Classificação das obrigações
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Classificação das obrigações


DisciplinaTeoria das Obrigações e dos Contratos I55 materiais526 seguidores
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Classificação das obrigações:
Sujeito devedor está obrigado a agir ou não agir?
Quando tiver de agir positivamente, quando não (faculdade) negativamente.
Obrigações de não fazer(negativa): Silencio, Sigilo... Na obrigação de não fazer, só se avalia o descumprimento no momento em que ele faz. É pontual o descumprimento, e ininterrupto o fazer. (ele paga o débito o tempo inteiro)
Obrigações de fazer(positivas): O que é necessário num primeiro momento é diferenciar as obrigações de DAR das obrigações de FAZER. Toda obrigação que se concretiza na entrega de um bem, e de dar! E Todas as obrigações que se concretizam no ato de fazer, são de fazer.
No caso de um pintor que deve pintar um quadro, qual seria a obrigação?
Fica de acordo com o interesse do autor da ação. Caso o quadro já esteja pintado, só é necessário entrar com a ação de dar. E se ele ainda não tiver pintado, o direito não consegue obriga-lo a fazer, mas pode ressarcir o autor.
As obrigações de FAZER tem casos próprios, que se dividem em: Fungíveis e Infungíveis.
Fungíveis (pode ser substituído): Existe a possibilidade do serviço ser feito por outra pessoa.
Infungíveis (não pode ser substituído): Não há possibilidade e ser feito por outrem.
As obrigações de DAR tem casos próprios, que se dividem em: Coisa certa e coisa incerta.
Coisa certa: é algo específico, que não pode ser substituído. (uma antiguidade, Uma foto...)
Coisa incerta: É algo que não é específico, ou seja, é um gênero. (Feijão, Arroz, Carro pela internet...) 
 
As obrigações de DAR chamadas coisa certa e coisa incerta, se dividem em mais um ramo:
Transferir: A obrigação só se finda no ato da entrega.
As obrigações de coisa certa ainda se dividem em mais dois ramos:
Prestar: O devedor é o proprietário e o objeto é a entrega do bem.
Restituir: O credor é o proprietário e o objeto é a devolução do bem.
Tem-se ainda uma divisão de RISCOS para as obrigações de DAR.
Perda: Houve extinção do bem.(Não necessariamente o objeto sumiu, ele pode apenas ter deixado de ser o que era. ex.:perda total no carro.)
A perda pode ser dividida em:
Perda com culpa: Agir com culpa é agir de modo não esperado( imperícia, imprudência...)
Perda sem culpa: Agir de modo certo e por ocasião sem controle, o fato se dá.(assalto)
E o principal: sem culpa (sem indenização) com culpa(com indenização).
A obrigação se resolve, ou seja, se finda no momento em que não houve culpa.
No caso de haver culpa, se faz necessário a restituição de perdas e danos, chamada de equivalente pecuniário(valor de mercado). E se o credor já tiver pago um valor, não se calcula por ai, e sim pelo valor de mercado. O art.234 esclarece essa relação.
Nos casos de deterioração, onde o objeto que o credor está recebendo não está da maneira que ele comprou(furto de expectativa), abre-se um direito potestativo(basta a emanação da vontade) de escolher, ou mantem a relação de obrigações, ou se finda a relação de obrigação. O art.235 esclarece bem a situação, em falta de culpa.
A deterioração pode ser com culpa ou sem culpa:
Sem culpa: resolve com abatimento.
Com culpa: Equivalente do valor de mercado mais perdas e danos, ou o objeto(mesmo danificado) mais perdas e danos. Art.236.
É possível ainda que o bem se valorize, entre o inicio e a tradição do contrato.
Em regra pelos melhoramentos do objeto o proprietário lucra. Porém, no P.U. do art.237 abre exceção. Se o melhoramento é repentino aplica-se o caput do art.237, se é previsível aplica-se o P.U.
Obrigações de restituir:
Em caso de perda sem culpa do objeto, a obrigação se resolve, pois, não há mais a coisa que seria devolvida, e, por tanto, não existe restituição. Art.:238. Que ressalva o direito até o dia do incidente, em caso de aluguel por exemplo: se o apartamento pegar fogo por exemplo na metade do contrato de aluguel, o proprietário pode cobrar o equivalente até o dia do fato.
Com culpa do devedor deve-se restituir o equivalente e perdas e danos.Art.239.
Em caso de deterioração:
 
