Indústria Automobilistíca no Brasil (Com Conclusão)
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Indústria Automobilistíca no Brasil (Com Conclusão)


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Introdução
Este trabalho, fala sobre a Indústria Automobilística no Brasil.
Seu panorama geral, incluindo questões tributárias, demanda de mercado, intervenções governamentais no setor e seus impactos.
A história de nossa Indústria Automobilística tem inicio em 1956, na cidade de Santa Bárbara do Oeste, no estado de São Paulo, foi inaugurada a primeira fábrica da Indústria automobilística no Brasil, a montadora Vemag, responsável por fabricar a camioneta F91, produzida com peças e projeto da DKW. Em 1958, a fábrica iniciou a fabricação de sedãs.
Em 1959, foi instalada em São Bernardo do Campo, estado de São Paulo, a primeira fábrica da Volkswagen no Brasil, responsável por produzir a primeira Kombi feita no Brasil, posteriormente, a fábrica viria a lançar linhas de automóveis sedans como o popular fusca.
Porém, em 1953, um empreendedor brasileiro havia lançado um mini-jipe, cujo modelo foi batizado de Tupi e produzido no município de Rio Bonito, estado do Rio de Janeiro.
 No decorrer dos anos 60, vieram às montadoras da Chevrolet e da Ford.
Em 1976, se instalou no país a fábrica italiana Fiat. Até o final dos anos 1990, essas três grandes marcas: Volks, Chevrolet, Ford e Fiat; dominaram o mercado automotivo brasileiro. Até a década de 90, a importação de carros era praticamente proibida.
A partir do reaquecimento da economia brasileira em meados dos anos 1990, depois da implantação do plano real e da paridade entre o real e o dólar, era crescente a importação de carros no país, o que prejudicou o mercado interno para as fábricas de modelos nacionais, mas, por outro lado, isso incentivou a modernização da frota brasileira como meio de superar a concorrência estrangeira e atraiu os fabricantes de modelos importados para produzir no Brasil.
Fábricas como Renault, Peugeot e Citroen instalaram fábricas no país. A primeira unidade de montagem de caminhão e carros no Brasil seria inaugurada em 1998, na cidade de Juiz de Fora, Minas Gerais.
No decorrer dessa história, houveram diversas tentativas de investimentos 100% nacionais em fábricas brasileiras, sem relação com o capital estrangeiro, foram os casos das extintas Miura, Gurgel e da marca Puma. Uma das últimas fabricantes nacionais, a Troller, foi comprada pela Ford.
Depois de um período de quedas de vendas registradas até o ano de 2004, o Brasil fortaleceu sua economia e iniciou um período de crescimentos significativo a partir de 2007, quando o país passou a ocupar a sexta posição na produção mundial. O Brasil no momento não possui uma montadora genuinamente nacional.
Esse crescimento se deve a investimentos atraídos por políticas econômicas inseridas pelo governo brasileiro, sendo o nosso mercado mais atraente para os investidores estrangeiros, além das vendas, tem havido projetos de ampliação das montadoras.
1. Mercado Brasileiro Atual
O Brasil possui atualmente mais de 20 fábricas de automóveis. São produzidos por aqui aproximadamente 70 diferentes modelos de automóveis.
Os fabricantes de automóveis instalaram suas fábricas no ABC Paulista, logo que chegaram no Brasil - Volkswagen, Ford, Chevrolet, Mercedes-Benz, entre outras.
Devido o crescimento ao redor das fábricas, além do encarecimento de mão de obra e impostos, a solução adotada foi migrar para outras regiões.
Atualmente, o Brasil possui, considerando empresas produtoras de carros de passeio, comerciais leves e componentes, unidades industriais em dez Estados, localizadas em 18 cidades e que representam 14 marcas.
O Estado de São Paulo representa o maior número, com 13 fábricas, divididas em oito cidades e com cinco fabricantes.
Em segundo lugar figura o Estado do Paraná, que possui três fábricas, de três montadoras, situadas na Cidade de São José dos Pinhais.
O Estado de Goiás possui duas indústrias, de duas marcas, em duas cidades.
