Apostila UNIJUÍ - Comunicação empresarial
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Apostila UNIJUÍ - Comunicação empresarial


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dos objetivos e dos caminhos da organização (1993, p. 83).
As mudanças constantes do ambiente impõem às organizações uma nova forma de
gerenciar seus negócios. A busca permanente de uma estratégia acertada torna a vida das
organizações altamente flexível, dinâmica e desafiadora.
É importante destacarmos que o mundo organizacional não é mais estático, rígido,
mas sim dinâmico e flexível. Por isso, há a necessidade de as organizações acompanharem
e se adequarem às mudanças constantes do ambiente, tornando-se mais estratégicas e
ousadas.
EaD
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COM UNICAÇÃO EM PRESARIAL
Vamos abordar o conceito de estratégia recorrendo a auto-
res clássicos da área.
Antes disso escreva o que você entende sobre o termo estratégia.
De acordo com Mintzberg e Quinn (2001, p. 20), as estratégias
servem como um direcionamento, um caminho a ser seguido. Se-
gundo estes autores, \u201ca estratégia é o padrão ou plano que integra
as principais metas, políticas e seqüências de ações de uma organi-
zação em um todo coerente\u201d. Também é importante ressaltar que o
conceito de decisão estratégica define com nitidez os caminhos de
um empreendimento, ajudando as organizações a encontrar as ver-
dadeiras metas, delinear os limites e definir os recursos.
Seguindo ainda o pensamento de Mintzberg e Quinn
(2001), as estratégias podem ser deliberadas ou emergentes. As
estratégias deliberadas são aquelas planejadas, ou seja, primeiro
são formuladas para só depois serem instituídas. Já as emergen-
tes surgem a partir de determinadas situações que não foram pre-
vistas. As estratégias deliberadas acabam evitando o aprendiza-
do, enquanto as emergentes fomentam o aprendizado. De acor-
do com os autores, as estratégias deliberadas e emergentes se
complementam, formando um continuum.
Disponível em:
<www.crasp.com.br>
Acesso em 28 nov. 2008
Continuum
Algo que tem continuidade,
que está conexo.
EaD André Gaglia rdi \u2013 Ma rcia Formen ti ni
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Para Mintzberg e Quinn (2001), no atual ambiente competitivo em que operam as
organizações, fixar-se em padrões, planos, normas, pode constituir um perigo para os negó-
cios. Daí a importância de ter dinamicidade para se adaptar às exigências necessárias, ou
seja, as empresas que buscam a competitividade precisam estar atentas as suas estratégias,
procurando adequá-las ao ambiente e às novas tendências empresariais.
Diante do exposto, podemos afirmar que as organizações vêm sendo afetadas nos últi-
mos tempos pelas constantes transformações sociais, pelo mercado, pela globalização e pela
importância e dimensão que a comunicação vem tendo nesse contexto.
Como bem expressa Kunsch (2003), as organizações modernas, para se posicionar
perante a sociedade e fazer frente a todos os desafios da complexidade contemporânea,
necessitam planejar, administrar e pensar estrategicamente a sua comunicação. Trataremos
este tema na próxima unidade reforçando que a comunicação deverá ser coerente com as
características organizacionais.
Para refletir e responder:
1 Quais são as características da(s) organização(s) em que você trabalha e/ou tem
contato? Existe uma preocupação em acompanhar as tendências do mercado ou as
adaptações vão ocorrendo por pura pressão dos seus públicos ou, ainda, simplesmente
não acontecem?
2 Como você percebe o processo de adaptação às mudanças nas organizações que
você conhece e/ou trabalha? Elas são intencionais/planejadas ou se dão ao acaso?
Assim encerramos essa primeira unidade e avançamos para os processos
comunicacionais. Para tanto, é necessário que todos tenham realmente compreendido o
tema organizações, uma vez que é a partir delas que a comunicação acontece.
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COM UNICAÇÃO EM PRESARIAL
Diante disso, proponho que vocês façam um resumo dessa primeira parte, com a fina-
lidade de absorver melhor os conceitos estudados.
REFERÊNCIAS
ALMEIDA, Fernando. O bom negócio da sustentabilidade. Rio de Janeiro: Nova Fronteira,
2002.
ASHLEY, Patrícia Almeida (Coord.). Ética e responsabilidade social nos negócios. São Pau-
lo: Saraiva, 2002.
