Indústria Automobilistíca no Brasil (Com Conclusão)
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Indústria Automobilistíca no Brasil (Com Conclusão)


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Mantega, já havia afirmado que o governo estava negociando com a indústria automotiva a redução do IPI para veículos mais eficientes e com mais quantidade de componentes nacionais. 
As empresas concordaram em fazer uma redução de 12% no consumo atual de combustível, medido em megajoules por quilômetro. Essa meta terá de ser atingida até 2017, mas as montadoras que anteciparem os prazos ganharão bônus para reduzir a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
O IPI está subindo em 30 pontos porcentuais para empresas importadoras e para aquelas instaladas no País que não atenderem aos requisitos do novo regime automotivo.
As montadoras poderão ter descontos dessa alta do IPI principalmente se atingirem as metas de redução de consumo de combustível e as de utilização de componentes nacionais.
Para calcular o valor do desconto com o uso de peças nacionais, o governo criou um índice. Esse índice vai retratar a porcentagem da produção que é coberta por peças nacionais e servirá como um multiplicador para calcular qual o desconto a empresa terá direito sobre o imposto. Quanto maior o resultado da multiplicação, menor o imposto a ser pago.
O multiplicador para cálculo do uso de peças nacionais e que indicará o tamanho da queda de IPI para veículos leves começa em 1,3, mas vai sendo reduzido em 0,1 ponto porcentual por ano até atingir o índice 1 em 2017.
A redução do multiplicador é um modo de forçar o uso crescente de peças nacionais. Para obter o mesmo desconto de imposto, as montadoras terão de gastar mais com peças nacionais.
Cotas
Outro ponto importante da regulamentação é a definição de uma cota de importação para as montadoras sem o aumento de 30 pontos porcentuais de IPI. A cota geral deve ficar em 4,8 mil veículos por ano, mas cada empresa terá um bônus extra com base na média das exportações dos últimos quatro anos.
O regime automotivo - que vai vigorar entre 2013 e 2017 - prevê que, além do uso de componentes nacionais, ganharão uma redução do IPI as empresas que investirem em pesquisa e desenvolvimento, que cumprirem um programa de etiquetagem do Inmetro (que mede a eficiência energética dos automóveis), e que realizarem atividades fabris e de infraestrutura de engenharia.
É suficiente?
Por enquanto, redução do IPI não foi suficiente para alavancar o crescimento da indústria, afirmou André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no início de setembro. Segundo ele, em termos de magnitude de crescimento maior para a indústria como um todo, a redução não teve efeito de ampliar o crescimento industrial, porque ainda há outras atividades que não cresceram. "Ainda há um predomínio de atividades em queda", disse. 
O governo Federal cortou impostos e juros de carros no último mês de maio, aumentando assim a procura e mudando a ideia de muitos consumidores que sequer pensavam.
Em Mato Grosso do Sul, as concessionárias estão sem estoque de carros nacionais 1.0, ou os mais famosos \u201cpopulares\u201d. Com a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) a diferença de preço para estes veículos podem variar de dois a cinco mil reais.
Com essa média de 10% de diferença, as vendas aumentaram 30% neste período do final de maio até setembro, revela o gerente. Lembrou também dos veículos 1.6 para cima, que o desconto não chegou a mesma porcentagem, mas também teve um desconto entre 6% e 7%. \u201cEsses tenho a pronta entrega\u201d, avisa Pedro.
4.3 Crédito e renda ampliam demanda por carro mais completo
O crescimento da renda das famílias brasileiras tem impulsionado não só o volume de vendas de veículos, mas de veículos mais bem equipados que alguns anos atrás, o que tem obrigado montadoras instaladas no país a incrementar suas ofertas diante da concorrência de importados mais recheados e de exigência cada vez maior dos consumidores.
Equipamentos antes referência de veículos mais luxuosos como câmbio automático, freios ABS, airbags e sensores de estacionamento estão se popularizando e começam a se tornar itens que já saem de fábrica, após figurarem por muito tempo como opcionais em lojas no país. Isso antes da obrigatoriedade de inclusão de ABS e airbags nos automóveis produzidos no Brasil a partir de 2014.
