Apostila UNIJUÍ - Gestão da produção
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Apostila UNIJUÍ - Gestão da produção


DisciplinaAdministração da Produção e Operações I6.856 materiais42.433 seguidores
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é um software 
\u201cproprietário\u201d, o que significa que detalhes dos algoritmos utilizados pelo software não são tor-
nados públicos; além do fato de que o seu preço é considerado caro. 
Na prática, podemos citar também outras restrições em relação ao OPT, cujo desempenho 
depende de alguns fatores, tais como:
\u2013 percentual de recursos gargalos existentes; 
\u2013 quantidade de recursos ou centros de trabalho existentes; 
\u2013 tamanho da estrutura dos produtos; 
\u2013 nível de detalhamento dos arquivos de roteiros de produção. 
Podemos afirmar também, entretanto, que o OPT representa uma nova alternativa para 
os problemas de controle de material e planejamento das operações, pois os seus princípios 
são relevantes e podem ser aplicados em muitos ambientes de produção, com o uso ou não do 
software. 
Algumas características importantes do OPT que podem ser bem-exploradas pelas em-
presas são:
\u2013 facilita a flexibilidade do sistema produtivo de alterar seu mix de produção; 
\u2013 pode ser usado como um simulador da fábrica, considerando somente os recursos críticos ou 
prováveis gargalos nas simulações efetuada.
EaD
Fernanda Pasqualini \u2013 alceu de oliveira lopes \u2013 dieter siedenberg
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Segundo Correa (2004), existem algumas variáveis que devem servir de referência ao se 
escolher um sistema de PCP. Estas variáveis são: variedade de produtos; complexidade dos ro-
teiros; introdução de novos produtos; complexidade das estruturas; variabilidade dos lead-times; 
nível de controle; centralização na tomadas de decisão; favorecimento de melhoria contínua e 
simplicidade do sistema. Deve-se observar que qualquer análise em termos de adequação ou não 
de um sistema de PCP a um determinado sistema produtivo não deve ser feita de forma isolada 
ou parcial, mas sim em conjunto dentro do contexto da empresa.
Desta forma, na prática que temos de empresas, podemos sugerir então que um sistema 
ideal seria aquele que mesclasse os três sistemas da seguinte forma:
\u2013 o OPT poderia ser utilizado para providenciar um realista Programa Mestre da Produção, o 
que não é possível com o MRP II; 
\u2013 o MRP II poderia ser utilizado para gerar as necessidades de materiais no horizonte de pla-
nejamento; 
\u2013 o JIT poderia ser utilizado para controlar o \u201cchão de fábrica\u201d dos itens repetitivos.
Todas as considerações acerca das vantagens e desvantagens da utilização, conjunta ou 
não, de alguns sistemas de PCP deve ser considerada, no entanto o mais importante é a ade-
quação desses sistemas com fatores como: a estrutura organizacional da empresa; estratégia 
adotada pela empresa para conquistar o mercado a que ela pertence; fatores de infraestrutura e 
características dos produtos produzidos pela empresa.
A escolha de um determinado sistema de produção não garante por si só o sucesso compe-
titivo de uma organização, mas é condição necessária para se garantir este sucesso. É necessário, 
então, que se conheçam todas as implicações estratégicas de suas decisões referentes ao tipo de 
sistema de produção e o seu modo de operação.
síntese da Unidade 5
Ao término desta Unidade certamente você deverá ter entendi-
do como ocorrem as atividades numa área de Planejamento e 
Controle da Produção, suas interfaces com as demais áreas de 
uma organização, bem como a importância da realização de um 
planejamento eficiente das atividades produtivas numa indústria 
visando a racionalizar o uso dos recursos disponíveis, tornando a 
empresa mais competitiva no mercado em que atua. Da mesma 
forma, procurou-se apresentar nesta Unidade os principais tipos 
de sistemas de PCP, os quais poderão ser utilizados nas empresas 
isoladamente ou integrados, dependendo da complexidade do 
que se é produzido.
