Apostila UNIJUÍ - Planejamento Estratégico Local
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Apostila UNIJUÍ - Planejamento Estratégico Local


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a proposta é sempre mais econômica que a prática.
Somado a isso estão os problemas sociais que comumente ocorrem em vários municí-
pios \u2013 prostituição infantil, drogadição e desemprego \u2013 e que resultam na falta de perspecti-
va de vida para muitos jovens e mulheres. O desafio persiste.
Quadro 9: Objetivo 4
Fonte: Elaboração do autor com base nos ODM.
Se os objetivos anteriores (1 ao 3) propõem uma maior inserção de pessoas com pou-
cos recursos de subsistência em uma melhor escala social, os próximos (4 ao 6) defendem
que a garantia de vida, tanto das crianças recém-nascidas como de suas mães, não sofra
nenhum prejuízo. Desta forma, o Objetivo 4 estabelece em \u201creduzir a mortalidade infantil\u201d,
possuindo a meta de reduzir em até dois terços a mortalidade de crianças menores de 5 anos
até o ano de 2015. Novamente a CF também apresenta proposições semelhantes ao objetivo
em tela e que abarca o artigo 3º (exposto no objetivo 3), acompanhado do artigo 196, que
anuncia:
Objetivo Meta Indicador Fonte de Dados Significado 
Taxa de mortalidade de 
crianças menores de 5 anos 
(número de óbito de 
crianças de até 5 anos de 
vida por mil nascidos vivos) 
 4. Reduzir 
a 
mortalidad
e infantil 
4a \u2013 Reduzir 
em dois 
terços, até 
2015, a 
mortalidade 
de crianças 
menores de 5 
anos 
Taxa de mortalidade infantil 
(número de óbitos de 
crianças de até 1 ano de 
vida por mil nascidos vivos) 
Ministério da Saúde \u2013 
MS; Secretaria da 
Vigilância Sanitária \u2013 
SVS, e Departamento de 
Análise e Situação de 
Saúde \u2013 Dasis 
 
Sistema de Informações 
sobre Nascidos Vivos 
(Sinasc) 
Sistema de Informações 
sobre Mortalidade (SIM) 
Por meio de 
programas de 
prevenção e 
acompanhament
o neonatal 
busca-se evitar 
com que 
crianças nasçam 
prematuras ou 
morram antes de 
completarem 5 
anos de idade 
 
EaD
63
GESTÃO PÚBLICA IV
A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas
que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às
ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.
Segundo dados do último Censo Demográfico (2000), apontam as Regiões Sul e Sudeste
do Brasil possuem uma taxa de mortalidade infantil mais baixa (em torno de 20 óbitos por 1.000
nascidos vivos), ao passo que nas regiões Norte e Nordeste a mortalidade infantil atinge, respec-
tivamente, 30 e 45 óbitos por 1.000 nascidos vivos, ultrapassando a própria média do Brasil.
No caso do Rio Grande do Sul, apesar de diversos programas assistenciais (Qualificação
do Pré-Natal, Incentivo ao Aleitamento Materno e Investigação do Óbito Infantil) na área da
saúde, em 2003 o Estado apresentava uma taxa de mortalidade infantil de 15,1 óbitos para
cada 1000 nascidos vivos (Rio Grande do Sul, 2009). No plano mundial, com dados mais recen-
tes, segundo a Organização Mundial da Saúde \u2013 OMS (2009) \u2013 em 2007 cerca de 27% das
crianças morriam antes de completar cinco anos, dados comparados com os números de 1990.
Com tais resultados, observa-se que a área da saúde impõe outro desafio a toda a
sociedade, em especial no que trata o presente capítulo, à do Rio Grande do Sul. A fim de
minimizar tais problemas, o PNUD faz algumas sugestões que são descritas a seguir.
Dentre as sugestões elencadas pelo PNUD para o Objetivo 4 (idem artigo 3º, inciso IV
e artigo 196º da CF), verifica-se que estas abrangem mobilizações que podem ser realizadas
tanto pelos gestores públicos (objetivos 1, 7 e 8), pelos munícipes (5, 6, 9 e 10), além de toda
e qualquer pessoa que deseje atuar de maneira voluntária (2, 3 e 4).
Quadro 10: Sugestões de Ações para Realização do Objetivo 4
Fonte: Elaboração do autor com base nos ODM.
1) Fazer campanhas para mostrar: 
\u2013 Como as vacinas protegem o bebê. 
\u2013 Como a higiene pode evitar algumas doenças. 
\u2013 Qual a nutrição adequada para o bebê. 
\u2013 A importância do aleitamento materno. 
2) Ensinar a fazer o soro caseiro. 
3) Ajudar no dia da vacinação, garantindo que as crianças do bairro sejam vacinadas. 
4) Doar leite materno para recém-nascidos órfãos ou para aqueles que não possam recebê-lo de suas 
mães biológicas. 
5) Realizar todas as consultas e o acompanhamento do pré-natal, além de sensibilizar outras mães a 
fazerem o mesmo. 
6) Levar seu filho, até o quinto dia de vida, ao posto de saúde para fazer o teste do pezinho, vaciná-lo, 
verificar como está a amamentação e se a pele do bebê está amarelada. 
7) Estimular as mães para a prática da amamentação de seus filhos, no mínimo por 6 meses. 
8) Sensibilizar as mães a levarem seus bebês ao serviço de saúde mensalmente, sobretudo no primeiro 
ano de vida, e sempre que os bebês apresentarem diarréia, cansaço, tosse ou febre. 
9) Exigir que, na hora do parto, haja um pediatra para acompanhar o nascimento do bebê. 
10) Incentivar a criação de creches que impactam na saúde e na redução da mortalidade infantil. 
 
