Apostila UNIJUÍ - Comunicação empresarial
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Apostila UNIJUÍ - Comunicação empresarial


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desempenha um papel
importante em nossa vida, é por meio dela que aprendemos a
conviver, a nos comunicar com outras pessoas, a nos relacionar,
favorecendo que possamos conquistar o nosso espaço na socie-
dade e no mundo.
Nos primórdios da vida em grupo o homem sentiu a neces-
sidade de se unir e se organizar, e foi pela comunicação que isso
se tornou possível. Desse modo, podemos dizer que a comunica-
ção vem servindo ao homem durante toda a sua existência, pro-
piciando-lhe a convivência organizada e, conseqüentemente, a
evolução da espécie.
De acordo com Schuler (2004), a comunicação está presen-
te em todas as formas de organização conhecidas na natureza,
tanto que se pode afirmar que a única maneira de haver uma
organização é por meio da comunicação.
A comunicação se dá de diferentes formas e canais, porém
necessita sempre de elementos como: o emissor, o receptor, o ca-
nal, a mensagem e o feedback para constituir o processo.
Para entender melhor o processo de comunicação, vamos
definir cada um destes elementos:
\u2013 emissor: aquele que emite a mensagem. É a fonte de informa-
ções; aquele que faz algum tipo de comunicação;
Pressupostos
Pressuposição,
suposição, conjetura.
Plano, projeto.
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\u2013 canal: é o meio físico que faz com que as informações cheguem até o receptor (televisão,
rádio, jornal, Internet...);
\u2013 mensagem: refere-se àquilo que foi dito pelo receptor, utilizando-se de diferentes expres-
sões/signos;
\u2013 receptor: é aquele que recebe a mensagem emitida. Ele pode ter três tipos de comportamen-
to de recepção: um passivo (recebe as mensagens, mas não as utiliza), um reativo (percebe
as mensagens e reage a elas) e um proativo (procura ou provoca a emissão de informações);
\u2013 feedback: é o retorno dado pelo receptor à mensagem enviada. É a resposta, ou seja, um
processo de reação do receptor à mensagem percebida.
Vamos ilustrar esse processo de comunicação utilizando-nos de um exemplo de Schuler
(2004, p. 20).
Ângela é a professora e dá aula nesse momento. Os alunos, muito interessados, olham
para ela em silêncio, com os olhos muito abertos. Quem assiste a essa cena, querendo
aplicar a descrição do modelo de comunicação, pode pensar que a professora é a emis-
sora, sendo seus alunos os receptores. No entanto, não é assim que a coisa está acon-
tecendo. Um olhar mais atento vai perceber que, enquanto Ângela fala e seus alunos
recebem e tratam a informação emitida, esses emitem também vários sinais que infor-
mam a ela sobre a qualidade da recepção do seu discurso. Quando algum aluno fran-
ze a testa, ela logo percebe que algo não ficou bem entendido. Ela pára um pouco e
pergunta se todos estão compreendendo bem até ali. Quando os olhares atentos co-
meçam a tornar-se mais distantes, dando lugar a expressões mais apáticas, a professo-
ra percebe que os alunos estão cansando-se e conta algumas histórias engraçadas
para despertá-los e movê-los um pouco com sua energia. Dessa forma, conseguirá
mantê-los atentos por mais um bloco de aula.
Esse exemplo pode ser útil para compreender que emissor e receptor são as funções e
não as pessoas envolvidas. Todas as pessoas envolvidas, de alguma forma, mesmo su-
til, tanto recebem quanto emitem. Ao mesmo tempo Ângela emite seu discurso e rece-
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be a resposta dos alunos. Ao mesmo tempo que os alunos recebem o discurso dela,
emitem informações sobre como estão vivenciando-o, sobre seu nível de atenção, can-
saço, interesse e até mesmo sobre sua disposição afetiva quanto à professora. Toda
essa informação está ali para ser percebida por quem for capaz de percebê-la.
Como podemos perceber, a comunicação não acontece de forma isolada, sozinha. Ela
é um processo de diálogo, de emissão e recepção contínua de mensagens, as quais devem
ser as mais adequadas possíveis, buscando o entendimento de todas as partes envolvidas no
processo. E, para que esse entendimento ocorra de forma eficaz, é necessária a contribuição
da comunicação social, por meio das diferentes áreas \u2013 Jornalismo, Publicidade e Propa-
ganda e Relações Públicas \u2013, assunto que veremos na seqüência.