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gestão da ProdUção
diMensionaMento da caPacidade ProdUtiva: 
carga de Máquinas, equipamentos e Pessoas
as seções desta Unidade
Seção 6.1 \u2013 Alguns Aspectos Históricos e Fundamentos Teóricos
Seção 6.2 \u2013 Tipos de Controle
Seção 6.3 \u2013 Definições Básicas e Exemplos
Seção 6.4 \u2013 Objetivos da Determinação da Carga de Máquina e da Carga de Mão de Obra
Seção 6.5 \u2013 Fatores da Carga de Máquina e Carga de Mão de Obra
Seção 6.6 \u2013 Determinação da Carga de Máquina e Carga de Mão de Obra
Seção 6.7 \u2013 A Inclusão da Produtividade e da Eficiência
Seção 6.8 \u2013 Cálculo da Carga de Máquina e Carga de Mão de Obra
Esta Unidade tem por objetivo explicitar os principais métodos e técnicas de dimensiona-
mento da capacidade produtiva, ou seja, vamos estudar como é possível determinar a quantidade 
de máquinas, equipamentos e pessoas efetivamente necessários para realizar uma determinada 
tarefa no contexto da otimização e racionalização dos recursos e processos.
Assim, depois de tomarmos conhecimento de alguns aspectos históricos e fundamentos 
teóricos relacionados com o dimensionamento da capacidade produtiva, vamos abordar métodos 
e técnicas bem operacionais. 
seção 6.1
alguns aspectos Históricos e Fundamentos teóricos
Na gestão da produção, os objetivos básicos de todo gestor estão relacionados com a ra-
cionalização dos processos e com a otimização dos recursos visando a aumentar a produtividade 
do trabalho realizado. 
Unidade 6
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Fernanda Pasqualini \u2013 alceu de oliveira lopes \u2013 dieter siedenberg
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Tecnicamente, um dos meios para atingir maiores patamares de produtividade é mediante o 
estudo da racionalização do trabalho e da melhoria funcional do homem, ou seja, pelo estudo de 
\u201cTempos e Movimentos\u201d. Essa expressão fundamenta-se, principalmente, em Taylor e Gilbreth, 
os quais desenvolveram seus trabalhos tanto no objetivo de medição e quantificação do trabalho 
executado quanto no sentido de melhorá-lo e racionalizá-lo, formulando princípios e teorias.
Ao final do século 19, trabalhando numa mineradora, Taylor teve sua atenção voltada para 
o serviço que alguns operários desempenhavam com uma pá, carregando minérios. Algumas 
pessoas possuíam sua própria ferramenta, recusando a que era fornecida pela companhia. Essa 
preferência ocorria em virtude de os operários dimensionarem sua própria pá em função da 
capacidade física de cada um, usando o bom senso como meio de redução do esforço e para 
melhoramento dos métodos de trabalho. 
Com base na observação, Taylor aprofundou estudos procurando estender por toda a em-
presa o ganho de produção conseguido por algumas pessoas. Munido de cronômetro, começou a 
identificar que quantidade uma pessoa movimentava, num certo tempo, em função de cada tipo 
de pá. Iniciou com pás grandes, que foram gradativamente reduzindo de tamanho, repetindo a 
experiência com vários funcionários. Tudo era anotado. Após uma série de observações, Taylor 
dimensionou o peso ideal possível de ser manipulado pelos mineiros de forma a ter, ao final da 
jornada, uma maior quantidade de minério movimentado.
No estudo dos tempos e métodos de trabalho, o homem é o elemento essencial, tanto como 
observador do processo quanto como executor. Este estudo se preocupa em encontrar a melhor 
maneira de executar as operações, sejam de máquinas ou de pessoas, buscando reduzir ao má-
ximo, ou até eliminar, o tempo ocioso e o trabalho desnecessário. 
Os métodos de trabalho (representados pelos movimentos) são responsáveis pelo aspecto 
qualitativo da racionalização; o tempo, pelo aspecto quantitativo. A junção dos dois, tempos 
e movimentos, possibilita a definição dos tempos padronizados e do tempo de fabricação do 
produto como um todo, uma vez que o produto reflete a combinação de uma série de operações 
superpostas.
O estudo dos métodos de trabalho visa a eliminar algum esforço adicional do homem na 
execução do seu trabalho, enquanto o estudo do tempo permite quantificar o trabalho possível 
de ser conseguido com a prática dos métodos