1.1 Exportações
Apesar das previsões de queda nas exportações, no mês passado (Agosto/2012), os embarques do setor automotivo brasileiro registraram alta de 19,5% em relação ao mês de julho e um recuo de 3,5% na comparação com agosto de 2011. Em valores, somaram US$ 1,424 bilhão, em agosto. Neste total, são consideradas as exportações de automóveis e máquinas agrícolas.
O oitavo mês do ano registrou 42.464 automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus exportados, um avanço de 42,8% ante julho e uma queda de 9,5% sobre o mesmo período do ano passado.
As vendas externas somaram ao final dos oito primeiros meses deste ano US$ 10,13 bilhões, uma queda de 3% sobre igual período de 2011. 
1.2 Os importados 
Os veículos importados sempre foram sinônimos de boa aquisição. Há pouco tempo, apenas os Estados Unidos e alguns países da Europa exportavam carros para o Brasil. Porém, com a entrada dos automóveis japoneses, no final da década de 90, a dúvida na qualidade desses modelos pairava sobre a decisão de compra. Mas não demorou muito para que este pré-conceito fosse sanado, e com isso os automóveis nipônicos ganharam o mesmo respeito dos carros fabricados nos países europeus e em território norte-americano. O mesmo aconteceu com os veículos da Kia e Hyundai vindos da Coreia do Sul. Agora, as dúvidas estão sobre os modelos produzidos na China. As duas maiores fabricantes chinesas presentes no País (Chery e JAC Motors), já anunciaram que a partir de 2013 e 2014, respectivamente, passarão a produzir seus carros no Brasil.
Atualmente, por mais que o governo brasileiro tenha sancionado medidas para restringir a entrada de automóveis importados no País, com o intuito de aumentar a competitividade de produção das fábricas nacionais, estão disponíveis para importação mais de 240 veículos de aproximadamente 20 países.
Comparativo dos anos de 2010 x 2011 x 2012 \u2013 Indústria Automobilística Brasileira.
2.1 Desempenho
Ano de 2010
O Ano de 2010 foi um ano muito bom para a Indústria automobilística no Brasil. Assim, como em 2009, foram batidos recordes de produção e de vendas.
Segundo dados da ANFAVEA, em 2010, foram produzidos 3,6 milhões de veículos, crescimento de 14,3%, superando as projeções (3,4 milhões). Os licenciamentos de veículos nacionais atingiram 2,85 milhões de unidade, alta de 7,6%.
O bom resultado se deu pela elevada oferta de crédito. As novas concessões para aquisição de veículos somaram R$ 50,2 bilhões, 69% superior à 2009. A forte valorização do real frente ao dólar contribuiu para a entrada de veículos importados no país, com R$ 1,66 para cada dólar.
Em 2010, foram importados mais de 660 mil veículos. Apesar das quatro maiores montadoras instaladas no país (VW, GM, FIAT e FORD) serem responsáveis por 50% deste montante, as coreanas Hyundai e KIA juntas importaram cerca de 23,0% deste total, ou seja, 146 mil unidades.
Ano de 2011
As vendas de veículos no Brasil em 2011 totalizaram 3,63 milhões de unidades (inclui veículos nacionais e importados), registrando crescimento de 3,4% em relação a 2010, quando as vendas somaram 3,51 milhões de unidades. A participação dos veículos importados foi de 23,6% das vendas totais, maior do que em 2010, quando havia ficado em 18,8%. O desempenho de 2011 foi recorde (o recorde anterior era de 2010). 
O ponto negativo para a Indústria Nacional foram os importados, que estimulados pelo câmbio, ganharam participação significativa no mercado. 
Ano de 2012
As vendas de automóveis e veículos comerciais leves no Brasil registraram alta de 15,40% em agosto, em relação a julho, totalizando 405,5 mil emplacamentos, segundo a Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).
A produção da indústria automobilística cresceu 10,6% em agosto, com 329.266 novas unidades produzidas. Com relação ao mesmo período do  ano passado, a produção aumentou 1%. Já no acumulado do ano, foram produzidas 2,180 milhões de unidades, contra 2,349 milhões nos oito primeiros meses do ano passado, o que representa  queda de 7,2%.
2.2 Número de vendas de modelos de automóveis no Brasil de 2010 à Agosto de 2012.
2010
Considerando a participação de cada uma das montadoras apenas no segmento de veículos de passeio em 2010, obtivemos
Paola
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Olá. Gostaria de saber dados referente ao autor e ano da publicação...
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