Apostila UNIJUÍ - Gestão da produção de bens e serviços
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Apostila UNIJUÍ - Gestão da produção de bens e serviços


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ou
seja, em vez de materiais, informações ou clientes fluírem através de uma operação, quem
sofre o processamento fica estacionário, enquanto equipamento, maquinário, instala-
ções e pessoas movem-se de e para a cena do processamento na medida do necessário.
Como exemplos podemos citar uma cirurgia de coração, restaurante de alta classe do
tipo \u201ca la carte\u201d e manutenção de computador de grande porte.
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GESTÃO DA PRODUÇÃO DE BENS E SERVIÇOS
Figura 1: Modelo de Layout Posicional \u2013 cirurgia
Fonte: <www.images.google.com.br>.
Figura 2: Modelo de Layout Posicional \u2013 restaurante a la carte
Fonte: <www.fotoseach.com.br>.
EaD Dieter S iedenberg \u2013 F ernand a Pa squ alini
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b) Arranjo físico por processo: é assim chamado por que as necessidades e conveniências dos
recursos transformadores que constituem o processo de operação dominam a decisão sobre
o arranjo físico. Nesse tipo de arranjo, processos similares são localizados juntos um do
outro. A razão pode ser que seja conveniente para a operação mantê-los juntos, ou que
dessa forma a utilização dos recursos transformadores seja beneficiada. Isso significa que
quando produtos, informações ou clientes fluírem através da operação, eles percorrerão um
roteiro de processo a processo, de acordo com as suas necessidades. Diferentes produtos ou
clientes terão diferentes necessidades e, portanto, percorrerão diferentes roteiros através da
operação. Por esta razão, o padrão de fluxo na operação será bastante complexo.
Como exemplo em serviços temos o caso dos hospitais, em que alguns processos (como
aparelhos de raios x e laboratórios) são necessários a um grande número de diferentes tipos
de pacientes e alguns processos (como alas gerais) podem atingir altos níveis de utilização
de recursos (leitos e equipe de atendimento). Os supermercados também são outro exemplo,
nos quais alguns processos, como a área que dispõe de vegetais e enlatados, oferece maior
facilidade na reposição dos produtos se mantidos agrupados da mesma forma que a área dos
produtos refrigerados. Outro exemplo é uma biblioteca.
Figura 3: Modelo de Layout por Processo \u2013 biblioteca
Fonte: <www.images.google.com.br>.
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GESTÃO DA PRODUÇÃO DE BENS E SERVIÇOS
c) Arranjo físico celular: é aquele em que os recursos transformados, entrando na operação,
são pré-selecionados (ou pré-selecionam-se a si próprios) para se movimentarem para uma
parte específica da operação (ou célula) na qual se encontram todos os recursos transfor-
madores necessários a atender a suas necessidades imediatas de processamento. A célula
em si pode ser organizada segundo um arranjo físico por processo ou por produto.
Como exemplo tem-se a área para produtos específicos em supermercados, pois alguns
clientes usam o supermercado apenas para comprar lanches na hora do almoço (salgadi-
nhos, refrigerantes, etc.). Estes, em geral, são dispostos juntos, de forma que o cliente que
está comprando seu almoço não precise procurá-lo pelo supermercado todo.
Outro exemplo é mostrado na figura a seguir. Neste caso, uma loja de departamentos
tem como layout predominante o tipo por processos, pois cada área (calçados, roupas, livros,
etc.) pode ser considerada um processo separado dedicado a vender um tipo particular de
produto. A exceção é o setor de esportes, que pode ser considerado uma loja dentro da loja,
dedicada a vender vários tipos de produto com um tema comum: o esporte.
Figura 4: Modelo de Layout Celular
Loja de departamentos mostrando a célula de artigos esportivos
Fonte: Adaptação de Slack et al, 2008, p. 207.
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d) Arranjo físico por produto: envolve localizar os recursos produtivos transformadores se-
gundo a melhor conveniência do recurso que está sendo transformado. Cada produto,
elemento de informação ou cliente segue um roteiro pré-definido no qual a seqüência de
atividades requerida coincide com a seqüência na qual os processos foram arranjados
fisicamente. Este é o motivo pelo qual às vezes este tipo de arranjo físico é chamado de
arranjo físico em \u201cfluxo\u201d ou em \u201clinha\u201d. O fluxo de produtos, informações ou clientes é
muito claro e previsível no arranjo físico por produto, o que faz dele um arranjo relativa-
mente fácil de controlar.
