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Sistema ósseo - Documentos Google

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São células redondas, com núcleo basofílico, têm volume maior do que o dos 
condroblastos, porém são nutridas por difusão a partir dos vasos do pericôndrio. Assim, 
armazenam glicogênio para obtenção de energia. Após o aprisionamento do condrócito, ele 
fica inserido em uma lacuna na matriz, na qual entra novamente em atividade mitótica. Essa 
proliferação caracteriza o crescimento intersticial. No início, as células-filhas dos 
condrócitos em divisão ocupam a mesma lacuna. Com a secreção de nova matriz, as 
células-filhas se separam e cada célula passa a ocupar a sua própria lacuna. Com a 
secreção contínua de matriz, as células afastam-se ainda mais umas das outras. 
 
Ademais, as superfícies internas e externas dos ossos são recobertas por células 
osteogênicas e tecido conjuntivo, que constituem o endósteo e o periósteo . A camada 
mais superficial do periósteo contém principalmente fibras colágenas e fibroblastos. As 
fibras de Sharpey são feixes de fibras colágenas do periósteo que penetram o tecido 
ósseo e prendem firmemente o periósteo ao osso. O periósteo apresenta células 
osteoprogenitoras, estas se multiplicam por mitose e se diferenciam em osteoblastos, 
desempenhando papel importante no crescimento dos ossos e na reparação das fraturas. O 
endósteo é constituído por uma camada de células osteogênicas achatadas, que revestem 
as cavidades do osso esponjoso, o canal medular, os canais de Haven e os de Vollmann. 
 
 
Classificação do tecido ósseo 
Mediante uma aparência macroscópica: 
 
1. Tecido ósseo compacto 
O tecido ósseo compacto aparece como massa sólida. Nos ossos longos, como o 
fêmur, a haste cilíndrica central, ou diáfise, é formada predominantemente por tecido ósseo 
compacto, que delimita um cilindro oco com um espaço central chamado de cavidade ou 
canal medular. 
 
 
 
2. Tecido ósseo esponjoso 
O tecido ósseo esponjoso é formado por uma trama de espículas ou trabéculas 
ósseas que delimitam espaços ocupados pela medula óssea. As extremidades dos ossos 
longos, chamadas de epífises, são formadas por tecido ósseo esponjoso coberto por uma 
fina camada de tecido ósseo compacto. Com base na organização microscópica da matriz 
extracelular, dois tipos de tecido ósseo são identificados: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
● Tecido ósseo lamelar ou secundário 
É um tecido típico do tecido ósseo compacto maduro, é formado por lamelas, 
constituídas de matriz óssea, uma substância mineralizada depositada em camadas ou 
lamelas, e osteócitos, cada um ocupando uma cavidade ou lacuna com canalículos 
ramificados c irradiados, que penetram nas lamelas das lacunas adjacentes. O tecido ósseo 
lamelar apresenta quatro padrões distintos: 
- Os ósteons ou sistemas de Havers formados por lamelas dispostas 
concentricamente ao redor de um canal vascular longitudinal. 
- As lamelas intersticiais, observadas por entre os ósteons e separadas dos mesmos 
por uma fina camada denominada linha cimentante. 
- As lamelas circunferenciais externas, visualizadas na superfície externa do tecido 
ósseo compacto, abaixo do periósteo. 
- As lamelas circunferenciais internas, encontradas na superfície interna, subjacente 
ao endósteo. 
 
Os canais vasculares no tecido ósseo compacto têm duas orientações em relação à 
estrutura lamelar: 
- Os capilares longitudinais e vênulas pós-capilares, que seguem pelo centro do 
ósteon dentro de um espaço denominado canal de Havers . 
- Os canais de Havers estão conectados entre si por intermédio de canais 
transversais ou oblíquos chamados de canais de Volkmann , contendo vasos 
sanguíneos originados da medula e do periósteo. 
 
 
 
● Tecido ósseo não-lamelar, ou entrelaçado, ou primário 
É observado no tecido ósseo em desenvolvimento. O tecido ósseo primário 
apresenta fibras colágenas desorganizadas, têm menor quantidade de minerais e maior 
proporção de osteócitos do que o tecido ósseo secundário 
 
Ossificação 
1. Intramembranosa 
O processo acontece dentro das 
membranas conjuntivas, contribui para o 
crescimento dos ossos curtos e crescimento 
em espessura dos ossos longos, auxilia no 
desenvolvimento dos ossos irregulares e 
laminares, como os que compõem o crânio. 
O local onde se inicia o processo 
histogênico é chamado de centro de 
ossificação primária , assim, inicia-se o 
processo com a diferenciação das células 
mesenquimatosas, que são células-tronco 
adultas, transformando-se em grupos de 
osteoblastos, os quais sintetizam o osteóide 
(matriz ainda não mineralizada), que logo se 
mineraliza, englobando alguns osteoblastos que se transformam em osteócitos. Esse 
processo, acontece em vários núcleos formando assim divergências, e destas surgem os 
canalículos e outras cavidades onde penetram os vasos sanguíneos. A parte da membrana 
conjuntiva que não sofre ossificação passa a constituir o endósteo e o periósteo. 
 
2. Endocondral 
Acontece em estruturas de cartilagem hialina, esse tipo de ossificação é responsável 
pela formação de ossos curtos e longos em comprimento. O processo ocorre em duas 
grandes etapas: Primeiramente, a cartilagem sofre modificações ocorrendo a hipertrofia dos 
https://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A9lulas-tronco
 
condrócitos, redução da matriz cartilaginosa, sua mineralização e a morte dos condrócitos 
por apoptose. A segunda grande etapa é a ocupação da cartilagem antes presente, por 
tecido ósseo: as cavidades ocupadas pelos condrócitos são invadidas por capilares 
sanguíneos e células osteoprogenitoras, que se diferenciam em osteoblastos e depositam 
matriz óssea sobre os tabiques de cartilagem calcificada, diferenciando-se finalmente em 
osteócitos. 
Em suma, é a partir deste processo que ocorre o complexo amadurecimento dos 
ossos longos. Sua estrutura anatômica é formada por diáfises e epífises. E o primeiro tecido 
ósseo a aparecer é formado por ossificação intramembranosa do pericôndrio que recobre a 
parte média da diáfise formando um cilindro, o colar ósseo . Enquanto isso, as células 
cartilaginosas hipertrofiam e fazem apoptose, mineralizando a matriz. Em seguida, com já 
citado acima,os vasos sanguíneos, partindo do periósteo, atravessam o cilindro ósseo e 
penetram a cartilagem calcificada, levando consigo células osteoprogenitoras originárias

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