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DisciplinaClínica Médico-cirúrgica I72 materiais1.085 seguidores
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espongiformes de Kogoj. As papilas dérmicas estão alargadas
e edemaciadas e exibem capilares dilatados e tortuosos. O
infiltrado inflamatório presente é discreto, e composto de
células mononucleares, particularmente linfócitos. 
O quadro histológico da psoríase pode não ser espe-
cífico. A presença de microabscesso de Munro ou da pústula
espongiforme permitem o diagnóstico da condição. O diag-
nóstico diferencial das dermatoses psoriasiformes inclui der-
matite seborreica, eczemas em geral, pitiríase rubra pilar,
NEVIL, micose fungoide e sífilis secundária.
Curso e evolução
A remissão do quadro, inclusive por longos períodos,
pode evidenciar-se, mas não costuma ser a regra. Em geral,
após o desencadeamento da psoríase, algum tipo de trata-
mento é necessário para o controle das lesões e, depois de
obtido o controle, tratamento de manutenção costuma ser
empregado. 
Diagnóstico diferencial
O psoríase permite um número grande de diagnósti-
cos diferenciais, conforme sua apresentação clínica. (Consultar
Tabela a seguir) \ufffd
CONSENSO BRASILEIRO DE PSORÍASE 2009|SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA
28 | Manifestações Clínicas, Diagnóstico, Diagnóstico Diferencial
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Manifestações Clínicas, Diagnóstico, Diagnóstico Diferencial | 29
CONSENSO BRASILEIRO DE PSORÍASE 2009|SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA
REFERÊNCIAS 
1. Christophers E, Mrowietz U. Psoriasis. In: Dermatology in General Medicine. Freedberg IM, Eisen AZ, Wolf K, Austen KF,
Goldsmith LA, Katz SI, eds. New York: McGrawHill; 2003. p. 495-521.
2. Kerkhof PCM. Psoriasis. In: Bolognia JL, Jorizzo JL, Rapini RP, eds. Dermatology. New York: Mosby; 2003. p. 124-49. 
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Dermatology. 7th ed. London: Blackwell Science; 2005. p.1-35;69.
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Dermatol. 1985;13:450-6. 
5. Sampaio SAP, Rivitti EA. Erupções eritematoescamosas. In: Sampaio SAP, Rivitti EA, eds. Dermatologia. 3 ed. São Paulo:
Artes Médicas; 2007. 
6. Mobini N, Toussaint S, Kamino H. Noninfectious erythematous, popular, and squamous diseases. In: Elder DE, Elenitsas
R, JohsonsonJr BL, Murphy GF, eds. Levers´s histopathology of the skin. 9th ed. Philadelphia: Lippincott Williams &
Wilkins; 2004. p. 179-214.
Artrite Psoriásica e Comorbidades | 31
3CAPÍTULO
ARTRITE PSORIÁSICA E COMORBIDADES
Artur Antonio Duarte1
Jackson Machado-Pinto2
Colaboradores:
Ivonise Follador 3
Lúcia Helena Fávaro de Arruda 4
Maria de Fátima Paim Rodrigues 5
1 Professor Titular de Dermatologia da Faculdade de Medicina de Santo Amaro \u2013 UNISA - São Paulo \u2013 SP
2 Coordenador da Disciplina de Dermatologia, Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais; Chefe da Clínica Dermatológica da Santa Casa de Belo
Horizonte; Mestre em Dermatologia e Doutor em Medicina, especialista em Dermatologia
3 Médica do Serviço de Dermatologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA); Doutora em Medicina e Saúde da UFBA
4 Professora e Chefe do Serviço de Dermatologia da Faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade Católica de Campinas - SP
5 Médica do Serviço de Dermatologia da Universidade Federal da Bahia; Doutoranda do Curso de Pós Graduação em Medicina e Saúde da UFBA
CONSENSO BRASILEIRO DE PSORÍASE 2009|SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA
CONSENSO BRASILEIRO DE PSORÍASE 2009|SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA
32 | Artrite Psoriásica e Comorbidades
Artrite Psoriásica
A artrite psoriásica é uma inflamação autoimune,
mediada por linfócitos CD-8, que afeta ligamentos, tendões,
fáscias, articulações espinais e periféricas, em pacientes por-
tadores de psoríase cutânea ou não. Em geral, o comprome-
timento articular se revela após o aparecimento da psoríase
cutânea, em 70% dos pacientes e pode preceder o apareci-
mento das lesões cutâneas, em 14 a 21% das vezes, poden-
do ser concomitante, em 11% a 15% dos pacientes. 1 A pso-
ríase vulgar e ungueal são as mais comumente associadas ao
comprometimento articular. Os dermatologistas devem ser,
portanto, encorajados a considerar sempre a possibilidade do
diagnóstico de artrite psoriásica em pacientes com psoríase
cutânea, em placas e/ou ungueal, em todas as visitas. 2
A artrite psoríasica se classifica dentro das espondiloar-
tropatias soronegativas, sendo subdividida em 5 categorias:
1 - Artite com predomínio das articulações interfalan-
geanas distais; 
2 - Artrite mutilante;
3 - Artrite simétrica \u2013 artrite reumatoide-like - soro
negativa;
4 - Oligoartrite ou monoartrite assimétrica das inter-
falangianas distais, proximais e metacarpofalangianas;
5 - Espondiloartropatia axial. 
A incidência do comprometimento articular na psoría-
se varia de 10% a 42%. 3 Deve ser um sinal exaustivamen-
te pesquisado, pela alta incidência e morbidade, visto que
levam a comprometimentos articulares irreversíveis. O diag-
nóstico e o início do tratamento precoces previnem danos arti-
culares.
Assim como na psoríase, as associações de vários
fatores determinam seu aparecimento: genéticos, ambientais,
imunológicos, etc. 
Diagnóstico 
As queixas mais comuns são: dores articulares,
edema, rigidez matinal e fadiga. O comprometimento, em
geral, é poliarticular e assimétrico, principalmente nas articu-
lações interfalangeanas distais e proximais. As dores nas
articulações sacroilíacas são menos habituais. Quando acon-
tecem, geralmente, o fazem de modo unilateral, assim como
o comprometimento axial. Ao exame físico, os sinais mais
característicos são: edema, entesites, artrite e dactilite (dedo
em salsicha). Em geral, o comprometimento cutâneo é exten-
so, tanto que é frequente o comprometimento ungueal asso-
ciado. Comprometimentos extra-articulares podem incluir:
uveíte, ulcerações orais e uretrites.
Os exames sorológicos para comprometimento articu-
lar, como o fator reumatoide, são negativos, em mais de
95% dos pacientes, assim como a pesquisa dos antígenos
citrulinados. A VHS está aumentada, em até 40% das vezes,
e a pesquisa da proteína C pode ser positiva.
Os achados radiológicos mais costumeiros são: assi-
metria das articulações interfalangeanas, com diminuição dos
espaços; osteólises, reabsorção óssea interfalangeana,