Como exemplo tem-se os restaurantes self-service ou um programa de vacinação em
massa.
Figura 5: Modelo de Layout por Produto \u2013 Restaurante self-service
Fonte: <www.images.google.com.br>.
Além de cada tipo de arranjo físico, também existem os arranjos físicos mistos. Isto
porque muitas operações ou projetam arranjos físicos mistos, que combinam elementos de
alguns ou de todos os tipos básicos de arranjo físico ou, alternativamente, adotam tipos
básicos de arranjo físico de forma \u201cpura\u201d em diferentes partes da operação.
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GESTÃO DA PRODUÇÃO DE BENS E SERVIÇOS
Por exemplo, um hospital normalmente seria arranjado conforme os princípios do ar-
ranjo físico por processo \u2013 cada departamento representando um tipo particular de processo
(departamento de radiologia, salas de cirurgia, laboratórios, etc.). Ainda assim, dentro de
cada departamento diferentes tipos de arranjo físico são utilizados. O departamento de radi-
ologia é provavelmente arranjado por processo, as salas de cirurgia segundo um arranjo
físico posicional e o laboratório conforme um arranjo físico por produto.
Outro exemplo é ilustrado na figura a seguir. Neste caso, um complexo de restauran-
tes é mostrado com três tipos diferentes de restaurante e a cozinha serve aos três. A cozinha
é organizada conforma um arranjo físico por processo, com os processos (armazenamento
de ingredientes, preparação da comida, etc.) agrupados. Diferentes pratos percorrerão dife-
rentes roteiros entre processos, dependendo de seus requisitos de processamento. O restau-
rante tradicional é organizado segundo o arranjo físico posicional, no qual os clientes ficam
em suas mesas enquanto a comida é trazida até eles. O restaurante do tipo buffet é arranja-
do de forma celular, com cada área tendo todos os processos (pratos) necessários para servir
os clientes em suas necessidade de entradas, prato principal e sobremesa. Já no restaurante
do tipo \u201cbandejão\u201d (como os restaurantes por quilo), todos os clientes passam pelo mesmo
roteiro quando estão se servindo (Slack et al, 2008).
EaD Dieter S iedenberg \u2013 F ernand a Pa squ alini
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Figura 6: Modelo de Layout Misto \u2013 complexo de restaurantes com os 4 tipos básicos de layout
Fonte: Slack et al, 2008, p. 211.
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GESTÃO DA PRODUÇÃO DE BENS E SERVIÇOS
Seção 4.3
Efeito Volume X Variedade
Os exemplos anteriores dos quatro tipos básicos de arranjo físico mostram que o fluxo
de materiais, informações e clientes dependerá bastante da específica configuração de ar-
ranjo físico escolhida. A importância do fluxo para uma operação dependerá de suas carac-
terísticas de volume e variedade. Quando o volume é baixo e a variedade é relativamente
alta, o \u201cfluxo\u201d não é uma questão central. Já com volumes maiores e variedade menor, o
fluxo dos recursos transformados torna-se uma questão mais importante, que deve ser trata-
da pela decisão referente a arranjo físico.
A decisão de qual tipo de arranjo físico adotar raramente envolve um escolha entre os
quatro tipos básicos. As características de volume e variedade de uma operação vão reduzir
a escolha, grosso modo, a uma ou duas opções. A decisão sobre qual arranjo físico escolher
é influenciada por um entendimento correto das vantagens e desvantagens de cada um
(Slack et al, 2008).
Seção 4.4
Vantagens e Desvantagens
Para Slack et al (2008), cada tipo de layout possui suas vantagens e desvantagens,
conforme apresentado no quadro a seguir:
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Quadro 1: Vantagens e Desvantagens dos Tipos Básicos de Layout
Fonte: Adaptação de Slack et al, 2008, p. 214.
 Vantagens Desvantagens 
Posicional Flexibilidade de mix e produto muito alta 
Produto