Apostila UNIJUÍ - Comunicação empresarial
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Apostila UNIJUÍ - Comunicação empresarial

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problemas que não eram sequer imaginados quando classificações sociais, econômicas, políti-

cas e religiosas eram mais simples e bem separadas (1995, p. 2).

É importante entender que o profissional de Relações Públicas, antes de desempenhar

qualquer outra atividade, tem como papel principal trabalhar com o clima humano, buscan-

do compreender seus direcionamentos, analisando-os e ajudando as organizações a se ajus-

tarem e serem dirigidas da melhor forma possível. No decorrer do desenvolvimento da ativi-

dade de Relações Públicas a mesma foi especializando-se e somando novas e importantes

funções, conceitos e técnicas. Dentre essas novas funções destacamos a Comunicação Em-

presarial, que estudaremos na unidade 3.

Dessa forma, os profissionais da área de Relações Públicas passaram a compreender

também o grupo de funções que ajudam uma organização a se adequar, ajustar e entender

as forças sociais que a afetam. Para melhor entendimento do que seja essa área recorremos

a dois autores que nos ajudaram a conceituá-la.

EaD André Gaglia rdi – Ma rcia Formen ti ni

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Nesse propósito:

O termo Relações Públicas é polissêmico, isto é, possui vários

significados. Verifica-se esta asserção observando-se o discurso

de todos aqueles que tratam do assunto, pois com essas duas pala-

vras visam identificar vários objetos. Isto deve ter uma razão que

se acredita ser o tratamento histórico-empírico que o assunto re-

cebeu, sem a preocupação de caracterizar bem o que se desejava

explicar (Miera, 1973 apud Simões, 1987, p. 45).

Nesta mesma direção Andrade afirma: “Poder-se-ia dizer que

o problema da definição de Relações Públicas é, em alguns as-

pectos, uma questão de semântica, já que esse termo é usado

com várias significações” (1993, p. 30).

E para a Associação Brasileira de Relações Públicas – ABRP –

apud Andrade (1993, p. 41), Relações Públicas é:

O esforço deliberado, planificado, coeso e contínuo da alta admi-

nistração, para estabelecer e manter uma compreensão mútua

entre uma organização, pública ou privada, e seu pessoal, assim

como entre essa organização e todos os grupos aos quais está

ligada, direta ou indiretamente (p. 27).

Vimos até aqui como se dá a comunicação e a interface entre

suas áreas, comumente aceitas e usuais, que perpassam as orga-

nizações.

Façamos agora uma síntese dessa unidade, objetivando a

assimilação do conteúdo.

O Jornalismo, pelo que podemos observar, se dá a partir da

“veracidade” dos fatos, ao universo simbólico das pessoas e à

capacidade de interpretação e entendimento das notícias por parte

dos receptores, sejam eles leitores, ouvintes ou telespectadores,

ou ainda colaboradores de uma organização.

Semântica

(do grego σηµαντικός,
derivado de sema, sinal)
refere-se ao estudo do

significado, em todos os
sentidos do termo. A semânti-
ca opõe-se com frequência à

sintaxe, caso em que a
primeira se ocupa do que algo
significa, enquanto a segunda
se debruça sobre as estruturas
ou padrões formais do modo
como esse algo é expresso
(por exemplo, escritos ou
falados). Dependendo da

concepção de significado que
se tenha, têm-se diferentes

semânticas. A semântica
formal, a semântica da

enunciação ou argumentativa e
a semântica cognitiva, por

exemplo, estudam o mesmo
fenômeno, mas com conceitos

e enfoques diferentes.

Disponível em:
<http://pt.wikipedia.org/wiki/

Sem%C3%A2ntica>.
Acesso em: 18 nov. 2008.

Simbólico

Termo símbolo, com origem no
grego σύµβολον (sýmbolon),

designa um elemento represen-
tativo que está (realidade visível)

em lugar de algo (realidade
invisível), que tanto pode ser um

objecto como um conceito ou
idéia, determinada quantidade

ou qualidade. O “símbolo” é um
elemento essencial no processo
de comunicação, encontrando-

se difundido pelo cotidiano e
pelas mais variadas vertentes do
saber humano. Embora existam
símbolos que são reconhecidos
internacionalmente, outros só
são compreendidos dentro de

um determinado grupo ou
contexto (religioso, cultural,

etc.).

