LINGUAGEM NA ENTREVISTA DE EMPREGO (1)
6 pág.

LINGUAGEM NA ENTREVISTA DE EMPREGO (1)


DisciplinaLinguagem e Cognição27 materiais343 seguidores
Pré-visualização3 páginas
e 
desconfortáveis e, enfim, explora-se diversas áreas e percebe-se o tipo de reação gerada a 
cada pergunta. O ideal seria termos mais de uma oportunidade de encontro, para obtermos 
padrões mais confiáveis. 
 
\uf0b7 A linguagem em Vigotsky e a entrevista de emprego 
 
 Para Vigotsky, quando aprendemos a linguagem específica do nosso meio 
sociocultural, transformamos radicalmente os rumos do nosso próprio desenvolvimento. Em 
outras palavras, o meio cultural influencia no processo de desenvolvimento do sujeito 
através da aprendizagem e formam marcas que nos diferenciam uns aos outros. Por 
exemplo: um candidato que procura uma vaga de emprego no Rio de Janeiro, sendo ele 
criado em ambiente cultural da região sul do Brasil, irá agir de forma diferente dos demais 
candidatos naturais do Estado. Este fator acontece, pois a cultura internaliza no indivíduo 
certos hábitos que incluem, principalmente, seu modo de falar e agir. 
 
\uf0b7 A neurolinguística, aspectos neurofisiológicos e a entrevista de emprego 
 
 A neurolinguística, nada mais é que a linguagem que o cérebro utiliza. O 
comportamento, o hábito, as tomadas de decisão de uma pessoa, antes de serem 
manifestadas, passam por todo um processo cerebral. Dessa maneira, a neurolinguística 
trabalha a fim de potencializar o que o ser humano tem de melhor e minimizar seus 
bloqueios e limitações. 
 Algumas das dificuldades de se comportar numa entrevista é causada pelo fato de 
cada um ter seu jeito, todos nós sermos diferentes e, é, portanto, simplesmente impossível 
demonstrar aquilo que não somos. Por isso, muitas vezes a técnica da neurolinguística 
deve ser aprendida \u201cde dentro para fora\u201d, isto é, não basta cumprimentar o entrevistado 
com um sorriso se \u201cpor dentro\u201d estiver pensando que não queria ver ninguém naquele 
momento. É importante lembrar também que a fala representa apenas 30% da 
comunicação e o resto vem da gesticulação, do tom da voz, entre outros fatores. 
 Em relação à análise do comportamento não verbal, podemos explicitar dois 
aspectos centrais da Programação Neurolinguística: O sistema de representação 
preferencial ou primário (cada pessoa tem uma preferência por um dos três sentidos 
primários: visual, auditivo ou cinestésico) e a movimentação dos olhos como indicador do 
sistema representacional primário da pessoa e sua relação com a verdade e a mentira. 
 
 Nomes famosos como Noam Chomsky, por exemplo, dariam suporte à parte 
linguística da PNL. A teoria de Chomsky é a teoria da gramática universal inata, isto é, as 
crianças aprendem a linguagem de seus ambientes, porém elas adquirem palavras e 
gramáticas não ensinadas numa velocidade extraordinária para ser explicada apenas por 
princípios de aprendizagem. 
 
 Não somente o fator cultural está relacionado com o desempenho do sujeito numa 
entrevista de emprego, mas também aspectos neurológicos. Certas áreas cerebrais são 
mais ativadas do que outras e isto é percebido através das expressões corporais, como por 
exemplo: ansiedade, medo, tensão, tranquilidade, concentração, entre outros. 
 
 Hoje sabemos que o medo origina-se da colaboração entre muitas áreas do cérebro. 
Técnicas de imagem mostram que partes do lobo temporal, tanto do lado esquerdo como 
do lado direito do cérebro, experimentam um grande aumento de fluxo sanguíneo durante 
todo o tempo em que a pessoa permanece em estado ansioso. A face inferior do córtex 
pré-frontal, região da parte anterior do cérebro responsável pelo funcionamento em nível 
mais alto, também é ativada. (ref?) 
 
 A região do cérebro mais ativa durante os momentos de temor e os períodos de 
ansiedade é a amígdala, situada logo abaixo do lobo temporal. Quando os pesquisadores 
estimulam eletricamente esta estrutura, os níveis do hormônio cortisol aumentam, como 
um sinal físico de medo. É interessante notar que os pacientes que nascem com algum 
dano na amígdala não conseguem reconhecer o medo no rosto de outras pessoas.(ref?) 
 
 No caso de uma pessoa estar concentrada, estudos mostram que as áreas do 
cérebro mais ativadas nesse caso são as áreas do córtex cerebral, conhecida como Lobo 
Pré-Frontal. O que não ocorre se a pessoa estiver desatenta ou se tiver a síndrome de 
TDAH.(ref?) 
 
