Apostila UNIJUÍ - Planejamento organizacional
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Apostila UNIJUÍ - Planejamento organizacional


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com as atividades programadas.
\u2013 A coordenação do programa deve ser escolhida de forma participativa, caso contrário se
constituirá num elemento de insatisfação de uma parcela das instituições. A pessoa que
vai exercer o papel de coordenador deve ter credibilidade e capacidade de
empreendedorismo.
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PLANEJAMENTO ORGANIZAC IONAL
\u2013 A transparência na metodologia de trabalho e o comprometimento de todas as organiza-
ções facilitarão o sucesso do programa.
\u2013 O grupo de trabalho conjunto deve ter características de empreendedorismo, de criatividade
e de energização, pois isto garante a continuidade das atividades e a superação dos riscos
e problemas emergentes.
\u2013 Recomenda-se que as pessoas que integram o grupo principal de trabalho tenham forma-
ção multidisciplinar, oportunizando visão a partir de vários ângulos e
intercomplementariedade.
\u2013 O programa deve oportunizar vantagens para todas as instituições integrantes. Isto irá
facilitar a efetiva participação de todas as organizações e criará disposição de alocar re-
cursos necessários ao programa.
\u2013 Deve-se ter o máximo cuidado para que uma ou várias instituições não se apossem dos
resultados do programa em detrimento das outras.
\u2013 Cuidado especial, também, deve ser dado ao jogo de poder que pode ocorrer com base no
conhecimento, na proporção de recursos alocados, nos conchavos ou na intensidade de
articulações de uma entidade com outras não pertencentes ao programa.
\u2013 As pessoas que integram os grupos de trabalho conjunto devem ter capacidade de negocia-
ção e de parceria.
\u2013 É importante que haja consciência de que o trabalho interinstitucional não é um fim em
si, mas um meio para alcançar determinados objetivos.
\u2013 As avaliações sempre devem ser feitas contextualizando o programa num quadro mais
amplo, pois isto oportuniza analisar os problemas havidos com referenciais mais
abrangentes e com menos sensibilização das pessoas.
\u2013 Deve haver clareza de todos os participantes do programa a respeito de quem são os seus
beneficiários, para que não ocorram desvios durante o processo de execução.
\u2013 A definição clara dos recursos disponibilizados por cada organização favorece o andamen-
to mais rápido do programa.
\u2013 Periodicamente deve-se informar à alta administração das empresas sobre o andamento
das atividades do programa.
\u2013 Não basta elaborar o plano de ações conjuntas por uma equipe interinstitucional, mas
deve ocorrer a aprovação de cada uma das diretorias das organizações envolvidas.
\u2013 A divulgação de informações relacionadas com o programa, citando todas as organizações
participantes, cria junto a alta administração das mesmas sentimentos positivos e clima
de favorecimento para sua operacionalização.
EaD Adelar Francisco Baggio \u2013 Amauri Luis Lampert
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\u2013 Eventos informais de relacionamentos e de lazer contribuem para criar sentimentos de
familiaridade e amizade entre os participantes do desenvolvimento do programa.
\u2013 O cronograma e as atividades previstas devem ocorrer conforme foram planejados. Nos
casos de ajustes, devem ser feitos com a participação de todas as participantes;
\u2013 O processo de acompanhamento do programa poderá ser feito por meio de reuniões perió-
dicas e do emprego de tabelas, planilhas, gráficos e indicadores.
 \u2013 O grupo envolvido na coordenação e na execução do programa deve ter em conta que o
trabalho conjunto quase sempre se constitui, também, em aprendizado das organizações.
Em razão disso, é recomendável que ocorram reuniões periódicas da alta administração
das organizações participantes durante o período de execução das ações interinstitucionais.
\u2013 Nos casos em que participam instituições públicas no programa, deve-se ter em mente que
a dinâmica e a velocidade das decisões destas organizações são diferentes daquelas das
entidades do setor privado.
\u2013 A elaboração e a publicação de documento no final da execução do programa gera um
sentimento de dever cumprido e de orgulho das pessoas e empresas envolvidas.