BUENO, Wilson da Costa. Comunicação empresarial: teoria e pesquisa. São Paulo: Manole,
2003.
BUONO, A. F.; BOWDITCH, J. L. Elementos de comportamento organizacional. São Paulo:
Pioneira, 1997.
CARAVANTES, G. R.; PANNO, C. C.; KLOECKNER, M.C. Administração: teorias e proces-
so. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005.
KARKOTLI, Gilson Rihan. Importância da responsabilidade social para implementação do
marketing social nas organizações. 2000. Dissertação (Engenharia da Produção) \u2013 Universi-
dade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2000.
Disponível em: <www.
aprendendoempreendendo.com>
Acesso em: 28 nov. 2008
EaD André Gaglia rdi \u2013 Ma rcia Formen ti ni
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KUNSCH, Margarida M. K. (Org.). Obtendo resultados com relações públicas. São Paulo:
Pioneira, 1997.
______. Planejamento de relações públicas na comunicação integrada. São Paulo: Summus,
2003.
MINTZBERG, Henry; QUINN, James B. O processo da estratégia. Porto Alegre: Bookman,
2001.
MOTTA, Paulo Roberto. Gestão contemporânea: a ciência e a arte de ser dirigente. Rio de
Janeiro: Record, 1993.
VASSALO, Cláudia. Um novo modelo de negócios. Guia exame de boa cidadania corporativa.
Revista Exame, São Paulo: Edição 728, 2000.
EaD
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COM UNICAÇÃO EM PRESARIAL
Unidade 2Unidade 2Unidade 2Unidade 2
PROCESSO DE COMUNICAÇÃO
Nesta unidade abordaremos as questões fundamentais do
processo de comunicação. Procuramos organizar a unidade em
seções para facilitar a compreensão desses processos.
Seção 2.1
O Processo de Comunicação
Marcia Formentini
Para introduzir o assunto Comunicação nas Organizações
ou Comunicação Organizacional, é necessário, primeiramente,
conhecer um pouco sobre o processo de comunicação.
Estamos mergulhando num mundo conceitual e pragmáti-
co que requer atenção e cuidado. Sabemos que esse é um tema
visado e bastante conhecido, ou seja, todo mundo acha que sabe
e entende sobre comunicação, ou melhor, que sabe fazer comu-
nicação. Precisamos deixar claro desde já, no entanto, que a
questão não pode ser entendida dessa forma.
Todas as pessoas, a priori, sabem se comunicar, porém nem
todas sabem promover efetivamente a comunicação entre dife-
rentes pessoas, entre diferentes organizações e, de forma especial,
entre as organizações e seus diferentes públicos.
A priori
Em princípio.
EaD André Gaglia rdi \u2013 Ma rcia Formen ti ni
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E você, o que sabe sobre a comunicação?
Reflita e escreva sobre isso visando a obter subsídios para
 a discussão do assunto que vem na seqüência.
Precisamos ter presente que a comunicação é algo que faz
parte da nossa vida, todos os dias e de muitas formas. Qualquer
manifestação \u2013 visual, oral, gestual \u2013 é uma forma de expressão,
um tipo de comunicação. Assim sendo, nos comunicamos em to-
dos os momentos, mesmo que às vezes não sejamos completa-
mente entendidos, ficando assim falho o nosso processo
comunicacional.
Para Steffen (in Dornelles, 2007), a comunicação é o meca-
nismo-meio que possibilita a captação, processamento e distri-
buição de informações geradas pelos agentes sociais no sistema
organização-públicos.
Conforme afirma Pinho (1990, p. 72), \u201cA palavra comunica-
ção tem origem no latim communicare, que significa tornar co-
mum, partilhar, repartir\u201d. Desse modo, comunicar não é um ato
insignificante; pelo contrário, é muito importante para o homem
e para as organizações.
Públicos em comunicação
São todas aquelas pessoas a
quem nos dirigimos. São
pessoas que interessam à
organização, ou seja, partes
fundamentais no processo de
comunicar.
Disponível em:
<trava-linguas.
blogspot.com>
Acesso em 28 nov.
2008
EaD
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COM UNICAÇÃO EM PRESARIAL
O mesmo autor salienta ainda que \u201co ato de comunicar tem
como pressupostos a participação ou a interação entre quem emite
a mensagem a aquele que a recebe, e a compreensão necessária
para que se possa colocar em comum idéias, imagens e experiên-
cias\u201d (p. 72).
Como bem sabemos, a comunicação