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em Consultório e Ambulatório de Pediatria
\u2013 M. catarralhis
\u2013 S. epidermitis
CLÍNICA
Unilateral (mais freqüente) / bilateral
Edema palpebral
Secreção muco-purulenta
Hiperemia conjuntival
Quemose
Ausência de adenomegalia pré-auricular
Associação com OMA (especialmente por Haemophilus influenzae)
TRATAMENTO
Higiene local com soro fisiológico; compressas frias e colírio antibiótico largo espectro
3. Viral
CLINICA
Semelhante à conjuntivite bacteriana no início
Unilateral no início sendo, geralmente, bilateral em 1 semana
Conjuntivite folicular com linfadenopatia pré-auricular
Período de incubação de 5 a 10 dias
Secreção muco-aguosa
Hiperemia
Quemose
Hemorragia sub-conjuntival e folículos na conjuntiva tarsal, posteriormente pode surgir ceratite
subepitelial
3 (TRÊS) APRESENTAÇÕES CLÍNICAS
\u2013 Conjuntivite Folicular Aguda (restringe-se ao olho) tem discreto envolvimento do epitélio
corneano, apresentando resolução rápida
\u2013 Febre Faringo-Conjuntival \u2013 apresenta concomitantemente faringite, febre, cefaléia, mialgias,
náuseas e tosse
\u2013 Cerato Conjuntivite Epidêmica (forma mais grave) \u2013 apresenta conjuntivite membranosa,
faringite, otite, vômitos e diarréia.
TRATAMENTO
Principalmente alívio dos sintomas (dor e sensação da presença de corpo estranho) com uso
de colírios adstringentes ou lágrimas artificiais; limpeza local com soro fisiológico; compressas
frias. Uso de colírio de corticóide somente quando houver infiltração corneana subepitelial ou
formação de membranas
4. Conjuntivite Atópica
São processos alérgicos geralmente mais comuns em crianças menores de 10 anos. Apresen-
tam-se com quadros de remissões e de exacerbações
CLÍNICA
Inicialmente surge desconforto ocular, ardor e fotofobia em seguida, hiperemia difusa, secre-
ção conjuntival rica em eosinófilos.; aparecimento de papilas gigantes na conjuntiva tarsal su-
Problemas Comuns em Ambulatório Pediátrico
103Manual Prático de Atendimento em Consultório e Ambulatório de Pediatria
perior que podem levar a traumas na córnea e úlceras não infecciosas; presença de infiltrados
límbicos e ceratite epitelial punctata.
TRATAMENTO
Compressas frias, colírio vasoconstritor e anti-histamínicos. O uso de corticóides tópicos
somente se necessário e por curto período.
DACRIOCISTITE
DEFINIÇÃO
Obstrução congênita do ducto lacrimonasal. Cerca de 50% das crianças apresentam a obstru-
ção no primeiro mês de vida, (uni/bilateral)
Formas de manifestação:
\u2022 Obstrução simples
\u2022 Dacriocistite crônica
\u2022 Dacriocistite aguda \u2013 saco lacrimal doloroso, hiperemiado e endurecido, podendo evoluir
para celulite
\u2022 Fístula congênita do saco lacrimal
\u2022 Congênita (mucocele) \u2013 massa azulada na região do saco lacrimal presente ao nascimento
ou nos primeiros dias de vida, causa uma obstrução secundária, com contenção de mate-
rial mucóide
\u2022 Outras: Imperfuração do ponto lacrimal e fístula do saco lacrimal
TRATAMENTO:
Clínico: Apresenta resolução espontânea no primeiro ano de vida na maioria das vezes (90%).
Aconselha-se massagem do saco lacrimal (compreensão com o dedo indicador na região dos
canalículos em direção inferior, três vezes ao dia, com o intuito de favorecer hidraulicamente a
perfuração da membrana de Hasner.) O uso de colírios restringe-se aos casos com infecção -
conjuntivites ou dacriocistites
ESTRABISMO
É o alinhamento ocular anormal, podendo ser convergente (ESOTROPIAS) ou divergente
(EXOTROPIAS). Pode também ser classificado quanto a sua permanência: quando se manifesta
constantemente, de forma manifesta denomina-se TROPIA, quando não é constante, ou seja,
quando o desvio é latente, denomina-se FORIA.
1) Estrabismos Convergentes (Esotropias): (forma + freqüente - >50%)
Causas: Anatômicas, refracionais, mecânicas, nervosas, genéticas e acomodativas.
