Apostila UNIJUÍ - Planejamento Estratégico Local
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Apostila UNIJUÍ - Planejamento Estratégico Local


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retomou as atividades docentes e
de pesquisa no DEAd e, pouco tempo depois, passou a atuar tam-
bém como professor no Programa de Mestrado em Desenvolvimen-
to, mantido pela Unijuí, a partir de 2002. Concomitantemente pas-
sou a atuar como docente do Programa de Mestrado e Doutorado
em Desenvolvimento Regional, mantido pela Unisc, em Santa Cruz
do Sul (RS).
Desde então a sua vida acadêmica \u201centrou no tranco\u201d. Es-
poradicamente presta assessoria ao Fórum dos Conselhos Regio-
nais de Desenvolvimento do Rio Grande do Sul, uma vez que suas
pesquisas estão direcionadas a questões ligadas ao planejamento
e desenvolvimento regional, gestão pública, cidadania e temas
afins. Em função disso, possui alguns livros, capítulos de livros e
artigos, publicados, bem como trabalhos apresentados sobre estes
temas, participando ainda de grupos de pesquisa e orientando
graduandos, mestrandos e doutorandos sobre assuntos correlatos.
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GESTÃO PÚBLICA IV
É descendente não fanático de alemães (mas também, com
esse nome!), casado com Solange Siedenberg, professora, dois fi-
lhos (estoque humano reposto), todos gremistas. A sua ficha aca-
dêmica está no Lattes, atualizada por força das circunstâncias pro-
fissionais. E, se depois de tudo isso a curiosidade ainda não estiver
estancada, o negócio é perguntar diretamente...
EaD
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GESTÃO PÚBLICA IV
ApresentaçãoApresentaçãoApresentaçãoApresentação
O componente curricular Planejamento Estratégico Local integra o último bimestre
do Curso Superior de Tecnologia em Gestão Pública. Como propõe o Projeto Político-Peda-
gógico, este componente tem uma dupla função: abordar diferentes instrumentos e modelos
que orientam o planejamento no setor público, conhecendo a sua concepção teórica, e ao
mesmo tempo constituir-se no principal desafio do curso para utilizar esses modelos e ins-
trumentos na prática, consolidando-se enquanto produto de conclusão de curso.
Organizou-se o livro em cinco unidades. A primeira trata da mensuração do desenvol-
vimento e dos processos de inclusão e exclusão social. No processo de instituição de políti-
cas públicas inclusivas um grande desafio é a criação de instrumentos de mensuração, como
indicadores de inclusão social, indicadores de exclusão social ou indicadores de desenvolvi-
mento. Os indicadores são ferramentas constituídas por uma ou mais variáveis que, associ-
adas de diversas formas, revelam significados mais amplos sobre os fenômenos a que se
referem. Os indicadores são instrumentos essenciais para guiar a ação e subsidiar o acom-
panhamento e a avaliação do progresso alcançado na construção do desenvolvimento sus-
tentável. A unidade aborda deferentes indicadores, detalhando em especial o índice de De-
senvolvimento Humano Municipal (IDH-M), o Índice de Exclusão Social (IES) e o Índice
de Desenvolvimento Econômico e Social (Idese).
A segunda unidade trata dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) para a
Gestão Municipal. Em um primeiro momento expõe sucintamente o porquê da criação dos
ODMs pela Organização das Nações Unidas \u2013 ONU \u2013 em 2000. Logo a seguir descreve e
exemplifica onde e como se aplicam cada um desses oito objetivos estabelecidos e que visam
a oferecer uma melhor qualidade de vida à população mundial, por intermédio de ações e
sugestões de práticas voltadas para tal intuito. Faz ainda um apanhado geral de como estas
ações podem ser executadas em cada um dos 5.565 municípios brasileiros.
A unidade três apresenta os fundamentos do planejamento, concebido como instru-
mento essencialmente democrático e participativo, capaz de provocar mudanças na socie-
dade e na qualidade de vida dos cidadãos. Nas suas diversas seções trata de um conjunto de
variáveis inerentes a qualquer modelo de planejamento, entendido como um processo que
busca a concretização de planos de desenvolvimento de determinado território.
