Apostila UNIJUÍ - Planejamento Estratégico Local
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Apostila UNIJUÍ - Planejamento Estratégico Local


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mediante medidas 
nacionais e internacionais e de modo 
a tornar sua dívida sustentável a 
longo prazo 
8e \u2013 Em cooperação com as empresas 
farmacêuticas, proporcionar o acesso 
a medicamentos essenciais a preços 
acessíveis nos países em 
desenvolvimento 
8. Estabelecer 
uma parceria 
mundial para o 
desenvolvimento 
8f \u2013 Em cooperação com o setor 
privado, tornar acessíveis os 
benefícios das novas tecnologias, em 
especial das tecnologias de 
informação e de comunicações 
Não há Não há 
Evitar que prevaleça o 
protecionismo nas 
transações comerciais 
entre países. Junto a 
isso, verificar e atender 
às necessidades 
econômicas e sociais 
que enfrentam os 
chamados países 
pobres muito 
endividados (PPME), 
bem como perdoar a 
dívida de empréstimos 
anteriores contraídos 
pelos mesmos. Busca 
também auxiliá-los a 
resolver problemas 
comuns a todos os 
países, como a pobreza. 
Nesse sentido, visa 
fomentar o acesso a 
bens e serviços para os 
países que não 
possuem acesso 
marítimo, como o 
Paraguai e a Bolívia, na 
América do Sul, além 
de oferecer um maior 
acesso a remédios e à 
inclusão digital 
(Internet, 
telecomunicações) 
reduzindo assim a 
vulnerabilidade social. 
 
EaD
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GESTÃO PÚBLICA IV
Como se pode notar, dentre as 12 sugestões propostas, boa parte (sugestões 2, 4, 5, 6,
7, 10, 11 e 12) está voltada diretamente para a participação efetiva de todo e qualquer
cidadão, ao passo que as restantes (sugestões 1, 3, 8 e 9) podem ser desempenhadas tanto
pela população em geral quanto pelos gestores públicos.
Quadro 18: Sugestões de Ações para Realização do Objetivo 8
Fonte: Elaboração do autor com base nos ODM.
Não se pode negar, entretanto, a possibilidade de que a própria mobilização possa ser
deixada de lado, e inúmeros podem ser as causas para tanto. Os motivos podem ser políti-
cos, como a descrença da conduta de determinados representantes, ou ainda de cunho pro-
fissional, ou seja, após o trabalho, pode não ser vista como prioritária a ação de comparecer
à Câmara de Vereadores.
Cabe ainda salientar a possibilidade de a alienação sobre a situação da comunidade e/ou
município ser de ordem particular, em que por vezes é preferível assistir a um programa de televi-
são \u2013 novela \u2013 a inteirar-se sobre questões referentes ao modus vivendi de toda uma comunidade.
Complementando, o quadro 18 ainda sugere que cabe aos gestores públicos oferecer
uma melhor infraestrutura aos cidadãos, sejam elas voltadas tanto para a saúde (remédios,
postos de saúde, cirurgias, etc.) como para a inclusão digital (laboratórios de informática)
em parceria com empresas privadas.
1) Escolher temas de interesse comum e promover encontros entre escolas e comunidade e organizações 
sociais \u2013 é fundamental continuar aprendendo coisas novas sempre. 
2) Organizar o grêmio da escola, que pode desenvolver vários cursos, como inclusão digital e geração de 
renda. 
3) Divulgar o que já está sendo feito pela comunidade no jornal da escola, do condomínio ou do bairro \u2013 nada 
melhor do que compartilhar experiências. 
4) Convidar amigos, vizinhos, empresas e instituições a participarem. Enquanto o seu grupo faz uma ação, 
muitos outros também estão fazendo a sua parte. O sucesso de um projeto de voluntariado depende das 
pessoas envolvidas e das parcerias empreendidas. 
5) Não votar em candidatos que ofereçam, em troca de votos, favores como emprego, dinheiro, cestas 
básicas, consultas médicas, etc. 
6) Fiscalizar a atuação dos políticos, exigindo que eles cumpram as promessas de campanha. 
7) Exercer o dever de cidadão, participando ativamente do planejamento da cidade \u2013 por meio do Orçamento 
Participativo, do Plano Diretor ou dos Conselhos Municipais. 
8) Participar de discussões e projetos em prol dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs), 
incentivando o engajamento de outras pessoas, organizações e empresas. 
9) Formar parcerias com setor público, empresas, associações e conselhos, a fim de resolver os problemas 
mais relevantes do bairro. 
10) Sensibilizar o Conselho de Bairro para que reivindique o acesso a medicamentos seguros e a preços 
acessíveis. 
11) Sensibilizar o Conselho de Bairro para que reivindique o acesso à Internet e a outros meios de 
comunicação, além de se disponibilizar para projetos de inclusão digital voltados para jovens em situação de 
desvantagem social. 
12) Promover ações voluntárias na comunidade, contribuindo para o desenvolvimento urbano e para o 
alcance dos Objetivos do Milênio. 
 