Sem culpa: o proprietário não pode cobrar do devedor qualquer prejuízo(por exemplo um carro batido)
Com culpa: Dessa forma o credor poderá reaver o carro da forma que está ou exigir o equivalente ao concerto e perdas e danos. Nesse artigo(240) há um erro, ao invés de ler o 239 ler-se-á o art.236.
Em caso de melhoramento:
Sem dispêndio do devedor: lucrará o credor. art241
Com dispêndio: benfeitoria necessária será ressarcida a desnecessária não será ressarcida. Deve-se levar em conta a boa-fé, e outros fatores. No Brasil é aceitável a clausula de não ressarcimento por qualquer benfeitoria(não é abusivo).
Obrigações de dar coisa incerta Art.243:
No momento em que se firma um contrato de obrigações incertas, com objetos definidos apenas por gênero, existe um momento em que a obrigação se torna certa(art.244). Nesse momento o credor(quem paga) pode escolher mais especificamente o produto, mas em caso de silêncio das partes, o devedor é quem escolhe. 
Na ordem dos abusos, fica proibido ao devedor(que em caso de silencio escolhe o produto) escolher o pior objeto, mas não fica obrigado a escolher o melhor. MEIO TERMO.
A coisa incerta(objeto) torna coisa certa(quando escolhido pelo devedor, ou seja, no silêncio das parte) quando o credor está cientificado do produto.
Em principio não admite-se deterioração do gênero, ou seja, algo que ainda não foi definido não pode se perder. Porém existem casos específicos, e se acontecer a obrigação se resolve. Art.246. 
Obrigações de FAZER:
Risco:
Art.248---Impossibilidade, que se divide em:
Sem culpa: onde a obrigação se resolve;
Com culpa: Perdas e danos(abrangem o valor da prestação, por exemplo)
As obrigações de fazer se dividem em fungíveis ou infungíveis:
Infungível: Não pode ser feito por outra pessoa. Em caso de recusa(entende-se que o devedor tem culpa) \u2013 Perdas e danos.
Fungível: Aquilo que pode ser feito por outrem. Substituição por terceiro, com custeio do devedor(em caso de urgência). Art.249.
Astreintes: Multa diária. Multa que incide em aumento com o tempo.
Obrigações de não fazer:
São as obrigações onde o descumprimento é pontual e identifica o erro.
Sem culpa: No caso do devedor ser compelido pelo estado ou por motivo de força maior. Resolve a obrigação.
Com culpa: Perdas e danos; Desfazimento(art.251) que é uma obrigação de fazer fungível(em caso de urgência sem consulta judicial) Esse caso pode ser remetido ao do na pressão e o barra shopping. 
Obrigação de meios x resultados:
De meios: se exige do devedor a disposição dos meios disponíveis para o resultado, ou seja, é o empenho que conta(o uso dos melhores esforços), e o fim não está definido. (médico, advogado... profissionais liberais. Porém, p cirurgião plástico estético tem obrigação de resultado.. Ortodontista, anestesista também de resultado.. )
É proibido por lei, o médico ou o advogado prometer o resultado.
Resultados: se exige do devedor o resultado. Há uma presunção de culpa, cabendo ao devedor sua ausência de culpa. (compra pela internet com data, 
Obrigações pecuniárias:
Obrigações de dar dinheiro, a concretização é o próprio pagamento.
Existe um problema que só acontece nessa obrigação, a desvalorização da moeda; Quando eu me comprometo a pagar uma quantia, eu na verdade estou me responsabilizando a entregar uma quantia que possa pagar uma quantidade de coisas. 
Então se formaram duas correntes, o Valorismo, que entende que deve sempre existir uma atualização naquele valor; e o Nominalismo, que entende que o valor deve ser aquele, e fixo. Art.315
No Brasil, hoje, se adere uma visão mais nominalista! 
Diante desse quadro existem algumas leis que dispõe de atualização.
 Existe ainda uma cláusula que se convenciona a atualização, que fica restrita no art.:318/316, ou seja, dos índices oficiais.
E por fim, há uma atualização judicial, em que o juiz pode se meter e intervir.(art.317)
A lei mostra que o pagamento deve ser sempre integral, a não ser em casos combinados entre