Data de aparecimento: Geralmente surge entre dois a três anos, podendo surgir nos primeiros
quatro meses de idade.
Evolução: Geralmente, no início intermitente e com o passar do tempo pode ficar constante.
Pode estar associado à história familiar e/ou ser precipitado por trauma, oclusão ou doença.
Conduta: O tratamento consiste na correção do erro de refração (geralmente hipermetropia >
3 graus). Se o desvio desaparecer com esta correção, a cirurgia está contra-indicada.
Esotropia congênita ou infantil \u2013 Costuma surgir nos seis primeiros meses de vida.
Embora este estrabismo possa aparecer em até 30% de pacientes com paralisia cerebral ou
hidrocefalia, geralmente as crianças que apresentam a esotropia congênita são normais do ponto
de vista neurológico.
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Quando tem um desvio preponderante em um olho pode ocorrer Ambliopia. Diagnóstico
diferencial com paralisia IV par (nervo abducente) e síndrome de Duane (inervação aberrante dos
músculos extra-oculares), pois neste tipo de esotropia o desvio geralmente é maior que 30
dioptrias.
Conduta: Iniciar com correção do erro de refração, especialmente se houver hipermetropia.
Pesquisar ambliopia e se presente tratá-la por meio da oclusão do olho dominante. Geralmente
há necessidade de tratamento cirúrgico destes pacientes, realizável somente quando o desvio
se tornar estável e permitir uma propedêutica oftalmológica completa (cerca de um ano de
idade).
Outras formas de estrabismo - associados à baixa acuidade visual:
\u2022 Catarata
\u2022 Atrofia óptica
\u2022 Cicatrizes de corioretinite
\u2022 Retinoblastoma
2) Estrabismos Divergentes (Exotropias): Geralmente não tem uma causa definida. É con-
troversa a influência por fatores anatômicos, mecânicos e/ou nervosos. O fator genético pode
estar presente e pode surgir à partir de uma perda visual monocular (exotropia sensorial).
3) Exoforias: É o desvio latente, geralmente assintomático.
Clínico: Apresenta desconforto e alterações visuais após esforço visual prolongado, por leitu-
ra ou trabalho. Geralmente surge associado à cansaço, não conseguindo manter o paralelismo
ocular.
Conduta:
\u2022 Exercícios ortópticos.
\u2022 Óculos com prismas.
\u2022 Raramente cirurgia (quando o tratamento clínico não resolver ou em grandes desvios).
4) Desvios verticais: São raros e podem ou não estar associados a desvios horizontais
associados à problemas disfuncionais dos músculos cicloverticais (músculos oblíquos superior
e inferior e dos músculos retos superior e inferior).
Fatores associados:
\u2022 Assimetria de órbita (craniossinostoses \u2013 Cruzon, Apert e Pfeiffer)
\u2022 Traumas (fratura de órbita)
\u2022 Inflamação (miosite, celulite, doença de Graves)
\u2022 Tumores (intracranianos e orbitários).
Tratamento:
Pequenos desvios \u2013 uso de prismas
Grandes desvios \u2013 cirurgia
5) Falso (pseudo) estrabismo: Devido a características fenotipicas. É freqüente em orientais,
pela presença de prega em epicanto ou com crianças com uma distância interpupilar pequena.
Não requer tratamento.
DOENÇAS REGIONAIS
DENGUE
Agente etiológico: É um vírus RNA.Arbovírus do gênero Flavírus, pertencente à família
Flaviviridae com 4 sorotipos diferentes: 1,2,3,4.
Vetores hospedeiros: São mosquitos do gênero Aedes. Nas Américas, o vírus da Dengue per-
siste na natureza mediante o ciclo de transmissão homem-Aedes-homem.
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ASPECTOS CLÍNICOS
Doença infecciosa febril aguda que pode ser de curso benigno ou grave, dependendo da
forma como se apresenta:infecção inaparente, Dengue clássico (DC), febre hemorrágica do Den-
gue (DH), ou síndrome de choque do Dengue (SCD).
SINAIS E SINTOMAS
DC: é de início abrupto, com febre alta (39 a 40 graus) seguida de cefaléia, mialgia, prostra-
ção, artralgia, anorexia, astenia, dor retoorbitária, náuseas, vômitos, exantema, prurido
cutâneo, hepatomegalia (ocasional), dor abdominal generalizada (principalmente