Na quarta unidade descreve-se uma metodologia de planejamento a ser empregada
para o processo de elaboração de planos de desenvolvimento de microrregiões e macrorregiões
de um Estado. O modelo proposto está baseado na metodologia adotada pelos Conselhos
Regionais de Desenvolvimento do Rio Grande do Sul (Coredes), e que foi desenvolvida por
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um Grupo de Trabalho do Fórum dos Coredes. A proposta aqui descrita, no entanto, pode
servir para orientar o processo de planejamento de outras regiões do país, bem como, com as
devidas adaptações, para processos de planejamento de municípios e suas divisões territoriais
em bairros e distritos.
A última unidade do livro apresenta outra proposta metodológica para orientar o pro-
cesso de planejamento do desenvolvimento, desta vez com ênfase no local, no processo de
elaboração de planos de desenvolvimento de municípios. Trata-se de um modelo simples, de
fácil aplicabilidade, mas que, como no modelo apresentado na unidade quatro, também tem
uma preocupação fundamental com a etapa da elaboração de projetos para a ação.
Infelizmente, na grande maioria dos municípios as ações voltadas a investimentos no
desenvolvimento ainda são vistas como aumento de custos e não como estratégias de de-
senvolvimento que alavancam alternativas de geração de renda e empregos, contribuindo
assim para a qualidade de vida futura da população. A existência de instrumentos e méto-
dos que orientem estas novas posturas necessárias aos agentes políticos e à sociedade local
pode facilitar esse importante processo de mudança.
Tem-se a expectativa que o conteúdo e a forma de apresentá-lo e tratá-lo sejam de
grande utilidade para os alunos, tanto com vistas a empregar estes instrumentos/modelos
para o exercício acadêmico, como, desde agora e no futuro, com as melhorias e aperfeiçoa-
mentos que os próprios alunos vão agregar com base na experiência e retomada constante
dos processos de ensino-aprendizagem, orientem a ação dos gestores públicos tendo no
horizonte sempre presente o objetivo de melhorar a vida de todos os cidadãos brasileiros.
EaD
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GESTÃO PÚBLICA IV
Unidade 1Unidade 1Unidade 1Unidade 1
MENSURANDO O DESENVOLVIMENTO
SUSTENTÁVEL E A INCLUSÃO/EXCLUSÃO SOCIAL
Sérgio Luís Allebrandt
OBJETIVOS DESTA UNIDADE
\u2022 Conhecer processos de mensuração do desenvolvimento e da inclusão/exclusão social.
\u2022 Conhecer diversos índices-sínteses e indicadores empregados em processos de planeja-
mento do desenvolvimento.
\u2022 Entender a prática de análise utilizando indicadores e índices-sínteses.
AS SEÇÕES DESTA UNIDADE
\u2013 Seção 1.1 \u2013 Desenvolvimento e utilização de Indicadores Sociais.
\u2013 Seção 1.2 \u2013 Índices e Indicadores mais utilizados.
\u2013 Seção 1.3 \u2013 Detalhando três Índices: IDH-M, Idese e IES.
\u2013 Seção 1.4 \u2013 A análise com base em diferentes índices aplicados a uma mesma região ou
grupo de municípios.
\u2013 Seção 1.5 \u2013 À guisa de conclusão.
Esta Unidade aborda o processo de mensuração da inclusão/exclusão social e do de-
senvolvimento sustentável por meio do emprego de indicadores sociais e índices-sínteses.
Primeiramente aborda o desenvolvimento e a utilização de indicadores sociais, descrevendo
um conjunto de indicadores amplamente utilizados atualmente. Em seguida analisa mais
detalhadamente três índices: o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal, o Índice de
Exclusão Social e o Índice de Desenvolvimento Socioeconômico. Na sequência realiza uma
breve análise destes índices aplicados ao grupo de 35 municípios gaúchos com população
superior a 50 mil habitantes na área urbana. Na conclusão apresenta algumas sugestões
com vistas ao aperfeiçoamento dos índices utilizados ou para integrar um possível novo
índice que abrangesse um conjunto mais amplo de dimensões da realidade econômico-social
dos municípios, regiões e suas populações.
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Seção 1.1
Desenvolvimento e Utilização de Indicadores Sociais
Ao longo de muitas décadas era normal, no mundo todo, a prática de avaliar o bem-
estar das populações, países ou regiões, pelo tamanho de seu PIB per