Indústria Automobilistíca no Brasil (Com Conclusão)
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Indústria Automobilistíca no Brasil (Com Conclusão)


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a seguinte divisão: a Fiat na liderança com 22,36%, a Volkswagen no segundo lugar com 22,34% e a General Motors no terceiro posto com 21,20%. Completam a lista: Ford \u2013 9,85%; Renault - 6,11%; Honda - 4,60%; Citroën - 2,82%; Peugeot \u2013 2,67%; Toyota - 2,09%; Hyundai \u2013 1,80%; Os outros fabricantes contabilizam 4,16%.
2011
 Obtivemos a seguinte divisão: a Fiat na liderança com 22,56%, a VW no segundo lugar com 22,13% e a General Motors no terceiro posto com 19,98%. Completam a lista: Ford - 9,21%; Renault - 6,70%; Honda - 2,89%; Peugeot - 2,75%; Citroën - 2,67%; Hyundai - 2,35%; Nissan \u2013 2,02%; Os outros fabricantes contabilizam 6,75%.
2012
Até agosto, segundo dados da Fenabrave (Federação Nacional da distribuição de Veículos Automotores). Considerando a participação de cada uma das montadoras nos segmentos de veículos de passeio e comerciais leves em 2012, obtemos a seguinte divisão: a Fiat na liderança com 24,22%, a Volkswagen no segundo lugar com 21,89% e a General Motors no terceiro posto com 18,71%. Completam a lista: Ford - 7,66%; Renault - 6,88%; Honda - 4,21%; Toyota - 3,50%; Nissan - 2,48%; Peugeot \u2013 2,15%; Hyundai - 2,13%; os outros fabricantes contabilizam 7,70%.
3.Variáveis do ambiente microeconômico (demanda x oferta, preço, custo dos fatores de produção)
 A indústria automobilística é de grande relevância no desenvolvimento da economia global. Esta indústria está e deverá continuar a passar por profundas transformações, relacionadas a:
Crescimento vigoroso da demanda nos países em desenvolvimento, particularmente nos BRICs, tanto para produtos de baixo custo como para produtos de luxo.
Mudanças tecnológicas profundas em consequência do aumento do rigor das legislações ambientais em todo o mundo, o que resultará na exigência de menores níveis de emissão de CO2 por parte dos automóveis.
Busca de combustíveis alternativos àqueles baseados no petróleo.
Para atender à demanda recorde no mercado brasileiro de automóveis e comerciais leves, as montadoras instaladas no Brasil tiveram de acelerar a produção.
 As medidas adotadas como a redução do IPI e IOF, a redução das margens dos veículos, a liberação dos depósitos compulsórios, a disposição dos bancos em recalibrar seus critérios de credit score e reduzir as taxas de juros, ajudaram a despertar o interesse do consumidor pela compra ou antecipação da troca do automóvel.
 Maio foi marcado por inúmeras promoções, proporcionadas por montadoras e concessionários ansiosas por desencalhar estoques, assim como pelas medidas de redução do IPI e de estímulo ao crédito, anunciadas pelo Governo Federal.
 Em 21 de maio, o governo anunciou novas medidas de incentivo ao consumo e zerou o IPI dos automóveis com motor 1.0. Também reduziu à metade o imposto para modelos de maior potência. Na soma, as empresas informaram que houve queda de 4 a 10% do preço final dos automóveis. Já os bancos se comprometeram em reduzir o valor da entrada, os juros e a alongar prazos de pagamento.
 O crescimento da renda das famílias brasileiras tem impulsionado não só o volume de vendas de veículos, mas de veículos mais bem equipados que alguns anos atrás, o que tem obrigado montadoras instaladas no país a incrementar suas ofertas diante da concorrência de importados mais recheados e de exigência cada vez maior dos consumidores.
Equipamentos antes referência de veículos mais luxuosos como câmbio automático, freios ABS, air-bags e sensores de estacionamento estão se popularizando e começam a se tornar itens que já saem de fábrica, após figurarem por muito tempo como opcionais em lojas no país. Isso antes da obrigatoriedade de inclusão de ABS e air-bags nos automóveis produzidos no Brasil a partir de 2014.
