Apostila UNIJUÍ - Planejamento Estratégico Local
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Apostila UNIJUÍ - Planejamento Estratégico Local


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de Autodiagnóstico das Potencialidades Municipais
e Planejamento de Ação \u2013 Mampla. Este método resgata a impor-
tância e a necessidade de os municípios elaborarem e programa-
rem planos estratégicos que orientem o seu desenvolvimento; sen-
sibiliza o poder público e a comunidade para a construção de um
pacto entre as lideranças locais; identifica fatores favoráveis e des-
favoráveis ao desenvolvimento, definindo atividades estratégicas,
estabelecendo programas, projetos, metas e planos de ação.
Planejamento Estratégico Municipal \u2013 PEM \u2013 trabalha o
modelo de gestão municipal, o ciclo do planejamento e a propo-
sição de um modelo organizacional. O método é bastante com-
plexo e sua preocupação é tornar esse processo gerenciável, con-
forme Figura 1. Propõe fases bem definidas e que resultam em
Gespar
 O desenvolvimento da
metodologia surgiu em 1995,
entre uma cooperação entre o
Banco do Nordeste e o PNUD
(Programa das Nações Unidas
para o Desenvolvimento) dando
início a um Programa de Apoio ao
Desenvolvimento Local. O caráter
sistêmico e integrado do
processo, articulado a uma
concepção de desenvolvimento,
transcendeu as experiências até
então instituídas e inaugurou uma
nova fase de concepção local.
Este passo inicial contribuiu e
motivou uma série de novas
experiências que têm enriquecido
o debate em torno da construção
de novas alternativas de desenvol-
vimento mais sustentáveis.
Mampla
Desenvolvida pelo Sebrae/CE
para planejamentos
participativos municipais.
PEM
É uma ferramenta de gestão
amplamente aplicada há mais de
cinco décadas; iniciou-se na área
empresarial, passando depois a
ser utilizada na área pública.
PEP
Este método consiste de uma
mescla do método do Planeja-
mento Estratégico Situacional
organizado por Carlos Matus
(autor chileno) a partir de sua
vivência como ministro da
Economia do governo Allende, no
período de 1970-73, e da análise
de outras experiências de
planejamento normativo ou
tradicional na América Latina,
cujos fracassos e limites instiga-
ram um profundo
questionamento sobre os
enfoques e métodos utilizados, o
qual o utiliza no âmbito mais geral
do planejamento econômico-
social e vem sendo
crescentemente adaptado e
utilizado em áreas como saúde,
educação e planejamento urbano,
por exemplo. Este enfoque parte
do reconhecimento da complexi-
dade, da fragmentação e da
incerteza que caracterizam os
processos sociais, que se
assemelham a um sistema de final
aberto e probabilístico, em que os
problemas se apresentam, em
sua maioria, não estruturados, e
o poder se encontra compartido,
ou seja, nenhum ator detém o
controle total das variáveis que
estão envolvidas na situação.
EaD
131
GESTÃO PÚBLICA IV
determinados produtos. Cada fase dessas depende da conclusão da anterior. O PEM prevê a
continuação por tempo indefinido e propõe que o planejamento estratégico torne-se parte
integrante da gestão municipal.
Figura 1: Ciclo do Planejamento Estratégico Municipal \u2013 PEM
Fonte: Pfeiffer (2001).
O Planejamento Estratégico Participativo \u2013 PEP \u2013 surge de uma abordagem cuja ca-
racterística é a busca da compreensão da realidade, modificando-a, baseado na concepção
dialética, levando a compreender a complexidade da realidade da qual os acontecimentos
fazem parte. Trata-se de uma compreensão do ser humano nas dimensões política, econômi-
ca, social, cultural e emocional.
Na sequência abordam-se os recortes e suas justificativas, que poderão ser emprega-
dos para a elaboração deste modelo, sem a preocupação de realizar análises e comparativos
das metodologias anteriormente descritas, mas sim abordar acerca das partes retiradas de
cada metodologia. Essas serão descritas na ordem do método proposto.
Seção 5.2
Metodologia Proposta
O modelo de planejamento estratégico baseia-se nas premissas da integração das en-
tidades locais e do desenvolvimento sustentável para os municípios, seguindo as etapas,
conforme ilustra a Figura 2.
 