Por fim, o planejamento de programas ou empreendimentos interinstitucionais é um
assunto novo e só recentemente começou a fazer parte dos conteúdos da bibliografia rela-
cionada com o tema. Merece, contudo, atenção especial no âmbito do planejamento
organizacional, em razão das enormes potencialidades que derivam das parcerias, das
alianças interinstitucionais e da riqueza resultante da complementariedade e do relacio-
namento.
SÍNTESE DA UNIDADE 7
Na Unidade 7 foram disponibilizados conteúdos que tratam do
processo de elaboração do planejamento de programas ou empre-
endimentos interinstitucionais. Durante a apresentação do con-
teúdo ocorre o estudo de aspectos relevantes de mecanismos que
materializam as relações interinstitucionais, tais como: parcerias,
redes interorganizacionais e alianças estratégicas.
No final foram sugeridas diretrizes que devem ser levadas em con-
sideração quando é elaborado e executado o planejamento de pro-
gramas ou ações interinstitucinais.
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PLANEJAMENTO ORGANIZAC IONAL
Unidade 8Unidade 8Unidade 8Unidade 8
FERRAMENTAS ADMINISTRATIVAS
FACILITADORAS DO PLANEJAMENTO
OBJETIVO DESTA UNIDADE
\u2013 Apresentar algumas ferramentas administrativas que facilitam os trabalhos quando da
elaboração do planejamento organizacional.
AS SEÇÕES DESTA UNIDADE
Seção 8.1 \u2013 Folha de Verificação
Seção 8.2 \u2013 Priorização de Estratégias
Seção 8.3 \u2013 Método GUT para Priorização
Seção 8.4 \u2013 Técnica 5W1H
Seção 8.5 \u2013 Diagrama de Causa e Efeito
Seção 7.6 \u2013 Análise de Portfólio \u2013 Matriz BCG (Boston Consulting Group)
Seção 8.7 \u2013 Ciclo PDCA
Seção 8.8 \u2013 Benchmarking
Seção 8.9 \u2013 Ciclo de Vida das Organizações
Seção 8.10 \u2013 Curva do Ciclo de Vida do Produto
Seção 8.11 \u2013 Brainstorming (tempestade de idéias)
EaD Adelar Francisco Baggio \u2013 Amauri Luis Lampert
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Seção 8.1
Folha de Verificação
O que é e para que serve
É um formulário em que são listados os itens a serem observados no momento da
coleta de dados.
A folha de verificação é usada para responder à pergunta \u201cCom que frequência certos
eventos ocorrem?\u201d Ela dá início ao processo de transformação da \u201copinião\u201d em \u201cfatos\u201d.
Além disso, é fundamental para garantir que pessoas diferentes observem os mesmos fatos.
Como elaborar
1. Decidi quais são os eventos a observar ou estudar.
2. Definir o período de coleta dos dados.
3. Elaborar um formulário claro e de fácil manuseio, com espaço suficiente para registro dos dados.
Exemplo de Folha de Verificação
Para tornar diferente a nossa leitura, vamos falar um pouco sobre futebol. Uma equipe
da área de esportes, interessada em melhorar os resultados de um time, resolveu observar
três dos seus jogos para, depois, trabalhar com fatos e dados.
Fizeram um brainstorming sobre as principais causas da não marcação de um gol e
foram observar a frequência com que ocorriam. Veja o resultado a seguir.
Figura 14: Folha de verificação
Fonte: Instituto Brasileiro da Qualidade Nuclear, 1993, p. XI-19.
FOLHA DE VERIFICAÇÃO 
JOGOS CAUSAS 
 PRIMEIRO SEGUNDO TERCEIRO 
TOTAL 
Defesa do goleiro / --- ----- 1 
Passe errado # # # # # # # / # # # 52 
Chute errado a gol # # # # # # // 26 
Impedimento / / //// ----- 6 
Falta sofrida /// # / // 10 
Erro do juiz ----- // -- 2 
Queda do jogador ----- / --- 1 
 
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PLANEJAMENTO ORGANIZAC IONAL
É importante que o planejamento seja feito com base em fatos e dados. A folha de
verificação constitui-se numa ferramenta eficaz para atender a este requisito.
Seção 8.2
Priorização de Estratégias
Esta técnica oportuniza a escolha da melhor estratégia entre várias opções, conforme
pode ser verificado a seguir:
1ª) Os frangos têm bom retorno e geram forte impacto.
2ª) Os suínos têm retorno não rápido