Indústria Automobilistíca no Brasil (Com Conclusão)
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Indústria Automobilistíca no Brasil (Com Conclusão)


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estabelecidos os seguintes critérios:
Carros até 1.000 cilindradas: Carros nacionais ou com um percentual de peças nacionais, o IPI cai de 7% para zero, e os importados de 37% para 30%;
Carros até 2.000 cilindradas: 
Flex: no regime automotivo, de 11% para 5,5% e fora do regime, de 41% para 35,5%;
À gasolina: no regime automotivo, de 13% para 6,5% e fora do regime, de 43% para 36,5%;
Carros utilitários: no regime automotivo, de 4% para 1%, fora do regime, de 34% para 31%.
Ficou acordado, com o ministro e os bancos públicos e privados, aumentar o volume de crédito, aumentar o volume de parcelas, redução da entrada para compra do carro, e redução dos juros de financiamentos.
O governo também anunciou juros menores em linhas de financiamentos do BNDES, voltadas a bens de capital, impulsionando a compra de máquinas para uso na produção das fábricas.
A taxa de juros equivalente à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic) para títulos federais, relativa ao mês de agosto de 2012, aplicável no pagamento, na restituição, na compensação ou no reembolso de tributos federais, exigível a partir de 1º de setembro de 2012 é de 0,69%. 
	Mês/ Ano
	2011
	2012
	Janeiro
	0,86%
	0,89%
	Fevereiro
	0,84%
	0,75%
	Março
	0,92%
	0,82%
	Abril
	0,84%
	0,71%
	Maio
	0,99%
	0,74%
	Junho
	0,96%
	0,64%
	Julho
	0,97%
	0,68%
	Agosto
	1,07%
	0,69%
	Setembro
	0,94%
	***
	Outubro
	0,88%
	***
	Novembro
	0,86%
	***
	Dezembro
	0,91%
	***
	Assim, sobre os tributos e contribuições federais, relativos a fatos geradores ocorridos a partir de 01/01/95, os juros de mora deverão ser cobrados, no mês de SETEMBRO/2012, nos percentuais abaixo indicados, conforme o mês em que se venceu o prazo legal para pagamento:
	Ano/Mês
	2011
	2012
	Janeiro
	17,10%
	6,03%
	Fevereiro
	16,26%
	5,28%
	Março
	15,34%
	4,46%
	Abril
	14,50%
	3,75%
	Maio
	13,51%
	3,01%
	Junho
	12,55%
	2,37%
	Julho
	11,58%
	1,69%
	Agosto
	10,51%
	1,00%
	Setembro
	9,57%
	***
	Outubro
	8,69%
	***
	Novembro
	7,83%
	***
	Dezembro
	6,92%
	***
Desaquecimento da demanda x intervenção do governo com redução do IPI e os resultados desta intervenção politica de incentivo
A crise financeira em 2008 \u201ccomeçou nos Estados Unidos como uma crise no pagamento de hipotecas\u201d se alastrando pela economia e prejudicou o sistema mundial e seus efeitos acabaram chegando no Brasil.
Com a crise, um dos setores mais prejudicados no Brasil foi o setor automobilístico, que apresentou um fraco desempenho no primeiro semestre de 2012. 
Diante do cenário em 22 de maio de 2012, é publicado o decreto nº 4.544/02 por meio da Medida Provisória nº 451/08 que reduz a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre automóveis e utilitários zero quilômetro. 
O IPI é um imposto de consumo indireto que varia de acordo com a situação político-econômica do momento. A redução integra amplo pacote de medidas de incentivo do governo para o consumo no varejo, a aquisição de automóveis e o aumento dos investimentos da indústria.
As medidas vão contribuir para melhorar a oferta de crédito na economia e permitir que o setor de veículos retome o desempenho verificado nos últimos anos, bem como para evitar um processo de demissões, dar competitividade à indústria e impulsionar o mercado, que tinha se contraído em função da crise internacional.
4.1 Com breve histórico temos o seguinte cenário com a redução do IPI:
Em 2010 as vendas de veículos (automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus) tiveram uma alta de 9,97% no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano de 2010, com 1.737.275 unidades emplacadas contra 1.579.716, com isso, bateram o recorde para um primeiro semestre. 
Já em 2012 neste primeiro semestre o Brasil teve ligeira queda de 0,3% no total de emplacamentos na comparação com os 6 primeiros meses de 2011.
