PlanoDeAula_22616
2 pág.

PlanoDeAula_22616

Disciplina:Fundamentos de Neuroanatomia285 materiais5.601 seguidores
Pré-visualização1 página


	
			
			 Plano de Aula: 2 - Introdução ao estudo da Neuroanatomia

			 FUNDAMENTOS DE NEUROANATOMIA

			

		

		
			Título

			2 - Introdução ao estudo da Neuroanatomia

			
			Número de Aulas por Semana

			
				4
			

			Número de Semana de Aula

			
				2
			

 Tema

		 Unidade 2 - Introdução ao estudo da Neuroanatomia

		
		 Objetivos

		 Ao final desta aula, o aluno deverá ser capaz de:

·   Compreender o que é um neurônio, sua estrutura, seus tipos e funções;

·   Compreender quais são as células da neuróglia e suas funções;

·   Compreender as definições de gânglio, fibra nervosa e nervo;

·   Conhecer o conceito e os tipos de terminações nervosas;

·   Definir sinapse e compreender seus tipos e função.

		
		 Estrutura do Conteúdo

	 Unidade 2 - Introdução ao estudo da Neuroanatomia

2.1. Conceitos fundamentais :

2.1.1. Neurônio:

Os neurônios são células que se comportam como as unidades estruturais e funcionais básicas do sistema nervoso, especializadas em responder a estímulos físicos e químicos, conduzir impulsos e liberar mediadores químicos específicos. Através destas atividades, os neurônios executam funções como armazenar memória, pensar e regular outros órgãos e glândulas. Suas partes principais são o corpo celular, o axônio e os dendritos. De acordo com a sua morfologia, os neurônios podem ser classificados nos seguintes tipos: neurônios multipolares (apresentam mais de dois prolongamentos celulares), neurônios bipolares (apresentam um dendrito e um axônio) e neurônio pseudounipolares (apresentam próximo ao corpo celular, um prolongamento único, mas este logo se divide em dois, dirigindo-se um ramo para a periferia e outro para a parte central do sistema nervoso). Os neurônios podem ainda ser classificados segundo a sua função em: neurônios motores (controlam órgãos efetores como glândulas exócrinas, glândulas endócrinas e fibras musculares), neurônios sensitivos (recebem estímulos sensitivos do meio ambiente e do próprio organismo) e os neurônios de associação e interneurônios (estabelecem conexões com outros neurônios, formando circuitos complexos).

 

2.1.2. Neuróglia:

A neuróglia, ou células da glia, são células de sustentação do sistema nervoso que auxiliam os neurônios em suas funções. São representadas pelas (1) células de Schuwann (formam a bainha de mielina em torno dos axônios dos neurônios da parte periférica do sistema nervoso), (2) oligodendrócitos (formam a bainha de mielina em torno dos axônios dos neurônios da parte central do sistema nervoso), (3) micróglias (removem corpos estranhos e restos celulares da parte central do sistema nervoso), (4) astrócitos (controle da passagem de moléculas do sangue para o encéfalo) e (5) células ependimárias (revestem os ventrículos do encéfalo e o canal central da medula espinal).

 

2.1.3. Gânglio:

Os gânglios são dilatações constituídas principalmente por corpos de neurônios na parte periférica do sistema nervoso.

 

2.1.4. Fibra nervosa:

As fibras nervosas são constituídas por um axônio e suas bainhas envoltórias. Elas podem ser mielínicas ou amielínicas. Os grupos de fibras nervosas formam os tratos e fascículos, na parte central do sistema nervoso, e os nervos na parte periférica do sistema nervoso.

 

2.1.5. Nervo:

Na parte periférica do sistema nervoso, as fibras nervosas se agrupam em feixes dando origem aos nervos. Em função do seu conteúdo em mielina e colágeno, os nervos são esbranquiçados, exceto os raros nervos muito finos formados somente por fibras amielínicas. Os nervos estabelecem comunicações entre os centros nervosos superiores e os órgãos da sensibilidade e os efetores (músculos e glândulas). Possuem fibras aferentes e eferentes. As fibras aferentes levam para os centros superiores, as informações obtidas no interior do corpo e no meio ambiente. As fibras eferentes levam impulsos dos centros nervosos para os órgãos efetores comandados por esses centros. Os nervos que possuem apenas fibras aferentes são chamados de sensitivos e os que são formados apenas por fibras eferentes são chamados de motores. A maioria dos nervos possui fibras dos dois tipos, sendo, portanto, chamados de nervos mistos.

 

2.1.6. Terminação nervosa:

As terminações nervosas são estruturas localizadas na extremidade das fibras que constituem os nervos e podem, funcionalmente, ser divididas em dois tipos: sensitivas (aferentes) ou motoras (eferentes). As terminações sensitivas, quando estimuladas (calor, luz etc.), dão origem a um impulso nervoso que segue pela fibra em cuja extremidade elas estão localizadas. Este impulso é levado para a parte central do sistema nervoso e atinge áreas específicas do cérebro onde é “interpretado�, resultando em diferentes formas de sensibilidade. As terminações nervosas motoras existem na porção terminal das fibras eferentes e são os elementos de ligação entre estas fibras e os órgãos efetuadores: músculos ou glândulas.

 

2.1.7. Sinapse:

A sinapse é responsável pela transmissão unidirecional dos impulsos nervosos. As sinapses são locais de contato entre os neurônios ou entre neurônios e outras células efetoras. A função da sinapse é transformar um sinal elétrico (impulso nervoso) do neurônio pré-sináptico em um sinal químico que atua sobre a célula pós-sináptica. Existem sinapses químicas e sinapses elétricas.

	
	 Aplicação Prática Teórica

 Textos:

1.   VAN DE GRAAFF. Anatomia Humana. 6. ed. Barueri, SP: Manole, 2003 (Capítulo 11, p. 348-358);

2.   DÂNGELO; Fattini. Anatomia Humana Sistêmica e Segmentar. 3. ed. São Paulo: Atheneu,

     2007 (Capítulo 5, p. 55-59);

3.   AFIFI; Bergman. Neuroanatomia Funcional texto e atlas. 2. ed. São Paulo: Roca, 2007 (Capítulo 1);

4.   MACHADO. Neuroanatomia Funcional. 2. ed. Rio de Janeiro: Atheneu, 1993 (Capítulos 1, 3 e 11);

5.   MENESES. Neuroanatomia Aplicada. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006 (Capítulo 2);

6.   CROSSMAN; Neary. Neuroanatomia ilustrada. 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007 (Capítulo 1, p. 1-3; Capítulo 2);

7.   JUNQUEIRA; Carneiro. Histologia Básica texto e atlas. 11. Ed. Guanabara Koogan, 2008 (Capítulo 9).