Ciência Política - Resumos de aulas - AV1
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Ciência Política - Resumos de aulas - AV1


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de  sua  inclusão na  esfera pública  como  cidadãos. A escola é, em nossa percepção, em  que  pesem  todos  os  atuais constrangimentos, espaço político de materialização do  ideário da promoção  igualdade de oportunidade garantida aos  indivíduos nos governos democráticos, na mesma medida que pode se tornar o seu oposto, a confirmação da desesperança para gerações de crianças e de jovens  em  qualquer  sociedade  dita moderna.  Também, e  não menos  importante,  vemos também  na  escola  a  esfera  pública  numa  de  suas  facetas,  nela  sendo  possível  trazer reflexões  a  dar  visibilidade  a  inúmeros  sujeitos  e  práticas  sociais  pré-reflexivas  que  uma vez tematizadas podem apontar para potencialidades emancipatórias. 
Deste modo, participamos do debate da educação integral na tentativa de questionar os mecanismos de  naturalização  dos  atos  de  distinção  legitimados  em  políticas educacionais,  examinando  o  alcance  do  sistema  educacional  na  (re)distribuição  dos  bens econômicos,  culturais  e  do  tempo  livre  mediante  lutas  pela  conservação  e  pela transformação dos padrões de distribuição e reconhecimento existentes na sociedade maior. Esboçamos ainda os  seguintes  traços: o carisma  \u201cdarcyniano\u201d e  as  implicações da sua  representação  política;  a  co-determinação  envolvendo  essa  representação  política  e  o dilema \u201cdistribuição-reconhecimento\u201d abordado por Nancy Frazer (2001)".
1) Qual o espaço social da palavra política ele se refere? 
2) A qual tipo de discurso político ele se refere? Justifique as suas respostas.
UNIDADE 2: Política e Sociedade.
(Curso de teoria geral do estado, 1ª. Edição/ 2009/ Pires, Lier. p 101 \u2013 107)
2.1.Conceito Naturalista: 
2.1.1. Aristóteles: 
Aristóteles começou a escrever suas teorias políticas quando foi preceptor de Alexandre, \u201cO Grande\u201d.
Para Aristóteles a Política é a ciência mais suprema, a qual as outras ciências estão subordinadas e da qual todas as demais se servem numa cidade.
A tarefa da Política é investigar qual a melhor forma de governo e instituições capazes de garantir a felicidade coletiva.
Embora não tenha proposto um modelo de Estado como seu mestre Platão, Aristóteles foi o primeiro grande sistematizador das coisas públicas.
O Estado, para Aristóteles, constitui a expressão mais feliz da comunidade em seu vínculo com a natureza.
Segundo Aristóteles é impossível conceber o indivíduo sem o Estado. 
O homem é um animal social e político por natureza. 
E, se o homem é um animal político, significa que tem necessidade natural de conviver em sociedade, de promover o bem comum e a felicidade. 
A polis grega encarnada na figura do Estado é uma necessidade humana. 
O homem que não necessita de viver em sociedade, ou é um Deus ou uma Besta. 
Para Aristóteles, toda cidade é uma forma de associação e toda associação se estabelece tendo como finalidade algum bem. 
A comunidade política forma-se de forma natural pela própria tendência que as pessoas têm de se agruparem.
E ninguém pode ter garantido seu próprio bem sem a família e sem alguma forma de governo.
Para Aristóteles os indivíduos não se associam somente para viver, mas para viver bem. 
2.1.2. Tomás de Aquino:
Acrescenta na teoria aristotélica a ideia de \u201cCarência\u201d.
Portanto, a sociedade é formada a partir destes dois principio:
1º. Inclinação natural;
2º. Insuficiência do individuo; 
O estado, administrador da sociedade, cria a \u201cLei Positiva\u201d e esta é tradução da \u201cLei Revelada\u201d.
O estado é uma sociedade perfeita:
Possui uma finalidade: o bem comum, o bem estar do homem na terra.
Possui meios: uso da razão e aplicação da justiça. 
2.2. Conceito Contratualista:
Admite-se uma separação entre a sociedade e o estado;
Aqui encontramos os elementos teóricos e as justificativas para os conceitos de:
Formalismo jurídico-estatal;
Estado liberal de direito;
Estado social;
Os grandes autores são: 
Thomas Hobbes (1588-1679);
John Locke (1632 \u2013 1704);
Jean-Jaques Rousseau (1712-1778);
Os três autores se coincidem quanto ao ponto de partida de suas teorias, a saber:
Estado natural do homem: momento pré-historico, selvagem.