Enquanto isso, as vendas de veículos com motores entre 1.000 e 2.000 cilindradas, que costumam ser mais equipados e incluem modelos importados, atingiu 56,5%, um dos níveis mais altos dos últimos anos.
 Nos primeiros sete meses do ano de 2012, houve uma queda de 24,9% no número de veículos importados vendidos no país, com o registro de 81.710 unidades, se comparado ao mesmo espaço de tempo em 2011, quando foram negociadas 108.864 unidades.
 A produção de veículos automotores (o que inclui carros, caminhões, motos e peças) teve uma redução de 17,9% nos primeiros quatro meses deste ano, em relação ao mesmo período de 2011. Apenas os automóveis tiveram uma queda acumulada de 14,9% entre janeiro e abril deste ano, resultado que se somou à redução de 17,4% na produção do último quadrimestre do ano passado.
 O aquecimento do mercado é justificado pela antecipação das vendas de carros, causada pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que terminaria no dia 31 de agosto, mas foi adiada para o fim de outubro. A produção de carros somou em agosto 313.196 unidades, aumento de 11% sobre o mês anterior.
Como o primeiro semestre tinha apresentado ritmo mais lento de produção por causa da alta da inadimplência \u2013 que inibiu crédito para o consumo \u2013 e da queda das exportações em volume, com o estímulo de consumo proporcionado pelo governo com a redução do IPI, o acumulado de janeiro a agosto soma produção de 2.180.333 unidades.
Para fugir dos altos e baixos do setor automotivo, empresas do segmento de autopeças tentam o possível para diversificar seu portfólio e experimentam mercados menos voláteis.
As fábricas reduzem os custos com o aumento da produção, espremem os fornecedores, que reclamam das margens limitadas, o governo reduz imposto, como fez durante a crise, as vendas explodem e o Brasil se torna o quarto maior mercado do mundo.
Diante dessa realidade podemos afirmar que a atuação do governo justifica-se com o objetivo de eliminar as chamadas distorções alocativas (isto é, na alocação de recursos) e distributivas, e promover a melhoria do padrão de vida da coletividade.
Variáveis do Ambiente Macroeconômico na Indústria Automobilística 
Atualmente, o comportamento do mercado de automóveis tem sido influenciado pelas variáveis econômicas: taxa de juros, prazo de pagamento e impostos.
	A taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custodia), um instrumento primário da política monetário do Copom (Comitê de Política Monetária), é a taxa de juros media que incide sobre os financiamentos diários com prazo de um dia útil, ela serve como base para cálculos das demais taxas de juros de todo o credito concedido na economia, quanto maior a taxa menor é a demanda. A redução da taxa Selic dá ânimo à economia e estimula o crescimento. O efeito é o inverso do obtido pelo aumento da taxa de juros: o sistema de crédito cresce, o volume de dinheiro em circulação aumenta e as pessoas consomem mais, tem seu efeito colateral, pois essa redução abrupta da taxa de juros pode trazer inflação, a economia ficaria sujeita a dois choques. Um interno, devido ao superaquecimento da atividade, que causa inflação. Outro externo, porque os juros passariam a ser menos atraentes para os investidores, o que levaria a uma fuga de capitais e a uma disparada do dólar.
	Em maio desse ano, o Ministro da Fazenda Guido Mantega anunciou o corte de impostos e juros dos carros, e também anunciados juros menores do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) para empresas.
As medidas é uma maneira do governo de tentar estimular a economia, diante do agravamento da crise econômica global. A redução na época era ate 31 de agosto deste ano, o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) caiu de 7% para zero, com a redução governo deixou de arrecadar R$ 1,2 bilhão. As montadoras comprometeram não demitir os funcionários (diante da crise econômica mundial) e a dar descontos no preço de tabela dos carros. Também foi anunciada a redução do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) no crédito para pessoa física, de 2,5% para 1,5%, fazendo os juros para o consumidor serem baixos, facilitando o pagamento de prestações. Com essa medida, governo deixa de arrecadar mais cerca de R$ 900 milhões. Esse regime estabelece vantagens para veículos produzidos no país ou que usem mais peças nacionais, ficando
Paola
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Olá. Gostaria de saber dados referente ao autor e ano da publicação...
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