A tendência vem se fortalecendo diante de um mercado interno que deve voltar a bater recorde de vendas em 2012 e de um quadro cambial que favorece importação de modelos mais sofisticados que chamam atenção dos consumidores e obrigam o governo a tomar medidas para conter o fluxo de veículos vindos do exterior, segundo analistas consultados pela Reuters.
"Brasileiro não quer mais saber de carro 1.0", disse a diretora da consultoria MB Associados Tereza Fernandez. "A indústria vai ter que melhorar nossos produtos, não tenho a menor dúvida. Estamos fabricando carroças."
Um exemplo do quadro é o novo sedã Cobalt, da General Motors, cuja versão mais simples sai de fábrica com direção hidráulica, ar condicionado e travas elétricas.
"Normalmente, há alguns anos, isso era quase inviável. Hoje, justamente para atender às solicitações dos clientes, já ocorre esse tipo de oferta", informou a assessoria de imprensa da montadora norte-americana.
Segundo dados da associação de montadoras Anfavea, a participação dos veículos com motor 1.0, normalmente os modelos nacionais menos equipados do mercado, no total das vendas do país em fevereiro foi a menor desde 1994, correspondendo a 42,6%.
Enquanto isso, as vendas de veículos com motores entre 1.000 e 2.000 cilindradas, que costumam ser mais equipados e incluem modelos importados, atingiu 56,5%, um dos níveis mais altos dos últimos anos.
"Antigamente as pessoas compravam o carro pelado e ficavam um ano equipando", afirmou à Reuters o presidente da associação de distribuidores de veículos Fenabrave, Flavio Meneghetti. "Hoje, com renda maior, mais competitividade e financiamento, muitos do que compravam automóveis passaram a comprar SUVs (utilitários esportivos) que são carros mais completos."
SUVs \u2013 O segmento de SUVs integra o conjunto de comerciais leves, que inclui vans e picapes e que em 2011 cresceu suas vendas em 14% ante leve expansão de 2,9% nos licenciamentos de automóveis. O segmento é praticamente formado por veículos importados, com os compactos EcoSport, da Ford, e o mais recente Duster, da Renault, como representantes nacionais.
Segundo Meneghetti, com o aumento da exigência do consumidor e das opções de financiamento, a distância entre os veículos nacionais e importados tende a diminuir pois a "indústria local não pode se acomodar".
Ele comentou, no entanto, que outra tendência do mercado nacional é a evolução de motores menores, mas mais potentes, permitindo a alimentação de dispositivos como ar condicionado com mais eficiência.
"No início dos anos de 1990, motores 1.0 tinham 48 cavalos, hoje eles estão desenvolvendo 66 cavalos. A indústria está tirando água de pedra", comentou Meneghetti.
Segundo o presidente da associação de montadoras Anfavea, Cledorvino Belini, a indústria terá de investir em desenvolvimento tecnológico para enfrentar o incremento da exigência dos consumidores. "Este é o lado positivo da mudança na pirâmide social brasileira, entendemos que a motorização 1.0 vai ser sempre significativa", disse Belini, no início do mês.
Para o diretor do Centro de Estudos Automotivos, Luiz Carlos Mello, a questão passa também pelo lado financeiro das montadoras, uma vez que o incremento de dispositivos nos veículos ajuda na margem de lucro.
"Em carros pequenos, as montadoras só ganham pelo volume de produção e de vendas. O lucro do carro pequeno é muito modesto. Com a instalação de componentes opcionais, a montadora ganha mais", comentou.
Conclusão
Considerada como um dos setores industriais mais dinâmicos, a indústria automobilística 
mundial é composta por um oligopólio global de empresas internacionalizadas onde são grandes as barreiras econômicas e tecnológicas à entrada de novos competidores. 
O setor automobilístico sempre se caracterizou por empresas de grande porte, disseminando
Paola
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Olá. Gostaria de saber dados referente ao autor e ano da publicação...
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