EaD Sérgio Luis Al lebrandt
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Em termos quantitativos, ou seja, no intuito de mensurar como se apresenta o aumen-
to ou redução dos números referentes à mortalidade das crianças, as entidades responsáveis
por tal controle no Brasil são o Ministério da Saúde \u2013 MS, a Secretaria da Vigilância Sani-
tária \u2013 SVS, e o Departamento de Análise e Situação de Saúde \u2013 Dasis. Dentre as ferramen-
tas utilizadas para tal mensuração estão os sistemas de informação voltados para indicado-
res de saúde, tais como o Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), que propi-
cia uma gama significativa de dados sobre nascidos vivos (sexo, local do nascimento, tipo
de parto e peso ao nascer). Outra ferramenta utilizada para aferição da mortalidade é o
Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), que oferece informações para a definição
de prioridades nos programas de prevenção e controle de doenças, com base nas declara-
ções de óbito coletadas pelas Secretarias Estaduais de Saúde do Brasil.
No intuito de propiciar maiores condições de saúde, estendidas não apenas ao recém-
nascido, mas também à mãe, tem-se o objetivo 5, exposto a seguir no Quadro 11.
A preocupação com a saúde de um recém-nascido não se restringe apenas a sua con-
dição de vida. A preparação para que ele possa ser gestado de maneira correta e sem a
possibilidade de riscos e perdas é o Objetivo de número 5 proposto pelo PNUD, no sentido
de \u201cmelhorar a saúde materna\u201d. Semelhante a tal intuito, a CF prevê o mesmo (artigo 3º,
inciso IV e artigo 196º, idem ao Objetivo 4). Como ponto extremamente preocupante, po-
rém, a OMS (2009) alerta que em termos de redução da mortalidade materna, esta foi prati-
camente nula desde a década de 90.
Quadro 11: Objetivo 5
Fonte: Elaboração do autor com base nos ODM.
Objetivo Meta Indicador Fonte de Dados Significado 
Taxa de mortalidade 
materna (óbitos 
maternos por 100 mil 
crianças nascidas 
vivas) 
5a \u2013 Reduzir em 
três quartos, até 
2015, a taxa de 
mortalidade 
materna 
Proporção de partos 
assistidos por 
profissionais de saúde 
qualificados 
 
MS/SVS/Dasis 
 
Sistema de 
Informações sobre 
Nascidos Vivos 
(Sinasc) 
 
Sistema de 
Informações sobre 
Mortalidade (SIM) 
Até 2015, tentar 
baixar drasticamente 
a taxa de mortalidade 
materna, ou seja, 
evitar que as mães 
percam a vida após o 
nascimento dos 
filhos. 
Proporção de crianças 
nascidas sem 
consultas pré-natais 
5. Melhorar 
a saúde 
materna 
5b \u2013 Garantir, 
até 2015, acesso 
universal à 
saúde 
reprodutiva 
Proporção de crianças 
nascidas de mães 
MS/SVS/Dasis 
 
Sistema de 
Informações sobre 
Nascidos Vivos 
(Sinasc) 
 
Toda e qualquer 
mulher que desejar 
ter uma criança terá o 
cuidado para que a 
mãe e o bebê tenham 
melhores condições 
de gestação. 
 
EaD
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GESTÃO PÚBLICA IV
Dentre as metas para tanto estão as de (a) reduzir até o ano de 2015 em três quartos a
taxa de mortalidade materna, além de (b) garantir até o referido período o acesso universal
à saúde reprodutiva.
Por vezes a decisão de ter um filho acarreta uma série de cuidados