Seção 2.2
A Contribuição da Comunicação Social
André Gagliardi
Para chegarmos à Comunicação Organizacional, primeiramente precisamos entender as di-
versas concepções sobre a Comunicação Social e o que ela representa no universo das empresas.
Pois bem, a área da Comunicação Social das empresas (organizações) envolve os atos da
comunicação indiretos, unilaterais e públicos. Sendo assim, são ações da comunicação coletiva
ou de massa: a Internet, os jornais, as revistas, o rádio e a televisão. A transmissão das mensa-
gens nesses meios de comunicação ocorre, tanto nos circuitos internos quanto nos externos.
Nessa perspectiva, destacamos os objetivos gerais da comunicação social nas organi-
zações: desenvolver um conceito que possamos utilizar nas organizações diante de seus
públicos, coerente e de acordo com as suas políticas, crenças e valores; criar, instituir e
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manter formas de comunicação que contribuam para o melhor funcionamento dos sistemas
e das atividades; planejar de uma forma harmoniosa o espírito de equipe; programar junto
aos formadores de opinião e poder o pensamento ideológico da empresa; estar lado a lado e
manter influência no meio ambiente, instituindo posicionamentos junto aos órgãos de de-
cisão nas esferas federal, estaduais e municipais.
Conforme Torquato (2004, p. 52), os principais programas de comunicação social es-
tão circunscritos às áreas de:
\u2022 jornalismo;
\u2022 assessoria de imprensa;
\u2022 relações públicas;
\u2022 articulação institucional e relações corporativas e lobby;
\u2022 marketing cultural e eventos;
\u2022 publicidade institucional e comercial/industrial;
\u2022 editoração e identidade visual.
Ainda, para além da denominação anteriormente citada, poderão ser encontradas ou-
tras, também aceitas, tais como: Comunicação \u2013 Jornalismo; Comunicação \u2013 Publicidade e
Propaganda e Comunicação \u2013 Relações Públicas, que veremos mais especificamente a seguir.
COMUNICAÇÃO \u2013 Jornalismo
No que se refere à área de Comunicação \u2013 Jornalismo, Beltrão em sua obra Iniciação
à Filosofia do Jornalismo, escreve:
Entre todas as atividades humanas, nenhuma responde tanto a uma necessidade do espírito e da vida
social quanto o jornalismo. É próprio da nossa natureza informar-se e informar, reunir a maior soma
de conhecimentos possíveis do que ocorre no nosso grupo familiar, nas vizinhanças, na comunidade
em que vivemos, entre os povos que nos rodeiam e, mesmo, nos mais longínquos rincões do mundo.
Através desse conhecimento dos fatos, o homem como que alimenta o seu espírito e, fortalecendo-se
no exame das causas e conseqüências dos acontecimentos, sente-se apto à ação (1992, p. 33).
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COM UNICAÇÃO EM PRESARIAL
Na visão deste autor ocorre na sociedade a promoção do entendimento a partir da
divulgação de informações, mesmo que tímidas, sem muito embasamento. Assim, a contri-
buição coletiva e pontos de vista controversos colaboram para a formação da opinião públi-
ca e, por conseqüência, possibilitam aos seres humanos a sociabilização, o discernimento,
as escolhas e as realizações no \u201cmundo da vida\u201d.
Sobre esse aspecto Boufleuer (1997, p. 42-43) afirma: \u201cO mundo da vida equivale a um
saber de fundo que intuitivamente dominamos sob a forma de auto-evidências e que adqui-
rimos por crescermos numa mesma cultura e compartilharmos uma mesma experiência\u201d.
Este autor escreve, ainda, que por fazerem parte de um mesmo mundo da vida, os
comunicadores acabam se valendo de uma série de convicções comuns que não são
tematizadas ou problematizadas durante o processo comunicativo, mas que formam o con-
texto indispensável para sua realização (Id, Ibid, p. 43).
Nesta mesma perspectiva, no que se refere à concepção de Jornalismo, citado por Beltrão,
destacam-se as manifestações, a divulgação