Livro Estatistica Basica
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de tabulação dos dados, que chegam ao analista de forma desorganizada. 
 
Através da apuração, tem-se a oportunidade de condensar os dados, de modo 
a obter um conjunto compacto de números, o qual possibilita distinguir melhor o 
comportamento do fenômeno na sua totalidade. 
 
Os dados de fenômenos geográficos podem ser organizados em mapas, 
tabelas, matrizes, disquetes ou fitas. 
 
2.7. EXPOSIÇÃO OU APRESENTAÇÃO DOS DADOS 
 
Há duas formas de apresentação que não se excluem mutuamente: 
 
 Apresentação Tabular 
 
É uma apresentação numérica dos dados. Consiste em dispor os dados em 
linhas e colunas distribuídos de modo ordenado, segundo algumas regras práticas 
adotadas pelo Conselho Nacional de Estatística. As tabelas têm a vantagem de 
conseguir expor, sistematicamente em um só local, os resultados sobre determinado 
assunto, de modo a se obter uma visão global mais rápida daquilo que se pretende 
analisar. 
 
 Apresentação Gráfica 
 
Constitui uma apresentação geométrica dos dados. Permite ao analista obter 
uma visão tão rápida, fácil e clara do fenômeno e sua variação. 
Universidade Estácio de Sá 
Disciplina: Probabilidade e Estatística 
Marcelo Abrahão de Mattos 
 
 
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2.8. ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS 
 
Nessa etapa, o interesse maior consiste em tirar conclusões que auxiliem o 
pesquisador a resolver seu problema. A análise dos dados estatísticos está ligada 
essencialmente ao cálculo de medidas, cuja finalidade principal é descrever o 
fenômeno. Assim, o conjunto de dados a ser analisado pode ser expresso pôr 
número-resumo, as estatísticas, que evidenciam características particulares desse 
conjunto. 
 
 
3. NORMAS PARA APRESENTAÇÃO TABULAR DOS DADOS 
 
3.1. INTRODUÇÃO 
 
A apresentação tabular é uma apresentação numérica dos dados. Consiste 
em dispor os dados em linhas e colunas distribuídos de modo ordenado, segundo 
algumas regras práticas ditadas pelo Conselho /nacional de Estatística e pelo IBGE. 
Tais regras acham-se publicadas e dispõem sobre os elementos essenciais e 
complementares da tabela, a especificação dos dados e dos sinais convencionais, o 
procedimento correto a ser desenvolvido no preenchimento da tabela e outros 
dispositivos importantes. 
 
As tabelas têm a vantagem de conseguir expor, sinteticamente e em um só 
local, os resultados sobre determinado assunto, de modo a se obter uma visão global 
mais rápida daquilo que se pretende analisar. 
 
Reunindo, pois os valores em tabelas compactas, consegue-se apresentá-los 
e descrever-lhes a variação mais eficientemente. Essa condensação de valores 
permite ainda a utilização de representação gráfica, que normalmente é uma forma 
mais útil e elegante de apresentação da característica analisada. 
 
3.2. SÉRIES ESTATÍSTICAS 
 
Um dos objetivos da Estatística é sintetizar os valores que uma ou mais 
variáveis podem assumir, para que se tenha uma visão global dessa ou dessas 
variáveis. Isto é possível apresentando esses valores em tabelas e gráficos que 
fornecerão rápidas e seguras informações a respeito das variáveis em estudo, 
permitindo determinações mais coerentes. 
 
TABELA é um quadro que resume um conjunto de observações. 
 
Como construir uma tabela que forneça informações de forma precisa e 
correta: 
 
1º passo: Começar pelo título, que explica o conteúdo da tabela. 
 
2º passo: Fazer o corpo da tabela, composto pelos números e informações 
que ela contém. É formada por linhas e colunas. 
 
Para compor o corpo da tabela, é necessário: 
 
 O cabeçalho, que indica o que a coluna contém. Deve estar entre 
traços horizontais, para melhor visualização. 
Universidade Estácio de Sá 
Disciplina: Probabilidade e Estatística 
Marcelo Abrahão de Mattos 
 
 
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 A coluna indicadora, que diz o que a linha contém. 
 
3º passo: Escrever o total (as tabelas podem apresentar um total ou não). 
Aparece entre traços horizontais. 
 
4º passo: Coloque a fonte. Deve entrar no rodapé, sendo obrigatória. 
 
