Apostila UNIJUÍ - Comunicação empresarial
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Apostila UNIJUÍ - Comunicação empresarial

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de informações, as convicções, as representa-

ções e os contextos numa mesma cultura. Neste aspecto todas as semelhanças acontecem

com a coletividade e os pontos de vista sobre os diversos assuntos que variam de acordo com

o mundo da vida em que os pares se estabelecem e, conseqüentemente, impulsionam as

pessoas às decisões e realizações da vida social: “Assim, é o mundo da vida que faz com que

um ato de fala seja familiar, permitindo aprender o seu sentido e antecipar as condições de

sua aceitabilidade” (Id, Ibid, p. 43).

Para compreender essa questão vamos fazer um exercício no sentido de voltar o olhar

ao homem desde a Antiguidade. Pela História podemos observar a evolução da humanida-

de, que sem conhecer a escrita, conseguia relacionar-se por meio de desenhos e sinais, esta-

belecendo uma comunicação. Podemos afirmar, ainda, que esses homens já estabeleciam

uma forma de comunicação, pois eram transmissores de informações, promoviam troca de

experiências e interpretavam fatos que ocorriam em suas tribos ou comunidades.

Nessa reflexão é importante destacar que o Jornalismo é dirigido a um público extre-

mamente diversificado, por meio de uma linguagem que deve ser adequada ao mesmo. A

técnica de redação, por exemplo, precisa ser vista como um processo, mediante o qual evolui

e se desenvolve o Jornalismo. A técnica não influi para a perda da qualidade de expressão,

tampouco influencia na particularidade dos que produzem notícia.

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Como observa Bahia:

Um editorial, uma reportagem e uma entrevista são sempre no-

tícias, mas cada qual observa a sua peculiar estrutura comuni-

cativa – como acontece a um padre que é também poeta e filóso-

fo e utiliza um discurso para cada uma de suas audiências (1990,

p. 89).

As formas de escrever precisam atender à demanda de infor-

mar a sociedade, com precisão no estilo jornalístico, tendo-se o

cuidado de não serem tão rigorosas a ponto de prejudicar a maté-

ria e nem tão leves que vulgarizem o texto. As limitações objeti-

vas, pelas quais passa o Jornalismo com referência ao estilo, po-

dem trazer um padrão de linguagem, mas sem ferir a liberdade de

criação. Por muito tempo a literatura influenciou o Jornalismo e

agora este passa a influenciar a literatura, pois o imaginário das

pessoas e suas formas de representação permeiam a condição de

ver o mundo, as coisas e a vida como se estivessem dentro de uma

história, de uma narrativa. E, por assim dizer, reserva-se aos meios

de comunicação social uma referência ao estilo e à linguagem

em que se dá o contato com as pessoas e com a sociedade.

Nesse sentido, esclarece:

Como representação objetiva da realidade o estilo do jornalismo

se aproxima mais de uma literatura não-ficcionista do que da

literatura de conceito clássico que reduzia o seu âmbito a poucos

gêneros da ficção. Não é a supra-realidade que interessa ao jor-

nalismo, e sim a precisão verificável.

Portanto, o que compõe a linguagem do jornalismo como cultura

de massa é o precisável, o avaliável, o nítido, o referenciável, o

concreto sobre o abstrato, o direito sobre o figurado, a ênfase do

fato e do ato sobre a da metáfora e da repetição. Essa precedência

do real sobre o supra-real está no estilo do jornalismo, no seu

espírito (1990, p. 91).

Metáfora

É uma figura de estilo, em que
há a substituição de um termo

por outro, criando-se uma
dualidade de significado. Por
exemplo: “Amor é um fogo” –
Luis de Camões. O termo fogo
mantém seu sentido próprio –
desenvolvimento simultâneo de

calor e luz, que é produto da
combustão de matérias

inflamáveis, como o carvão – e
possui sentidos figurados –

fervor, paixão, excitação,
sofrimento, etc. Didaticamente,
pode-se considerar a metáfora

como uma comparação que
não usa conectivo (por

exemplo, “como”), mas que
apresenta de forma literal uma

equivalência que é apenas
figurada. Por exemplo: “Meu

coração é um balde despejado”
– Fernando Pessoa.

