HDB - Anotação (3)
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HDB - Anotação (3)


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8 Os direitos da personalidade. 5. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2001. p. 49. 
 
9 \u201cArt. 13. Salvo por exigência médica, é defeso o ato de disposição do próprio corpo, quando importar diminuição permanente da 
integridade física, ou contrariar os bons costumes. 
 Parágrafo único. O ato previsto neste artigo será admitido para fins de transplante, na forma estabelecida em lei especial.\u201c 
10 Art. 14 do Código Civil. 
 
11 O art. 14 do Código Civil revogou parcialmente o art. 4º da Lei n. 9.434/1997. 
 
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\uf0b7 Os princípios da autonomia do paciente e da não maleficência 
 
Ninguém pode ser constrangido a submeter-se, com risco de vida, a tratamento médico ou a intervenção 
cirúrgica. 
 
O dispositivo deve ser interpretado restritivamente, não podendo jamais priorizar a liberdade do 
paciente em detrimento à vida, que tem primazia constitucional. O que importa para os \u201cTestemunhas de 
Jeová\u201d, por exemplo, é a liberdade religiosa12 e não a vida. Eles não fazem transfusão de sangue. Nesse 
caso, a posição dominante hoje é que o médico deverá fazer a transfusão e salvar a vida do paciente 
(ponderação dos direitos). Pablo Stolze entende que as entidades hospitalares, em determinados casos, 
devem obter suprimento da autorização pela via judicial.13 
\uf0b7 Nome civil 
Elemento designativo do indivíduo e fator de sua identificação na sociedade é o nome, ainda, atributo 
da personalidade, nas lições de Caio Mario da Silva Pereira. Envolve ele, simultaneamente, um direito 
individual e um interesse social. É direito e é dever, nele são compreendidos o prenome (designa o 
indivíduo) e o sobrenome (indica a origem familiar). O mesmo possui um aspecto privado e um aspecto 
público. No aspecto privado o nome é um direito da personalidade ligado ao princípio da dignidade 
humana. O nome é um elo entre a pessoa e a sociedade, do que resulta seu aspecto público . No aspecto 
público, o nome é uma necessidade de todos nós sermos identificados, está ligado à ideia de uma 
identidade. O aspecto privado possibilita à pessoa mudar o seu nome de acordo com a trajetória da sua 
vida. No aspecto público há uma índole conservadora, pois a sociedade exige que o nome seja imutável 
para haver uma segurança na identificação de cada um. 
São chamados de contingentes ou secundários: O agnome: Neto, Filho, Júnior. Ex.: Péricle Júnior. 
Quando há um apelido público e notório este é chamado de vocatório (Xuxa, Pelé, Lula). O hipocorístico é 
um designativo do nome derivado de sua raiz, destinado à expressão de afeto (Zeca, Chico) 
O prenome pode ser mudado nas seguintes hipóteses: 
1) adoção de um menor14 
2) nome vexatório (art.55 da LRP): Graciosa Rodela, Um, dois, Três de Oliveira Quatro. 
3) erro gráfico (art. 110 da LRP); 
4) homonímia; 
5) art. 56 da LRP15 \u2013 dos 18 aos 19 anos sem qualquer justificativa;16 
 
12 Art. 5º, § 6º, da Constituição Federal, de 1988. 
 
13 GAGLIANO, Pablo Stolze. Parte Geral, p. 156. 
 
14 \u201cArt. 8º Revogam-se o § 4º do art. 51 e os incs. IV, V e VI do caput do art. 198 da Lei n. 8.069, de 13 de julho de 1990, bem como o 
parágrafo único do art. 1.618, o inciso III do caput do art. 10 e os arts. 1.620 a 1.629 da Lei n. 10.406, de 10 de janeiro de 2002 \u2013 Código 
Civil, e os §§ 1º a 3º do art. 392-A da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei n. 5.452, de 1o de maio de 1943.\u201d 
 
15 \u201cArt. 56. O interessado, no primeiro ano após ter atingido a maioridade civil, poderá, pessoalmente ou por procurador bastante, alterar 
o nome, desde que não prejudique os apelidos de família, averbando-se a alteração que será publicada pela imprensa.\u201d 
 
