solução. O Gartner Group chamou essa solução de MRP II com escopo
ampliado de ERP no início dos anos 1990.
Considera-se ERP um sistema de informação que consolida em seu sistema os dados e
processos de uma organização, provendo a automação e o armazenamento de todas as
informações de negócios em um só lugar. O ERP possibilita a integração funcional dos
diversos setores da organização, como contabilidade, recursos humanos, finanças, compras,
armazenagem, fabricação, comercial, entre outras. Permite também a integração entre os
sistemas de lançamentos e transações, de informações gerenciais, de análise de negócio,
entre outros.
 
Imagem: Shutterstock.com
 ERP.
Mas qual é a diferença entre MRP e ERP? Vamos entender:
MRP
Se limita ao planejamento e à gestão da fabricação, do controle de materiais e dos pedidos do
negócio.

ERP
Concentra todos os softwares de gerenciamento de negócios. Armazena e organiza seus
dados para atender à demanda de gestão empresarial de forma abrangente e integrada,
possibilitando um fluxo de informações internas e externas para uma gestão eficiente dos
negócios.
VANTAGENS E DESVANTAGENS DA
INTEGRAÇÃO DE SISTEMAS ERP E MRP
Um ERP que possui integrado em si um MRP de alta qualidade possui vantagens e
desvantagens que veremos a seguir.
VANTAGENS DA INTEGRAÇÃO DE SISTEMAS
ERP E MRP
As vantagens da integração de um ERP com um MRP ultrapassam a gestão eficiente dos
processos fabris, de tempo e de materiais. Abrangem toda a cadeia produtiva e de negócios,
integrando diversos setores e diferentes empresas.
Com a integração é possível controlar o pedido do cliente, o planejamento da produção, o
processo de fabricação, o controle de estoque, os recursos humanos, o faturamento, as
finanças, a contabilidade, a logística e a análise gerencial.
Por ser completo e possuir banco de dados único, o ERP fornece ao MRP dados necessários
para o planejamento de produção, de força de trabalho, de compras e seu inventário disponível
para atender ao cronograma proposto. Com dados de oferta, demanda e os requisitos
planejados em um cronograma, o processo de fabricação fica mais eficiente, enxuto, rápido e
reduz custos.
Com esses dados, o MRP analisa o inventário, a previsão de consumo de materiais, os prazos
de reposição, a capacidade produtiva, a quantidade de pedidos e a gestão da mão de obra.
Garante, ainda, uma previsibilidade mais assertiva da produção, reduz as perdas e refugos e
permite uma produção mais eficiente e com melhor qualidade.
Com o MRP integrado ao ERP, os fabricantes podem contar com vários benefícios, entre eles:
Garantir que os materiais necessários sejam utilizados nas quantidades certas e estejam
disponíveis nos momentos corretos para a produção.
Garantir a redução de desperdício com o controle de aquisição e uso de materiais corretos, em
processos corretos, por equipe preparadas.
Planejamento de produção, envios e processos de compra.
Garantir a integridade dos dados, com bloqueio de lançamento incorretos, auditoria de uso do
sistema pelo funcionário, de verificações de conformidades e balanços.
Controlar em tempo real as movimentações de materiais, produção, financeiras e de pessoas.
Diminuir o fluxo de caixa, mantendo estoque mínimo e gastos medidos e controlados,
aumentando, assim, a lucratividade.
Consolidar, analisar, processar e disponibilizar informações relevantes e relatórios de gestão
para todos os processos da empresa.
DESVANTAGENS DA INTEGRAÇÃO DE
SISTEMAS ERP E MRP
A integração entre MRP e ERP traz, porém, algumas desvantagens, exatamente por
abrangerem toda a organização:
EXIGÊNCIA DE PROCESSOS MAIS ESPECÍFICOS
Geralmente, o MRP exige processos mais específicos, com um detalhamento maior no
levantamento dos requisitos e um desenvolvimento mais criterioso, para garantir que a
implementação do ERP sobre o MRP mitigue os riscos de falhas. Cada área deve ser
mapeada, e seus dados e processos devem ser minuciosamente revistos para uma perfeita
aderência do sistema legado do MRP para o ERP. Os procedimentos e as atividades devem
ser revistos para melhorar o fluxo de informações, possibilitar a redução de tarefas e diminuir a
quantidade de personalização necessária para a implantação. Não se pode trazer para o ERP
os mesmos erros cometidos no MRP.
INTERDEPENDÊNCIA ENTRE OS MÓDULOS
Outra desvantagem é a interdependência entre os módulos. Por possuir um banco de dados
único e um fluxo de informações interdependentes entre os processos e setores, em tempo
real, cada usuário deve garantir a execução de suas tarefas e os lançamentos das informações
no tempo correto para que a atividade seguinte possa prosseguir. Um exemplo disso é a folha
de pagamentos, que depende do lançamento das horas trabalhadas (ponto) para seguir com o
cálculo do valor a ser pago ao funcionário.
NECESSIDADE DE EQUIPE DE DESENVOLVIMENTO E
CUSTO ELEVADO
Outras desvantagens como a necessidade de possuir equipe de desenvolvimento de sistemas
ou dependência de um único fornecedor (risco de o fornecedor falir ou descontinuar o sistema),
alto custo de customizações na implantação e a real necessidade de mudança nos processos
da empresa são comumente encontrados na integração dos sistemas.
ERP E OS SISTEMAS INTEGRADOS DE
GESTÃO EMPRESARIAL
Como vimos, o ERP é um sistema de informação completo, composto pela integração de
outros sistemas de gestão empresarial, de diversos setores e áreas. Em um

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