Uma tabela compõe-se de: 
 
 Tabela 3.1 
 Produção de Café· 
 Brasil - 1978-1983 
Anos 
Quantidade 
(1000 ton) 
1978 (1) 2535 
1979 2666 
1980 2122 
1981 3760 
1982 2007 
1983 2500 
 Fonte: Fictícia 
 Nota: Produção destinada para o consumo interno. 
 (1) Parte exportada para a Argentina. 
 
 Rodapé: fonte, chamadas e notas. 
 
 Notas: é usada para conceituação ou esclarecimento em geral. 
 
 Chamadas: é usada para esclarecer certas minúcias em relação a 
casas, linhas e colunas. 
 
De acordo com a Resolução 886 da Fundação IBGE, nas casas ou células, 
devemos colocar: 
 
 Um traço horizontal (___) quando o valor é zero, não só quanto a 
natureza das coisas, como quanto ao resultado do inquérito; 
 
 Três pontos (...) quando não temos os dados; 
 
 Um ponto de interrogação (?) quando temos dúvida quanto a exatidão 
de determinado valor; 
 
 Zero (0) quando o valor é muito pequeno para ser expresso pela 
unidade utilizada. Se os valores são expressos em numerais decimais, 
precisamos acrescentar a parte decimal um número correspondente de 
zeros (0,0; 0,00; 0,00;...). 
 
Denomina-se SÉRIE ESTATÍSTICA toda tabela que apresenta a distribuição 
de um conjunto de dados estatísticos em função da ÉPOCA, do LOCAL, ou da 
ESPÉCIE (fenômeno). 
 
Universidade Estácio de Sá 
Disciplina: Probabilidade e Estatística 
Marcelo Abrahão de Mattos 
 
 
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Numa série estatística observa-se a existência de três elementos ou fatores: o 
TEMPO, o ESPAÇO e a ESPÉCIE. 
 
Conforme varie um desses elementos, a série estatística classifica-se em 
TEMPORAL, GEOGRÁFICA e ESPECÍFICA. 
 
3.2.1. SÉRIE TEMPORAL, HISTÓRICA OU CRONOLÓGICA. 
 
É a série cujos dados estão em correspondência com o tempo, ou seja, variam 
com o tempo. 
 
 Tabela 3.2 
 Produção Brasileira de Trigo· 
 1988-1993 
Anos 
Quantidade 
(1000 ton) 
1988 (1) 2345 
1989 2451 
1990 2501 
1991 2204 
1992 2306 
1993 2560 
 Fonte: IBGE 
 Nota: Produção voltada para o consumo interno. 
 (1) Parte da produção exportada. 
 
Elemento variável: tempo (fator cronológico) 
 
Elemento fixo: local e o fato 
 
3.2.2. SÉRIE GEOGRÁFICA, TERRITORIAL OU DE LOCALIDADE. 
 
É a série cujos dados estão em correspondência com a região geográfica, ou 
seja, o elemento variável é o fator geográfico (a região). 
 
 Tabela 3.3 
 Produção Brasileira de Trigo, por Unidade da Federação - 1994. 
Unidades da Federação 
Quantidade 
(1000 ton) 
São Paulo 670 
Santa Catarina 451 
Paraná 550 
Goiás 420 
Rio de Janeiro 306 
Rio Grande do Sul 560 
 Fonte: Fictícia 
 
Elemento variável: localidade (fator geográfico) 
 
Elemento fixo: tempo e o fato 
 
 
3.2.3. SÉRIE ESPECÍFICA OU CATEGÓRICA 
Universidade Estácio de Sá 
Disciplina: Probabilidade e Estatística 
Marcelo Abrahão de Mattos 
 
 
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É a série cujos dados estão em correspondência com a espécie, ou seja, 
variam com o fenômeno. 
 
 
 
 
 Tabela 3.4 
 Rebanhos Brasileiros 
Espécie 
Quantidade 
(1000 cabeças) 
Bovinos 140 000 
Suínos 1 181 
Bubalinos 5 491 
Coelhos 11 200 
 Fonte: IBGE 
 
Elemento variável: fenômeno (espécie) 
 
Elemento fixo: local e o tempo 
 
3.2.4. SÉRIES MISTAS 
 
As combinações entre as séries anteriores constituem novas séries que são 
denominadas séries compostas
JUNIOR
JUNIOR fez um comentário
Ariosvaldo, eu não consigo baixar o arquivo, você poderia me enviar por email?
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Julio
Julio fez um comentário
bom livro
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