ProvaCont.Social2009-Respostas
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DisciplinaContabilidade Social e Balanço de Pagamentos146 materiais1.375 seguidores
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PARTE A
:Questão 1 (parte A):
Produtos a preços básicos: É o preço de cada produto quando ele remunera somente os fatores básicos em sua produção (renda, salários e lucro). Em valores esse é o preço mais 
baixo portanto.
Produtos a custos de fatores: É o preço do produto que remunera todos os fatores incluidos, ou seja, é o produto a preços básicos + margens de transporte e comércio.
Produto a preços de mercado: custo final do produto, inclui portanto os preços básicos + margens de comércio e transporte + impostos sobre produtos e importação líquidos de subsídios.
Produtos a preços de consumidor = preços de mercado
OBS. No nível agregado, não faz diferença usar preços básicos ou preços a custo de fatores, já que o próprio setor de comércio e transportes é um setor da produção (anulando a diferença entre eles). Pinto. Grande.
O conceito de preços ao consumidor é correlato ao anteriormente visto como preços de mercado. Já o conceito de preços básicos aplica-se mais adequadamente aos setores e não corresponde, por isso, ao conceito anterior de custo de fatores, visto que, neste último, estavam implicitamente consideradas, para cada setor, as margens de transporte e comércio.
Questão 2 (parte A):
O valor do PIB reflete o produto total do país, independentemente da origem dos fatores de produção responsáveis por ele. De outro lado, a RNB (renda nacional bruta) considera o valor adicionado gerado por fatores de produção de propriedade de residentes, independentemente do território onde esse valor é gerado. Já a RDB considera a RNB acrescida do saldo das Transferências Unilaterais Correntes. Tais termos tornam-se importantes por poderem definir o Produto efetivamente gerado dentro do país, a quantidade de renda gerada por tais produtos efetivamente nacionais e a renda disponível para consumo e poupança.
Questão 3 (parte A):
Para Keynes, apesar de haver uma identidade macroeconômica (determinada ex-post) entre produto, dispêndio e renda, que é inegável, as despesas teriam o poder de influenciar as outras variáveis. Uma vez que é a própria renda o principal determinante do consumo, percebemos que os fatores que formam o dispêndio e que podem influenciar os níveis de renda e produto são os investimentos, as exportações e o consumo do governo. X Keynes explica que há para um aumento nos investimentos, nas exportações ou nos gastos do governo um aumento mais que proporcional no nível de renda, causado pelo efeito multiplicador. Ou seja, um aumento em qualquer um desses agregados vai estimular a produção e elevar o nível de renda na magnitude determinada pelo multiplicador.
Prova-se dessa forma que há sim uma relação de causa e efeito entre o dispêndio e os outros agregados, já que são as alterações que ocorrem nesse que alteram os níveis de produção do país e portanto a renda e o produto deste, contrariando a visão \u201cclássica\u201d de que a produção é fator gerador do dispêndio.
Questão 4 (parte A):
Questão 5 (parte A):
Na distribuição primária da renda, temos a renda nacional que de imediato se aloca entre os vários setores institucionais (empresas financeiras e não financeiras, administrações públicas, ISFLSF, famílias e resto do mundo). Mas esta distribuição primária não é aquela que efetivamente permanece. Dadas as transferências existentes entre esses setores (como, por exemplo, a que vai das administrações públicas às famílias), o quinhão final de renda que cabe a cada setor institucional fica bastante alterado. Se essas transferências se dessem exclusivamente entre setores domésticos, isto não faria a menor diferença no plano agregado, pois o que um setor recebe, o outro deixa de ter. Tais operações apareceriam, portanto, apenas no nível desagregado das CEI, ou seja, nas CEI institucionais. Contudo, dentre os setores que compõem a economia, acima listados, encontramos também o próprio resto do mundo, e também entre este e os setores domésticos ocorrem transferências (ou seja, existem também transferências que se dão entre residentes e não residentes). Portanto, é preciso considerar esses valores para que se chegue ao efetivo montante de renda à disposição dos residentes para consumir ou poupar, ou seja, ao agregado Renda Nacional Disponível Bruta (RDB). A conta seguinte, (Conta 2.2 Conta de Distribuição Secundária da Renda) ao trazer para as CEI o resultado agregado da distribuição secundária da renda, mostra justamente essas operações.
Questão 6 (parte A): (não deve cair)
O poder de compra das pessoas de determinado país é mais relevante para análise do que o preço absoluto dos bens no mercado, já que 1 dólar nos EUA é diferente de 1 dólar no Brasil, por exemplo. Sem falar que a política monetária e outros fatores macroeconômicos influenciam no câmbio e podem modificar bruscamente os valores, o que faria dos preços absolutos uma metodologia comparativa muito instável.
PARTE B
Questão 1A (parte B): RNB = 2230
Resolução:
VBP(3400) - CI(1400) + (ImpP - SubP)(250) = PIB = 2250
PIB(2250) - Wrr(1000) - Wnr(100) - (ImpÇ - SubÇ)(280) = EOB = 870
EOB(870) + Wrr(1000) + Wrn(130) + (ImpÇ - SubÇ)(280) + Rcrrm(100) - Rcerm(150) = RNB = 2230
Questão 1B (parte B): RDB = 2230 e SD = 880
RNB(2230) + TUR(0) = 2230 = RDB
RDB(2230) - CF(1350) = SD (880)
Questão 2 (parte B): 
Conta de Resto do mundo:
Recursos: Importaçoes (100) + wnr(100) + trans enviadas (15) + Rendas capital Enviadas (150) + saldo tc (10)
Usos: Exp (250) + Wr(130)+ trans recebidas (15) + Rendas recebidas (100)
isso resulta numa necessidade de financiamento de 120, que bate com o valor da conta de acumulaçao que fala que o pais tem capacidade de financiar o exterior em 120 
Questão 3 (parte B): 
Conta de Acumulação
Recursos: Poupança Bruta-SD(880) + Saldo das Trc(-10)
Usos: FBKF(700) + Var. Estoques(50)
Isso evidencia uma capacidade de financiamento externo de 120.
Questão 4 (parte B):
PIB pela ótica do Produto: VBP (3400) - CI (1400) + Imp.produtos (250) = 2250
PIB pela ótica do Dispêndio: CF (1350) + FBKF (700) + VE (50) + X (250) - M (100) = 2250
PIB pela ótica da Renda: W (1000) + Wnr (100) + EOB (870) + Imp.Produção (280) = 2250