Topografi Aplicada_2012
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Topografi Aplicada_2012

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são:
 Grau da Curva D=3°12’
 Ângulo Interno da Curva I=17°36’ à direita
 Ponto de Intersecção PI=91+7,40m
 Devido à impossibilidade de visualização total da curva a partir do ponto PC, sugere-
se mudança de estação nas estacas 91 e 93.
1) Cálculo do Raio da Curva (R)

mRR
D

R 098,358
'1231416,3

3600
.

3600 =°×== π
2) Cálculo do Comprimento da Tangente (T)

mTmTtgTItgRT 436,152436,55
2

'3617098,358
2

+==°×=×=
3) Cálculo do Comprimento da Curva (C)

mCmCC
D
IC 00,10500,11020

'123
'36º1720 +==×°=×=

4) Cálculo do ponto de curva (PC)

mPCPCTPIPC 96,1188)44,152()40,791( +=+−+=−=

5) Cálculo do ponto de tangência (PT)
mPTPTCPCPT 96,194)00,105()96,1188( +=+++=+=

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Departamento de Geodésia – IG/UFRGS Porto Alegre/RS

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6) Cálculo das deflexões das cordas de 20 metros.

'361
2

'12º3
2 202020

°=== ddDd
7) Cálculo das deflexões fracionárias em relação aos pontos PC e PT.

"52,35'380
20
04,8'361

20
04,8

04,8

04,8

2004,8

°=
×°=

×=

d

d

dd

"48,24'09º0
20
96,1'36º1

20
96,1

96,1

96,1

2096,1

=
×=

×=

d

d

dd

8) Elaboração da Tabela

Estação Cordas (m) Deflexão Leitura Limbo Azimute da
Tangente

PC 88+11,96 47º30’00” 47°30’00”
89 8,04 0°38’35,52” 48°08’35,52”
90 20,00 1°36’ 49°44’35,52”
91 20,00 1°36’ 51°20’35,52” 55°11’11,04”
92 20,00 1°36’ 56°47’11,04”
93 20,00 1°36’ 58°23’11,04” 61°35’11,04”
94 20,00 1°36’ 63°11’11,04”

PT 94+1,96 1,96 0°09’24,48” 63°20’35,52” 65°06’00”
9) Cálculo do Azimute da Tangente nas estações 91 e 93, devido ao posicionamento do

aparelho nestas estações.

"04,11'11º55
)'36º1'361"52,35'380("52,35'2051

91

91

=
+°+°+°=

Aztg
Aztg

"04,11'35º61
)'361'36º1("04,11'2358

93

93

=
°++°=

Aztg
Aztg

10) Verificação dos resultados

"00'06º65
)"48,24'090'361("52,35'2063

=
°+°+°=

PT

PT

Aztg
Aztg

"00'0665
'3617'3047

°=
°+°=

+=

PT

PT

PCPT

Aztg
Aztg

IAztgAztg

1.3.2 Exercícios Aplicativos
1) Calcular o raio (R) de uma curva circular horizontal cujo comprimento entre as duas

tangentes é de 450,00m e cujos azimutes das tangentes são:
AztgPC-PI=216°32’30”
AztgPI-PT=297°50’00”

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2) Calcular o raio (R), o grau da curva (D) e o comprimento da Curva(C) de uma curva
circular horizontal com as seguintes características:

Azimute da tg inicial=37º30’00”
T = 419,00m
Azimute da tg final=117°20’00”

3) Preparar a tabela para a locação de uma curva circular horizontal pelo método das

deflexões, da qual se sabe os seguintes dados:
Estaca do PI = 1.042+5,40m
I = 16º à direita
D = 2°30’
Azimute da tangente inicial = 136°50’
Usar um ponto de mudança na estaca 1042

1.4 Curvas Circular Horizontal de Transição
 Quando um veículo passa de um alinhamento reto para um trecho curvo, surge uma
força centrífuga que atua sobre o mesmo, tendendo a desviá-lo da trajetória que normalmente
deveria percorrer. Este fato representa um perigo e um desconforto para o usuário da estrada.

Interessa ao Engenheiro de Estradas o conhecimento de métodos que possibilite variar
progressivamente a curvatura de uma estrada, desde zero graus até um valor constante
correspondente à curvatura de uma curva circular horizontal. Qualquer tipo de curva que nos
possibilite esta variação poderá ser utilizada; entretanto, as mais aplicadas são: a Clotóide, a
Lemniscata e a Parábola Cúbica (Fig. 28).

Y

X

Clotóide

Lemniscata

Parábola Cúbica

Fig. 28

a) Clotóide (também conhecida como Espiral de Cornu ou Radióde aos arcos)

A clotóide ou espiral é definida por:
 2KlR =×

onde:
 “R” é o raio de curvatura em seu ponto genérico
 “l” é o comprimento da curva até o ponto genérico, a contar da origem
b) Lemniscata de Bernouille

A lemniscata é definida por:
 2KpR =×

onde:
 “R” é o raio de curvatura em seu ponto genérico
 “p” é a distância polar deste ponto a origem

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c) Parábola Cúbica

A parábola cúbica é definida pela equação:
 32 XKY =

 Todos estes tipos de curvas têm curvatura nula na origem (isto é, raio de curvatura
infinito), assumindo a curvatura valores crescentes com o desenvolvimento, enquanto que o
raio de curvatura assume valores decrescentes.
 A maior ou menor variação da curvatura depende do valor adotado para a constante
“K”, qualquer que seja o tipo de curva de transição adotada. Essa constante é denominada
constante característica da curva de transição.
1.4.1 Espiral de Transição – Clotóide
 Trata-se de uma curva horizontal colocada nas saídas das curvas horizontais circulares,
com o intuito de fazer uma transição suave do raio infinito da reta com o raio reduzido da
curva circular e o inverso na saída da mesma.
a) Comprimento das Curvas de Transição
Comprimento Mínimo – 1º Critério (Dinâmico)
 Para este cálculo leva-se em consideração a velocidade (V) constante que o veículo
percorre a curva de transição para alcançar a curva circular, a taxa de variação da aceleração
centrípeta (Jmáx) e o raio da curva circular (RC).
 Experimentalmente, verifica-se que a taxa de variação da aceleração centrípeta (J) não
deve exceder ao valor de 0,6m/s3. Fixados os valores da velocidade (V) e do raio (RC) da
curva circular, determina-se o valor do comprimento mínimo da curva de transição (Lsmin).
 Para “V” em km/h, “RC” em m e Jmáx =0,6m/s3, resulta:

CR

VLs
3

min
035,0 ×= (em metros)

Comprimento Mínimo – 2º Critério (Superelevação)
 A superelevação é obtida através da alteração de cota relativa entre os bordos do
pavimento e o eixo da pista. O desnível máximo a ser mantido constante em toda a curva
circular, deve ser alcançado gradativamente ao longo da curva de transição. Seu valor “H”
dependa da superelevação na curva circular (e) e da largura da faixa de tráfego (lf).

bordo

bordo

eixo
e

lflf

H

H

100

fleH
×=

 HLs ×= 400min

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Comprimento Mínimo – 3º Critério (Tempo de Transição)
 É desejável que o tempo de percurso da curva de transição não seja inferior a um valor
mínimo, que é normalmente tomado como 2 segundos (DNER, AASHO). Fixada a
velocidade (V), resulta, em relação há este tempo mínimo (tsmin), um comprimento mínimo
(Lsmin).
 minmin tsVLs ×=
 Para “V” em km/h