Apostila UNIJUÍ - Comunicação empresarial
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Apostila UNIJUÍ - Comunicação empresarial

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a aplicação da comunicação dirigida existe

um veículo (instrumento) de comunicação equivalente, para melhor compor e planejar este

tipo de comunicação dentre os seus variados públicos.

Andrade (1993, p. 127) divide esses veículos em quatro grupos, que vêm facilitar muito

a compreensão e identificação: escritos, orais, aproximativos e auxiliares. A seguir a descri-

ção de cada grupo:

a) Escritos: correspondência; mala-direta; manuais; publicações; relatórios; periódicos.

b) Orais: reuniões de informação ou discussão, congressos e convenções; conferências, con-

versas, entrevistas e discursos; conferema (conferência com dramatização); telefone,

intercomunicadores, radiocomunicação e alto-falante.

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c) Aproximativos: visitas; praça de esportes, auditório, biblioteca, museus, ambulatórios e

outros logradouros usados pelos públicos; acontecimentos especiais, tais como: inaugu-

rações, datas cívicas, comemorações e outros eventos congêneres; serviços prestados à

comunidade, donativos, bolsas de estudo, concursos, etc.

d) Auxiliares: compreendem os recursos visuais, auditivos e audiovisuais. A seguir a descri-

ção de cada um desses recursos:

• Visuais: álbum seriado; diafilmes; desenho animado; flanelógrafo; gráficos; marca; mo-

delos em escala; quadro de velcro; bandeiras; diapositivos; exposições; fotografias;

imantógrafo; mapas; pinturas; sinalização; cartazes; diagramas; filmes; gravuras;

logotipo; mural; quadro de giz e transparências.

• Auditivos: alarmes; apitos; discos; fitas magnéticas; sirenes.

• Audiovisuais: filmes sonorizados; videocassete; diafilme sonorizado; seqüência sonorizada

de diapositivos.

À classificação de Andrade quanto aos veículos de comunicação dirigida escrita acres-

centamos os seguintes: barra do holerite, quadro de avisos, cartaz/banner, caixa de suges-

tões, comunicado de imprensa (press-release) e teaser.

Necessário se faz também acrescentar o caráter escrito eletrônico em todos os veícu-

los mencionados, tais como: correio eletrônico (e-mail); fac-símile (fax) (Cesca, 2006, p.

38-39).

Sendo assim, no contexto empresarial torna-se necessário somar recursos e meios que

promovam a liberdade de criação de públicos diferentes, permeando as suas complexidades

e peculiaridades, gerando controvérsias e adotando posturas que promovam às ações

conjugadas. Isso tudo é necessário para criar as estratégias visando as transformações soci-

ais, possibilitando com essa atitude o cuidado na aplicação de uma comunicação que objetive

o bem comum e não uma comunicação desinteressada e que gere conflitos entre os públicos

e as organizações.

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COM UNICAÇÃO EM PRESARIAL

Fortes nos alerta para o seguinte aspecto:

Por não poder contar no cotidiano com a complementação segura

e isenta dos veículos massivos, que alargariam o debate das con-

trovérsias, as Relações Públicas têm a sua missão impulsionada

pela comunicação dirigida, perfeitamente identificada com as cau-

sas que defendem. Como missão, as Relações Públicas propagam

pontos de vista, respondem por estes e balizam a maturação de

juízos pelo receptor da mensagem; diante de novas informações

acerca daquilo que está sendo discutido, assenta, coerentemente, o

conceito público do objeto social perscrutado (2003, p. 238).

Com isso, o autor quer nos advertir que a comunicação dirigida

não é neutra, mas poderá se desenvolver e assumir um posicionamento

de que as expressões contrárias e a utilização do direito de uma for-

ma democrática a todos os públicos envolvidos no processo tenham

como manifestar as suas diversas opiniões e que sejam respeitados

em relação aos assuntos de interesse público ou privado.