EaD Sérgio Luis Al lebrandt
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Apesar de todas as ações e sugestões propostas pelos ODM e descritas no decorrer
desta Unidade \u2013 buscando oferecer a maior clareza possível sobre elas \u2013 entende-se que esse
conjunto de tarefas propostas pode ser considerado um árduo desafio. Ademais, é oportuno
salientar que não se pode pensar isoladamente sua funcionalidade (ou seja, a tarefa de
divulgação deve ser sobreposta a possíveis desavenças político-partidárias e interesses pes-
soais no que tange à promoção deste conjunto de intenções).
Desta forma, se o intuito principal consiste em propiciar melhores condições de vida
aos habitantes dos municípios \u2013 aqui em especial aos que compõem o Estado do Rio Grande
do Sul \u2013 requer-se então o engajamento de todos com vista ao bem-estar social coletivo,
atentando sempre para os limites superáveis que evitem a (preocupante) degradação do
meio ambiente.
O conjunto de desafios está posto. Resta agora que tanto mecanismos de controle
quanto a mobilização de toda a sociedade integrem esse (árduo) processo. Como, porém,
instrumentalizar efetivamente as ações propostas pelos ODM se cada município apresenta
distintas características e problemas, por vezes endêmicos? É disso que tratará a parte final
deste capítulo, apresentada a seguir.
Seção 2.3
Como Executar os ODM em seu Município?
Apesar de os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) terem sido destinados
para os países-membros da Organização das Nações Unidas (ONU), como já foi menciona-
do anteriormente, eles também são estendidos aos gestores públicos municipais, que têm a
responsabilidade pelo cumprimento de suas metas.
Nesse sentido, a Constituição Federal de 1988 delegou autonomia aos municípios em
diversas áreas que também fazem parte dos ODM. São eles responsáveis pela condução de
diversas políticas públicas necessárias à concretização dos direitos fundamentais e dos Ob-
jetivos do Milênio.
Inicialmente, como são oito ODM, eles também estão contemplados na CF. Assim
sendo, no que tange aos primeiros, existem ações voltadas ao combate à pobreza e à execu-
ção de Políticas de Geração de Emprego e Renda (ODM 1), além da melhoria nas condições
educacionais (ODM 2) por intermédio de programas assistenciais chamados de Programas
de Transferência de Renda do Governo Federal (Bolsa Família).
EaD
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GESTÃO PÚBLICA IV
Conforme exposto na seção anterior, em determinadas áreas, como no caso da saúde
(ODM 4, 5 e 6), os governos municipais são legalmente obrigados a investir 15% do total de
suas receitas nesta área. Existe também a obrigatoriedade de investir 25% em educação, em
observância à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (1996) com a garantia do
acesso gratuito à Educação Infantil (creches e pré-escolas) e ao Ensino Fundamental (1° ao
9° ano). Estas são as metas dos ODM 2 (educação) e 3 (diminuição da desigualdade entre
homens e mulheres).
No que tange ao objetivo 7, que se refere ao desenvolvimento sustentável, a partir da
criação do Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama), todo e qualquer município pos-
sui competências capazes de criar normas e critérios de controle e manutenção da qualida-
de do meio ambiente com vista à gestão ambiental. Nesse sentido, cabe ainda aos gestores
definirem as diretrizes básicas da política de desenvolvimento urbano, com forte impacto na
sustentabilidade ambiental \u2013 Gestão Ambiental Local, Plano Diretor e Políticas de Habita-
ção \u2013 (ODM 7).
Como parte final tem-se o objetivo 8, que