Direitos naturais;
Formação da sociedade a partir de um contrato;
Formação do estado por necessidade de manutenção do contrato.
2.2.1. T. Hobbes (Livro: Leviatã);
Parte de um conceito pessimista do homem: \u201cO homem é naturalmente mau\u201d.
Por natureza o homem é agressivo e egoísta;
Em seu estado natural o homem vivia sozinho, isolado na floresta;
Na floresta se encontrava em um estado de guerra contra todos;
No estado de guerra reinava o medo continuo da morte;
Através o uso da razão o homem descobre que é melhor viver em paz com outro;
Esta paz só seria possível através de uma força maior capaz de reprimir a violência natural do homem e garantir sua propriedade.
O contrato social consiste quando o homem renuncia seus direitos naturais colocando nas mãos de um soberano. Desse modo nasce o estado.
O soberano está acima de todos e não deve satisfação a ninguém.
Ele defende um estado forte, absoluto, capaz de neutralizar as vontades subjetivas e impor uma vontade objetiva. 
O soberano, no entanto, governaria \u2013ainda que de forma absoluta- orientado pelo conceito de \u201cJustiça e Lícito\u201d. 
O estado é uma construção artificial. 
2.2.2. John Locke.
Segundo ele o poder civil nasce a partir do \u201cConsentimento\u201d.
O ato de consentimento é fundamentado na condição natural de liberdade, de igualdade e de independência;
Contrariando Hobbes, Locke concebe o estado natural do homem como sendo \u201cestado pacifico\u201d.
No entanto, as constantes probabilidades de guerras, conflitos e violação dos direitos naturais, fizeram nascer a necessidade de um governo.
No estado civil não se perdem os direitos naturais, mas estes são tutelados e preservados pelas leis civis.
O estado civil corresponde à força da maioria.
Os poderes políticos individuais são transferidos a um que governará em beneficio de todos.
O bem comum se sobrepõe ao bem individual.
2.2.3. Jean-Jaques Rousseau (Livros: A origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens / Do Contrato Social.
Filósofo do tardo iluminismo francês.
 Assim como Hobbes, defendia dois estados na natureza humana, a saber:
Estado \u201cDe Natura\u201d
Estado Civil. 
No estado de natureza, os indivíduos vivem isolados pelas florestas, sobrevivendo com o que a Natureza lhes dá, desconhecendo lutas e comunicando-se pelo gesto, pelo grito e pelo canto, numa língua generosa e benevolente. 
Esse estado de felicidade original, no qual os humanos existem sob a forma do bom selvagem inocente.
Aqui o homem desconhece a violência, o egoísmo...
Aqui se apresenta como um ser totalmente bom, inocente e feliz.
Sem leis, regras ou normas, o homem vive em total liberdade. 
 O estado de bondade e inocência termina quando alguém cerca um terreno e diz: "É meu". A divisão entre o meu e o teu, isto é, a propriedade privada, dá origem ao estado de sociedade (estado civil, homem cidadão).
Agora sim, nasce a violência, o egoísmo, a agressividade, e os sentimentos como vaidade, orgulho, etc...
Quando, portanto, o homem se agrupa para viver em sociedade, fazendo surgir assim a propriedade privada, ele se degenera, tornando-se mau e agressivo.
Naturalmente o homem é bom, mas a sociedade o corrompe!
O estado de sociedade de Rousseau evidencia uma percepção do social como luta entre fracos e fortes, vigorando a lei do poder e da força. 
Para fazer cessar esse estado de vida ameaçador e ameaçado, os humanos decidem passar à sociedade civil, isto é, ao Estado Civil, criando o poder político e as leis. 
A passagem do estado de natureza à sociedade civil se dá por meio de um contrato social, pelo qual os indivíduos renunciam à liberdade natural e à posse natural de bens, riquezas e armas e concordam em transferir a um terceiro \u2013 o soberano \u2013 o poder para criar e aplicar as leis, tornando-se autoridade política. 
O contrato social funda a soberania.
Ela não vem do direito natural, nem da força, mas, de uma convenção, o pacto social. Seu objeto de critica não