CONTRATOS 1
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CONTRATOS 1


DisciplinaTeoria das Obrigações e dos Contratos I55 materiais526 seguidores
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CONTRATOS:
Tereza negreiros cap:2 do livro teoria do contrato.
Conceito de contratos: É um tipo de negócio jurídico, e o que o diferencia dos demais negócios é a bilateralidade, e emana, por excelência, duas vontades.
\u201cUm contrato é um negócio jurídico bilateral que cria direitos e obrigações\u201d. Esse conceito deixa de fora algumas coisas muito importantes: remissão. E é essencialmente patrimonial. 
A, principal, marca dos contratos é a bilateralidade. 
Sendo um negócio jurídico, ele precisa cumprir certas normas:
Ter objeto determinável, possível.
Sujeitos capazes.
Forma prescrita.
O art.426 fala que não se pode fazer contrato com herança, por caráter moral e valorativo. (é uma sacanagem)
O Art.104 diz que qualquer contrato é valido e eficaz, apenas, em alguns casos, quando a lei determina o contrato, ele não é valido.
Instrumento contratual. Ou seja, o papel é apenas uma prova material do contrato, e funciona como qualquer outra.
 Como a maioria dos contratos contemporâneos são muito diferentes na sua expressão física...(papel) o direito teve que se adequar. O novo código admitiu novos princípios gerais, resolvendo essa maioria.
Princípios de direito contratual:
Clássicos(antigos): São todos oriundos de um único principio, que era o da autonomia da vontade, que se subdivide:
Liberdade de contratar: A pessoa pode acordar o que quiser.
Relatividade dos efeitos do contrato: Só produz efeitos para os vinculantes, ou seja, quem manifestou a vontade, sem incluir terceiros.
Obrigatoriedade/ intangibilidade do conteúdo do contrato: Não pode ser tocado (mudado) o conteúdo do contrato.
Novos princípios: 
Boa-fé
É um princípio que protege a confiança que existe entre as partes. Em âmbito constitucional pode-se tirar isso do princípio da solidariedade(lógica da coletividade ex.: previdência que desconta do aposentado). 
É importante diferenciar boa-fé objetiva de boa-fé subjetiva. Boa-fé objetiva: relacionado a comportamento. Determina o padrão de conduta, no sentido do comportamento esperado pela parte. Boa-fé subjetiva: é o contrario de má-fé, vai se investigar psicologicamente. Avalia-se pelo nível de conhecimento da pessoa, ou seja, não sabia o que estava fazendo.
Como usar boa-fé: 
Função social do contrato - Equilíbrio econômico 
Boa-fé:
A doutrina brasileira classifica a aplicação da figura da boa-fé em uma tríplice função:
Interpretação: Função da boa-fé na hora de atribuir significado as cláusulas contrato.(Art.:113)
Limitação do exercício de direitos(Art.:187) Abuso de direito em função da boa fé. Ex.: Supressio(agir de forma reiterada contra o combinado) Adimplemento substancial(se recusa a concretizar um negócio por parcela ínfima) Venire Contra Factum Proprium: proibição de comportamento(eu me comporto de uma forma, onde crio uma expectativa no outro) Tu quoque(ligado a dois pesos e duas medidas, se um sujeito não cumpre uma obrigação contratual não pode exigir que a outra parte cumpra suas obrigações)
Criação de deveres anexos(Art.:422): são deveres decorrentes do princípio da boa-fé. Deveres laterais que não necessariamente estão vinculados ao contrato entre partes, não se limitando à elas. Ex.: dever de informar(dever de informar todas as possibilidades do tratamento medicinal); Dever de sigilo(não partilhar informações sobre a outra parte); Dever de Cuidado(A loja que avisa quando o chão está molhado) 
 Função Social(art.:421): O contrato deve servir a sua finalidade, que deve estar dentro dos direitos constitucionais, por exemplo.
Funcionalização é um método de dar atenção a função social. É a razão da existência do contrato.
Fundamento para proteção das partes: (num primeiro momento)
Coletividade no tocante do efeito do contrato. Se for rejuicial a coletividade, prejudicial aos idosos, crianças, meio ambiente...e por outro lado quando protegem muito alguns direitos importantes, recebem tutela diferenciada. Como nos casos de financiamentos habitacionais. (segundo momento) 
Permitir que o contrato surta efeitos contra terceiros. Com a inserção dos contratos no âmbito social eleva-se a importância do terceiro, já que este recebe algum tipo de efeito.