Disponível em:
 <http://pt.wikipedia.org/wiki/

Met%C3%A1foras>.
Acesso em: 14 nov. 2008.

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COM UNICAÇÃO EM PRESARIAL

Ao percebermos as intenções de Bahia em destacar as formas de linguagem do Jornalismo e

seus primórdios, sua intencionalidade, suas linguagens, não podemos deixar de lembrar que, por

muito tempo, a palavra falada se mantinha como a única expressão jornalística. No rádio temos,

ainda, essa manifestação de fatos que correspondem à realidade e que, por sua característica

audível, aqueles que ouvem precisam fazer um esforço a fim de representar as situações narradas,

construindo sentidos e entendimentos a partir da sua construção de vida e contexto cultural.

Ainda no entendimento de Bahia:

A função sociocultural da linguagem na imprensa não difere muito do seu idêntico ciclo no rádio

e na televisão. A embalagem que a mensagem recebe no rádio está mais próxima do jornal e da

revista, enquanto na televisão ela se valoriza sem se superpor à imagem. Mas o caráter onipresente,

sugestivo, acessível e familiar do rádio e da televisão só se beneficia de padrões de texto que

sejam compreensíveis e assimiláveis (p. 93).

Nesse sentido, quando falamos em televisão nos voltamos à realidade das mensagens

que procuram encontrar uma forma de linguagem mais adequada para transmitir a infor-

mação mais fiel ao que acontece na atualidade, na ficção, na realidade, na educação e nas

diversas formas de cultura. Analisando-se esse fato, pode-se afirmar que a notícia televisiva,

mesmo que seja questionável, imprime um toque de seriedade, usando mais a tradição, a

convenção, a comparação e a identificação, mediante uma linguagem que emprega padrões

de texto que sejam compreensíveis e assimilados pela sociedade.

Para enfatizar a importância da imagem recorremos a Beltrão, na seguinte passagem:

(...) Do ponto de vista psicológico, a imagem oferece mais possibilidades de fixação de que a

própria testemunha direta do fato, que pode ser incompleta quer quanto ao ângulo do observa-

dor quer pelas falhas da atenção em pessoa não experimentada. A imagem jornalística procura

dar uma visão sintética completa do acontecimento, sendo imediatamente compreendida pelo

espectador sem apelo à sua inteligência ou à sua imaginação e independente do grau de cultura

que detenha ou o idioma que fale (1992, p. 49).

A televisão, como veículo de transmissão de informação, oferece maiores possibilida-

des de fixação do que outros meios, mesmo que incompleta por falta de recursos técnicos ou

limitada por falhas de quem está na recepção. Assim, a televisão ainda leva vantagem sobre

o jornal impresso e o rádio, pois ela combina elementos que unem linguagem e métodos da

imprensa, do rádio e do cinema.

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A linguagem televisiva influencia na cultura de massa com

um peso maior, pois ela substitui outros meios. No seu estilo é pos-

sível observar muito do rádio e da linguagem jornalística impressa,

mas vai se moldando e adquirindo linguagem e forma próprias.

A contribuição da televisão tem sido muito importante ao

longo dos anos, pois ela amplia a possibilidade de atividades in-

telectuais, ajudando a fortalecer a cultura de massa, porque as

pessoas vão se identificando e se representando a partir das infor-

mações que a TV apresenta. É possível, num universo de cultura,

os indivíduos identificarem-se e se ressignificarem.

Na concepção de Bahia:

Na televisão, mais que em qualquer outro meio do jornalismo, o

estilo e a linguagem interferem para opor fantasia e realidade.

Nas relações amplamente pesquisadas entre o telespectador e a

mensagem televisiva há pelo menos três categorias de atitude:

aceitação, protesto e adaptação que não diferem substancialmente

das reações do leitor (jornais e revistas), do ouvinte (rádio) e do

espectador de cinema (1990, p. 95).

Estudamos até aqui aspectos que nos fazem recordar, no

âmbito da linguagem jornalística, algumas interfaces realizadas

e que acontecem no dia-a-dia tanto