Assim, a comunicação dirigida poderá proporcionar maio-

res chances de se obter um resultado positivo, contribuindo de

forma significativa para atingir os objetivos esperados. Com isso,

não se pode entender que a comunicação de massa não seja opor-

tuna, mas sim que se possa distinguir que para o exercício e o

desempenho da comunicação empresarial, a comunicação dirigida

é mais apropriada para a elaboração de nossos processos nas or-

ganizações das quais fazemos parte.

Neste contexto torna-se evidente a importância da atua-

ção do profissional de Relações Públicas e da Comunicação Em-

presarial, visto que ambos desenvolverão suas atividades com a

alta direção, e a partir dela poderão realizar atividades que en-

volvam a todos os outros públicos internos da empresa. A partir

dessa decisão as estratégias serão mais bem aceitas e desenvolvi-

das pelos pares implicados no processo de planejamento, execu-

ção, controle e avaliação.

Democracia

É um regime de governo no
qual o poder de tomar
importantes decisões políticas
está com os cidadãos (povo),
direta ou indiretamente, por
meio de representantes eleitos
– forma mais usual. Uma
democracia pode existir num
sistema presidencialista ou
parlamentarista, republicano
ou monárquico.

A Democracia opõe-se à
ditadura e ao totalitarismo, em
que o poder reside numa elite
auto-eleita.

As democracias podem ser
divididas em diferentes tipos,
com base em um número de
distinções. A distinção mais
importante ocorre entre
democracia direta (algumas
vezes chamada “democracia
pura”), na qual o povo
expressa a sua vontade por
voto direto em cada assunto
particular, e a democracia
representativa (algumas vezes
chamada “democracia indire-
ta”), em que o povo expressa
sua vontade por meio da
eleição de representantes que
tomam decisões em nome
daqueles que os elegeram.

Outros itens importantes na
democracia incluem exatamen-
te quem é “o povo”, isto é,
quem terá direito ao voto;
como proteger os direitos de
minorias contra a “tirania da
maioria” e qual sistema deve
ser usado para a eleição de
representantes ou outros
executivos.

Disponível em:
<http://pt.wikipedia.org/wiki/
Democracia>.
Acesso em: 25 dez. 2008.

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Para entendermos melhor essa questão recorremos aos autores na seguinte passagem:

A comunicação dirigida tem, portanto, “a finalidade de transmitir, conduzir e algumas vezes

recuperar informações, para estabelecer comunicação limitada, orientada e freqüente com sele-

cionado número de pessoas homogêneas e conhecidas”, patenteando-se as condições básicas à

constituição de um relacionamento efetivo com os públicos (Andrade, apud Fortes, 2003, p. 239).

Você, aluno/aluna, entendeu o que é a comunicação dirigida? E o que ela representa

para você nesse universo da comunicação empresarial? Diante da complexidade das organi-

zações deveremos lembrar que a comunicação dirigida permeará o nosso cotidiano, ou seja,

no trabalho, na realidade do mundo da comunicação, nas empresas, bem como o nosso

exercício pleno e planejado de ações e atitudes que demandem esse tipo de comunicação.

Verificamos também, alguns veículos (instrumentos) que irão nos ajudar na execução

dessas estratégias planejadas. Neste momento elencamos os instrumentos para o nosso co-

nhecimento, ou seja, uma atualização das já grifadas e mencionadas.

Nos estudos de Cesca há referência a outros veículos (instrumentos) que serão listados,

de forma que não fiquem de fora, e que serão detalhados e especificados melhor no decorrer

dos nossos encontros ao longo do bimestre. São eles:

• correio eletrônico (e-mail);

• fac-símile (fax);

• barra de holerite;

• manual de integração;

• quadro de avisos;

• Jornal mural;

• cartaz/banner;

• caixa de sugestões;

• mala-direta;

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COM UNICAÇÃO EM PRESARIAL

• folheto, folder, panfleto/flyer/volante;

• teaser;

• press-release (comunicado de imprensa);

• boletim de empresa;

• jornal de empresa;

• planejamento editorial – etapas;

• revista de empresa;

• newsletter (carta informativa);

• relatório público anual (financeiro);

• relatório social;

• livro de empresa (2006, p. 120-157).

Exercício: Reunindo o que você estudou nessa unidade formule com suas palavras: (1º) um conceito de
comunicação dirigida,