LINGUAGEM ANIMAL - RESUMO (1)
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LINGUAGEM ANIMAL - RESUMO (1)

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arachnoides) da Estação Biológica de Caratinga, em Minas Gerais, uma área de

Mata Atlântica ainda preservada.

A partir da fonética acústica, que estuda os sons da fala humana, Demolin, Ades e

Mendes analisaram chamados longos usados em distâncias acima de 50 metros entre membros

do grupo, identificados como relinchos, e chamados curtos, identificados como estacados,

usados em distâncias curtas.

` Mendes, que é professor da Universidade Católica de Goiás, e Ades, da USP, acreditam

que o alto grau de dispersão dos muriquis e a densa vegetação do seu habitat podem ter

favorecido a evolução das complexas vocalizações nessa espécie, por dificultar outro tipo de

comunicação, a visual. “Posturas, movimentos e expressões faciais são muito importantes para
os primatas, mas necessitam de ambientes mais abertos para que sejam eficientes. Primatas que

vivem em florestas tendem a utilizar mais frequentemente a comunicação vocal e possuir

vocalizações mais complexas”, observa Mendes.

Ainda não há descrição semântica sobre os significados das diferentes combinações de

sons dos muriquis, como a que foi feita em relação aos vervet, associando três tipos de

chamados a três situações específicas.

Mesmo que o avanço das pesquisas chegasse à associação de diferentes combinações de

sons a significados específicos – da mesma forma que na linguagem humana atribuímos um
sentido a “lobo” e outro a “bolo” –, o que poderia levar a um “vocabulário muriqui”, ainda
assim não seria possível chamar essa comunicação propriamente de linguagem, no sentido de

lingua. “Seria um léxico (vocabulário) como o de uma criança com menos de dois anos de
idade. A capacidade de combinação é pequena”, pontua Albano, da Unicamp.

Além disso, mesmo no caso dos vervet, embora emitam um som interpretável como

“leopardo”, não há evidência de que eles seriam capazes de visualizar uma pegada e dizer algo
do tipo “por aqui passou um leopardo” ou “o leopardo pode voltar”. A possibilidade de relatar o
passado, predizer o futuro ou referir-se a algo que não está presente são características que

distinguem a linguagem humana.

Comunicação entre primatas e humanos

Com o mesmo ideal dessas pesquisas, alguns primatas foram submetidos a experiências

de aprendizado. Alguns foram ensinados como bebês humanos, outros aprenderam linguagem

de sinais, mas no final, todos conseguiram se comunicar, mesmo de forma bastante rudimentar,

com os seres humanos.

Como principais exemplos desses primatas temos a chimpanzé Viki, que com a ajuda de

pesquisadores, que mexiam seus lábios até que ela o fizesse sozinha, conseguiu dizer “mama”; o
chimpanzé Nim Chimpsky, nomeado em homenagem a Noam Chomsky, que viveu como um

bebê humano, junto com uma família, mas que não conseguiu aprender de fato uma linguagem.

 Temos também o caso de Washoe, o chimpanzé que mostrou aos pesquisadores que os

primatas tinham seus próprios gestos, e com base nisso, os cientistas criaram uma linguagem

especifica. Além disso, Washoe conseguia aprender gestos de outros primatas, até de outras

espécies, incluindo dos seres humanos. O primeiro primata não chimpanzé a tentar uma

comunicação foi o orangotango Chantek que utilizou um projeto parecido com o de Washoe, e

também mostrou sinais de auto reconhecimento em frente a um espelho.

Um dos mais famosos casos de primatas falantes é o da gorila Koko. A pesquisadora

Francine Patterson a ensinou a usar mais de 1000 palavras na língua de sinais americana (ASL),

e a entender mais de 2000 palavras ditas em inglês, inclusive criando até sua própria linguagem

de sinais, a qual a Dr. Patterson nomeou de Gorilla Sign Language (GSL). Koko ficou muito

famosa também por ter um apego especial por gatos, tendo adotado diversos animais durante a

vida, inclusive nomeando alguns.

Não tão famoso, mas igualmente impressionante, é o caso do bonobo Kanzi. Seu

aprendizado começou quando sua mãe era ensinada com lexigramas (ícones em lugar de

palavras) no Centro de Estudos de Primatas de Yerkes pela pesquisadora Sue Savage-

Rumbaugh.

 Em seu primeiro dia de aula, Kanzi já se mostrara muito atento aos desenhos e ao

computador, que usou mais de 100 vezes, o que para um primata é um número bem grande.

Kanzi é conhecido por entender mais de 400 símbolos diferentes e por compreender

mais de 3000 palavras da língua inglesa. Seu conhecimento fora testado diversas vezes, com

testes com fones de ouvido para retirar a leitura labial e comunicação corporal, e mesmo assim,

Kanzi conseguiu mostrar seu entendimento e responder aquilo que era pedido.

Bibliografia

Sites:

http://www.comciencia.br/comciencia/handler.php?section=8&edicao=31&id=360

http://lovemeow.com/2009/11/koko-the-gorilla-who-adores-all-ball-the-cat/

http://www.smithsonianmag.com/science-nature/speakingbonobo.html

http://www.pbs.org/wnet/nature/koko/asl.html

http://blogs.smithsonianmag.com/science/2011/08/six-talking-apes/

http://acp.eugraph.com/monkey/mbrains.html

http://www.pbs.org/wnet/nature/episodes/clever-monkeys/monkeys-and-language/3948/

http://www.wired.com/wiredscience/2009/12/monkey-talk/

http://www.pigeon.psy.tufts.edu/psych26/language.htm

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/03/080311_macacoscomunicamfrases

_ba.shtml

http://www.mundoeducacao.com.br/biologia/semelhancas-entre-chimpanze-homem.htm

Vídeos:

http://www.youtube.com/watch?v=v5LdcyTJSe0

http://www.youtube.com/watch?v=Nz9PLnvLuhE&feature=fvwrel

http://www.youtube.com/watch?v=L2spGt17lY0