 No caso de uma pessoa se encontrar em estado tranquilo, podemos afirmar que sua 
área ativada é no hemisfério cerebral esquerdo. Isto foi comprovado através de uma 
pesquisa realizada pela Universidade de Montreal no Canadá com mães, bebês e 
enfermeiras. Essa pesquisa teve intuito de observar as áreas que eram ativadas quando a 
mãe falava ao bebê e quando a enfermeira falava. Nota-se ativação na área do hemisfério 
esquerdo quando a mãe fala, pois sua voz dá ao bebê tranquilidade e segurança, o que já 
não foi sentido/ativado através da voz da enfermeira. (autor e data?) 
 
 Assim, sabemos as áreas que são ativadas se a pessoa se encontra nos estados 
emocionais citados acima, que podem estar presentes em um candidato a entrevista de 
emprego. 
 \u201cA massa cinzenta é extremamente plástica\u201d, diz Sidarta Ribeiro, um dos mais 
influentes neurologistas brasileiros. Se você quiser aprimorar uma área específica tem 
como fazer isso de diversas formas, como treinar para tocar algum instrumento e fazer 
teatro, por exemplo. Quem utiliza mais seu lado musical, ganha mais habilidade em 
geometria e em compreensão de textos, já quem exercita a prática de teatro, ganha 
habilidades na memória e aumenta o nível de atenção. Além disso, o simples fato de 
imaginarmos que estamos exercendo estas funções, já nos fornece estas capacidades. 
(Sidarta Ribeiro? Data) 
 
 Dessa forma, vemos que a linguagem numa entrevista de emprego é muito mais 
que simplesmente a linguagem verbal. Para este momento, o entrevistado deve estar 
preparado, tanto externamente quanto internamente, para que cumpra todos os requisitos 
necessários e conseguir a vaga almejada. 
 
 
\uf0ae Referências Bibliográficas 
 
\uf0d8 JUNIOR, Edinaldo Oliveira. Como iniciar seus estudos na comunicação não verbal?. 
Instituto Brasileiro de Linguagem Corporal. Disponível em < 
http://linguagemcorporal.net.br/curiosidades/como-iniciar-seus-estudos-na-
comunicacao-nao-verbal/> . Acesso em 03 de novembro de 2012. 
 
\uf0d8 PIRES, Sergio Fernandes Senna. O estudo da linguagem corporal é uma ciência?. 
Instituto Brasileiro de Linguagem Corporal. Disponível em < 
http://linguagemcorporal.net.br/dicas/linguagem-corporal-e-ciencia/> . Acesso em 
03 de novembro de 2012. 
 
\uf0d8 PIRES, Sergio Fernandes Senna. A linguagem corporal é cultural?. Instituto 
Brasileiro de Linguagem Corporal. Disponível em < 
http://linguagemcorporal.net.br/linguagem-corporal-comunicacao-nao-verbal/a-
linguagem-corporal-e-cultural/> . Acesso em 03 de novembro de 2012. 
 
\uf0d8 PIRES, Sergio Fernandes Senna. Como são \u201cmedidas\u201d as expressões faciais?. 
Instituto Brasileiro de Linguagem Corporal. Disponível em < 
http://linguagemcorporal.net.br/conhecimento-basico/como-sao-medidas-as-
expressoes-faciais/> . Acesso em 03 de novembro de 2012. 
 
\uf0d8 JUNIOR, Edinaldo Oliveira. Análise do comportamento não verbal e a linha de base. 
Instituto Brasileiro de Linguagem Corporal. Disponível em < 
http://linguagemcorporal.net.br/comunicacao-nao-verbal/analise-do-
comportamento-nao-verbal-e-a-linha-de-base/> . Acesso em 03 de novembro de 
2012. 
 
\uf0d8 SENNA, Sergio. Entenda a Programação Neurolinguística. Publicado em 21/06/ 
2012. Disponível em: http://linguagemcorporal.net.br/mitos/entenda-programacao-
neurolinguistica/ . Acesso em 12 de novembro de 2012. 
 
\uf0d8 TESKE, Jeinny Cristiane. Entrevista: A importância da neurolinguística em ambiente 
profissional. Disponível em: http://www.cimentoitambe.com.br/massa-cinzenta/a-
importancia-da-neurolinguistica-em-ambiente-profissional/ Acesso em 15 de 
novembro de 2012 
 
\uf0d8 VASS, Rüdiger. Labirintos do Medo. Disponível em: ?? 
 Acesso em 15 de novembro de 2012 
 
\uf0d8 AMORIM, Cacilda. TDAH (DDA) - Transtorno de Déficit de