No caso de seguradoras: a bate em b.. a tem seguro, b pode acionar a seguradora na justiça, exigindo que pague custas indenizatórias.
Equilíbrio Econômico: Ele é fundamento para outros casos, não se julga só por esse princípio.
Desequilíbrio originário: O instituto que protege é o da lesão, que pode levar o contrato a ser anulado.
Desequilíbrio superveniente: Onerosidade excessiva é o instituto que protege o desequilíbrio que decorre do firmamento do contrato.
Classificação dos contratos: Só iremos abordar os contratos com relevância normativa.
Existem alguns grandes grupos: Unilaterais x Bilaterais
Tomar cuidado com a palavra unilateral, que faz lembrar do negócio jurídico que sempre é bilateral(manifestação de verdade). Nesse caso, onde classificaremos os contratos como unilateral e quanto ao cumprimento das obrigações.
Contratos unilaterais: Doação(pressupõe, sempre, duas vontades)/Fiança(fiador).
Bilateral: Todo o resto.
Mas essa separação, não consegue diferenciar os contratos, pois, sempre existe alguma obrigação para ambas as partes. Obviamente no caso de ser mais profundo nos casos.
Existe reciprocidade nos contratos bilaterais, sempre. Cria-se a sinalagma. Ou seja, existe sempre uma relação de causa e efeito. Já nos contratos unilaterais, as obrigações não se criam em virtude de outras obrigações, não há reciprocidade.
O encargo, por exemplo: É um contrato unilateral, pois, não cria reciprocidade direta.
O contrato de sociedade pode ser classificado como plurilateral. (todos se unem em busca de um objetivo)
Gratuitos x Onerosos
Essa classificação decorre da valoração econômica das partes. Um contrato gratuito gera beneficio econômico para uma das partes, e os contratos onerosos, são contratos que geram onerosidade à alguém.
É importante essa diferenciação quando se julga, por exemplo, o inadimplemento, na fraude contra credores...
Consensuais x Formais x Reais:
Consensuais: só depende da vontade entre as partes. 
Formais: Dependem da forma para serem validos. Doação, compra e venda, fiança, seguro...
Reais: São contratos, que só se formam, se no momento da conclusão do contrato é entregue o objeto. Arras, empréstimo, dação, depósito...
Paritário x Adesão
Paritário é feito entre as partes, totalmente. Enquanto na adesão, o contrato já vem pronto por uma das partes. (Boa definição no CDC ART.:54) (CC, Art.:423/424) Parte-se do pressuposto que o contrato é desigual.
Típico x Atípico(CC, Art.:425)
No caso do contrato já tipificado é típico, se não é tipificado é atípico.
No caso do atípico: Vale o princípio da autonomia privada. Geram problemas na hora da tributação. 
Comutativos x Aleatórios (estão dentro dos contratos onerosos)
Contrato comutativo pré-determina as vantagens e desvantagens.
No contrato aleatório eu não tenho determinado as vantagens ou desvantagens. Ex.: Aposta, constituição de renda(previdência), compra e venda aleatória(eu pago 200Reais pelo que você pescar hoje)
Aleatórios:
Emptio spei: Venda da esperança \u2013 É um contrato em que uma das partes assume o risco de não receber prestação alguma.(cabe o bom senso) Art.:458.
Emptio rei speretae: Assumo o risco, com alguma ressalva! Coloca um piso na quantidade, por exemplo. É uma condição, praticamente. Art.:459
Evento passado: Um contrato com uma condicionante passada. Ou seja, uma aposta que depende de algo passado ter acontecido ou não. Art.:460/461
Formação do contrato:
Tratativas \u2013 preliminares do contrato
Resposta pré-contratual por ruptura imotivada das negociações(boa-fé).
Proposta \u2013 Obrigação unilateral(Art.:427)
Se eu anuncio por aquele preço, a pessoa tem o direito de aceitar. Então acredita-se que a proposta é vinculante. Oblato é pra quem eu faço a proposta.
Proposta não vinculante: (CC, Art.:428) \u2013 O tempo é importante. Uma proposta deve ter um tempo de duração... Caso não tenha é imediato.
Retratação: Não