Disponível em:
<http://pt.wikipedia.org/wiki/

Simb%C3%B3lico>.
Acesso em: 18 nov. 2008.

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COM UNICAÇÃO EM PRESARIAL

Por sua vez, na Publicidade e Propaganda o que se estabe-

lece, tentando acordar critérios, é a forma do convencimento, não

menos importante, pois é possível estabelecer critérios também

por meio da persuasão e dos aspectos subliminares e nas empre-

sas da mesma forma.

Já em Relações Públicas, além de se ter como critério a éti-

ca, é necessário contar com a boa-vontade dos variados públicos

das organizações, a fim de que as funções de relacionamento

aconteçam e se estabeleça a Comunicação Empresarial nas di-

versas organizações.

Desse modo, a comunicação, sendo imprescindível para a

vida do ser humano e de qualquer organização, pode ser desen-

volvida de várias formas: oral, escrita, por símbolos e gestos (ex-

pressões faciais, mímicas), por meio de sons, como música e ou-

tros sinais sonoros. Ou, então, pela combinação dessas formas,

como linguagem oral, música e formas visuais presentes na tele-

visão, na Internet e a linguagem oral misturada aos gestos utili-

zados em conversação.

Mesmo que possam parecer singelas e sem importância, as

palavras e frases são recursos dos quais o homem se utiliza com

muita propriedade, produzidos pela habilidade e capacidade hu-

mana que, como produtos da experiência social, servem como

desenvolvimento de práticas cotidianas para o processo de co-

municação. A comunicação entre os seres humanos está intima-

mente ligada à capacidade de elaboração e transmissão de men-

sagens produtoras de sentidos que lhes possam interessar.

A busca pelo aprimoramento do processo de comunicação e

o esforço e a dedicação em se adequar às novas formas de transmi-

tir informações ficam a cargo do homem. O homem vem desenvol-

Subliminares

Mensagem subliminar é a
definição usada para o tipo de
mensagem que não pode ser
captada diretamente pelos
sentidos humanos. Subliminar
é tudo aquilo que está abaixo
do limiar, a menor sensação
detectável conscientemente.
Importante destacar que
existem mensagens que estão
abaixo da capacidade de
detecção humana – essas
mensagens são imperceptíveis,
não devendo ser consideradas
como subliminares. Toda
mensagem subliminar pode
ser dividida em duas caracte-
rísticas básicas: o seu grau de
percepção e de persuasão.

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vendo freqüentes adaptações durante toda a sua vida, pois foi evoluindo e adaptando-se ao

rádio, ao cinema, como também ao telégrafo, ao telefone, à televisão e à Internet e a tantas

outras formas que foram sendo desenvolvidas e/ou aperfeiçoadas. Segundo Beltrão e Quirino:

A história da civilização é também a história da invenção de meios cada vez mais eficientes para

a difusão e intercâmbio de informações que permitissem às sociedades estruturadas a obtenção

de suas metas. Quando se estabelecem relações de cooperação/dominação (comércio/conquista)

entre grupos humanos próximos ou estabelecidos a razoável distância, a comunicação se faz

diretamente, pela palavra, gestos, ritos e cerimônias que impõem leis, implantam costumes e

criam tradições (1986, p. 22).

Em outra perspectiva, destaca-se a abordagem da comunicação enquanto processo,

pois ela traz consigo uma bagagem multidisciplinar. Confirma-se essa observação pelo fato

de a comunicação estar presente praticamente em todas as formas de interação social. As-

sim, a comunicação é um conceito relacionado à educação, à influência, ao consentimento,

ao poder, à imitação, à cooperação, à liderança, à participação, à solidariedade, às organi-

zações, bem como outras formas de relacionamentos dos homens.

Da evolução das diversas formas e dos meios de comunicação que acompanham o

desempenho da humanidade ressalta-se a importância da comunicação para o desenvolvi-

mento das sociedades e das organizações. Assim, nosso foco de estudo, na próxima unida-

de, se voltará para a Comunicação Organizacional.

REFERÊNCIAS

ALBUQUERQUE,