O presidente da Associação Nacional dos Veículos Automotores (Anfavea), Cledorvino Belini, disse nesta quinta-feira (6/09) que a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) concedida pelo governo e a expansão das linhas de financiamento motivaram o recorde nas vendas de veículos em agosto, com alta de 15,3%  na 
Vendas de veículos batem recorde em agosto por causa de IPI menor, diz Anfavea
\u201cSem o IPI não seria possível atingir esses números, o grande salto foi mesmo devido a isso,\u201d argumentou. De acordo com o balanço da entidade, foram vendidas 420.080 unidades em agosto, contra 364.196 em julho. Na comparação com agosto de 2011, quando foram comercializadas 327.610 unidades, o aumento foi 28,2%. No acumulado do ano, o crescimento é 5,5%, com a venda de 2,371 milhões de unidades.
A produção da indústria automobilística cresceu 10,6% em agosto, com 329.266 novas unidades produzidas. Com relação ao mesmo período do  ano passado, a produção aumentou 1%. Já no acumulado do ano, foram produzidas 2,180 milhões de unidades, contra 2,349 milhões nos oito primeiros meses do ano passado, o que representa  queda de 7,2%.
Quanto às exportações, o setor registrou alta de 42,8%, com 42.464 veículos comercializados no mercado externo, contra 29.736 em julho. No comparativo com agosto de 2011, as exportações caíram 9,5%, e com o acumulado do ano, a queda é 15,1%. A estimativa da entidade, conforme Belini é o setor fechar o ano com crescimento de 5%.
Estatísticas 
Desde o anúncio da redução do IPI, em maio deste ano, os consumidores reagiram de forma positiva e rápida. Entre todos os produtos, o setor automobilístico ganhou destaque e teve alta de 33,4% no segundo trimestre de 2012 na comparação do mesmo período do ano anterior, cerca de 4 mil carros a mais são vendidos por dia. 
O governo brasileiro cobrou da indústria automobilística a manutenção de empregos em troca de incentivos fiscais. O setor se beneficiou com a recente redução de IPI, mas os sindicatos temem demissões em massa após retorno do IPI.
Ainda não se tem números exatos, pois não fechou o ano. Mas temos um cenário de greves no setor.
As paralisações por aumento real nos salários (acima da inflação) se ampliaram, em diversas montadoras e no setor de autopeças. Sem proposta das empresas, sindicatos de metalúrgicos dos estados de São Paulo e Paraná já mobilizam mais de 40 mil trabalhadores \u2014 que se mantêm em paralisação ou em estado de greve.
4.2 Redução do IPI e seu impacto no IPCA
Publicado em: 13/07/2012
 
 
O IPCA do mês de junho apresentou variação de 0,08%, bem abaixo dos 0,36% verificados no mês de maio, e um pouco abaixo da projeção de 0,11% estimada pela MB Associados, consultoria macroeconômica parceira da Fenabrave. Este resultado foi o menor desde agosto de 2010 e foi fortemente influenciado pelo setor de transportes, o qual apresentou uma variação de -1,18%, representando uma contribuição de -0,24 pontos percentuais para o índice geral - a maior entre os setores. De acordo com a consultoria, este setor foi influenciado, por sua vez, pelos automóveis novos, com uma queda de 5,48%, e pelo de automóveis usados, com variação de -4,12%. Estes números refletem, sem grandes surpresas, as medidas adotadas pelo governo, no final de maio, para estimular o consumo e ajudar na recuperação do setor automotivo.
De acordo com a MB, estas medidas, de fato, têm estimulado o consumo, ajudando a reduzir os elevados estoques do setor, e aumentando a média diária dos emplacamentos. Como já dito no comentário anterior, esta medidas, contudo, tendem a influenciar de forma mais positiva o comércio do que a produção. Quanto ao IPCA, a expectativa da consultoria, para julho, é de uma variação de 0,21% em transportes e de 0,24% no índice geral.
ÍNDICE NACIONAL DE PREÇOS AO CONSUMIDOR AMPLO - IPCA
Governo e montadoras conseguiram fechar um acordo para regulamentar o novo regime automotivo que entra em vigor em 2013. O anúncio deve ocorrer nesta quinta-feira (20/09) e a publicação do decreto com as novas regras, nesta sexta-feira. As negociações foram coordenadas pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel. Em agosto, o ministro da Fazenda, Guido
Paola
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Olá. Gostaria de saber dados referente ao autor e ano da publicação...
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