Preparação do 
Processo 
Implementação 
dos Projetos 
Avaliação do 
Impacto 
Análise do 
Ambiente 
Formulação do 
Plano 
Operacionalização 
do Planejamento 
Estruturação 
do Plano 
Estrutura 
Organizacional 
EaD Sérgio Luis Al lebrandt
132
O modelo se valida por meio de várias etapas, iniciando pela estruturação de sequências
lógicas, de grupos por áreas de trabalho específicas \u2013 políticas, técnicas e de produtos \u2013, os
quais levam à formulação e apreciação dos novos horizontes para o município, detalhando
as estratégias em ações e comprometimentos. São quatro as etapas definidas, conforme des-
crito a seguir.
Figura 2: Fluxograma das Atividades
Fonte: elaboração do autor.
Etapa 1 \u2013 Preparatória
Consiste nos ajustes e acertos para a proposta de um plano por parte da gestão local,
isto é, um grupo representativo das organizações do município, tais como a prefeitura, As-
sociação Comercial, Sindicatos e lideranças do Conselho Municipal de Desenvolvimento \u2013
Comude \u2013, constituindo um grupo de coordenação municipal, juntamente com a assessoria
técnica,1 estabelecendo as responsabilidades de cada entidade.
 
Atividades 
Preparat órias
Antecedentes
MACRO- 
DIRETRIZES 
PLANO 
ESTRATÉGICO
Análise do 
Contexto
(Tendências 
Relevantes )
O 
Município 
desejado pela 
população
ETAPA 2
DIAGNÓSTICO
Proposta 
do Plano
Ameaças e 
Oportunidades
DIAGNÓSTICO
EIXOS 
ESTRATÉGICOS
MUNICÍPIO 
DESEJADO
(VISÃO DE 
FUTURO)
Enquete
ETAPA 3 
FORMULAÇÃO ESTRATÉGICA
INSTRUMENTOS
FINANCEIROS
E DE GESTÃO
LOCAL
ETAPA 4
PROJETOS, INSTRUMENTOS E 
MODELO DE GESTÃO
INDICADORES DE 
MONITORAMENTO
Seminário 
Lançamento Oficinas 
Temáticas e 
de Cenários
DIRETRIZES DO 
PLANO
LEGENDA
FLUXOGRAMA DAS ATIVIDADES
ETAPA 1 
PREPARATÓRIA
Atores
Sensibilizados
Definição
Grupo
Coordena ção
Sistematização 
da Enquete
5
 Grupo técnico responsável por coordenar o processo metodológico.
EaD
133
GESTÃO PÚBLICA IV
O modelo inicia-se com a proposta para a elaboração de um plano, consensuada entre
todas as entidades que fazem parte do município (gestão local). As atividades preparatórias
devem ser desencadeadas a partir de um seminário motivacional de lançamento, marcado pelo
estudo e discussão sobre a importância do planejamento estratégico, a fim de explicitar, para os
meios de comunicação, as entidades, lideranças e a população em geral, a dinâmica que será
seguida. É marcado ainda pelo lançamento de uma consulta, convocando a população e as
organizações do município para a participação, desafiando a todos com uma pergunta: Consi-
derando o município que temos, qual o município que queremos para os próximos 10 anos?
Etapa 2 \u2013 Diagnóstico
Esta fase consiste na busca do histórico do município e no aprofundamento e análise
da sua situação e potencialidades, realizando um diagnóstico dos indicadores demográficos,
sociais, educacionais e econômicos, por meio do grupo técnico. Neste caso, são dados se-
cundários apurados mediante pesquisa e apresentados em plenária posteriormente.
Etapa 3 \u2013 Formulação estratégica
A partir da análise do diagnóstico, nessa etapa ocorrem trabalhos em plenárias e estu-
do de grupos, definindo os pontos fortes, pontos fracos, oportunidades e ameaças do muni-
cípio, além da tabulação e sistematização da consulta lançada para a população. A partir
disso, é possível sistematizar as expectativas em eixos prioritários e encaminhar o trabalho
para a constituição de grupos por áreas específicas, ou seja, grupos temáticos. Esses grupos,
ao longo de alguns meses, terão como tarefa transformar as expectativas manifestadas pela
população e lideranças em projetos e ações estratégicas, nos quais devem especificar o obje-
tivo, os resultados a serem alcançados, as fontes de financiamento e as responsabilidades
no encaminhamento.
Etapa 4 \u2013 Projetos, instrumentos e modelos de gestão
Após o trabalho dos grupos temáticos, deverá ocorrer a sistematização e apresentação
dos resultados de cada área, em um seminário aberto a lideranças e à população