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			 Plano de Aula: 4 - Medula espinal
			 FUNDAMENTOS DE NEUROANATOMIA
			
		
		
			Título
			4 - Medula espinal
			 
			Número de Aulas por Semana
			
				4
			
			Número de Semana de Aula
			
				4
			
 
 Tema
		 Unidade 4 - Medula espinal
		
		 Objetivos
		 Ao final desta aula, o aluno deverá ser capaz de:
·   Descrever a estrutura da medula espinal;
·   Compreender os conceitos de dermátomo e miótomo e seus principais exemplos;
·   Compreender as meninges, seus espaços e funções;
·   Reconhecer as características da medula espinal em cortes transversais;
·   Compreender a constituição da substância branca e cinzenta da medula espinal.
		
		 Estrutura do Conteúdo
	 Unidade 4 - Medula espinal:
4.1. Anatomia externa:
Características gerais da medula espinal: tamanho, limites, relação entre o crescimento da coluna vertebral e o crescimento da medula espinal, dilatações (intumescência cervical e lombossacral), cone medular, fixações (filamento terminal e ligamentos denticulados), segmentos medulares (31 segmentos: 8 cervicais, 12 torácicos, 5 lombares, 5 sacrais e 1 coccígeo), relação entre os segmentos medulares e o processo espinhoso das vértebras.
 
4.2. Dermátomos e miótomos:
A área da pele inervada por uma única raiz nervosa posterior constitui um dermátomo. A familiaridade com os mapas de dermátomos é essencial para a localização do nível de uma lesão na medula espinal, por exemplo: relação território corpóreo (dermátomo) = região posterior da cabeça (C2); ombro (C4); polegar (C6); dedo médio (C7); dedo mínimo da mão (C8); papila mamária (T4, T5); umbigo (T10); região inguinal (L1); hálux (L4, L5); dedo mínimo do pé (S1); órgãos genitais externos e região perianal (S4, S5).
Grupos de músculos inervados a partir de um único segmento medular constituem um miótomo. O conhecimento dos miótomos clinicamente relevantes é útil na localização do nível de uma lesão na medula espinal, por exemplo: relação miótomo (segmento medular) = deltóide (C5); bíceps (C6); tríceps (C7); hipotenar (T1); quadríceps femoral (L4); extensor do hálux (L5); gastrocnêmio (S1) e esfíncter interno do ânus (S3, S4).
 
4.3. Meninges:
A medula espinal é revestida por três membranas fibrosas chamadas de meninges: a pia-máter, a aracnóide-máter e a dura-máter. A pia-máter e a aracnóide-máter são chamadas em conjunto de leptomeninge. A dura-máter, mais espessa, é conhecida também como paquimeninge. A dura-máter espinal envolve a medula espinal como se fosse um dedo de luva, o â\u20ac\u153saco-duralâ\u20ac\ufffd. Cranialmente, a parte espinal da dura-máter se junta com a parte cranial da dura-máter, caudalmente, termina em um â\u20ac\u153fundo de sacoâ\u20ac\ufffd ao nível da vértebra SII. Quando a medula espinal termina no cone medular, a pia-máter continua caudalmente, formando um filamento esbranquiçado, denominado filamento terminar, que perfura o â\u20ac\u153fundo de sacoâ\u20ac\ufffd e se insere no cóccix, com o nome de ligamento coccígeo.
Existem três espaços relacionados com as meninges que envolvem a medula espinal: o espaço extradural (epidural), subdural e subaracnóideo. O espaço extradural se situa entre a dura-máter e o periósteo do canal vertebral. O espaço subdural localiza-se entre a dura-máter e a aracnóide-máter. O espaço subaracnóideo, localizado entre a aracnóide-máter e a pia-máter, é o mais importante e contém uma quantidade razoavelmente grande de líquido cerebrospinal.
 
4.4. Anatomia em secção transversal:
Em secção transversal, a medula espinal é composta de uma área de substância cinzenta em forma de H ou borboleta, posicionada centralmente, circundada por substância branca. A substância cinzenta da medula espinal contém basicamente corpos de neurônio e neuróglia, enquanto que a substância branca contém principalmente tratos de fibras nervosas. Para estabelecer as delimitações corretas das áreas funcionais da medula, é importante conhecer os sulcos e a fissura que marcam a superfície da medula espinal (fissura mediana anterior, sulco mediano posterior, sulco póstero-lateral, sulco ântero-lateral e sulco intermédio posterior). 
	
	 Aplicação Prática Teórica
 Textos:
1.   VAN DE GRAAFF. Anatomia Humana. 6. ed. Barueri, SP: Manole, 2003 (Capítulo 11, p. 384-389); 
2.   DÃ\u201aNGELO; Fattini. Anatomia Humana Sistêmica e Segmentar. 3. ed. São Paulo: Atheneu, 
     2007 (Capítulo 5, p. 63-69);
3.   AFIFI; Bergman. Neuroanatomia Funcional texto e atlas. 2. ed. São Paulo: Roca, 2007 (Capítulos 3 e 4);
4.   MACHADO. Neuroanatomia Funcional. 2. ed. Rio de Janeiro: Atheneu, 1993 (Capítulo 4);
5.   MENESES. Neuroanatomia Aplicada. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006 (Capítulo 8);
6.   CROSSMAN; Neary. Neuroanatomia ilustrada. 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007 (Capítulo 8);
7.   CTA-SBA. Terminologia Anatômica Internacional. São Paulo: Manole, 2001 (p. 126-131).