16 Lei n. 12.100, de 27 de novembro de 2009 
 Art. 1º Esta Lei altera a Lei nº 6.015, de 31 de dezembro de 1973, com o objetivo de permitir, em caso de erros que não exijam qualquer 
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6) aquelas pessoas que estão no programa de proteção de vítimas a testemunha, de acordo com o 
parágrafo único do art. 58 da LRP.17 
7) Adoção(§ 5º do art. 47 do Estatuto da Criança e do Adolescente).18 
8) Casamento, separação ou divórcio (art. 1565 §§ 1º e 2º CC) 
9) Substituições por apelidos públicos notórios (art. 58 da LRP) 
 
A proteção do nome19 
O nome da pessoa não pode ser empregado por outrem em publicações ou representações que a 
exponham ao desprezo público, ainda quando não haja intenção difamatória. Mesmo que não seja exposto 
ao desprezo público, o nome da pessoa não pode ser utilizado por uma terceira pessoa, sem a devida 
autorização, sob pena de reparação, por violação À honra objetiva e subjetiva. 
 
Vedação do uso do nome em propaganda na falta de autorização20 
 
Casos recentes que versam sobre o tema abordado: 
 
O tribunal a quo fixou os danos morais em R$ 8 mil para o autor, médico que, em programa de televisão, 
teve sua honra ofendida. No caso, o jornalista teria afirmado que o médico estaria cobrando R$ 5 mil para 
a realização de cirurgia que poderia ser realizada pela rede pública. Além de divulgar a matéria, o jornalista 
 
indagação para a constatação imediata de necessidade de sua correção, a retificação extrajudicial de registro de assentamento civil. 
 Art. 2º Os arts. 40, 57 e 110 da Lei nº 6.015, de 31 de dezembro de 1973, passam a vigorar com a seguinte redação: 
 \u201cArt. 40. Fora da retificação feita no ato, qualquer outra só poderá ser efetuada nos termos dos arts. 109 a 112 desta Lei.\u201d (NR) 
 \u201cArt. 57. A alteração posterior de nome, somente por exceção e motivadamente, após audiência do Ministério Público, será permitida 
por sentença do juiz a que estiver sujeito o registro, arquivando-se o mandado e publicando-se a alteração pela imprensa, ressalvada a 
hipótese do art. 110 desta Lei. 
 .............................................................................\u201d (NR) 
 \u201cArt. 110. Os erros que não exijam qualquer indagação para a constatação imediata de necessidade de sua correção poderão ser 
corrigidos de ofício pelo oficial de registro no próprio cartório onde se encontrar o assentamento, mediante petição assinada pelo 
interessado, representante legal ou procurador, independentemente de pagamento de selos e taxas, após manifestação conclusiva do 
Ministério Público. 
 § 1º Recebido o requerimento instruído com os documentos que comprovem o erro, o oficial submetê-lo-á ao órgão do Ministério 
Público que o despachará em 5 (cinco) dias. 
 § 2º Quando a prova depender de dados existentes no próprio cartório, poderá o oficial certificá-lo nos autos. 
 § 3º Entendendo o órgão do Ministério Público que o pedido exige maior indagação, requererá ao juiz a distribuição dos autos a um dos 
cartórios da circunscrição, caso em que se processará a retificação, com assistência de advogado, observado o rito sumaríssimo. 
 § 4º Deferido o pedido, o oficial averbará a retificação à margem do registro, mencionando o número do protocolo e a data da sentença e 
seu trânsito em julgado, quando for o caso.\u201d (NR) 
 Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.\u201d 
17 \u201cArt. 58. O prenome será definitivo, admitindo-se, todavia, a sua substituição por apelidos públicos notórios. 
 Parágrafo único. A substituição do prenome será ainda admitida em razão de fundada coação ou ameaça decorrente da colaboração 
com a apuração de crime, por determinação, em sentença, de juiz competente, ouvido o Ministério Público.\u201d 
18 \u201cArt. 47. *...+ § 5º A sentença conferirá ao adotado o nome do adotante e, a pedido de qualquer deles, poderá determinar a modificação 
do prenome.\u201d 
 
19 Art. 17 do Código Civil. 
 
20 Art. 18 do Código Civil.